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não deixem o sol nascer, ou deixem e vamos renascer!



Mexendo na internet a uns meses atrás, vi algumas músicas do que seria o "projeto solo do Chester Bennington" (vocalista do Linkin Park) chamado de Dead By Sunrise, depois fui descobrir que era uma banda, na verdade, o Orgy (banda de Amir Derakh e Ryan Shuck, guitarra e synth e guitarra e backvocal respectivamente ex Julien-K) tinha acabado de se separar, e o Chester os chamou para produzir algumas músicas do seu projeto, eles ligaram para o Bennington, dizendo que tinha idéias para acrescentar ao projeto, e assim surgiu o obscuro disco "Out Of Ashes", com a adição de mais três membros, Brandon Belsky e Elias Andra (respectivamente Baixo e Bateria, ambos ex- Julien-K) e Anthony ‘Fu’ Valcic no Teclado. O disco foi produzido por Howard Benson (P.O.D., Papa Roach e My Chemical Romance), de acordo com o Chester, Howard trouxe uma energia muito boa para o projeto. Mas um trabalho músical não é construído só de música, tem muito de questionamentos e de situações que vivenciamos.

Chester estava passando por um momento pesado na sua vida, ele tinha acabado de se divorciar, e isso trouxe a tona alguns problemas com drogas que ele já havia passado, ele mesmo afirma que é uma pessoa romântica, que gosta de viver com a presença do amor em sua vida. Ele escreveu todas as letras do disco, as letras em geral são bem pessoais e bem melancólicas, muito questionadoras também. Por exemplo, em "Let Down", além do ótimo uso de sintetizadores, Chester conta a experiência do divórcio "Não quero ser colocado pra baixo, não quero viver minha vida de novo. Não quero caminhar por aquela velha estrada". Isso pra mim foi um conforto, eu passava por momentos semelhantes aos que ele expressa nas letras, e essa melancolia toda, só me fazia enxergar a frente, impressionante! Tão impressionante quanto o single de trabalho, "Crawl Back In", que fala sobre você as vezes se sentir como se não tivesse uma identidade própia "Sometimes I look at my own face and I don't know who I am, I see a piece of everyone I know buried underneath my skin" e o excelente refrão "I don't wanna be like then, I wanna crawl back in", Chester diz que essa música nasceu do desespero de você se sentir viciado em alguma coisa. Uma outra faixa que chama a atenção, é "My Suffering", que mais uma vez trás a tona os problemas com drogas "My happy ending only exists in my dreams". O refrão soa muito bem, você vê uma bateria rápida, com berros muito loucos que foram gravados e ficaram na música com um volume menor, da uma impressão muito boa, é uma música bem energética, e com certeza, vai soar muito bem sendo executada ao vivo. Uma música que me deixa arrepiado é "Walking In Circles". A letra fala basicamente de se sentir sozinho e não poder gritar por ajuda, o refrão é muito bom "Alone in a world, with millions of souls, walking in circles. Trapped in our dreams unhealthy, unclean, Walking in circles, now, Do not disturb, scream in silence, Everyone's sleeping". Quando prestei atenção nessa letra na primeira vez que ouvi me impressionei, porque eu tinha essa sensação de querer gritar mas não poder, e quando ouvia ela nos fones de ouvido andando em algum lugar, também era bizarro, porque todos nós (inclusive eu), estamos andando em círculos por coisas sem sentido.



"Inside Of Me" também me chamou a atenção, na letra, vemos o Chester cantando sobre mudanças, sobre você ter que mudar alguma coisa, não ficar parado, exatamente como ele deveria estar buscando se curar do que ele estava sofrendo, o refrão soa muito bem, e nele são cantados os versos "I feel all alone everyday, And just so far away, I know something's got to change, Inside of me". "Give Me Your Name" é uma das faixas mais melosas do disco, eu interpretei como se esse novo amor que ele canta no disco, seria sua vida pós Divórcio. O Instrumental dessa música é bem viajante, e a melodia do vocal, tanto nos versos quanto no refrão, são muito bem estruturadas, com certeza da pra enxergar um potencial comercial nessa música, o refrão conta com os versos "And I fall into the ocean. Inside of your arms. Taking me deeper where all the pain goes". A música "In The Darkness", de acordo com o Chester, representa a falta que ele sentia de fazer amor com alguém que ele gostava, essa música conta ainda com alguns elementos de beat box que eu achei muito interessante de terem sido adicionados. A música que encerra o álbum é a "Morning After", que foi escrita pelo Chester já a bastante tempo, tanto que ela foi executada em 2001 com o Linkin Park numa apresentação em Berlim, da pra notar, a letra lembra bastante os temas abordados com o Linkin Park, que também são semelhantes aos abordados com o Dead By Sunrise. É muito boa a música, tem um bom instrumental. Gosto muito também da forma como os sintetizadores foram utilizados nessa música. O disco com certeza foi um dos que eu mais gostei do ano de 2009, a voz do Chester é muito boa, ele canta com uma enorme versatilidade, e grita muito. O projeto não soa como um "Pacote de Expansão" do Linkin Park, ele consegue alcançar uma identidade própia, assim como o Fort Minor conseguiu. Vou estourar meus fones de tanto ouvir o Out Of Ashes, enquanto sou morto pelo nascer do sol.



É muito bom escutar um disco que você se identifica, você consequentemente reflete e supera seus problemas! Não podia vir em hora melhor, foi uma ótima compahia. Muitos falam que as letras são depressivas e até mesmo atraem energia ruim, só acho que elas motivam você a correr atrás do problema e crescer dele. Quem não tem problemas dentro de si? Estamos o tempo todo perguntando e se questionando. É muito fácil você julgar o outro que esta num momento de fraqueza, você não esta preso na mente daquela pessoa, o qual as grades são cada questão que deixam o indivíduo incomodado, caso aconteça com você, você vai com certeza querer que as pessoas respeitem seu momento. "Your Paranoya Is Probably Worse", diz o Mike em Papercut. Não há sentido em compararem o seu problema com a situação de algum ser o qual tem um problema diferente, são tipos diferentes de prisão mental. Enfim, eu não sou dono da verdade, mas sou paranóico, como todos vocês (eu sei que vocês também são), e eu penso duas vezes antes de julgar outro paranóico.

Ouvindo: Dead By Sunrise - Morning After

Cayo.

o primeiro de muitos! (voz do worms)


foto por Tatiana Almeida

Bom, sábado, dia 19/09 foi o primeiro show do meu novo projeto musical "Os Marsupiais", banda que conta comigo (Cayo) no vocal, Vitor na guitarra, André no baixo, Esther na guitarra e Igor na bateria! Felizmente, conseguimos fazer o público pular ao som de várias músicas já conhecidas. Fizemos um set-list bem variado, colocamos desde Gorillaz (Feel Good Inc.) até The Offspring (The Kids Aren't Alright), de White Stripes (Seven Nation Army) até Green Day (Basket Case), passando por Blur (Song 2) com uma grande presença de palco, conseguimos fazer um ótimo show de estréia! Obrigado a todo mundo que compareceu, o show ainda contou com uma participação surpresa de Eugene! Vocalista da banda de rock cigano "Gogol Bordelo". em breve, mais um show da nossa banda, e músicas de nossa autoria!

É um sentimento engraçado, essa dependência de palco, por um momento, consigo libertar minha mente dos problemas, é como um estado de transe. Acho que o palco é o remédio pra muitos músicos, ou até pode ser visto como uma droga. Cuidado pra não se viciar, pois muito sofrimento e dedicação podem acabar aparecendo, ou então, vaidade demais.

Abaixo segue os vídeos da apresentação, filmados pelo irmão do André, nosso baixista. Nada de menos, nada demais... somos só os marsupiais!

Feel Good Inc. (Gorillaz Cover)
http://www.youtube.com/watch?v=9hiM8NL2Q8o
Basket Case (Green Day Cover)
http://www.youtube.com/watch?v=3Vg1-rD4-cg
Kids Aren't Alright (The Offspring Cover)
http://www.youtube.com/watch?v=ZGs6yDhGiT0
Song Two (Blur Cover)
http://www.youtube.com/watch?v=4t6ZHMrK2m4
Encore (The Kids Aren't Alright)
http://www.youtube.com/watch?v=PceW-v158O0
Pós-Show - Bastidores
http://www.youtube.com/watch?v=yt3IjfyJeEw

Cayo.

sh_wz_o no circ_ v_ad_r ont_m!




Bom, essa sábado compareci ao show do Móveis Coloniais de Acajú, banda de Brasília, DF que está lançando seu segundo álbum agora. O nome da banda chama muito a atenção, ele vem de um fato histórico, um conflito entre índios e portugueses contra os ingleses na Ilha do Bananal, a banda foi formada em 1998 e seu primeiro disco foi lançado em 2005, vendendo duas mil cópias nos dez primeiros dias.

Agora eles estão lançando seu segundo álbum, chamado C_mpl_te. A banda apresenta uma grande evolução, pelo menos na minha opinião, semelhante a passagem do Los Hermanos do primeiro disco ao Bloco do Eu Sozinho. A adição de sintetizadores deu uma sonoridade mais moderna além de estar bem trabalhada, eu particularmente gostei muito da mixagem do disco novo, a voz ficou num tom que faz as letras (que são muito boas também por sinal) ganharem um grande destaque. O single 'Sem Palavras' de 2007 está presente no C_mpl_te, o segundo single é a música 'O Tempo' que é uma das minhas favoritas do disco novo. Adeus abre o disco com classe! Mas o que mais chama a atenção no móveis, além de suas ótimas músicas, é sua presença no palco que é eletrizante. Geralmente, nos shows eles abrem uma roda com os membros da banda tocando no meio do público. A única coisa que me deixou bolado no show, foi eu sair sem ouvir 'Seria o Rolex?', do primeiro disco, o bis foi lindo também, encerrando com Adeus e Sem Palavras, sem comentários para o show, Móveis é uma banda que quem ouve apenas a gravação perde a excelente performace que eles fazem ao vivo.

O Móveis também é anfitrião de um evento em Brasília chamado Móveis convida, que ocorre de seis em seis meses, nele o Móveis convida diversas bandas priorizando músicos locais, e assim faz crescer a cena musical na sua área, bela iniciativa, porque o que falta pra muito músico é espaço, o mundo da música é composto de panelinhas, se você não tiver a sua, você vai ser comido vivo, muito estranho para um povo que vive falando de liberdade não?

O som do móveis é algo muito único, algo que os músicos no brasil esquecem de prezar. Muita originalidade ao misturar um som que consegue ser meio ska, meio rock alternativo, e com muitas influências de música brasileira, eles mesmo denominam a banda como 'feijoada búlgara'. Vale a pena dar uma conferida.

Você pode baixar o segundo disco, C_mpl_te c_mpl_tamente na faixa! 0800 clicando no link abaixo.

Clique aqui para poder baixar o álbum C_MPL_TE

Clique aqui para acessar http://www.myspace.com/moveis




ouvindo: Móveis Coloniais De Acaju - Indiferença

Cayo.

yoñlu



Bom, numa dessas madrugadas que estava no MSN trocando idéia com a Esther, uma amiga minha, ela me contou a história desse garoto, Vinicius, conhecido como Yoñlu. Ele com apenas dezesseis anos, lançou um disco com músicas compostar inteiramente por ele. O disco póstumo foi lançado em NY pelo selo Luaka Bop. A Esther, resumiu melhor a história, pedi pra ela fazer uma matéria sobre ele e ela pode ser lida logo abaixo!

Muitas histórias acontecem diariamente, e como vozes embaralhadas falando em uma estação de metro, passam despercebidas. A história de Vinicius Gageiro, conhecido no mundo virtual como Yõnlu, foi plausível o bastante pra chegar nas colunas da Rolling Stone Brasil. Em um dia comum, em que comprei a edição pelos artistas citados na capa da revista, eu mal sabia o que estava a me esperar dentre aquelas páginas carregadas de sentimentalismo.
Porto Alegre, ano de 2006. A mãe de Vinicius passa os dedos trêmulos pelas paginas de um álbum cheio de fotos de infância do rapaz. Desde pequeno, era difícil encontrar Vinicius em qualquer lugar que não tivesse um instrumento musical por perto. Talentoso e super dotado, sempre teve um grande conhecimento do meio artístico, lia Kafka e compunha suas próprias musicas. Sua mente era um tanto quanto complexa, e isso afetava o modo com o qual Vinicius lidava com as pessoas ao seu redor. Com seus pais, sempre muito educado, dizia a mãe saudosa. Na escola, era sempre conhecido por tirar notas muito boas e ter um papo bom entre os amigos. Vinicius era apreciado por todos, ja que era difícil achar algo ruim na personalidade do rapaz. Humor inteligente, habilidades artisticas, sorriso sincero…era dificil nao gostar do menino. Mas porque se fala de Vinicius, o que aconteceu com ele? Um doce ato de egoísmo, uma brutalidade voluntária; suicídio. Vinicius foi encontrado por seu Avô, morto no chão do banheiro do apartamento de seus pais. A história cercando o suicídio de Vinicius se encaixava como um quebra-cabeças bobo e sem sentido algum.
Vinicius, ou Yoñlu, passava seu tempo livre no quarto, fazendo musica e criando amizades no mundo virtual. Foi nesse mundo paralelo a vida real, que Yoñlu descobriu um site que auxilia jovens a cometer suicídio. O rapaz andava tão perdido em seus próprios sentimentos, que não achava mais motivo em viver. Se achava tão desenvolvido que sentia ja ter aprendido tudo na vida, e nada nem ninguém o encantava mais. No dia marcado para o suicídio, Vinicius parecia feliz e animado com o seu futuro invisível, em que não pretendia estar. Acordou cedo, forrou a mesa da sala de estar e pediu pra que sua mae comprasse carne e refrigerante, ja que ia chamar uns amigos pra um churrasco em sua casa. Sorrindo, disse ter conhecido uma “gúria” legal, e os amigos iam ajudar com a menina. A mãe, psicanalista, feliz pela aparente recuperação do menino que sempre teve histórico de depressão, acreditou na historia e chamou ate o avô do menino, que encontrou uma cara do lado de fora do banheiro trancado, que dizia “não entre: perigo de intoxicação”. No site, havia aprendido a como provocar sua propria intoxicação com o gás do banheiro. Na carta, frases eloquentes de um gênio que não merecia morrer. Buscava sua antecipação, reclamava de um amor que não era correspondido e uma eterna dor, que já estava na hora de acabar. Com suas músicas lançadas em um disco, Yõnlu tem sua musica admirada por ouvintes do mundo inteiro (teve uma de suas musicas remixadas e atingiu hit de uma boate em Londres). Uma espécie de Thom Yorke da musica brasileira, Yõnlu expressava em seus desenhos e musica a sua dor de ser um ser extraterrestre, que não compreendia os sentimentos sem sentido da natureza humana. Achava ter um amor incorrespondido, mas sua melhor amiga Luana, confessou sentir o mesmo por Vinicius.
A vida de Vinicius Gageiro Marques foi um paradoxo: começou assim que teve um fim forcado. Sua musica publicada, seu nome conhecido e seu amor correspondido. Nessa história o protagonista estava morto, e não chegou a sentir o prazer em sua dor.



http://www.myspace.com/yonlu

Clique aqui para baixar o cd de Yoñlu

Esther Laudier.

eu sou a morsa!

Últimamente ando ouvindo muito o álbum 'The Magical Mystery Tour' dos Beatles, e desde a primeira vez que ouvi, uma música me chamou a atenção, por ter uma músicalidade muito complexa... I Am The Walrus.



John Lennon canta e toca piano elétrico, George Harrison toca guitarra, Paul Mccartney toca baixo e Ringo Star toca a bateria, a música também possuí arranjos de George Martin, uma orquestra participa com oito violinos, seis violoncelos, uma clarinete e três trompetes, e isso tudo acompanhado de barulhos eletrônicos. Para fazer as vozes do coro, foram chamados o conjunto vocal Mike Sammes Singers, que é muito famoso na inglaterra, ele contribuiu com oito vozes masculinas e oito vozes femininas, mas nem é isso que mais chama a atenção na música, e sim a misteriosa letra non-sense que foi escrita por John Lennon.

Após receber a carta de um estudante que estava estudando as composições dos Beatles numa escola, John Lennon pensou em fazer uma música em que ninguém conseguisse interpretar o verdadeiro significado, ele juntou três letras que estava compondo para fazer uma das músicas mais non-sense e trabalhada da história dos Beatles, ele tinha uns versos escritos baseado numa inspiração que teve em uma sirene, se você reparar, a música possuí um ritmo influênciado por um barulho de sirene. Outro verso era uma viagem que teve com LSD depois de ter a idéia de fazer a letra non-sense, no qual ele falava que estava sentado em cima de um Corn Flake (Cereal). E uma letra que ele havia começado falando que ele estava sentado em um jardim observando o sol. Além disso, a letra possuí influência de um sub-conto do livro de Lewis Carroll Through the Looking-Glass (Por de Trás do Espelho). John estava numa fase na qual ouvia muito Bob Dylan, e buscou a idéia que Bob pregava em suas músicas, não deixar transparecer o que ele realmente queria dizer, mais mostrar que há algum sentido por de trás da letra da musica. Dizem também que a frase ' I'm Crying... ', está relacionada com a morte do empresário e amigo Brian Epstain.


A Morsa e o Carpinteiro.

Na gravação da música, John havia sintonizado o rádio em uma estação que transmitia a peça Rei Lear, de Shakespeare. No final da música pode se ouvir um trecho que dá a entender que a letra da música está baseada em morte:

—Take my purse:
if ever thou will thrive, bury my body,
and give the letters which thou find’st about me
to Edmund Earl of Gloster; seek him out
upon the British party. —Oh untimely death.
—I know thee well: a serviceable villain:
as duteous to the vices of my mistress,
as badness would desire.
—What, is he dead?
—Sit you down, father; rest you.

A música foi B-Side do compacto 'Hello Goodbye'. Saiu no álbum Magical Mystery Tour (por sinal, essa música foi que fez os Beatles iniciarem o trabalho nesse álbum). Ganhou também um vídeo (que pela benção da tecnologia posso disponiblizar ele logo abaixo!)



O vídeo mostra os personagens, como os Eggman, os policiais citados na música, e a própia morsa, que era John Fantasiado. As roupas coloridas que os Beatles usam dão um tom psicodélico a música. Uma curiosidade, é observar que um dos homem ovo possuí um bigode igual o de Hitler, John, na verdade queria botar Hitler na capa do Sgt. Pepper's Lonely Heart Club Band, mas o empresário Brian Epstain, o mesmo que morreu nove dias antes da música ser gravada, não permitiu.

Mas afinal de conta, quem é essa maldita morsa?
Outra pergunta que eu não poderei responder, a menos que encarne John Lennon no corpo, mais tarde eu mato uma galinha e tento isso, brincadeira, falando sério agora... 'Walrus' significa Morsa em sueco, e na Suécia, a morsa é simbolo da morte, isso acompanha a teoria de que a morsa seria ou Brian Epstain, ou Paul Mccartney (e aquela velha lenda urbana). Na música Glass Onion, do White Album, John diz em um verso ' The Walrus Is Paul '. Em uma entrevista para a Playboy, ele disse que só adicionou essa linha na música para confundir mais ainda quem ficasse buscando quem era a morsa. Lennon, na música God de seu álbum Plastic Ono Band, diz... 'Now I'm the Walrus, but now i'm John'.
Na minha mente, acho que a hipotése mais convincente é de que a morsa é a morte, mas só de ler o tanto de informação que li pra fazer esse post minha mente já ficou confusa, o que não tem senso as vezes, pode realmente não ter senso! (ok, eu não acredito nisso).

E quem são os Homem ovo?
Eric Burdon, era o vocalista do The Animals, ele, durante suas relações sexuais, gostava de quebrar ovos crus sobre mulheres, e em sua biografia ele diz que Lennon uma vez que estava em sua compahia, brincou com ele, chamando-o de 'Eggman' (Homem Ovo).

Clique aqui pra ler a letra de I Am The Walrus

Clique aqui pra ler a tradução de I Am The Walrus



A música é uma das que eu mais gosto dos Beatles, e essa psicodelia da letra com certeza chamou muito a minha atenção, claro, não posso dizer qual é o verdadeiro significado da música, se vocês quiserem muito saber o significado... invoquem o espírito de John Lennon no jogo do copo e perguntem a ele! Mas acho que a mágica da música é essa... cada um tirar a sua interpretação... Um abraço da morsa!

ouvindo: The Beatles - I Am The Walrus

Walrus.

apanhado no campo de centeio



Bom, terminei ainda a pouco de ver um filme que se chamava 'O Assasinato de John Lennon', achei muito interessante porque não conhecia nada sobre quem tinha matado o John Lennon, sabia apenas que tinha sido um fã dele, o filme é na verdade um documentário sobre a vida de Mark David Chapman, o assasino de John Lennon. Mark Chapman, morava no Havaí, com sua esposa... tinha sérios problemas psicológicos, era meio anti-social. Com frequência ele visitava lugares públicos, um de seus lugares favoritos, era a biblioteca pública, onde ele achou o livro 'O Apanhador no Campo de Centeio' J. D. Salinger, o qual releu várias vezes, alegando se identificar com o personagem. Numa de suas muitas passagens pela biblioteca, ele abre um livro sobre John Lennon, e vê fotos dele rodeado de Iates, Propiedades e Fartura, Mark via Lennon como uma pessoa completamente diferente, ele o via como alguém que 'imaginava um mundo sem posses' e depois de ver os detalhes de sua vida pessoal, ele começou a taxar Lennon como um hipócrita. Assim como o personagem do livro que leu, ele então resolve que seu destino seria matar John Lennon, passava madrugadas ouvindo os discos dos Beatles compulsivamente, sua mulher estava preocupada, depois de tudo isso, Mark decidiu viajar a Nova Iorque. Chegando lá, se hospedou em um hotel, ele chegou a desistir de sua meta de matar o John Lennon e a voltar para o Havaí... Mas um tempo depois voltou, e foi em frente ao edifício Dakota, após ter conseguido um autográfo do disco solo de Lennon 'Double Fantasy', esperou ele retornar do seu destino com Yoko, quando ele voltou, após sair da limosine, Mark o abordou e o matou com cinco tiros. No julgamento de Mark, ele leu uma passagem do livro 'O Apanhador no Campo de Centeio', o qual o influênciou a cometer o assasinato. Hoje Mark vive em uma condicional, já tentou um pedido de liberdade diversas vezes, mas nunca obteve sucesso devido aos sérios problemas psicológicos que tem. Em razão ao assasinato, Mark disse diversas vezes a frase: 'Na altura achava que graças ao crime ficaria famoso, deixava de ser um zé-ninguém'



O filme no qual me basiei pra escrever o texto acima, se chama: O Assasinato de John Lennon e foi dirigido por Andre Piddington.

Abaixo seguem algumas críticas sobre o filme (critícas traduzidas tiradas do site G1).

Stephen Holden, crítico do "New York Times", afirma que apesar de o filme não pedir que o espectador sinta simpatia por Chapman, obriga a todos a passar quase duas horas em sua desagradável companhia. "Isso é pedir demais", desabafa. "Com sua grandiosidade, seu narcisismo, suas alucinações e suas bruscas mudanças de humor, Chapman se parece com um estúpido que qualquer pessoa ignoraria poucos minutos depois de iniciar uma conversa em um bar", assinala o crítico.

Além disso, o crítico Ian Milhar, da "Bloomberg", lamentou que Chapman apareça no filme como "um certo tipo de anti-herói existencialista", quando foi apenas "um homem muito perturbado, e possivelmente doente, que assassinou Lennon a sangue frio".

Em sua defesa, Piddington argumenta que "o filme não condena ou absolve Mark Chapman e, embora se trate de um filme humano, não é de nenhuma maneira compassivo com ele".

Bom, agora a minha opinião em relação ao filme e ao caso, primeiramente começando pelo filme, acho que todos que possuem alguma saúde mental sabe que não é nenhum ato heróico matar alguém, o filme coloca John Lennon como um hipócrita MAS, apenas na visão de Mark Chapman. Achei um filme interessante, ainda mais pra quem é fã do Lennon e dos Beatles.

Em relação ao caso, acho que Mark estava errado (óbviamente). Tá certo que ele tinha seus problemas psicológicos, mas é aí que fica difícil você ser entendido pelos seus problemas, quando você afeta alguém próximo. Acho que a visão de Lennon ser um hipócrita é besteira, afinal ele é um terráqueo, como eu, você, seu amigo e sua mãe... Tendo o dinheiro que ele tem, acho normal qualquer ser humano gastar para satisfazer suas vontades e desejos, afinal, não precisamos de dinheiro e nem de bens materiais, mas imagine, mesmo você sendo racional, se você tivesse uma fortuna... você faria o que? Não venha me dizer que você doaria tudo...

ouvindo: The Beatles - Hey Jude

Cayo.

Bitous time...



Os Beatles tem sido uma banda cada vez mais constante presente nos meus headphones, o motivo? Eles revolucionaram a música, rock psicodélico, ao mesmo tempo que clássico e moderno (sim, moderno). Meu disco favorito é o clássico Sgt. Pepper's Lonely Heart Club Band (só tenho lembranças boas com esse disco), mas também gosto muito do Magical Mystery Tour e do Rubber Soul, mas quando eu vou ver, vejo que também gosto muito do Abbey Road, mas tem uns sons do Revolver que eu me amarro! E o conceito que eles tiveram na produção do White Album? A evolução presente no Let It Be, a simplicidade atraente do With The Beatles e A Hard Day's Night, que também ta presente no Please Please Me, mas tem o Yellow Submarine e o Help!, passando pelo One e o The Beatles Anthology... AH! Não dá, só tem som bom, além dos sons que ficaram de fora dos álbuns. Além de álbuns eles lançaram diversos filmes, e o primeiro video-clipe da história! The Beatles revolucionou o cenário musical, mas o principal motivo de eu estar falando deles aqui, é por causa do lançamento de um jogo de Xbox360 chamado The Beatles: Rock Band.

O Jogo já havia sido anunciado a um tempo atrás, junto com o re-lançamento dos álbuns dos Beatles remasterizados. A fórmula do game é a mesma fórmula do Guitar Hero, contando com bateria, baixo e vocal. E hoje na E3, maior feira de games do mundo, foi divulgado o primeiro trailer e as primeiras imagens do jogo. E como ja é famoso quando se parte dos Beatles, o disco estará cheio de psicodelia. algumas músicas ja foram divulgadas, assim como alguns estágios do jogo. Abaixo segue as músicas que foram divulgadas acompanhada de um trailer, vale a pena ver, pois dá um gostinho do que o jogo vai ser! Com certeza será uma compra certa pra mim, que sou propietário de um Xbox360 que quase nunca é utilizado!

I Saw Her Standing There
I Want to Hold Your Hand
I Feel Fine
Day Tripper
Taxman
I Am The Walrus
Back In The U.S.S.R.
Octopus’s Garden
Here Comes The Sun
Get Back





ouvindo: Joe Anderson & Jim Sturgess - Strawberry Fields Forever

Cayo.

Novo

Muitos temem o que é novo, talvez pelo comodismo que ja virou natural do ser humano. A correria é intensa! E meu blog lhaveograne acabou ficando pra trás, eu sinto bastante falta de blogar minhas idéias, escrever uns textos e desabafar, tudo o que eu escrevia, era baseado na minha vida, e como eu escrevia freqüentemente, eu acabava por achar minha vida mais interessante, e reparar mais em pequenos detalhes que passavam de modo mais escondido e as vezes quase que imperceptível. Mas voltando a falar sobre o novo, enquanto muitos temem novas descobertas que podem acabar deslinkando você com certas paixões e correntes ja construídas, outros se sentem frustrados pelo fato de poucas coisas novas e diferentes estarem rodeando a sua vida, como é o meu caso, as vezes me sinto meio que incomodado por causa da rotina e dos problemas já costumeiros, problemas que se eu ficar procurando soluções, eu não vou achar sentido, como se no final, tudo fosse vazio. Mas e esse vazio? Porque tem de ser vazio? Acho que ninguém vai ser feliz observando o mundo cético, por isso precisamos viver as emoções, neuroses, problemas, diversões, trabalhos, projetos, e tudo o que fazemos que faz nós estarmos nos movimentando. 2009 pra mim, vem sendo um ano que eu reparo que cada vez mais as pessoas estão se isolando, porém, cada vez mais eu vejo pessoas acordando e buscando algo novo, não se deixe enganar, quando digo novo, não quero dizer algo que surgiu agora, mas digo algo que é novo pra você! O mundo está repleto de coisas novas, basta você ter vontade de procurar, vontade de conhecer, a curiosidade matou o gato, mas não o ser humano.



Esse som se chama O Novo, da banda Medulla. É um som muito interessante e muitos desses questionamento sobre novos interesses, novas descobertas e novas ambições foram proporcionados por essa letra, então achei interessante ela fazer parte da minha postagem!

Meu nome é Cayo, também conhecido como Yce, tenho 18 anos, vivo no Rio de Janeiro, Barra da Tijuca. E é um re-prazer voltar a blogar, mesmo que para ninguém, sei que alguém vai abrir essa página, por mais que sem querer.

Algumas postagens antigas em:
http://lhaveograne.blogspot.com

E também ando usando muito o twitter, pela facilidade e pela falta de tempo.
http://www.twitter.com/gelo7

ouvindo: Medulla - O Novo

Cayo.