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não deixem o sol nascer, ou deixem e vamos renascer!



Mexendo na internet a uns meses atrás, vi algumas músicas do que seria o "projeto solo do Chester Bennington" (vocalista do Linkin Park) chamado de Dead By Sunrise, depois fui descobrir que era uma banda, na verdade, o Orgy (banda de Amir Derakh e Ryan Shuck, guitarra e synth e guitarra e backvocal respectivamente ex Julien-K) tinha acabado de se separar, e o Chester os chamou para produzir algumas músicas do seu projeto, eles ligaram para o Bennington, dizendo que tinha idéias para acrescentar ao projeto, e assim surgiu o obscuro disco "Out Of Ashes", com a adição de mais três membros, Brandon Belsky e Elias Andra (respectivamente Baixo e Bateria, ambos ex- Julien-K) e Anthony ‘Fu’ Valcic no Teclado. O disco foi produzido por Howard Benson (P.O.D., Papa Roach e My Chemical Romance), de acordo com o Chester, Howard trouxe uma energia muito boa para o projeto. Mas um trabalho músical não é construído só de música, tem muito de questionamentos e de situações que vivenciamos.

Chester estava passando por um momento pesado na sua vida, ele tinha acabado de se divorciar, e isso trouxe a tona alguns problemas com drogas que ele já havia passado, ele mesmo afirma que é uma pessoa romântica, que gosta de viver com a presença do amor em sua vida. Ele escreveu todas as letras do disco, as letras em geral são bem pessoais e bem melancólicas, muito questionadoras também. Por exemplo, em "Let Down", além do ótimo uso de sintetizadores, Chester conta a experiência do divórcio "Não quero ser colocado pra baixo, não quero viver minha vida de novo. Não quero caminhar por aquela velha estrada". Isso pra mim foi um conforto, eu passava por momentos semelhantes aos que ele expressa nas letras, e essa melancolia toda, só me fazia enxergar a frente, impressionante! Tão impressionante quanto o single de trabalho, "Crawl Back In", que fala sobre você as vezes se sentir como se não tivesse uma identidade própia "Sometimes I look at my own face and I don't know who I am, I see a piece of everyone I know buried underneath my skin" e o excelente refrão "I don't wanna be like then, I wanna crawl back in", Chester diz que essa música nasceu do desespero de você se sentir viciado em alguma coisa. Uma outra faixa que chama a atenção, é "My Suffering", que mais uma vez trás a tona os problemas com drogas "My happy ending only exists in my dreams". O refrão soa muito bem, você vê uma bateria rápida, com berros muito loucos que foram gravados e ficaram na música com um volume menor, da uma impressão muito boa, é uma música bem energética, e com certeza, vai soar muito bem sendo executada ao vivo. Uma música que me deixa arrepiado é "Walking In Circles". A letra fala basicamente de se sentir sozinho e não poder gritar por ajuda, o refrão é muito bom "Alone in a world, with millions of souls, walking in circles. Trapped in our dreams unhealthy, unclean, Walking in circles, now, Do not disturb, scream in silence, Everyone's sleeping". Quando prestei atenção nessa letra na primeira vez que ouvi me impressionei, porque eu tinha essa sensação de querer gritar mas não poder, e quando ouvia ela nos fones de ouvido andando em algum lugar, também era bizarro, porque todos nós (inclusive eu), estamos andando em círculos por coisas sem sentido.



"Inside Of Me" também me chamou a atenção, na letra, vemos o Chester cantando sobre mudanças, sobre você ter que mudar alguma coisa, não ficar parado, exatamente como ele deveria estar buscando se curar do que ele estava sofrendo, o refrão soa muito bem, e nele são cantados os versos "I feel all alone everyday, And just so far away, I know something's got to change, Inside of me". "Give Me Your Name" é uma das faixas mais melosas do disco, eu interpretei como se esse novo amor que ele canta no disco, seria sua vida pós Divórcio. O Instrumental dessa música é bem viajante, e a melodia do vocal, tanto nos versos quanto no refrão, são muito bem estruturadas, com certeza da pra enxergar um potencial comercial nessa música, o refrão conta com os versos "And I fall into the ocean. Inside of your arms. Taking me deeper where all the pain goes". A música "In The Darkness", de acordo com o Chester, representa a falta que ele sentia de fazer amor com alguém que ele gostava, essa música conta ainda com alguns elementos de beat box que eu achei muito interessante de terem sido adicionados. A música que encerra o álbum é a "Morning After", que foi escrita pelo Chester já a bastante tempo, tanto que ela foi executada em 2001 com o Linkin Park numa apresentação em Berlim, da pra notar, a letra lembra bastante os temas abordados com o Linkin Park, que também são semelhantes aos abordados com o Dead By Sunrise. É muito boa a música, tem um bom instrumental. Gosto muito também da forma como os sintetizadores foram utilizados nessa música. O disco com certeza foi um dos que eu mais gostei do ano de 2009, a voz do Chester é muito boa, ele canta com uma enorme versatilidade, e grita muito. O projeto não soa como um "Pacote de Expansão" do Linkin Park, ele consegue alcançar uma identidade própia, assim como o Fort Minor conseguiu. Vou estourar meus fones de tanto ouvir o Out Of Ashes, enquanto sou morto pelo nascer do sol.



É muito bom escutar um disco que você se identifica, você consequentemente reflete e supera seus problemas! Não podia vir em hora melhor, foi uma ótima compahia. Muitos falam que as letras são depressivas e até mesmo atraem energia ruim, só acho que elas motivam você a correr atrás do problema e crescer dele. Quem não tem problemas dentro de si? Estamos o tempo todo perguntando e se questionando. É muito fácil você julgar o outro que esta num momento de fraqueza, você não esta preso na mente daquela pessoa, o qual as grades são cada questão que deixam o indivíduo incomodado, caso aconteça com você, você vai com certeza querer que as pessoas respeitem seu momento. "Your Paranoya Is Probably Worse", diz o Mike em Papercut. Não há sentido em compararem o seu problema com a situação de algum ser o qual tem um problema diferente, são tipos diferentes de prisão mental. Enfim, eu não sou dono da verdade, mas sou paranóico, como todos vocês (eu sei que vocês também são), e eu penso duas vezes antes de julgar outro paranóico.

Ouvindo: Dead By Sunrise - Morning After

Cayo.

estou na lua



Kid Cudi, na minha opinião, uma das maiores revelações musicais dos últimos tempos. No quarto álbum de Kanye West, 808's & Heartbreak, Cudi fez uma participação na segunda faixa "Welcome to Heartbreak" e ajudou a compor a letra de Heartless (que fez um enorme sucesso e ganhou diversos covers). Ano passado ouvi compulsivamente a sua mixtape "A Kid Named Cudi", e reparei que ela ia além do Rap, tinha algo a mais. Talvez fossem as melodias que acompanham as rimas do Cudi, talvez fossem as batidas que não passavam de músicas do Ratatat e Nosaj Thing, ou então as letras que contradizem completamente aquele velho discurso de ' tal rapper tem o ego muito alto '. Kid Cudi inova, e a maior prova disso foi seu novo álbum "The Man On The Moon: The End of The Day" o primeiro de uma triologia. O disco conta com participações de Ratatat, MGMT, Kanye West e Common, será lançado no dia 15 de Setembro, porém, vazou na internet no dia 5 de Setembro, após ouvir compulsivamente o disco desde o dia do vazamento, percebi que tenho nas mãos, ou melhor, nos ouvidos, um dos discos mais brilhantes que já ouvi em algum tempo.

A faixa de introdução "In My Dreams" tem um BPM bem lento, misturado com alguns elementos bem "Trippy", foi produzido pelo Emile. Alguns sons de violinos dão uma ênfase maior para o verso que nomeia a música. Cudi canta que pode ter tudo e qualquer coisa que ele sempre precisou nos seus sonhos, essa frase da inicío ao disco, que conta uma história, cada faixa é um sonho, e os sonhos são dívididos em cenas, o primeiro se chama "The End Of The Day" e nele estão as faixas que introduzem o disco. O disco começa muito bem, e bem diferente de qualquer álbum de Rap que você já tenha ouvido. Após uma excelente narração do Common (que caiu muito bem ao longo do disco), entra uma das músicas que mais gostei do álbum, a "Soundtrack 2 My Life", que também foi produzida pelo Emile. A letra faz jus ao titúlo, e narra um pouco da vida pessoal de Cudi, nessa música, estão algumas das linhas mais ácidas do álbum, como "Eu estou feliz, e essa é a mentira mais triste", "Ignorância é o amor e eu preciso desta merda" e uma que também me chamou muito a atenção, é a linha que faz referência a clássica música do Jigga-Man (99 Problems). " I Got 99 problems, and they all bitches", a base é composta de sintetizadores, e possuí um final bem psicodélico, onde alguns sintetizadores com overdrive encerram a faixa. Logo depois, você escuta o "ABC" que o Jackson Five custumava cantar, junto de um "123", que ínicia a faixa "Simple As" mas não se deixe enganar! A faixa sampleada por Plain Pat não foi a dos J5, foi um som do OMD chamado ABC Auto Industry (você pode conferir clicando no nome da música). É uma faixa onde finaliza o primeiro ato do disco, "Simples como isso, é simples mano, pergunte sobre isso é uma matemática simples", mais uma narrativa do Common da início ao segundo ato do disco, "The Rise Of The Night Terror".

Alguns xilofones bem melancólicos servem de introdução para a faixa mais "Creepy" do disco, "Mr. Solo Dolo". Sua letra extremamente introspectiva leva você a uma viagem mental passando pelo questionamentos emocionais que você tanto faz a você mesmo! Algumas linhas bem pesadas como "Como posso me sentir tão errado tentando fazer o certo" e "Eu não tenho ninguém, então vou ouvir todos os sons da sanidade", este som tem uma produção incrível, o que me parece ser um sample, foi muito bem extraído da música de origem (que eu infelizmente não consegui achar, se é que ela é um sample), também há um sintetizador muito, digamos assim, "elétrico" que entra na música na hora do verso rapeado. Depois do momento de reflexão introspectiva, uma batida que chega até mesmo a lembrar uma música House começa, é uma das músicas mais pista do disco, "Heart Of a Lion". A sua batida extremamente rápida, produzida por Free School, contagia qualquer um, e as linhas da música inteira te levam para mais uma viagem mental, " Não vou me deixar você me matar nos meus sonhos como o Freddy Krueger, eu não sou um perdedor, te vejo no inferno!" Cudi encerra o primeiro verso da música, e o refrão que inspira a qualquer um que esteja ouvindo a música também é carregado de linhas pesadas " No fim do dia, ninguém vai me parar" "No fim do dia, eu estarei caminando com um coração de leão". Um interlúdio bem psicodélico, que com certeza cai muito bem nas pistas aparece no meio da faixa. Depois da viagem em uma batida rápida como o movimento de coelhos nas relações sexuais, uma batida lenta e bem estruturada da ínico a mais um som introspectivo e reflexivo aparece na tracklist do disco! Produzida por Plain Pat (WHAT UP!) e Jeff Bhasker, "My World", é mais uma música melancólica, onde Cudi tenta expressar o mundo dele, tanto o que vai ser um dia, quanto o que já foi, algumas linhas bem pesadas são encontradas nessa faixa também, "Tentei todos os esportes para conquistar as garotas, invés das garotas que mal falaram de mim, era demasiadamente fascinado por artes e fiquei conhecido como um palhaço", "Os manos dizem que eu sou louco, minha mãe sabe que continuo doidão, estou arrumando grana, mãe!". Essa faixa conta com a participação de Billy Cravens, e uma outra observação interessante, é que você pode ouvir o barulho de pato que também existe em um dos singles do "The Blueprint 3", "Run This Town".



A próxima faixa, além de abrir mais um ato do disco, o "Taking a Trip", é uma conhecida das pistas de todo o mundo, e de todos os olhos que ficam atento para a MTV, "Day N Nite", o single que fez o Kid Cudi estourar desta forma tão espantosa! A faixa foi produzida por Dot Da Genius, na verdade, ela foi idealizada por Kid Cudi, que disse recentemente numa entrevista para o Bet:Rising Stars que a melodia da música apareceu na sua mente enquanto ele andava pelas ruas um dia qualquer, desatento. A letra dessa música é ótima, e o clipe dela pode ser visto clicando aqui. Houve uma outra versão que estourou nas pistas, o remix feito pela dupla de DJs do Crookers, dois clipes também foram feitos para essa versão do remix, nunca foram lançados, mas você pode conferir a primeira versão clicando aqui, e a segunda versão clicando aqui. A letra é bem introspectiva (ok, acho que até aqui, vocês ja entenderam que o conceito do álbum é bem questionador, melancólico e introspectivo) "O chapadão solitário vai libertar sua mente essa noite", "ele fuma um e ele esta no caminho de libertar sua mente em busca do dia e da noite". A segunda faixa deste ato, é uma das melhores músicas do álbum, tanto a letra, quanto a produção (que foi feita pelo Kanye West, e co-produzida pelo própio Cudi) impressionam na faixa "Sky Might Fall". Alguns 808's são rápidamente indentificados nos bumbos da música, a linha do baixo, com um drive e uma distorção bem características das músicas modernas da atualidade, mas não há nada de clichê nessa faixa! A letra impressiona bastante, assim como o refrão: "O Céu pode cair, o céu pode cair, que eu não vou me importar", "O céu pode cair, mas lembre-se que você pode voar mais alto!". O flow do Cudi no refrão é acompanhado por uma melodia feita em um tom alto, o que faz uma das melhores músicas do disco, uma faixa épica. A última faixa deste ato é a também é muito psicodélica, a "Enter Galactic", conta com a produção de Mat Friedman do Illfonics. É um som que também se encaixa muito bem na pista, mas não deixa a desejar, Cudi aparece com um flow impecável uma parte cantada e outra parte meio que recitada, ele fala uma frase que me levou até a refletir bastante, "Se você pudesse fazer o que você imagina, o que seria imaginação pra você?". Te garanto que essa faixa vai, no mínimo, elevar sua imaginação com sua base psicodélica lotada de sintetizadores contagiantes.

O Próximo ato começa após de mais uma das excelentes narrações do Common, se chama "Stuck", de acordo com o que ele diz na narração, este ato representa uma prisão no estado psicodélico que o "Man On The Moon" se encontrou preso no último ato. E ele começa com estilo, com a faixa "Alive". A produção é do Ratatat, começa a se notar pelas características guitarras, tocada por um dos irmãos do grupo, as guitarras, são bem semelhantes com a da faixa "Falcon Job" do álbum "LP3" do Ratatat, pra quem não sabe, Kid Cudi ja chegou a rimar em um sample do Ratatat na faixa "Heaven At Night", que é uma das mais psicodélicas da sua mixtape de estréia, quem estiver curioso em relação ao sample, da uma procurada em "Tacobell Canon" do Ratatat, é do álbum Classics. Bom, voltando para a música, ela possuí um refrão contagiante, "Toda vez que a lua brilha eu me sinto vivo" "Me sinto estranho esta noite" "Sou um lobo solitário". Mais uma música que vangloria a "estranheza" que cada ser humano tem dentro de si, também ressalta os conflitos internos que fazem nos sentir cada vez mais vivos, uma faixa bem otimista. A segunda faixa desse ato, é a "Cudi Zone". A produção novamente fica por conta do Emile, é uma faixa que possuí uma batida bem características dos tipos de rap mais pop, mas Cudi não deixa a desejar, é uma faixa psicodélica (mais uma), que fala sobre estar na sua zona e se sentir bem. "Estou na minha zona e não vou esconder minha alma", os violinos dão um toque mais especial ainda a esta música, gostei bastante, é de longe, uma das faixas mais simples do disco. "Make Her Say" é um dos singles do disco, conta com a participação dos já conhecidos Common e Kanye West, que além de participar, ainda produziu a base. É uma música bem simples, contém um sample da música "Poker Face" da Lady Gaga, não destaco nada de muito impressionante na letra, gosto do flow do Cudi, mas a parte do West e do Common não me agradaram muito também, o que me chamou realmente a atenção neste single, foi o seu clipe, que ficou muito bem produzido, você pode conferir clicando aqui. É uma música que com certeza vai agradar a pista, mas nenhuma letra que faça você refletir tanto, na minha opinião, ficou até meio que fora do contexto do disco. Em "Pursuit Of Happiness", a produção ficou por conta do Ratatat novamente, vemos alguns sintetizadores no estilo de Heaven At Night e as guitarras que já são bem características do grupo novamente, aliás, esta música possuí um solo de guitarra muito legal, acompanhado de um teclado, e no vocal, a dupla MGMT faz uma participação no refrão. A letra é muito boa, também numa pegada psicodélica. "Estou em busca da felicidade, e nem tudo que brilha é ouro" "Me diga o que você sabe sobre sonhos, você na verdade não sabe de nada". Este som vai ser o terceiro single do disco. Todos nós estamos em busca da felicidade, é uma letra que tem um contexto fácil de se encaixar em qualquer situação.



O último ato do disco começa aqui! Se chama "A New Beggining". Começa com uma faixa produzida pelo Crada, da Motion Music, chamada "Hyyerr" o som conta com a participação de Chip Tha Ripper, que também participou da mixtape A Kid Named Cudi. Essa música fala de um tema muito abordado pelo Cudi, maconha, eu particularmente acho meio chato e repetitivo demais esse assunto, também já é um tanto quanto clichê, rappers falando sobre maconha são praticamente narradores de futebol falando sobre um jogo (ok, generalizei legal). A faixa tem uma base bem Hip-Hop, e o flow deles, não sei porque, me lembra um pouco Bone Thugs-N-Harmony, até pelo refrão mesmo, e o assunto é também bem familiar do conteúdo deles. Também não destaco muitos versos dessa música, não me chamaram muito a atenção, mas é divertida, gosto principalmente por causa do flow, e ouvir ela esses dias, me fez até revitalizar alguns dos álbuns do Bone Thugs-N-Harmony (que por sinal, são ótimos). Bom, o disco chega ao final com "Up Up & Away", uma das melhores faixas do disco. Produzida por Free School, a faixa conta com umas guitarras bem doidas (não sei informar se é sample ou gravado), e também com um violão, que parece ter sido tocado. O refrão é contagiante! E a letra é bem otimista, é uma letra que fala sobre a manhã, o ato de você acordar, despertar para um novo dia. "Vou pra cima, pra cima e além, pra cima, pra cima e além, eles vão me julgar de qualquer forma, então tanto faz". Foi uma das faixas que mais ouvi, e encerra o disco com classe, a sintonia da letra com o instrumental forma uma atmosfera bastante otimista. O final do disco ainda possuí mais uma narração do Common, que diz que o fim nunca é o fim! Novos desafios estão por vir, e ele deixa ainda o titúlo do próximo álbum da triologia "Man On The Moon" que se chamará "The Ghost In The Machine". Aguardo ancioso por esse álbum, enquanto isso, o primeiro capitúlo da saga vai tocar constantemente no meu iPod.

E aqui chega ao fim a resenha de um dos discos que mais me identifiquei ultimamente, acho que a música ta precisando de artistas como o Cudi, inovadores, no fundo, todos nós somos, porque todos nós somos diferentes, basta você achar a sua própia identidade, se dedicar de coração e mente, corpo e alma pelo seus projetos! Assim você obterá ótimos resultados, a arte ajuda a gente a se conhecer melhor, e todos nós somos artistas que praticamos a arte da vida.

ouvindo: Kid Cudi - Heart Of a Lion

Cayo.

sh_wz_o no circ_ v_ad_r ont_m!




Bom, essa sábado compareci ao show do Móveis Coloniais de Acajú, banda de Brasília, DF que está lançando seu segundo álbum agora. O nome da banda chama muito a atenção, ele vem de um fato histórico, um conflito entre índios e portugueses contra os ingleses na Ilha do Bananal, a banda foi formada em 1998 e seu primeiro disco foi lançado em 2005, vendendo duas mil cópias nos dez primeiros dias.

Agora eles estão lançando seu segundo álbum, chamado C_mpl_te. A banda apresenta uma grande evolução, pelo menos na minha opinião, semelhante a passagem do Los Hermanos do primeiro disco ao Bloco do Eu Sozinho. A adição de sintetizadores deu uma sonoridade mais moderna além de estar bem trabalhada, eu particularmente gostei muito da mixagem do disco novo, a voz ficou num tom que faz as letras (que são muito boas também por sinal) ganharem um grande destaque. O single 'Sem Palavras' de 2007 está presente no C_mpl_te, o segundo single é a música 'O Tempo' que é uma das minhas favoritas do disco novo. Adeus abre o disco com classe! Mas o que mais chama a atenção no móveis, além de suas ótimas músicas, é sua presença no palco que é eletrizante. Geralmente, nos shows eles abrem uma roda com os membros da banda tocando no meio do público. A única coisa que me deixou bolado no show, foi eu sair sem ouvir 'Seria o Rolex?', do primeiro disco, o bis foi lindo também, encerrando com Adeus e Sem Palavras, sem comentários para o show, Móveis é uma banda que quem ouve apenas a gravação perde a excelente performace que eles fazem ao vivo.

O Móveis também é anfitrião de um evento em Brasília chamado Móveis convida, que ocorre de seis em seis meses, nele o Móveis convida diversas bandas priorizando músicos locais, e assim faz crescer a cena musical na sua área, bela iniciativa, porque o que falta pra muito músico é espaço, o mundo da música é composto de panelinhas, se você não tiver a sua, você vai ser comido vivo, muito estranho para um povo que vive falando de liberdade não?

O som do móveis é algo muito único, algo que os músicos no brasil esquecem de prezar. Muita originalidade ao misturar um som que consegue ser meio ska, meio rock alternativo, e com muitas influências de música brasileira, eles mesmo denominam a banda como 'feijoada búlgara'. Vale a pena dar uma conferida.

Você pode baixar o segundo disco, C_mpl_te c_mpl_tamente na faixa! 0800 clicando no link abaixo.

Clique aqui para poder baixar o álbum C_MPL_TE

Clique aqui para acessar http://www.myspace.com/moveis




ouvindo: Móveis Coloniais De Acaju - Indiferença

Cayo.

se levantando da recaída.



Eminem conseguiu musicar com sucesso a sua recaída... Relapse é o seu novo álbum de estúdio que chegou as lojas depois de muito tempo ausente do mercado da música, é como se Eminem começasse de novo, as músicas tem todas um clima muito 'dark side of the force', as faixas foram produzidas pelo Dr. Dre, com a exeção do single Beautifull, que foi produzida pelo própio Eminem. O disco também marca a volta de seu alter-ego Slim Shady.

3 A.M. é a música que é o single principal, é a letra mais obscura do disco também, o clipe se passa numa clínica de reabilitação... Eminem conta do seu vício em anti-depressivos, a letra é bem obscura, ele interpreta um serial-killer psicótico. A faixa My Mom, é mais uma das milhões de 'homenagens' que Eminem sempre presta a sua mãe, ele fala que seu vício e recaída no mundo das drogas também foi muito por influência de sua mãe, que se drogava compulsivamente na sua frente, passando por Insane, Eminem interpreta uma pessoa que foi molestada durante a infância, a faixa Bagpipes From Baghdad, que por sinal é uma das minhas favoritas, ele rima num loop muito louco que fácilmente penetra a sua mente, com direito até a uso de auto-tune no final, ele zoa Mariah Carey e seu marido Nick Cannon, Hello é uma faixa que Eminem se re-apresenta, depois de muito tempo ausente, como se ele tivesse começado de novo no mundo da música. A faixa Same Song & Dance possuí 808's muito loucos na batida, na letra ele novamente zoa as Pop Star's Britney Spears e Lindsay Lohan. A música We Made You foi o single que teve o primeiro clipe do disco, é uma música bem pra cima, bem estilo Eminem Serial-Killer de Pop Stars, ele zoa tanta gente na letra e no clipe, passando por nomes como Jessica Simpson, Amy Winehouse, Star Trek, Jessica Alba, John Mayer, ele diz que a música não foi feita pra ofender nenhum dos citados na letra, apenas tirou nomes aleatórios quando estava escrevendo a letra, a base é repetitiva e consegue grudar na sua mente. Old Time's Sake é uma faixa feita como antigamente, Dr. Dre e Eminem rimando numa faixa com uma base bem simples, em It Must Be The Ganja, ele fala que estar num estúdio fazendo música, é como se fosse uma droga e um vício pra ele. Deja Vú é uma letra que ele fala sobre uma Overdose que teve em 2007, junto com mais rimas sobre seu vício de drogas, chama muito a atenção, um som de orgão que vem sendo tocado no refrão. A faixa que vem em seguida, Beautifull, é de longe a melhor do álbum pra mim, é o único beat do cd produzido pelo própio Eminem, com sample de Reaching out, uma música do Queen com Paul Rodgers, na letra ele canta de modo bem sentimental, o conceito da letra é o já conhecido 'Seja Você Mesmo' que muitos falam e poucos conseguem realmente botar na prática, se é que alguém consegue colocar na prática por completo! Ele diz que qualquer um que está em um lugar escuro onde é difícil enxergar saídas, pode conseguir se libertar, o sample dessa música é fantástico, aguardo anciosamente por um clipe! Crack a Bottle é uma das faixas finais, e também é single! Foi a primeira faixa a ser anunciada como parte do álbum Relapse, um som bem swingado e simples feito para as pistas. O disco termina com Underground, que fala de uma antiga loja de roupas de Hip-Hop de Detroit que Eminem freqüentava e das batalhas de freestyle, onde Eminem conseguiu grande destaque.



Falando em Eminem, essa semana no MTV Movie Awards aconteceu uma 'piada de mal gosto', o ator Sacha Cohen, interpretando o personagem gay, Bruno, pra promover seu próximo filme, pousou com a bunda na cara de Eminem, que se mostrou muito irritado, ele pareceu deixar o Movie Awards muito irritado, dizem que xingou diversos palavrões, ele ainda havia se apresentado no evento, cantando os singles We Made You e Crack A Bottle, dizem alguns que o acontecido foi combinado, sei lá, não tentem entender o mundo da fama, sei que os componentes do D12 deram umas porradas no Sacha.

Relapse é completamente diferente dos outros discos do Eminem, é realmente como se ele estivesse começando novamente na música. Até sua voz está diferente, depois de passar por muitas complicações, como seu extremo vício por drogas e a perda de seu melhor amigo, companheiro de grupo e backin' vocal, Proof. Nos shows, Kuniva vem fazendo as dobras pra ele, Eminem também tem mostrado uma postura diferente no palco. Durante sua depressão ele chegou a engordar frenéticamente, ele sempre sofreu de problemas emocionais, acompanhados de problemas de relacionamento com sua ex-esposa Kim, e ainda problemas com a fama. Eminem conseguiu contornar tudo isso e lançou um bom disco. Muitos com certeza vão olhar as letras do Eminem e pensar 'Nossa! Esse cara é maluco! Letras psicóticas e depressivas, quem vai querer ouvir isso?'. Só me diz se você nunca passou por problemas emocionais? E na minha opinião, quem mais se questiona e luta por seus objetivos de modo incansável, acaba tendo um contato mais forte com o medo e a angústia, acaba tendo uma visão mais dramática da vida, os sentimentos são uma arma muito boas quando usadas para o nosso favor, mas imagine eles se voltarem contra você? Não digo que é certo o Eminem ter se viciado em drogas, mas todos nós nos perdemos em diversos labirintos durante a nossa vida, com certeza isso tudo ensinou muito para ele, e Relapse é mais uma obra que acompanha os antigos álbuns do Eminem, fazendo uma sintonia incrível entre a música e a sua vida. E você? Vai dizer que nunca teve recaídas?

ouvindo: Eminem - Beautifull

Cayo.