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é tudo um conto de fada, no final a página vai virar e tudo virará um conto de nada



Kanye West, lembro-me antes do incidente com a Taylor Swift, todas as pessoas as quais eu comentava dele falavam "Nossa, eu não gosto de rap, mas o Kanye West é muito bom", eu ouvia isso DEMAIS! Depois de uma simples falha na sua vida pessoal, o cara começou a ter uma legião de haters enorme. É o preço que se pega por deixar o seu ego te iludir que você tem mais direito que os outros por ser famoso. Não concordei com a atitude dele de ter pego o microfone da mão da Taylor Swift pra defender sua opinião, e até acho que se fosse pra eu comentar disso aqui no blog, eu teria chegado no mínimo, atrasado demais... Porque o ponto que eu quero chegar, é que por mais que ele tenha dado uma falha como pessoa, isso não significa que o West é um artista ruim, o cara produziu vários emcees do underground como Talib Kweli, Mos Def, Kid Cudi, Jay-Z e Common (se vocês não conhecem, todos são grandes artistas)... No trabalho desse último, em um de seus álbuns, West finalizou as batidas do falecido Jay-Dilla, que é considerado por muitos no rap como o maior produtor de batidas que ja existiu, sem falar que suas letras, desde o primeiro disco, são muito boas! Inovaram muita coisa no rap, que sempre foi feito de muita mesmice... Até seu último álbum "808's & Heartbreak" foi um grande disco, muitos diziam que o trabalho era pop e que ele estava forçando, acho que o trabalho foi inovador, mas cada qual com sua opinião né.


Curta do Kanye West que eu descrevo e comento abaixo "We Were Once a Fairytale" pra quem quiser ver.

No ano passado, Spike Jonze (o mesmo que eu citei a uns posts atrás, que dirigou o filme "Onde Vivem os Monstros") dirigiu um curta-metragem do rapper, chamado "We Were Once a Fairytale", o curta é bem simples, e não tem nada que chame uma grande atenção por efeitos especiais ou um roteiro fascinante que vai te fazer pensar dias e dias, mas fiquei tentando interpretar o que ele quis passar no vídeo. O curta começa com o West bêbado numa boate, sentado, e duas mulheres vem trazer um champagne pra ele, ele insiste em pagar dizendo que tem muito dinheiro no bolso (sinal de pseudo-grandeza 1 detectado). Logo depois, começa a tocar um som dele "See You In My Nightmares" (o curta é um pseudo-clipe da música), e ele começa a falar pras pessoas "Esta é minha música! Fui eu quem a escreveu!" (sinal de pseudo-grandeza 2 detectado). Ele chega a abraçar uma mulher e chorar no ombro dela, uma perfeita mostra de que por mais que ele tenha a fama e o sucesso, isso nunca vai fazer dele um cara completo. Mas realmente, ele ter escrito tudo que ele escreveu não o faz melhor que ninguém. Alguns deixam a fama e o reconhecimento subirem a cabeça, como se já cansamos de ver no mundo da música pop, mas voltando ao curta... West depois aparece curtindo e cantando sua música na pista da boate, até a hora que ele vai para um quarto, e começa a sonhar que estava transando com uma mulher, depois de também chorar no ombro dela, quando ele acorda, ele se encontra de cuecas e vendo que estava transando com as almofadas do sofá do quarto que ele entrou (sinal de derrota 1). Quando o West fez o 808's & Heartbreak, muito dele foi para a sua ex-mulher "Alexis Phifer", que o abandonou, assim como também foi para a morte de sua mãe. Acho que o West nessa cena quis mostrar como ao satisfazer sua vontade sexual estava ocupando o lugar da sua ex mulher, mas no fundo, tudo não passava de uma ilusão... Acredito que funcione como as drogas, você se droga pra se enganar e alterar a percepção da realidade... Tudo bem se você tiver consciência de você esta fugindo do "Mad World" que o rodeia, você estará seguro se tiver noção disso. Agora se você utiliza isso como uma fuga, sem saber que independente de você estar bem naquele momento, a vida vai continuar sofrida, aí você esta tão perdido quanto o West... Agora voltando novamente ao curta. Depois dessa cena que ele acorda com as almofadas, ele vai correndo para o banheiro, aonde começa a vomitar pétalas, algo que eu interpretei como o amor de sua mãe e de sua ex mulher preso no peito, e que naquela hora... Ele vomitou, pois estava sofrendo as consequências de ter que estar buscando o estado raro de felicidade em tudo que alimentava seu ego e o fazia se sentir superior quando na verdade, tudo era uma mentira... Estava passando mal com toda aquela verdade de que não fazia sentido algum. Caído no chão, Kanye acha uma faca debaixo da pia, ele a pega e corta sua barriga olhando pro espelho, ele bota a mão no buraco que ele abriu, e tira um pequeno monstro... Que eu interpretei como se fosse o monstro que se criou com base na busca da felicidade que ele tinha no passado, como se fosse um apego aos seus pontos de sentido na vida que não existiam mais, afinal, ele estava com uma espécie de veia, que parece que o linkava as pétalas (aliás, é legal reparar que o monstro que sai do Kanye West parece MUITO com as criaturas de "Onde Vivem Os Monstros"). Kanye dá uma pequena faquinha que se escondia no punho da faca que ele cortou seu estomago, e o monstrinho faz o mesmo! Caindo no chão... e morrendo, assim como o monstro que buscava a falsa felicidade através do ego, com medo de enfrentar a realidade nova devido a ter se acostumado com o passado.



Ok, acho que tive que viajar um pouco pra chegar a uma interpretação fixa... Mas todos nós enfrentamos uma batalha com nosso ego dia após dia. Acredito que o fato do Kanye ter tido problemas com o ego foi gerado porque ele se sentia só e triste, pela perda tanto da sua mãe, quanto de sua ex mulher, ele se sentia fraco... E buscava se sentir forte pela fama e reconhecimento. Acho que no fundo não devemos nos preocupar né? Por mais que a gente perca nossa mãe, ou nossa mulher nos largue (coisa que provavelmente ja aconteceu com você), a vida continua! E você é obrigado a conviver com as suas perdas, sem temer o novo.


Clipe novo do Kanye West, da música "Coldest Winter" do disco "808's & Heartbreaks"

Elogios, vitórias, e babação de ovo não te acrescentam muita coisa, nada mais que uma leve felicidade no momento e uma lembrança na sua mente. Isso me leva direto a filosofia que aprendi nas batalhas de rap, quando eu vencia uma batalha, muita gente me elogiava, falava que eu rimei pra caralho e tudo mais... Agora quando eu perdia, minha noite acabava, no máximo elogios de consolação, ou então "você mereceu ganhar, mas a platéia não votou", mas garanto que me acostumar e conviver com a derrota que fez de mim um vitorioso, você não vai ficar o tempo todo da sua vida por cima, você vai cair muitas e muitas vezes... E não adianta o porto seguro que você tiver (no caso do West, era a fama), você continua sendo um derrotado independente dele. E garanto, que os maiores perdedores, aqueles que enfrentam tudo sem medo da derrota, as pessoas que viraram parceiras do fracasso, consequentemente são os maiores vencedores que caminham na atmosfera terrestre. E por fim, não é porque o Kanye West fez coisas que não me agradou que vou começar a não gostar da música dele, o cara é um grande artista, independente do maldito ego dele, até porque, admirar os caras que idealizaram ao invés dos idéais não é uma filosofia que faz muito sentido pra mim.

ouvindo: Kanye West - See You In My Nightmares (feat Lil' Wayne)

Cayo.

esses adolescentes florescentes esquecem que o texto não é só feito das partes destacadas pela sua caneta amarela brilhante



Bom, finalmente acordei cedo, ando fazendo bastante coisa, to a mais de um mês sem escrever no blog, mas não o abandonei! É que como é mês de janeiro, acabo saindo pra me divertir mais do que o normal, acabo bebendo mais do que o normal, acabo indo a mais festas, e acabo me focando mais nos meus projetos musicais, ja que todo mundo tem mais tempo agora do que no meio do ano, quando estão sufocados pelas rotinas malucas da correria pra se manter vivo no planeta terra! Mas voltando a história, primeira vez que finalmente acordo cedo em muito tempo! Gosto bastante de aproveitar amanhã, eu sinto que vivo mais, talvez essa seja a impressão causada pelo tempo ser padronizado como "começar da manhã" e "terminar dormindo de madrugada", talvez se não tivessem conseguido enfiar isso na minha cabeça de alguma forma, eu conseguiria aproveitar meu dia dormindo de onze da manhã até as cinco da tarde! Mas enfim, nesta manhã fiquei re-vendo uns clipes que eu gosto no youtube (que é praticamente a minha televisão a cabo com milhões de canais) e assisti o clipe de "Fluorescent Adolescent" do Arctic Monkeys, encaixando o contexto da letra no clipe, consegui perceber o quanto eu vejo isso acontecendo nos dias de hoje!



No clipe, pela minha interpretação, o palhaço e o outro cara com a roupa super legal eram amigos no passado, mas pelo o cara quis se juntar a um outro padrão, e então, parou de andar com o palhaço, porque os dois não podiam estar juntos de acordo com as regras das tribos urbanas que só existem na imaginação de quem acredita nessa merda de idéia que é fixada na nossa cabeça todo santo dia, seja nos programas de TV, ou filmes. E como os palhaços e os caras legais não podem andar juntos, durante uma disputa de quem é mais (uma guerra de egos) o palhaço e o cara legal acabam relembrando alguns momentos bons da infância durante a briga, e vê no que tudo se transformou, graças ao maldito ego dos dois que não permite que eles se misturem mais, ambos se isolam, achando que são superiores, se esquecendo que os dois são feitos da mesma materia que apodresce depois da morte.

Todos nós somos um texto, todos compostos de letras formando palavras, que compõe os nossos pensamentos, não somos nada mais que isso. Quando crescemos e entramos na fase "adolescência/começo-da-fase-adulta" encontramos a liberdade de poder sair para as baladinhas e enxer a cara! Woohoo! Eu vejo que tem muitas pessoas que começam a basear a vida nesses curtos momentos de felicidade, começam a alimentar o ego se satisfazendo em construir uma imagem para "ser legal" para "ser parte de um conjunto", o que o ser humano continua buscando, mesmo que não haja nenhum sentido nisso. Acho que o ser humano tem que parar de tentar ser alguma coisa, pra simplesmente deixar ser alguma coisa, sabe... Deixa acontecer naturalmente (pagodão, simbora?) Hoje em dia vejo que isso virou uma atitude tão nobre, que as pessoas que desprezam os outros ao seu redor conseguem respeito tão fácil, e isso faz cada vez mais, seres humanos deixarem seus egos disparados lá em cima! Acho que eles esquesceram que a vida não é só compostas pelos momentos destacados com marca texto fluorescente, existe mais conteúdo no texto, e por isso vejo muitos desses "Adolescentes Fluorescentes", por mais que construam uma imagem tentando ser alguma coisa, tentando estar no topo da pirâmide da popularidade, tentando ser super-desejado (sexualmente e socialmente) porque usa as roupas mais legais e escuta as bandas que todo mundo gosta, sendo só assim na visão das pessoas mesmo, porque muitos deles não conseguem se resolver com eles mesmos no fundo da alma, e são pessoas que se encontram entrando por um buraco negro sem solução, talvez... a solução seria você jogar seu marca texto fora, e não tentar destacar partes do seu texto para construir outro, e sim ser o texto como um inteiro! Você não vai entender completamente a história de um livro se só ler as partes que sua amiga destacou pra você fazer a prova do livro no colégio, certo? Há muito escondido nas entre-linhas, e nem tudo ta na cara, há muita coisa que precisa de interpretação, então... Jogue seu marca-texto amarelo fluorescente fora, AGORA!

Ouvindo: Arctic Monkeys - Fluorescent Adolescent

Cayo.

Resto do Post

#rhymetime #raptime #downloadtime

Bom, aproveitando a onda de Rap nacional do último post, queria aproveitar pra disponibilizar uns downloads pra vocês.

Um deles é o 7F-EP, grupo de Rap Alternativo, o EP foi lançado no ínicio de 2009, com uma proposta e uma fórmula muito diferente da convencional. O grupo é composto por Yce, F2L e Cidão. Letras impactantes e batidas fortes. É um som que vale a pena você parar pra escutar.



1-Sétima Frequência
2-Vendetta
3-Epidemia
4-Projeto Destruição
5-Matrix
6-Invente Um Deus
7-Yin-Yang

CLIQUE AQUI PARA BAIXAR

http://www.myspace.com/setimafrequencia
http://www.twitter.com/7Foficial
Comunidade 7F - Sétima Frequência no Orkut

O outro é o EP do F2L que acabou de ser disponibilizado na internet. O EP conta com 5 faixas gravads e mixadas pelo mesmo e precede outros dois discos lançados "Independente[mente]" e "Teorias Urbanas". É um som que vale a pena você parar pra escutar. [2]



1-Sociedade dos Poetas vivos
2-A Loucura é a Cura
3-Aspire, Inspire
4-Horizonte Artificial
5-Dias Estranhos
6-Em Busca de um Sentido

CLIQUE AQUI PARA BAIXAR

http://efidoisele.blogspot.com
http://www.twitter.com/efidoisele
http://www.myspace.com/projetof2l
Comunidade Projeto F2L no Orkut

Ouvindo: The Mars Volta - Eriatarka

Cayo.

say hello to my little friend! (tomar na cufa II)


cortem as cabeças!

Mais um ano, mais um hútuz, e a mafia permanece firme e forte! Pra quem não sabe, nessa mesma epóca do ano passado escrevi um post mostrando a minha indignação com a CUFA (você pode ler esse post clicando AQUI, ele se encontra no meu antigo blog, não liguem pro layout desarrumado!). Esse ano também compareci novamente no evento que foi sediado mais uma vez no canecão, em botafogo. Para entrar era necessário convite, encontrando alguns conhecidos de eventos de rap, o DJ Bola mais uma vez conseguiu arrumar um convite que garantiu a entrada na minha segunda premiação do Hutúz, pelo menos a entrada é gratuita né?

Depois de marcar um tempo do lado de fora e trocar umas idéias com a galera do rap que não via a um tempo, entrei no canecão, e lá dentro estavam todas as "celebridades" do rap nacional e da música brasileira, Mano Brown, GOG, Rappin' Hood indo até Caetano Veloso, Sandra de Sá, Regina Casé... e claro, Eu (nemri)! Sentei numa mesa com uns amigos e a premiação começou, com uma batalha de rap com umas rimas bem convencionais que eu tanto ouvia nos eventos. Depois disso, tive que assistir a mil conversinhas ensaiadas entre o Netinho (aquele da Record) e a Nega Gizza, foi engraçado. Agora, chegando ao ponto que eu quero chegar, os premiados foram os de sempre! Novamente, Racionais ganhando um monte de prêmio (mesmo não lançando discos novos ou trabalhos novos que os façam merecer [na minha opinião, claro]), Mv Bill, Nega Gizza e Camila (que fazem parte da organização da CUFA) levaram um monte de prêmio também, detalhe, que a cada prêmio que a Camila ganhava (por ela e pelo MV, que não pôde comparecer, então ela recebia por ele), aturavamos rimas e mais rimas dela que ja martelaram nas nossas cabeças em diversas formas, mas todas querendo dizer a mesma coisa, foi engraçado o discurso do Mano Brown, que subiu no palco com o copo de whisky e a mente vagando por outra galáxia. Valeu a premiação só pra ver o GOG rimando "Brasil com P" acapela no microfone e pra ouvir "Rap du Bom Parte II" do Rappin Hood com o Caetano Veloso, uma música que eu sempre curti bastante, ta bom que o Caetano nem tava pilhado de cantar, ele demonstrou quando no palco viu se recusando a cantar alegando não ter ensaiado e não ter trazido equipamentos, sorte que esse é o mundo do rap e do improviso, então o DJ soltou a música e os dois cantaram por cima.


o prêmio #FAIL vai para o Rap Nacional! Porque nós que obrigamos os Mc's a seguirem padrões, e escreverem o que todo mundo ja cansou de ouvir e rejeitamos coisas novas.

Essa foi a última edição do Hutúz Rap Festival, não acho bom ser a última né, até porque esse evento virou um encontro de várias pessoas de várias localidades do Brasil pertencentes a cena do Rap Nacional. O que me deixa indignado foi não ver nenhum representante da cena do Rap Alternativo ali no palco, quer dizer, o rap já é escondido e ausente em todas as premiações de música brasileira, e na premiação que era pra abordar todos da cena do Rap Nacional (seja alternativa ou padronizada), só vemos as mesmas caras de sempre! Ou seja, evento presenciado pela platéia de sempre que sempre recebe os prêmios, e pra ser sincero, nada muito diferente da cena underground carioca. Me deixa indignado o fato de muita gente dessa galera (não vou generalizar, afinal, não são todos) serem preconceituosos com pessoas que não tem tanta semelhança a eles, rotulando quem não se encaixa nos padrões de "mano". Queria que a galera do rap fosse mais cabeça aberta, quem sabe assim teriamos menos fronteiras na música brasileira, o que consequentemente nos proporcionaria mais espaço, e mais apresentações nos diversos eventos que envolvem música em geral.

Esse ano não compareci a muitos eventos de rap, diferente dos anos anteriores, que sempre freqüentava batalhas e os shows da cena underground, o que contribuiu a isso, foi ver que muitos ali apertam a mesma tecla e não saem do lugar, além de ter cansado de ouvir as rimas de sempre. Gosto muito de rap, de fazer, de ouvir, de assistir a apresentações e tudo mais, muita gente diz que eu mudei, que fiquei diferente, alguns até me chamam de emo (WTF!?). Não preciso dar satisfação a ninguém, afinal, eu não tento ser nada... deixo a vida correr, e conseqüentemente sou um resultado desconhecido pra mim mesmo, até porque, se eu for ficar me preocupando com o que eu vou ser, não vou estar sendo, pois vou filtrar meus pensamentos que são o que eu sou de verdade para formar um ser artificial (ok, eu não consigo fazer isso com 100% de sucesso, mas eu tento, acredito que nenhum ser humano consiga, anyway). Nunca vou abandonar as rimas e nem os raps de improviso, tem dias que eu acordo rimando involuntáriamente, essa porra ta no meu sangue, queiram ou não acreditar. Ontem, voltando da casa de uma festa pseudo-alternativa (porque também ja viraram padronizadas) a trilha sonora do meu fone foi "Everything In Its Right Place" do Radiohead, ela me levou a refletir que tudo esta no seu devido lugar, nada se move, nada de novo acontece, sou obrigado a ver reprises da vida a cada dia que passa. A mudança é a lei da vida, e não temam o novo, uma hora ele chega, querendo ou não.

Cayo.

faltam alguns minutos para a meia noite, e para o ínicio de um novo dia



Muita gente considera o trabalho Minutes To Midnight do Linkin Park como inferior aos outros discos lançados pela banda. Acredito que esse álbum, depois do Reanimation, foi o álbum mais ousado e criativo do Linkin Park. O álbum consegue ser diversificado, algumas músicas conseguem com êxito se destacarem por suas diferenças, por exemplo, "Given Up" mostra que a banda não deixou de lado seus sons mais pesados, ainda mais pelo Big Scream que o Chester lança nesse som. Até mesmo a introdução "Wake" ficou muito bem composta, é uma música instrumental que é agradável a qualquer ouvido, por sua simplicidade. As rimas do Mike ficaram menos presentes nesse álbum, mas mesmo assim, o Shinoda cuidou da produção do álbum ao lado do Rick Rubin, além de ter tocado teclado/sintetizador em algumas faixas, de qualquer forma, o álbum ainda contém as influências de rap do Mike. A letra de "Hands Held High" é muito boa, e é diferente das rimas que Mike vinha fazendo nos dois últimos álbuns de músicas inéditas da banda, gosto muito do seu instrumental também, o refrão simples "Amém" também é bonito.

Aliás, agora o álbum também contém alguns vocais principais cantados pelo Shinoda, em "Hands Held High" e em "In Between" (que eu considero a melhor letra do álbum), ele não decepciona, seus vocais ficaram muito bons, mas já sabemos que Mike tem potencial para fazer melodia, no própio Live In Texas ele faz Back Vocals para o Chester. eu me peguei em fases diferentes da minha vida refletindo "In Between" de maneiras diferentes com a letra desse som, acredito que seja muito gratificante para um músico, conseguir alcançar uma versatilidade de reflexão de seus ouvintes, na verdade, a frase que tem martelado na minha cabeça desde ontem tem sido "The only thing worse than one is none". O final do álbum ficou com as melhores faixas, na minha opinião, "In Between", "In Pieces" e "Little Things Give You Away", gosto muito da melodia vocal e do solo de guitarra de "In Pieces". A bateria eletrônica também é bem viajante, e lembra um pouco um drum'n bass. A última faixa também impressiona bastante, ela é muito bem estruturada, e o refrão é fantástico, gosto muito do final da faixa, a qual até mesmo o Phoenix (baixista da banda) canta!



Não se precipite falando que o trabalho do Linkin Park em Minutes To Midnight é inferior aos outros dois, na verdade, a banda inteira evoluiu bastante, as composições instrumentais deste álbum foram muito mais bem feitas do que nos outros dois. Este disco foi lançado em 14 de Maio de 2007, foi o disco mais vendido do ano no mundo, o álbum estreiou em primeira posição, e o primeiro single "What I've Done" foi trilha sonora do primeiro filme do Transformers. A música é boa, mas acho que a banda poderia ter escolhido outra música para ser o Single, na verdade, se eu pudesse fazer uma seleção personalizada eu mudaria toda a estrutura de singles do disco, mas acredito que as músicas foram bem selecionadas levando em conta a massa consumidora. Gosto muito de "Shadow Of The Day", além da letra ser muito boa, eu acho muito bem feita músicalmente-eletronicamente falando, ainda mais levando em conta que os barulhos em reverse na música são notas simples de um teclado midi, Linkin Park se mostra eficiente em reverter partes de música desde a brilhante guitarra invertida em "Somewhere I Belong".

Acredito que eles conseguiram fazer um trabalho completamente diferente de suas duas outras obras. O "Hybrid Theory" e o "Meteora" são bem parecidos, o "Live in Texas" é um disco divertido de ouvir, ainda que soe underground. O Reanimation que com certeza merecia um destaque, ele foi considerado um disco de "Remixes", mas a versão de "Pushing Me Away", neste disco chamada de "P5hng Me A*wy", por muitos é considerada superior a música original, até o Linkin Park fez uma versão ao vivo dela no seu primeiro disco ao vivo ao invés de tocar a música original. Eles costumam utilizar algumas músicas do "Reanimation" como introdução, ou então, soltar alguma parte eletrônica viajante da música numa apresentação ao vivo. Um grande números de rappers foram convidados para fazer participação no disco, dentre eles, Chali 2na, Evidence e DJ Babu (Dialated People), Pharahone Monch, Black Thought (The Roots), além dos rappers citados (e muitos outros não citados), o álbum ainda conta com a participação de Jay Gordon (Orgy, a mesma banda que acabou doando participantes para o "Dead By Sunrise"), Jonnatan Davis (Korn), entre outros. Eu particularmente gosto muito da música "1stp Klosr", lembro de uma epóca em que ouvia ela olhando o céu estrelado quando faltava luz e ficava tudo escuro, no "Sitio Bom", um lugar que viajei inicio do ano, eu conseguia ver o futuro, e é sério.



Tinha que comentar aqui também sobre o disco ao vivo do Linkin Park lançado no final do ano passado, o "Road To Revolution", que também foi DVD. A banda se mostra muito mais madura no que no seu primeiro DVD ao vivo, estão tocando bem melhor, e a execução das músicas ficaram todas muito boas. Achei meio bizarra a participação do Jay-Z, que com certeza ja fez apresentações com o Linkin Park melhores do que a que foi feita neste DVD. Mas de qualquer forma, ficou aceitável. Além do público e da set-list muito bem estruturada, o show ainda contou com um céu de dar inveja a outras bandas que se apresentaram em Milton Keys, o contraste das cores com o show é simplesmente incrível. O show não saiu do meu headphone no ínicio do ano, o qual eu também vi a apresentação diversas vezes. Gosto da introdução, a "One Step Closer" com as quebradas no final ficou muito boa, reparem que como eles encerraram o "Live In Texas" com esta música, eles abriram o "Road To Revolution". "Given Up" e "No More Sorrow" funcionaram muito bem ao vivo, a introdução de "No More Sorrow" é de se espantar, e os berros do Chester em "Given Up" mostram que ele não perdeu a energia. É legal ver Mike se empolgando e botando o público pra cantar "In The End" e ver como foi bem executada a "Little Things Give You Away". O show é encerrado com um dos singles do "Minutes To Midnight", "Bleed It Out" o qual ainda conta com Rob quebrando na bateria. O Linkin Park cresceu, e comprovou isso nesse álbum ao vivo, que superou minhas espectativas, em 2009 eles lançaram um único single, "New Divide" que teve um vídeo-clipe e foi single do segundo filme do Transformers. Mike Shinoda disse que o Linkin Park está em estúdio, gravando seu álbum que deverá sair em meados 2010, de acordo com ele, o álbum será insano! Obrigado pelas letras e pelas músicas Linkin Park, seus sons me acompanham desde a minha infância, tente não se precipitar ao falar mal do Minutes To Midnight ou do Reanimation, só busquem abrir um pouco a mente, muitas vezes, o que é novo é bom, e você rejeita só porque é novo.

ouvindo: Linkin Park - In Between

Cayo.

Resto do Post

não deixem o sol nascer, ou deixem e vamos renascer!



Mexendo na internet a uns meses atrás, vi algumas músicas do que seria o "projeto solo do Chester Bennington" (vocalista do Linkin Park) chamado de Dead By Sunrise, depois fui descobrir que era uma banda, na verdade, o Orgy (banda de Amir Derakh e Ryan Shuck, guitarra e synth e guitarra e backvocal respectivamente ex Julien-K) tinha acabado de se separar, e o Chester os chamou para produzir algumas músicas do seu projeto, eles ligaram para o Bennington, dizendo que tinha idéias para acrescentar ao projeto, e assim surgiu o obscuro disco "Out Of Ashes", com a adição de mais três membros, Brandon Belsky e Elias Andra (respectivamente Baixo e Bateria, ambos ex- Julien-K) e Anthony ‘Fu’ Valcic no Teclado. O disco foi produzido por Howard Benson (P.O.D., Papa Roach e My Chemical Romance), de acordo com o Chester, Howard trouxe uma energia muito boa para o projeto. Mas um trabalho músical não é construído só de música, tem muito de questionamentos e de situações que vivenciamos.

Chester estava passando por um momento pesado na sua vida, ele tinha acabado de se divorciar, e isso trouxe a tona alguns problemas com drogas que ele já havia passado, ele mesmo afirma que é uma pessoa romântica, que gosta de viver com a presença do amor em sua vida. Ele escreveu todas as letras do disco, as letras em geral são bem pessoais e bem melancólicas, muito questionadoras também. Por exemplo, em "Let Down", além do ótimo uso de sintetizadores, Chester conta a experiência do divórcio "Não quero ser colocado pra baixo, não quero viver minha vida de novo. Não quero caminhar por aquela velha estrada". Isso pra mim foi um conforto, eu passava por momentos semelhantes aos que ele expressa nas letras, e essa melancolia toda, só me fazia enxergar a frente, impressionante! Tão impressionante quanto o single de trabalho, "Crawl Back In", que fala sobre você as vezes se sentir como se não tivesse uma identidade própia "Sometimes I look at my own face and I don't know who I am, I see a piece of everyone I know buried underneath my skin" e o excelente refrão "I don't wanna be like then, I wanna crawl back in", Chester diz que essa música nasceu do desespero de você se sentir viciado em alguma coisa. Uma outra faixa que chama a atenção, é "My Suffering", que mais uma vez trás a tona os problemas com drogas "My happy ending only exists in my dreams". O refrão soa muito bem, você vê uma bateria rápida, com berros muito loucos que foram gravados e ficaram na música com um volume menor, da uma impressão muito boa, é uma música bem energética, e com certeza, vai soar muito bem sendo executada ao vivo. Uma música que me deixa arrepiado é "Walking In Circles". A letra fala basicamente de se sentir sozinho e não poder gritar por ajuda, o refrão é muito bom "Alone in a world, with millions of souls, walking in circles. Trapped in our dreams unhealthy, unclean, Walking in circles, now, Do not disturb, scream in silence, Everyone's sleeping". Quando prestei atenção nessa letra na primeira vez que ouvi me impressionei, porque eu tinha essa sensação de querer gritar mas não poder, e quando ouvia ela nos fones de ouvido andando em algum lugar, também era bizarro, porque todos nós (inclusive eu), estamos andando em círculos por coisas sem sentido.



"Inside Of Me" também me chamou a atenção, na letra, vemos o Chester cantando sobre mudanças, sobre você ter que mudar alguma coisa, não ficar parado, exatamente como ele deveria estar buscando se curar do que ele estava sofrendo, o refrão soa muito bem, e nele são cantados os versos "I feel all alone everyday, And just so far away, I know something's got to change, Inside of me". "Give Me Your Name" é uma das faixas mais melosas do disco, eu interpretei como se esse novo amor que ele canta no disco, seria sua vida pós Divórcio. O Instrumental dessa música é bem viajante, e a melodia do vocal, tanto nos versos quanto no refrão, são muito bem estruturadas, com certeza da pra enxergar um potencial comercial nessa música, o refrão conta com os versos "And I fall into the ocean. Inside of your arms. Taking me deeper where all the pain goes". A música "In The Darkness", de acordo com o Chester, representa a falta que ele sentia de fazer amor com alguém que ele gostava, essa música conta ainda com alguns elementos de beat box que eu achei muito interessante de terem sido adicionados. A música que encerra o álbum é a "Morning After", que foi escrita pelo Chester já a bastante tempo, tanto que ela foi executada em 2001 com o Linkin Park numa apresentação em Berlim, da pra notar, a letra lembra bastante os temas abordados com o Linkin Park, que também são semelhantes aos abordados com o Dead By Sunrise. É muito boa a música, tem um bom instrumental. Gosto muito também da forma como os sintetizadores foram utilizados nessa música. O disco com certeza foi um dos que eu mais gostei do ano de 2009, a voz do Chester é muito boa, ele canta com uma enorme versatilidade, e grita muito. O projeto não soa como um "Pacote de Expansão" do Linkin Park, ele consegue alcançar uma identidade própia, assim como o Fort Minor conseguiu. Vou estourar meus fones de tanto ouvir o Out Of Ashes, enquanto sou morto pelo nascer do sol.



É muito bom escutar um disco que você se identifica, você consequentemente reflete e supera seus problemas! Não podia vir em hora melhor, foi uma ótima compahia. Muitos falam que as letras são depressivas e até mesmo atraem energia ruim, só acho que elas motivam você a correr atrás do problema e crescer dele. Quem não tem problemas dentro de si? Estamos o tempo todo perguntando e se questionando. É muito fácil você julgar o outro que esta num momento de fraqueza, você não esta preso na mente daquela pessoa, o qual as grades são cada questão que deixam o indivíduo incomodado, caso aconteça com você, você vai com certeza querer que as pessoas respeitem seu momento. "Your Paranoya Is Probably Worse", diz o Mike em Papercut. Não há sentido em compararem o seu problema com a situação de algum ser o qual tem um problema diferente, são tipos diferentes de prisão mental. Enfim, eu não sou dono da verdade, mas sou paranóico, como todos vocês (eu sei que vocês também são), e eu penso duas vezes antes de julgar outro paranóico.

Ouvindo: Dead By Sunrise - Morning After

Cayo.

as pequenas coisas que você ignora

Você é um ser humano, eu sou um ser humano, somos os seres humanos! Prontos para ignorarmos qualquer ponto de vista que contrarie as nossas opiniões, prontos para se sentirem fragilizados e contrariados e mais prontos ainda para fragilizar e contrariar! Idéias fazem você ser o que você é, mas não deixe as suas própias idéias te deixarem cego, já basta sermos cegados pelo raio ofuscante do sol, que é visto como o astro rei, mesmo causando câncer a sua pele! São pequenas coisas que você ignora, sem perceber, mas agora não haverá erro! As barreiras estão quebrando.



Ouvindo: Linkin Park - Little Things Give You Away

Cayo.

o primeiro de muitos! (voz do worms)


foto por Tatiana Almeida

Bom, sábado, dia 19/09 foi o primeiro show do meu novo projeto musical "Os Marsupiais", banda que conta comigo (Cayo) no vocal, Vitor na guitarra, André no baixo, Esther na guitarra e Igor na bateria! Felizmente, conseguimos fazer o público pular ao som de várias músicas já conhecidas. Fizemos um set-list bem variado, colocamos desde Gorillaz (Feel Good Inc.) até The Offspring (The Kids Aren't Alright), de White Stripes (Seven Nation Army) até Green Day (Basket Case), passando por Blur (Song 2) com uma grande presença de palco, conseguimos fazer um ótimo show de estréia! Obrigado a todo mundo que compareceu, o show ainda contou com uma participação surpresa de Eugene! Vocalista da banda de rock cigano "Gogol Bordelo". em breve, mais um show da nossa banda, e músicas de nossa autoria!

É um sentimento engraçado, essa dependência de palco, por um momento, consigo libertar minha mente dos problemas, é como um estado de transe. Acho que o palco é o remédio pra muitos músicos, ou até pode ser visto como uma droga. Cuidado pra não se viciar, pois muito sofrimento e dedicação podem acabar aparecendo, ou então, vaidade demais.

Abaixo segue os vídeos da apresentação, filmados pelo irmão do André, nosso baixista. Nada de menos, nada demais... somos só os marsupiais!

Feel Good Inc. (Gorillaz Cover)
http://www.youtube.com/watch?v=9hiM8NL2Q8o
Basket Case (Green Day Cover)
http://www.youtube.com/watch?v=3Vg1-rD4-cg
Kids Aren't Alright (The Offspring Cover)
http://www.youtube.com/watch?v=ZGs6yDhGiT0
Song Two (Blur Cover)
http://www.youtube.com/watch?v=4t6ZHMrK2m4
Encore (The Kids Aren't Alright)
http://www.youtube.com/watch?v=PceW-v158O0
Pós-Show - Bastidores
http://www.youtube.com/watch?v=yt3IjfyJeEw

Cayo.

estou na lua



Kid Cudi, na minha opinião, uma das maiores revelações musicais dos últimos tempos. No quarto álbum de Kanye West, 808's & Heartbreak, Cudi fez uma participação na segunda faixa "Welcome to Heartbreak" e ajudou a compor a letra de Heartless (que fez um enorme sucesso e ganhou diversos covers). Ano passado ouvi compulsivamente a sua mixtape "A Kid Named Cudi", e reparei que ela ia além do Rap, tinha algo a mais. Talvez fossem as melodias que acompanham as rimas do Cudi, talvez fossem as batidas que não passavam de músicas do Ratatat e Nosaj Thing, ou então as letras que contradizem completamente aquele velho discurso de ' tal rapper tem o ego muito alto '. Kid Cudi inova, e a maior prova disso foi seu novo álbum "The Man On The Moon: The End of The Day" o primeiro de uma triologia. O disco conta com participações de Ratatat, MGMT, Kanye West e Common, será lançado no dia 15 de Setembro, porém, vazou na internet no dia 5 de Setembro, após ouvir compulsivamente o disco desde o dia do vazamento, percebi que tenho nas mãos, ou melhor, nos ouvidos, um dos discos mais brilhantes que já ouvi em algum tempo.

A faixa de introdução "In My Dreams" tem um BPM bem lento, misturado com alguns elementos bem "Trippy", foi produzido pelo Emile. Alguns sons de violinos dão uma ênfase maior para o verso que nomeia a música. Cudi canta que pode ter tudo e qualquer coisa que ele sempre precisou nos seus sonhos, essa frase da inicío ao disco, que conta uma história, cada faixa é um sonho, e os sonhos são dívididos em cenas, o primeiro se chama "The End Of The Day" e nele estão as faixas que introduzem o disco. O disco começa muito bem, e bem diferente de qualquer álbum de Rap que você já tenha ouvido. Após uma excelente narração do Common (que caiu muito bem ao longo do disco), entra uma das músicas que mais gostei do álbum, a "Soundtrack 2 My Life", que também foi produzida pelo Emile. A letra faz jus ao titúlo, e narra um pouco da vida pessoal de Cudi, nessa música, estão algumas das linhas mais ácidas do álbum, como "Eu estou feliz, e essa é a mentira mais triste", "Ignorância é o amor e eu preciso desta merda" e uma que também me chamou muito a atenção, é a linha que faz referência a clássica música do Jigga-Man (99 Problems). " I Got 99 problems, and they all bitches", a base é composta de sintetizadores, e possuí um final bem psicodélico, onde alguns sintetizadores com overdrive encerram a faixa. Logo depois, você escuta o "ABC" que o Jackson Five custumava cantar, junto de um "123", que ínicia a faixa "Simple As" mas não se deixe enganar! A faixa sampleada por Plain Pat não foi a dos J5, foi um som do OMD chamado ABC Auto Industry (você pode conferir clicando no nome da música). É uma faixa onde finaliza o primeiro ato do disco, "Simples como isso, é simples mano, pergunte sobre isso é uma matemática simples", mais uma narrativa do Common da início ao segundo ato do disco, "The Rise Of The Night Terror".

Alguns xilofones bem melancólicos servem de introdução para a faixa mais "Creepy" do disco, "Mr. Solo Dolo". Sua letra extremamente introspectiva leva você a uma viagem mental passando pelo questionamentos emocionais que você tanto faz a você mesmo! Algumas linhas bem pesadas como "Como posso me sentir tão errado tentando fazer o certo" e "Eu não tenho ninguém, então vou ouvir todos os sons da sanidade", este som tem uma produção incrível, o que me parece ser um sample, foi muito bem extraído da música de origem (que eu infelizmente não consegui achar, se é que ela é um sample), também há um sintetizador muito, digamos assim, "elétrico" que entra na música na hora do verso rapeado. Depois do momento de reflexão introspectiva, uma batida que chega até mesmo a lembrar uma música House começa, é uma das músicas mais pista do disco, "Heart Of a Lion". A sua batida extremamente rápida, produzida por Free School, contagia qualquer um, e as linhas da música inteira te levam para mais uma viagem mental, " Não vou me deixar você me matar nos meus sonhos como o Freddy Krueger, eu não sou um perdedor, te vejo no inferno!" Cudi encerra o primeiro verso da música, e o refrão que inspira a qualquer um que esteja ouvindo a música também é carregado de linhas pesadas " No fim do dia, ninguém vai me parar" "No fim do dia, eu estarei caminando com um coração de leão". Um interlúdio bem psicodélico, que com certeza cai muito bem nas pistas aparece no meio da faixa. Depois da viagem em uma batida rápida como o movimento de coelhos nas relações sexuais, uma batida lenta e bem estruturada da ínico a mais um som introspectivo e reflexivo aparece na tracklist do disco! Produzida por Plain Pat (WHAT UP!) e Jeff Bhasker, "My World", é mais uma música melancólica, onde Cudi tenta expressar o mundo dele, tanto o que vai ser um dia, quanto o que já foi, algumas linhas bem pesadas são encontradas nessa faixa também, "Tentei todos os esportes para conquistar as garotas, invés das garotas que mal falaram de mim, era demasiadamente fascinado por artes e fiquei conhecido como um palhaço", "Os manos dizem que eu sou louco, minha mãe sabe que continuo doidão, estou arrumando grana, mãe!". Essa faixa conta com a participação de Billy Cravens, e uma outra observação interessante, é que você pode ouvir o barulho de pato que também existe em um dos singles do "The Blueprint 3", "Run This Town".



A próxima faixa, além de abrir mais um ato do disco, o "Taking a Trip", é uma conhecida das pistas de todo o mundo, e de todos os olhos que ficam atento para a MTV, "Day N Nite", o single que fez o Kid Cudi estourar desta forma tão espantosa! A faixa foi produzida por Dot Da Genius, na verdade, ela foi idealizada por Kid Cudi, que disse recentemente numa entrevista para o Bet:Rising Stars que a melodia da música apareceu na sua mente enquanto ele andava pelas ruas um dia qualquer, desatento. A letra dessa música é ótima, e o clipe dela pode ser visto clicando aqui. Houve uma outra versão que estourou nas pistas, o remix feito pela dupla de DJs do Crookers, dois clipes também foram feitos para essa versão do remix, nunca foram lançados, mas você pode conferir a primeira versão clicando aqui, e a segunda versão clicando aqui. A letra é bem introspectiva (ok, acho que até aqui, vocês ja entenderam que o conceito do álbum é bem questionador, melancólico e introspectivo) "O chapadão solitário vai libertar sua mente essa noite", "ele fuma um e ele esta no caminho de libertar sua mente em busca do dia e da noite". A segunda faixa deste ato, é uma das melhores músicas do álbum, tanto a letra, quanto a produção (que foi feita pelo Kanye West, e co-produzida pelo própio Cudi) impressionam na faixa "Sky Might Fall". Alguns 808's são rápidamente indentificados nos bumbos da música, a linha do baixo, com um drive e uma distorção bem características das músicas modernas da atualidade, mas não há nada de clichê nessa faixa! A letra impressiona bastante, assim como o refrão: "O Céu pode cair, o céu pode cair, que eu não vou me importar", "O céu pode cair, mas lembre-se que você pode voar mais alto!". O flow do Cudi no refrão é acompanhado por uma melodia feita em um tom alto, o que faz uma das melhores músicas do disco, uma faixa épica. A última faixa deste ato é a também é muito psicodélica, a "Enter Galactic", conta com a produção de Mat Friedman do Illfonics. É um som que também se encaixa muito bem na pista, mas não deixa a desejar, Cudi aparece com um flow impecável uma parte cantada e outra parte meio que recitada, ele fala uma frase que me levou até a refletir bastante, "Se você pudesse fazer o que você imagina, o que seria imaginação pra você?". Te garanto que essa faixa vai, no mínimo, elevar sua imaginação com sua base psicodélica lotada de sintetizadores contagiantes.

O Próximo ato começa após de mais uma das excelentes narrações do Common, se chama "Stuck", de acordo com o que ele diz na narração, este ato representa uma prisão no estado psicodélico que o "Man On The Moon" se encontrou preso no último ato. E ele começa com estilo, com a faixa "Alive". A produção é do Ratatat, começa a se notar pelas características guitarras, tocada por um dos irmãos do grupo, as guitarras, são bem semelhantes com a da faixa "Falcon Job" do álbum "LP3" do Ratatat, pra quem não sabe, Kid Cudi ja chegou a rimar em um sample do Ratatat na faixa "Heaven At Night", que é uma das mais psicodélicas da sua mixtape de estréia, quem estiver curioso em relação ao sample, da uma procurada em "Tacobell Canon" do Ratatat, é do álbum Classics. Bom, voltando para a música, ela possuí um refrão contagiante, "Toda vez que a lua brilha eu me sinto vivo" "Me sinto estranho esta noite" "Sou um lobo solitário". Mais uma música que vangloria a "estranheza" que cada ser humano tem dentro de si, também ressalta os conflitos internos que fazem nos sentir cada vez mais vivos, uma faixa bem otimista. A segunda faixa desse ato, é a "Cudi Zone". A produção novamente fica por conta do Emile, é uma faixa que possuí uma batida bem características dos tipos de rap mais pop, mas Cudi não deixa a desejar, é uma faixa psicodélica (mais uma), que fala sobre estar na sua zona e se sentir bem. "Estou na minha zona e não vou esconder minha alma", os violinos dão um toque mais especial ainda a esta música, gostei bastante, é de longe, uma das faixas mais simples do disco. "Make Her Say" é um dos singles do disco, conta com a participação dos já conhecidos Common e Kanye West, que além de participar, ainda produziu a base. É uma música bem simples, contém um sample da música "Poker Face" da Lady Gaga, não destaco nada de muito impressionante na letra, gosto do flow do Cudi, mas a parte do West e do Common não me agradaram muito também, o que me chamou realmente a atenção neste single, foi o seu clipe, que ficou muito bem produzido, você pode conferir clicando aqui. É uma música que com certeza vai agradar a pista, mas nenhuma letra que faça você refletir tanto, na minha opinião, ficou até meio que fora do contexto do disco. Em "Pursuit Of Happiness", a produção ficou por conta do Ratatat novamente, vemos alguns sintetizadores no estilo de Heaven At Night e as guitarras que já são bem características do grupo novamente, aliás, esta música possuí um solo de guitarra muito legal, acompanhado de um teclado, e no vocal, a dupla MGMT faz uma participação no refrão. A letra é muito boa, também numa pegada psicodélica. "Estou em busca da felicidade, e nem tudo que brilha é ouro" "Me diga o que você sabe sobre sonhos, você na verdade não sabe de nada". Este som vai ser o terceiro single do disco. Todos nós estamos em busca da felicidade, é uma letra que tem um contexto fácil de se encaixar em qualquer situação.



O último ato do disco começa aqui! Se chama "A New Beggining". Começa com uma faixa produzida pelo Crada, da Motion Music, chamada "Hyyerr" o som conta com a participação de Chip Tha Ripper, que também participou da mixtape A Kid Named Cudi. Essa música fala de um tema muito abordado pelo Cudi, maconha, eu particularmente acho meio chato e repetitivo demais esse assunto, também já é um tanto quanto clichê, rappers falando sobre maconha são praticamente narradores de futebol falando sobre um jogo (ok, generalizei legal). A faixa tem uma base bem Hip-Hop, e o flow deles, não sei porque, me lembra um pouco Bone Thugs-N-Harmony, até pelo refrão mesmo, e o assunto é também bem familiar do conteúdo deles. Também não destaco muitos versos dessa música, não me chamaram muito a atenção, mas é divertida, gosto principalmente por causa do flow, e ouvir ela esses dias, me fez até revitalizar alguns dos álbuns do Bone Thugs-N-Harmony (que por sinal, são ótimos). Bom, o disco chega ao final com "Up Up & Away", uma das melhores faixas do disco. Produzida por Free School, a faixa conta com umas guitarras bem doidas (não sei informar se é sample ou gravado), e também com um violão, que parece ter sido tocado. O refrão é contagiante! E a letra é bem otimista, é uma letra que fala sobre a manhã, o ato de você acordar, despertar para um novo dia. "Vou pra cima, pra cima e além, pra cima, pra cima e além, eles vão me julgar de qualquer forma, então tanto faz". Foi uma das faixas que mais ouvi, e encerra o disco com classe, a sintonia da letra com o instrumental forma uma atmosfera bastante otimista. O final do disco ainda possuí mais uma narração do Common, que diz que o fim nunca é o fim! Novos desafios estão por vir, e ele deixa ainda o titúlo do próximo álbum da triologia "Man On The Moon" que se chamará "The Ghost In The Machine". Aguardo ancioso por esse álbum, enquanto isso, o primeiro capitúlo da saga vai tocar constantemente no meu iPod.

E aqui chega ao fim a resenha de um dos discos que mais me identifiquei ultimamente, acho que a música ta precisando de artistas como o Cudi, inovadores, no fundo, todos nós somos, porque todos nós somos diferentes, basta você achar a sua própia identidade, se dedicar de coração e mente, corpo e alma pelo seus projetos! Assim você obterá ótimos resultados, a arte ajuda a gente a se conhecer melhor, e todos nós somos artistas que praticamos a arte da vida.

ouvindo: Kid Cudi - Heart Of a Lion

Cayo.

é o seguinte, retrospectiva de um ouvinte no meio de vinte... milhões?

Foi um longo intervalo sem publicar postagens aqui no blog, eu sei, mas ainda assim tenho minha vida fora desse mundo virtual de fofoca e opiniões. Cheguei a freqüentar bastante shows nesse espaço de tempo que foi passado em branco (ok, o fundo é preto com detalhes verdes), tive contato com diversas energias, geradas por diversas pessoas (leia-se artistas, se preferir, mas acredito que cada um de nós é um artista, afinal, opinamos, falamos e vivemos dia após dia). Resultado deste contato com energias focalizadas em mentes diferentes da minha, resolvi criar esse post, com o intuito de fazer um feedback dos shows que frequentei.



O primeiro deles foi a comemoração do dia do Rock, dia 12 de Julho, chefiada por um show gratuito do Cachorro Grande em frente a Fundição Progresso, Lapa, Rio de Janeiro. Logo depois, haveria o show de Macaco Bong, Fantasmagore e Moptop no Teatro Odisséia. Conhecia pouco do trabalho deles, e confesso que minha mente estava um pouco alta para os padrões de normalidade dela na hora da apresentação, mas foi um show muito bom. Destaco a presença de palco do vocalista (que parecia estar tão louco quanto eu, se não mais), as letras do Cachorro Grande não chegam a me atrair muito, mas eles fazem um Rock bem pista, que transparece uma grande influência de Beatles. Tão notável essa influência é, que no final do show eles tocaram um cover de I Saw Her Standing There. Depois de ter terminado com a garrafa de Orloff, fui em direção ao Teatro Odisséia, onde assisti dois shows, do Fantasmagore e do Macaco Bong, são duas bandas bem interessantes de Rock Instrumental, gênero que vem crescendo cada vez mais no Brasil. Acabou que no final, eu tava tão destruído, que nem tava na pilha de curtir o show do Moptop, então, minha noite acabou na apresentação do Macaco Bong.



No dia 25 de Julho, a rua Dias Ferreira foi palco do Itaipava Premium Leblon Jazz Festival. Não cheguei a conferir o festival inteiro, fui para curtir o show da Mallu Magalhães e do Marcelo Camelo (M&Ms). O trabalho da Mallu Magalhães é alvo de grande ódio vindo de adolescentes alternativos, que a meu ver, foi criado pela imagem que ela tenta cultivar na mídia, de garota vinda de outro planeta, culta, e apreciadora da música Folk (isso particularmente não me interessa muito). Na minha opinião, prefiro que as adolescentes escutem Mallu Magalhães do que Hannah Montana ou High School Musical, as músicas do disco dela na maior parte são em inglês, gosto de uma das faixa só, a J1, ela tem uma boa voz. Mas voltando ao ponto do show, estava meio longe do palco, consegui só ouvir um cover de Bob Dylan, da música Tombstone Blues. Então, aguardando o show do Camelo começar, me locomovi junto com a Luciana (te amo :D) para um lugar mais adequado para curtirmos a apresentação. O show do Camelo foi muito bom, destaco as músicas Mais Tarde, Liberdade, Copacabana e Além do que se Vê (foi a que eu mais cantei), a música Janta não contou com a presença de Mallu Magalhães, mas acho que eles ainda estão juntos. No final de tudo, mesmo o show dele sendo muito bom, acho que é o tipo de show pra você curtir sentado e bebendo uma itaipava (pra entrar no clima da patrocinadora do show)!



Em seguida, dia 29 de Julho, fui conferir na Casa da Matriz o show do Medulla, que rolou na festa 7 Day Weekend. Entramos na festa após umas doses de fogo paulista e batida de mel, mistura que apelidamos de remédio da vovó. A qualidade do som não estava muito boa, mas também acho que a Matriz não é um dos melhores lugares para comportar um show, querendo ou não, o show foi muito bom mesmo assim. Eles cantaram as quatro músicas do seu compacto novo Talking Machine (que por sinal, está muito bom) e mais duas músicas do O Fim da Trégua, lembro-me só de O Circo. Deixo a dica, pra quem gosta do som, vai ter show dos caras no Cinematheque, dia 27 de Agosto, eu com certeza, comparecerei, gosto bastante da sonoridade singular e das letras do Medulla. Depois do show, parada no McDonald (o melhor sabor capitalista, destruindo seu organismo since sei lá quando) com direito a Cheddar Mcmelt.



Em pleno dia dos pais, dia 9 de Agosto, havia uma apresentação do 7F (pra quem não sabe, minha banda http://www.myspace.com/setimafrequencia). Me encontrei com o Cidão e com o F2L em Bonsucesso, de lá pegamos um ônibus para São Gonçalo, chegando lá, pegamos uma carona com a Mãe do F2L em direção ao Sesc São Gonçalo, mais precisamente no evento Turbilhão Hip Hop. O show foi bom, pela primeira vez usamos um Lap Top na apresentação, que proporcionou diversos efeitos na voz do Cidão, a experiência foi válida, e com certeza será utilizada nas próximas apresentações. A set-list foi composta por Vendetta, Epidemia, Matrix, Headphones e Projeto Destruição pra fechar com chave de ouro! O volume dos mics foi a única coisa que não me deixou satisfeito, mas lá pelo meio do show, solicitei que o volume fosse aumentado, e na boa, não é o volume dos microfones que vai fazer o Sétima Frequência fazer uma apresentação ruim! Abraço pro F2L e pro Cidão!



Nessa última sexta-feira, dia 14 de Agosto, fui a Fundição Progresso, para ver o show do Little Joy, e de brinde, ainda assistiria a apresentação do Adam Green (cantor de Folk que fazia parte do Moldy Peaches, grupo que canta Anyone Else, da trilha sonora do filme Juno) e no embalo, a banda The Dead Trees, que acompanha o Little Joy em diversas apresentações. A epidemia de gripe suína no Rio de Janeiro acabou afetando a ida das pessoas que iriam em acompanhar (Luciana e Vitor), acabei curtindo o show com uns amigos do Vitor, diretamente de Campos City. Após um pouco de Vodka (figura que sempre acaba acompanhando comigo todos os shows!). Entramos na Fundição e o show já havia começado, me deparo com uma figura com os olhos cheio de sombra, com um casaquinho rosa bizarro e dançando loucamente (fruto de drogas, naturalmente), era o Adam! Infelizmente o show dele teve um pequeno problema no som, que ficou muito baixo durante a apresentação, a música que mais pulei cantando foi Jessica. Depois de uma demora, o The Dead Trees entra no palco, é uma banda interessante, uma sonoridade bem Indie Rock, destaco o baterista da banda, que tocou muito. O show principal começou logo depois! Little Joy fez uma grande apresentação, dou destaque as músicas No One's Better Sake, Don't Watch Me Dancing, Keep Me in Mind, Next Time Around e Brand New Start (essa última tocada com todos que haviam se apresentado no dia presentes no palco). O Little Joy possuí poucas músicas para apresentar em shows, então, houve a execução de músicas novas e mais um cover de Clear Skies (The Strokes), outro momento muito maneiro no show do Little Joy foi o coro de pessoas cantando Último Romance. Ainda rolou uma tentativa frustrada de tentar entrar no camarim do Adam Green, não conseguimos, mas o show foi muito bom. Agora aguardo outras apresentações que vão me gerar mais experiências e um contato com energias diferentes, até breve, música.


ouvindo: Marcelo Camelo - Liberdade

Cayo.

paradoxo



South Park é uma das séries americanas mais populares, no mundo inteiro, o conceito de personagens simples, dublagem tosca e satiras com base na cultura pop, são o principal foco da série. Bom, vocês devem conhecer a série, que também é muito famosa aqui no Brasil. A um tempo atrás tinha baixado aqui no PC um episódio do South Park que eles zuavam o Kanye West! E depois que assisti o episódio, fiquei refletindo, acabei encontrando mais do que um simples episódio cmoposto por um monte de desenhos e figuras cartunizadas de celebridades?

Todos sabem que o West é conhecido por seu super-extra-big-mega-(insiraalgograndeaqui)-ego, já deu diversos ataques na mídia por ter perdido um Grammy para a Amy Winehouse, e já discutiu até mesmo com o Thom Yorke! Mesmo assim, é inegável que o Kanye é indispensável para a música atual, o cara é um marco na história do Hip-Hop e na música. Mas acho que nós estamos muito além do ego né?

Voltando ao tópico South Park, no episódio, Jimmy cria uma piada e o Cartman entra na onda dizendo que foi ele que inventou, quando vê que a piada começa a tomar uma proporção mundial. E é aí que entra Kanye West, que diversas vezes ja foi tachado como gay na cena (vide sua richa com o cinquenta centavos), ele não aceita a piada, e começa a caçar quem começou com isso tudo.



O ponto que eu quero chegar com esse blá blá blá todo, é na imagem, que passou a ser muito mais importante do que música nos últimos tempos. Um exemplo é a Amy Winehouse, mesmo ela sendo uma grande cantora com um talento inegável, ainda assim, as suas crises e problemas com drogas são muito mais marcantes na mídia do que o própio trabaho que a cantora produz. Esses Egos-Super-Alimentados-Pela-Mídia acabam tomando o espaço para a música que existe na televisão brasileira, ou seja, mesmo morando no nosso país, é comum ver as pessoas falando que Latino é ridículo, enquanto ouve basicamente a mesma baboseira que grande parte dessas divas do Pop cantam. Mas é aí que ta! A mídia dita as tendências, ainda assim, essa tendência tem melhorado cada vez mais, visto que o cenário musical sofre hoje em dia com o risco de perder as estrelas únicas no mundo na música pelo desenvolvimento que o mesmo tem tomado nos últimos anos, compare a Lilly Allen, que julgando superficialmente, faz um som Pop, com a Britney Spears, acho o som da Lilly bem melhor, sendo que ela consegue misturar a sua vida pessoal com a música, sem falar nos vídeo-clipes com grandes conceitos. Vai ser difícil, se não impossível, ver um cantor subir no mesmo patamar que os Beatles subiram, ou até mesmo o própio Michael (que deus o tenha, LOL), acontece que antigamente eram poucas as imagens que eram tão infladas pela mídia, hoje em dia, é muita diversidade de pratos, para muitas bocas, o que pra mim, pelo menos, é BEM MELHOR!

Acho que a imagem é sim, importante para um músico, desde que seja Egocentrico como o West, até como gênio incompreendido como o Thom Yorke! Temos uma variedade de personalidades cada vez maior, na qual, pelo menos a meu ver, deixa a música mais valorizada, deixe a imagem acontecer, não se molde como algo, porque o princpial é você ser o que você é, sobrevivendo nesse mundo de influências vindas de fora. E não quero ser Spoileiro (LOL), mas no final do episódio, o Cartman da uma lição de moral no Kanye West, falando sobre ego no maior estilo Clube da Luta, e o West acaba indo nadar com o Gay Fish, com direito a uma versão (com auto-tune e tudo mais) de Heartless, fica a dica pra vocês, seja você, não o que eles querem que tu seja.

ouvindo: Lilly Allen - Not Fair

Cayo.

meu tio matou um cara, beat it?



Com 50 anos morre Michael Jackson, ninguém esperava, ninguém esperou, mas aconteceu. E agora, depois de muitos anos aturando processos, estresses emocionais, boatos e especulações, ele finalmente consegue descançar em paz. Como disse um amigo meu, desde o atentado das torres gêmeas que não há uma notícia tão bombástica assim na mídia, os canais de televisão, os jornais e revistas não falam de mais nada a não ser o maior ícone pop da história da música.

Mas afinal, quem era Michael Jackson? Um vilão? Um pendurador de criancinhas na varanda? Um ícone? Um marciano? Um humano? ou só uma pessoa solitária e incompreendida, com confusões imensas em sua mente devido a rótulos e pensamentos que não eram pra fazer parte de sua vida? Já pararam para imaginar como Michael se sentia? Sempre alguém buscando algo dele pra ser exposto, quando ele nem podia ser exposto ao sol, devido aos problemas na pele que ele adiquiriu por causa do Virtiligo, e também não podia ser exposto em multidão, por causar alvoroços, escondia a face dos filhos com máscara para poupa-los de ter uma vida que não pertenceria mais a só eles, como a do própio Michael.

Michael, era uma criança que só ganhou o direito de brincar depois de adulto, e de qualquer forma, sozinho. Quando pequeno, observava as crianças brincando em um parquinho e não podia participar, porque seu pai obrigava-o a trabalhar duro, chegando até a violenta-lo, para ele construir sua carreira como músico, com dez anos de idade ja era a maior estrela e nomeado líder do Jackson 5, passou por problemas emocionais também em sua adolescência, na qual encontrou problemas diante da aceitação de sua aparência. Talvez, esse seja um dos motivos pelo qual Michael Tratava os filhos com um amor doentio. Acusado de pedofilia e abuso sexual (o que nunca foi confirmado), começou a ganhar uma péssima fama ao redor do mundo inteiro, o que fez sua carreira entrar numa queda impressionante, mesmo o seu último álbum Invencible, de 2001, sendo considerado tão grandioso como seus antigos trabalhos, a recusa do público era tão grande por causa dos escândalos que fizeram Michael ganhar uma fama de vilão problemático. Ele dizia ser como o Peter Pan, uma eterna criança, sua casa era repleta das artes mais estranhas que você pode imaginar, um verdadeiro centro de entreterimento, afinal ele também construiu um parque de diversões que homenageava o mesmo personagem o qual ele dizia ser, a Neverland. Michael dizia que costumava andar sozinho pelo parque, andar nos brinquedos, mesmo sozinho, adorava a música clássica do Carrossel, dava diversas voltas em sua roda gigante. Brincando tudo o que ele não brincou durante a sua infância.



Thriller revolucionou a música. Fruto de uma parceria com o produtor Quincy Jones (que produziu os três maiores álbuns de sua carreira solo), o álbum reinventou o conceito de super-produção e mistura de estilos, misturando a voz fina de Michael com influências que passam pelo Rock, Funk, Soul e Jazz. Além de reinventar o conceito do que é um vídeo-clipe, que passaram a ter um tratamento especial após o clipe da música que dava o titúlo ao álbum. Chegou a compor duas músicas com Paul Mccartney, uma delas fazia parte deste álbum, ' The Girl Is Mine ', eles dois pararam de se falar depois que Paul perdeu pra Michael os direitos das letras que eram registradas no nome de Lennon-Mccartney. É o álbum mais vendido da história, e acredite se quiser, vai ser pela eternidade! Aliás, Michael teve duas passagens marcantes pelo Brasil, em 1993 na apresentação da turnê de Dangerous, no Morumbi e em 1996, quando ele filmou o clipe da música 'They Don't Really Care About Us', que se passava em Salvador e no morro do Dona Marta, ele teve que negociar com o chefe do tráfico Marcinho VP para gravar o clipe. Há uma assinatura até hoje preservada na parede de uma casa que Michael alugou para ficar algumas horas no dia da gravação do video-clipe.

Um simples travesseiro atirado de uma varanda de hotel com sua assinatura ja valia mais que muita arte rica em sentimento de um artista de rua. Foi a mídia que o fez crescer e ganhar o dinheiro que tem, mas foi ela mesma que teve o trabalho de destruir a mente do maior ícone pop da história, Michael chegou até a se mudar para o Golfo Pérsico, se isolou do mundo, chegou a ficar com dívidas gigantescas, o que o forçou a lançar um disco de aniversário de vinte e cinco anos do Thriller que não passou de uma arma para conseguir dinheiro. Em 2009, anuncia a última turnê de sua carreira 'This Is It'. Ele se encontrava bastante inseguro em relação as apresentações, e estava tomando diversos remédios para suportar tamanha pressão.



E então, quinta feira, dia vinte e cinco de Junho, estava no metrô, e recebo uma ligação que anunciou a morte de Michael. A causa da morte ainda não me parece clara, a mídia anunciou parada cardíaca, mas parece muito que foi alguma dose exagerada de medicamentos. Gosto da música dele, nunca fui um daqueles admiradores fanáticos e não vou ser agora por causa da hype que se criou em volta, mas sei o que ele fez pela música, teve grande participação na ascenção dos negros na música Michael também é dono do recorde de maior número de discos vendidos, recorde imbátivel, porque entramos numa fase da música que não se compram mais discos. Então, com 50 anos, Michael Jackson agora descança finalmente em paz, e todo ódio que o público tinha adquirido durante anos foi convertido em admiração e boas lembranças, as 'charts' de músicas e artistas dizem tudo, Michael esta novamente no topo, pena que ele não esta vivo para ver isso. Acho que agora muita de suas letras vão receber uma atenção maior do que música Pop, afinal a sua personalidade conturbada esta sendo melhor compreendida pelos humanos que tanto atiraram pedras em sua imagem e que influenciaram na auto-destruição de MJ.

E de acordo com as pistas eu acho que o assasino do Michael Jackson, não é nada mais nada menos que Nós! A massa consumidora de informações da mídia, que na grande maioria das vezes induz você a crer que existe realmente um certo e errado! Rá! Droga, eu teria conseguido se não fosse essas crianças e esse cachorro, pronto, agora cade meu biscoito-scooby?

ouvindo: Michael Jackson - Thriller

Cayo.

n.a.s.a. music!



N.A.S.A. significa North America South America, o grupo é uma união do brasileiro Dj Zegon (Zé Gonzales, ex-Planet Hemp) com o produtor nova-iorquino Squeak E. Clean. O principal foco do projeto musical N.A.S.A. é juntar pessoas de mundos diferentes. E daí que surge as combinações inusitadas, muita loucura eletrônica com influência de ritmos brasileiros, a lista de participantes do disco The Spirit Of Apollo impressiona!

Participam do disco: David Byrne, Chali 2na, Gift Of Gab, Z-Trip, Chuck D, Ras Congo, Seu Jorge, Method Man, E-40, Dj Swamp, RZA, Barbie Hatch, John Frusciante, KRS-One, Fatlip, Slim Kid Tre, Karen O, Ol' Dirty Bastard, Tom Waits, Kool Keith, Kanye West, Santogold, Lykke Li, Sizzla, Amanda Blank, Lovefoxxx, George Clinton, Spank Rock, M.I.A., Nick Zinner, Kool Kojak, DJ Babão, Del Tha Funkee Homosapien, DJ Qbert, The Cool Kids, Ghostface Killah, Scarface e DJ AM... UFA!

Zegon e Squeak fizeram uma turnê recheada de apresentações bem sucedidas, que passou pela Inglaterra, Alemanha, França, Bélgica, Canadá e nos Estados Unidos. "A coisa esta tomando uma proporção gigante, maior do que a gente esperava" afirma Zegon, eles também fizeram uma apresentação no festival Coachella, na Califórnia, na mesma noite que Paul Mccartney se apresentaria, o show no deserto californiano contou com uma nave-mãe inspirada na que acompanhava os shows de George Clinton, que até ofereceu a nave original para ser usada por eles, mas saiu mais em conta construir uma nova do que transportar a antiga, além da nave, houveram até mesmo dançarinas fantasiadas de marcianas, o espetáculo é áudiovisual, tudo que eles tocam são sincronizados com imagens nos telões, e isso faz cada show do N.A.S.A. um show único.



Os vídeos são grande parte do espetáculo que o N.A.S.A. oferece, eles possuem o objetivo de fazer vídeo para todas as músicas, nos shows, eles conseguem controlar os vídeos através de um mixer! Os vídeos são lotados de psicodelia, imagens espaciais, trechos de filmes e séries (em especial Supermáquina) e pop art. Você pode conferir os vídeo-clipes do N.A.S.A. lançados até agora clicando aqui

Abaixo segue uma entrevista do DJ Zegon para a Enxame.tv, que foi dada em Novembro do ano passado, mês no qual o N.A.S.A. se apresentou em São Paulo no Nokia Trends (clique para o vídeo ter exibição de tela inteira, ou então desative os comentários de usuários no player)



ouvindo: N.A.S.A. - There's A Party (feat. George Clinton & Chali 2na)

Cayo.

8-bit



Bom, estava em Vitória, num hotel muito bom, deitado na cama assistindo TV, mais precisamente, a MTV! Não encontro muitas coisas boas lá, mas em um programa sobre o mundo moderninho (não sei o nome porque eu não vejo), apareceu uma banda que me chamou muito a atenção, Anamanaguchi.

Eles misturam o som de guitarras, bateria e baixo a sons gerados por chips de som 8-Bits, exatamente aqueles chips que geravam as músicas não muito bem estruturadas do seu Nintendinho e do seu Game Boy. Ando ouvindo muito eles durante esses dias, as músicas são muito bem elaboradas, não possuem linhas vocais, apenas uma combinação psicodélica de guitarra, baixo e bateria dando destaque aos sons psicodélicos de Game Boy que possuem muito mais do que as linhas simples que você costumava ouvir quando tava zerando sua versão vermelha do Pokémon. Aliás, o seu álbum de 2009 Dawn Metropole, vale a pena ser escutado, pois se destaca bastante por sua sonoridade bastante singular.

Depois de alguma pesquisa pela internet, descobri que tinha até um rótulo musical para esse tipo de música que envolve esses sons de video-game, 8-chip music. Aliás, ao vivo, o preferencial é o Game Boy, por ele ser portátil e ser fácil de operar em performaces ao vivo, além de ter um som bastante limitado e característico. O programa que usam para criar músicas através do Hardware do Game Boy é o LSDJ, dizem que é bem fácil de usar, vejam como ele funciona:



A cena de Chiptune Music é muito grande, principalmente em Nova York, onde há grandes festas e reuniões de pessoas que vão curtir uma balada com sons de video game, com direito a show de imagens psicodélicas em telões, algo bem Pop Art Retrô, que remete aos vídeo games, é claro! Na verdade, há até um documentário que se chama Reformat The Planet, que mostra a potência dessa cena. Você pode ver o trailer abaixo, acredito que se ache facilmente o download deste documentário pela internet.

BLIP FESTIVAL: REFORMAT THE PLANET trailer from 2 Player Productions on Vimeo.

Se quiser conhecer mais sobre a Chiptune Music, aconselho buscar alguns artistas pelo Last.Fm, que é uma rede virtual de música, ele possuí um sistema de tags, na qual as músicas são classificadas, e isso facilita muito a você descobrir novos artistas e bandas, confiram a tag Chiptune e chequem variadas opções de bandas do gênero. http://www.lastfm.com.br/tag/chiptune

Não é difícil, você pode fazer até mesmo no seu computador, existe um plugin gratuito chamado Magical 8-Bit Plug, com ele você pode fazer suas músicas pelo seu computador, você pode baixar o programa de graça clicando aqui. É bem fácil de ser usado, as combinações são inúmeras, use a sua criatividade e seja original, o ministério da música boa agradece!

Pra encerrar, um cover de Kraftwerk - The Model a moda Chiptune!



ouvindo: Kraftwerk - Radioactivity

Cayo.

sh_wz_o no circ_ v_ad_r ont_m!




Bom, essa sábado compareci ao show do Móveis Coloniais de Acajú, banda de Brasília, DF que está lançando seu segundo álbum agora. O nome da banda chama muito a atenção, ele vem de um fato histórico, um conflito entre índios e portugueses contra os ingleses na Ilha do Bananal, a banda foi formada em 1998 e seu primeiro disco foi lançado em 2005, vendendo duas mil cópias nos dez primeiros dias.

Agora eles estão lançando seu segundo álbum, chamado C_mpl_te. A banda apresenta uma grande evolução, pelo menos na minha opinião, semelhante a passagem do Los Hermanos do primeiro disco ao Bloco do Eu Sozinho. A adição de sintetizadores deu uma sonoridade mais moderna além de estar bem trabalhada, eu particularmente gostei muito da mixagem do disco novo, a voz ficou num tom que faz as letras (que são muito boas também por sinal) ganharem um grande destaque. O single 'Sem Palavras' de 2007 está presente no C_mpl_te, o segundo single é a música 'O Tempo' que é uma das minhas favoritas do disco novo. Adeus abre o disco com classe! Mas o que mais chama a atenção no móveis, além de suas ótimas músicas, é sua presença no palco que é eletrizante. Geralmente, nos shows eles abrem uma roda com os membros da banda tocando no meio do público. A única coisa que me deixou bolado no show, foi eu sair sem ouvir 'Seria o Rolex?', do primeiro disco, o bis foi lindo também, encerrando com Adeus e Sem Palavras, sem comentários para o show, Móveis é uma banda que quem ouve apenas a gravação perde a excelente performace que eles fazem ao vivo.

O Móveis também é anfitrião de um evento em Brasília chamado Móveis convida, que ocorre de seis em seis meses, nele o Móveis convida diversas bandas priorizando músicos locais, e assim faz crescer a cena musical na sua área, bela iniciativa, porque o que falta pra muito músico é espaço, o mundo da música é composto de panelinhas, se você não tiver a sua, você vai ser comido vivo, muito estranho para um povo que vive falando de liberdade não?

O som do móveis é algo muito único, algo que os músicos no brasil esquecem de prezar. Muita originalidade ao misturar um som que consegue ser meio ska, meio rock alternativo, e com muitas influências de música brasileira, eles mesmo denominam a banda como 'feijoada búlgara'. Vale a pena dar uma conferida.

Você pode baixar o segundo disco, C_mpl_te c_mpl_tamente na faixa! 0800 clicando no link abaixo.

Clique aqui para poder baixar o álbum C_MPL_TE

Clique aqui para acessar http://www.myspace.com/moveis




ouvindo: Móveis Coloniais De Acaju - Indiferença

Cayo.

yoñlu



Bom, numa dessas madrugadas que estava no MSN trocando idéia com a Esther, uma amiga minha, ela me contou a história desse garoto, Vinicius, conhecido como Yoñlu. Ele com apenas dezesseis anos, lançou um disco com músicas compostar inteiramente por ele. O disco póstumo foi lançado em NY pelo selo Luaka Bop. A Esther, resumiu melhor a história, pedi pra ela fazer uma matéria sobre ele e ela pode ser lida logo abaixo!

Muitas histórias acontecem diariamente, e como vozes embaralhadas falando em uma estação de metro, passam despercebidas. A história de Vinicius Gageiro, conhecido no mundo virtual como Yõnlu, foi plausível o bastante pra chegar nas colunas da Rolling Stone Brasil. Em um dia comum, em que comprei a edição pelos artistas citados na capa da revista, eu mal sabia o que estava a me esperar dentre aquelas páginas carregadas de sentimentalismo.
Porto Alegre, ano de 2006. A mãe de Vinicius passa os dedos trêmulos pelas paginas de um álbum cheio de fotos de infância do rapaz. Desde pequeno, era difícil encontrar Vinicius em qualquer lugar que não tivesse um instrumento musical por perto. Talentoso e super dotado, sempre teve um grande conhecimento do meio artístico, lia Kafka e compunha suas próprias musicas. Sua mente era um tanto quanto complexa, e isso afetava o modo com o qual Vinicius lidava com as pessoas ao seu redor. Com seus pais, sempre muito educado, dizia a mãe saudosa. Na escola, era sempre conhecido por tirar notas muito boas e ter um papo bom entre os amigos. Vinicius era apreciado por todos, ja que era difícil achar algo ruim na personalidade do rapaz. Humor inteligente, habilidades artisticas, sorriso sincero…era dificil nao gostar do menino. Mas porque se fala de Vinicius, o que aconteceu com ele? Um doce ato de egoísmo, uma brutalidade voluntária; suicídio. Vinicius foi encontrado por seu Avô, morto no chão do banheiro do apartamento de seus pais. A história cercando o suicídio de Vinicius se encaixava como um quebra-cabeças bobo e sem sentido algum.
Vinicius, ou Yoñlu, passava seu tempo livre no quarto, fazendo musica e criando amizades no mundo virtual. Foi nesse mundo paralelo a vida real, que Yoñlu descobriu um site que auxilia jovens a cometer suicídio. O rapaz andava tão perdido em seus próprios sentimentos, que não achava mais motivo em viver. Se achava tão desenvolvido que sentia ja ter aprendido tudo na vida, e nada nem ninguém o encantava mais. No dia marcado para o suicídio, Vinicius parecia feliz e animado com o seu futuro invisível, em que não pretendia estar. Acordou cedo, forrou a mesa da sala de estar e pediu pra que sua mae comprasse carne e refrigerante, ja que ia chamar uns amigos pra um churrasco em sua casa. Sorrindo, disse ter conhecido uma “gúria” legal, e os amigos iam ajudar com a menina. A mãe, psicanalista, feliz pela aparente recuperação do menino que sempre teve histórico de depressão, acreditou na historia e chamou ate o avô do menino, que encontrou uma cara do lado de fora do banheiro trancado, que dizia “não entre: perigo de intoxicação”. No site, havia aprendido a como provocar sua propria intoxicação com o gás do banheiro. Na carta, frases eloquentes de um gênio que não merecia morrer. Buscava sua antecipação, reclamava de um amor que não era correspondido e uma eterna dor, que já estava na hora de acabar. Com suas músicas lançadas em um disco, Yõnlu tem sua musica admirada por ouvintes do mundo inteiro (teve uma de suas musicas remixadas e atingiu hit de uma boate em Londres). Uma espécie de Thom Yorke da musica brasileira, Yõnlu expressava em seus desenhos e musica a sua dor de ser um ser extraterrestre, que não compreendia os sentimentos sem sentido da natureza humana. Achava ter um amor incorrespondido, mas sua melhor amiga Luana, confessou sentir o mesmo por Vinicius.
A vida de Vinicius Gageiro Marques foi um paradoxo: começou assim que teve um fim forcado. Sua musica publicada, seu nome conhecido e seu amor correspondido. Nessa história o protagonista estava morto, e não chegou a sentir o prazer em sua dor.



http://www.myspace.com/yonlu

Clique aqui para baixar o cd de Yoñlu

Esther Laudier.

se levantando da recaída.



Eminem conseguiu musicar com sucesso a sua recaída... Relapse é o seu novo álbum de estúdio que chegou as lojas depois de muito tempo ausente do mercado da música, é como se Eminem começasse de novo, as músicas tem todas um clima muito 'dark side of the force', as faixas foram produzidas pelo Dr. Dre, com a exeção do single Beautifull, que foi produzida pelo própio Eminem. O disco também marca a volta de seu alter-ego Slim Shady.

3 A.M. é a música que é o single principal, é a letra mais obscura do disco também, o clipe se passa numa clínica de reabilitação... Eminem conta do seu vício em anti-depressivos, a letra é bem obscura, ele interpreta um serial-killer psicótico. A faixa My Mom, é mais uma das milhões de 'homenagens' que Eminem sempre presta a sua mãe, ele fala que seu vício e recaída no mundo das drogas também foi muito por influência de sua mãe, que se drogava compulsivamente na sua frente, passando por Insane, Eminem interpreta uma pessoa que foi molestada durante a infância, a faixa Bagpipes From Baghdad, que por sinal é uma das minhas favoritas, ele rima num loop muito louco que fácilmente penetra a sua mente, com direito até a uso de auto-tune no final, ele zoa Mariah Carey e seu marido Nick Cannon, Hello é uma faixa que Eminem se re-apresenta, depois de muito tempo ausente, como se ele tivesse começado de novo no mundo da música. A faixa Same Song & Dance possuí 808's muito loucos na batida, na letra ele novamente zoa as Pop Star's Britney Spears e Lindsay Lohan. A música We Made You foi o single que teve o primeiro clipe do disco, é uma música bem pra cima, bem estilo Eminem Serial-Killer de Pop Stars, ele zoa tanta gente na letra e no clipe, passando por nomes como Jessica Simpson, Amy Winehouse, Star Trek, Jessica Alba, John Mayer, ele diz que a música não foi feita pra ofender nenhum dos citados na letra, apenas tirou nomes aleatórios quando estava escrevendo a letra, a base é repetitiva e consegue grudar na sua mente. Old Time's Sake é uma faixa feita como antigamente, Dr. Dre e Eminem rimando numa faixa com uma base bem simples, em It Must Be The Ganja, ele fala que estar num estúdio fazendo música, é como se fosse uma droga e um vício pra ele. Deja Vú é uma letra que ele fala sobre uma Overdose que teve em 2007, junto com mais rimas sobre seu vício de drogas, chama muito a atenção, um som de orgão que vem sendo tocado no refrão. A faixa que vem em seguida, Beautifull, é de longe a melhor do álbum pra mim, é o único beat do cd produzido pelo própio Eminem, com sample de Reaching out, uma música do Queen com Paul Rodgers, na letra ele canta de modo bem sentimental, o conceito da letra é o já conhecido 'Seja Você Mesmo' que muitos falam e poucos conseguem realmente botar na prática, se é que alguém consegue colocar na prática por completo! Ele diz que qualquer um que está em um lugar escuro onde é difícil enxergar saídas, pode conseguir se libertar, o sample dessa música é fantástico, aguardo anciosamente por um clipe! Crack a Bottle é uma das faixas finais, e também é single! Foi a primeira faixa a ser anunciada como parte do álbum Relapse, um som bem swingado e simples feito para as pistas. O disco termina com Underground, que fala de uma antiga loja de roupas de Hip-Hop de Detroit que Eminem freqüentava e das batalhas de freestyle, onde Eminem conseguiu grande destaque.



Falando em Eminem, essa semana no MTV Movie Awards aconteceu uma 'piada de mal gosto', o ator Sacha Cohen, interpretando o personagem gay, Bruno, pra promover seu próximo filme, pousou com a bunda na cara de Eminem, que se mostrou muito irritado, ele pareceu deixar o Movie Awards muito irritado, dizem que xingou diversos palavrões, ele ainda havia se apresentado no evento, cantando os singles We Made You e Crack A Bottle, dizem alguns que o acontecido foi combinado, sei lá, não tentem entender o mundo da fama, sei que os componentes do D12 deram umas porradas no Sacha.

Relapse é completamente diferente dos outros discos do Eminem, é realmente como se ele estivesse começando novamente na música. Até sua voz está diferente, depois de passar por muitas complicações, como seu extremo vício por drogas e a perda de seu melhor amigo, companheiro de grupo e backin' vocal, Proof. Nos shows, Kuniva vem fazendo as dobras pra ele, Eminem também tem mostrado uma postura diferente no palco. Durante sua depressão ele chegou a engordar frenéticamente, ele sempre sofreu de problemas emocionais, acompanhados de problemas de relacionamento com sua ex-esposa Kim, e ainda problemas com a fama. Eminem conseguiu contornar tudo isso e lançou um bom disco. Muitos com certeza vão olhar as letras do Eminem e pensar 'Nossa! Esse cara é maluco! Letras psicóticas e depressivas, quem vai querer ouvir isso?'. Só me diz se você nunca passou por problemas emocionais? E na minha opinião, quem mais se questiona e luta por seus objetivos de modo incansável, acaba tendo um contato mais forte com o medo e a angústia, acaba tendo uma visão mais dramática da vida, os sentimentos são uma arma muito boas quando usadas para o nosso favor, mas imagine eles se voltarem contra você? Não digo que é certo o Eminem ter se viciado em drogas, mas todos nós nos perdemos em diversos labirintos durante a nossa vida, com certeza isso tudo ensinou muito para ele, e Relapse é mais uma obra que acompanha os antigos álbuns do Eminem, fazendo uma sintonia incrível entre a música e a sua vida. E você? Vai dizer que nunca teve recaídas?

ouvindo: Eminem - Beautifull

Cayo.

Bitous time...



Os Beatles tem sido uma banda cada vez mais constante presente nos meus headphones, o motivo? Eles revolucionaram a música, rock psicodélico, ao mesmo tempo que clássico e moderno (sim, moderno). Meu disco favorito é o clássico Sgt. Pepper's Lonely Heart Club Band (só tenho lembranças boas com esse disco), mas também gosto muito do Magical Mystery Tour e do Rubber Soul, mas quando eu vou ver, vejo que também gosto muito do Abbey Road, mas tem uns sons do Revolver que eu me amarro! E o conceito que eles tiveram na produção do White Album? A evolução presente no Let It Be, a simplicidade atraente do With The Beatles e A Hard Day's Night, que também ta presente no Please Please Me, mas tem o Yellow Submarine e o Help!, passando pelo One e o The Beatles Anthology... AH! Não dá, só tem som bom, além dos sons que ficaram de fora dos álbuns. Além de álbuns eles lançaram diversos filmes, e o primeiro video-clipe da história! The Beatles revolucionou o cenário musical, mas o principal motivo de eu estar falando deles aqui, é por causa do lançamento de um jogo de Xbox360 chamado The Beatles: Rock Band.

O Jogo já havia sido anunciado a um tempo atrás, junto com o re-lançamento dos álbuns dos Beatles remasterizados. A fórmula do game é a mesma fórmula do Guitar Hero, contando com bateria, baixo e vocal. E hoje na E3, maior feira de games do mundo, foi divulgado o primeiro trailer e as primeiras imagens do jogo. E como ja é famoso quando se parte dos Beatles, o disco estará cheio de psicodelia. algumas músicas ja foram divulgadas, assim como alguns estágios do jogo. Abaixo segue as músicas que foram divulgadas acompanhada de um trailer, vale a pena ver, pois dá um gostinho do que o jogo vai ser! Com certeza será uma compra certa pra mim, que sou propietário de um Xbox360 que quase nunca é utilizado!

I Saw Her Standing There
I Want to Hold Your Hand
I Feel Fine
Day Tripper
Taxman
I Am The Walrus
Back In The U.S.S.R.
Octopus’s Garden
Here Comes The Sun
Get Back





ouvindo: Joe Anderson & Jim Sturgess - Strawberry Fields Forever

Cayo.