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#rhymetime #raptime #downloadtime

Bom, aproveitando a onda de Rap nacional do último post, queria aproveitar pra disponibilizar uns downloads pra vocês.

Um deles é o 7F-EP, grupo de Rap Alternativo, o EP foi lançado no ínicio de 2009, com uma proposta e uma fórmula muito diferente da convencional. O grupo é composto por Yce, F2L e Cidão. Letras impactantes e batidas fortes. É um som que vale a pena você parar pra escutar.



1-Sétima Frequência
2-Vendetta
3-Epidemia
4-Projeto Destruição
5-Matrix
6-Invente Um Deus
7-Yin-Yang

CLIQUE AQUI PARA BAIXAR

http://www.myspace.com/setimafrequencia
http://www.twitter.com/7Foficial
Comunidade 7F - Sétima Frequência no Orkut

O outro é o EP do F2L que acabou de ser disponibilizado na internet. O EP conta com 5 faixas gravads e mixadas pelo mesmo e precede outros dois discos lançados "Independente[mente]" e "Teorias Urbanas". É um som que vale a pena você parar pra escutar. [2]



1-Sociedade dos Poetas vivos
2-A Loucura é a Cura
3-Aspire, Inspire
4-Horizonte Artificial
5-Dias Estranhos
6-Em Busca de um Sentido

CLIQUE AQUI PARA BAIXAR

http://efidoisele.blogspot.com
http://www.twitter.com/efidoisele
http://www.myspace.com/projetof2l
Comunidade Projeto F2L no Orkut

Ouvindo: The Mars Volta - Eriatarka

Cayo.

say hello to my little friend! (tomar na cufa II)


cortem as cabeças!

Mais um ano, mais um hútuz, e a mafia permanece firme e forte! Pra quem não sabe, nessa mesma epóca do ano passado escrevi um post mostrando a minha indignação com a CUFA (você pode ler esse post clicando AQUI, ele se encontra no meu antigo blog, não liguem pro layout desarrumado!). Esse ano também compareci novamente no evento que foi sediado mais uma vez no canecão, em botafogo. Para entrar era necessário convite, encontrando alguns conhecidos de eventos de rap, o DJ Bola mais uma vez conseguiu arrumar um convite que garantiu a entrada na minha segunda premiação do Hutúz, pelo menos a entrada é gratuita né?

Depois de marcar um tempo do lado de fora e trocar umas idéias com a galera do rap que não via a um tempo, entrei no canecão, e lá dentro estavam todas as "celebridades" do rap nacional e da música brasileira, Mano Brown, GOG, Rappin' Hood indo até Caetano Veloso, Sandra de Sá, Regina Casé... e claro, Eu (nemri)! Sentei numa mesa com uns amigos e a premiação começou, com uma batalha de rap com umas rimas bem convencionais que eu tanto ouvia nos eventos. Depois disso, tive que assistir a mil conversinhas ensaiadas entre o Netinho (aquele da Record) e a Nega Gizza, foi engraçado. Agora, chegando ao ponto que eu quero chegar, os premiados foram os de sempre! Novamente, Racionais ganhando um monte de prêmio (mesmo não lançando discos novos ou trabalhos novos que os façam merecer [na minha opinião, claro]), Mv Bill, Nega Gizza e Camila (que fazem parte da organização da CUFA) levaram um monte de prêmio também, detalhe, que a cada prêmio que a Camila ganhava (por ela e pelo MV, que não pôde comparecer, então ela recebia por ele), aturavamos rimas e mais rimas dela que ja martelaram nas nossas cabeças em diversas formas, mas todas querendo dizer a mesma coisa, foi engraçado o discurso do Mano Brown, que subiu no palco com o copo de whisky e a mente vagando por outra galáxia. Valeu a premiação só pra ver o GOG rimando "Brasil com P" acapela no microfone e pra ouvir "Rap du Bom Parte II" do Rappin Hood com o Caetano Veloso, uma música que eu sempre curti bastante, ta bom que o Caetano nem tava pilhado de cantar, ele demonstrou quando no palco viu se recusando a cantar alegando não ter ensaiado e não ter trazido equipamentos, sorte que esse é o mundo do rap e do improviso, então o DJ soltou a música e os dois cantaram por cima.


o prêmio #FAIL vai para o Rap Nacional! Porque nós que obrigamos os Mc's a seguirem padrões, e escreverem o que todo mundo ja cansou de ouvir e rejeitamos coisas novas.

Essa foi a última edição do Hutúz Rap Festival, não acho bom ser a última né, até porque esse evento virou um encontro de várias pessoas de várias localidades do Brasil pertencentes a cena do Rap Nacional. O que me deixa indignado foi não ver nenhum representante da cena do Rap Alternativo ali no palco, quer dizer, o rap já é escondido e ausente em todas as premiações de música brasileira, e na premiação que era pra abordar todos da cena do Rap Nacional (seja alternativa ou padronizada), só vemos as mesmas caras de sempre! Ou seja, evento presenciado pela platéia de sempre que sempre recebe os prêmios, e pra ser sincero, nada muito diferente da cena underground carioca. Me deixa indignado o fato de muita gente dessa galera (não vou generalizar, afinal, não são todos) serem preconceituosos com pessoas que não tem tanta semelhança a eles, rotulando quem não se encaixa nos padrões de "mano". Queria que a galera do rap fosse mais cabeça aberta, quem sabe assim teriamos menos fronteiras na música brasileira, o que consequentemente nos proporcionaria mais espaço, e mais apresentações nos diversos eventos que envolvem música em geral.

Esse ano não compareci a muitos eventos de rap, diferente dos anos anteriores, que sempre freqüentava batalhas e os shows da cena underground, o que contribuiu a isso, foi ver que muitos ali apertam a mesma tecla e não saem do lugar, além de ter cansado de ouvir as rimas de sempre. Gosto muito de rap, de fazer, de ouvir, de assistir a apresentações e tudo mais, muita gente diz que eu mudei, que fiquei diferente, alguns até me chamam de emo (WTF!?). Não preciso dar satisfação a ninguém, afinal, eu não tento ser nada... deixo a vida correr, e conseqüentemente sou um resultado desconhecido pra mim mesmo, até porque, se eu for ficar me preocupando com o que eu vou ser, não vou estar sendo, pois vou filtrar meus pensamentos que são o que eu sou de verdade para formar um ser artificial (ok, eu não consigo fazer isso com 100% de sucesso, mas eu tento, acredito que nenhum ser humano consiga, anyway). Nunca vou abandonar as rimas e nem os raps de improviso, tem dias que eu acordo rimando involuntáriamente, essa porra ta no meu sangue, queiram ou não acreditar. Ontem, voltando da casa de uma festa pseudo-alternativa (porque também ja viraram padronizadas) a trilha sonora do meu fone foi "Everything In Its Right Place" do Radiohead, ela me levou a refletir que tudo esta no seu devido lugar, nada se move, nada de novo acontece, sou obrigado a ver reprises da vida a cada dia que passa. A mudança é a lei da vida, e não temam o novo, uma hora ele chega, querendo ou não.

Cayo.

é o seguinte, retrospectiva de um ouvinte no meio de vinte... milhões?

Foi um longo intervalo sem publicar postagens aqui no blog, eu sei, mas ainda assim tenho minha vida fora desse mundo virtual de fofoca e opiniões. Cheguei a freqüentar bastante shows nesse espaço de tempo que foi passado em branco (ok, o fundo é preto com detalhes verdes), tive contato com diversas energias, geradas por diversas pessoas (leia-se artistas, se preferir, mas acredito que cada um de nós é um artista, afinal, opinamos, falamos e vivemos dia após dia). Resultado deste contato com energias focalizadas em mentes diferentes da minha, resolvi criar esse post, com o intuito de fazer um feedback dos shows que frequentei.



O primeiro deles foi a comemoração do dia do Rock, dia 12 de Julho, chefiada por um show gratuito do Cachorro Grande em frente a Fundição Progresso, Lapa, Rio de Janeiro. Logo depois, haveria o show de Macaco Bong, Fantasmagore e Moptop no Teatro Odisséia. Conhecia pouco do trabalho deles, e confesso que minha mente estava um pouco alta para os padrões de normalidade dela na hora da apresentação, mas foi um show muito bom. Destaco a presença de palco do vocalista (que parecia estar tão louco quanto eu, se não mais), as letras do Cachorro Grande não chegam a me atrair muito, mas eles fazem um Rock bem pista, que transparece uma grande influência de Beatles. Tão notável essa influência é, que no final do show eles tocaram um cover de I Saw Her Standing There. Depois de ter terminado com a garrafa de Orloff, fui em direção ao Teatro Odisséia, onde assisti dois shows, do Fantasmagore e do Macaco Bong, são duas bandas bem interessantes de Rock Instrumental, gênero que vem crescendo cada vez mais no Brasil. Acabou que no final, eu tava tão destruído, que nem tava na pilha de curtir o show do Moptop, então, minha noite acabou na apresentação do Macaco Bong.



No dia 25 de Julho, a rua Dias Ferreira foi palco do Itaipava Premium Leblon Jazz Festival. Não cheguei a conferir o festival inteiro, fui para curtir o show da Mallu Magalhães e do Marcelo Camelo (M&Ms). O trabalho da Mallu Magalhães é alvo de grande ódio vindo de adolescentes alternativos, que a meu ver, foi criado pela imagem que ela tenta cultivar na mídia, de garota vinda de outro planeta, culta, e apreciadora da música Folk (isso particularmente não me interessa muito). Na minha opinião, prefiro que as adolescentes escutem Mallu Magalhães do que Hannah Montana ou High School Musical, as músicas do disco dela na maior parte são em inglês, gosto de uma das faixa só, a J1, ela tem uma boa voz. Mas voltando ao ponto do show, estava meio longe do palco, consegui só ouvir um cover de Bob Dylan, da música Tombstone Blues. Então, aguardando o show do Camelo começar, me locomovi junto com a Luciana (te amo :D) para um lugar mais adequado para curtirmos a apresentação. O show do Camelo foi muito bom, destaco as músicas Mais Tarde, Liberdade, Copacabana e Além do que se Vê (foi a que eu mais cantei), a música Janta não contou com a presença de Mallu Magalhães, mas acho que eles ainda estão juntos. No final de tudo, mesmo o show dele sendo muito bom, acho que é o tipo de show pra você curtir sentado e bebendo uma itaipava (pra entrar no clima da patrocinadora do show)!



Em seguida, dia 29 de Julho, fui conferir na Casa da Matriz o show do Medulla, que rolou na festa 7 Day Weekend. Entramos na festa após umas doses de fogo paulista e batida de mel, mistura que apelidamos de remédio da vovó. A qualidade do som não estava muito boa, mas também acho que a Matriz não é um dos melhores lugares para comportar um show, querendo ou não, o show foi muito bom mesmo assim. Eles cantaram as quatro músicas do seu compacto novo Talking Machine (que por sinal, está muito bom) e mais duas músicas do O Fim da Trégua, lembro-me só de O Circo. Deixo a dica, pra quem gosta do som, vai ter show dos caras no Cinematheque, dia 27 de Agosto, eu com certeza, comparecerei, gosto bastante da sonoridade singular e das letras do Medulla. Depois do show, parada no McDonald (o melhor sabor capitalista, destruindo seu organismo since sei lá quando) com direito a Cheddar Mcmelt.



Em pleno dia dos pais, dia 9 de Agosto, havia uma apresentação do 7F (pra quem não sabe, minha banda http://www.myspace.com/setimafrequencia). Me encontrei com o Cidão e com o F2L em Bonsucesso, de lá pegamos um ônibus para São Gonçalo, chegando lá, pegamos uma carona com a Mãe do F2L em direção ao Sesc São Gonçalo, mais precisamente no evento Turbilhão Hip Hop. O show foi bom, pela primeira vez usamos um Lap Top na apresentação, que proporcionou diversos efeitos na voz do Cidão, a experiência foi válida, e com certeza será utilizada nas próximas apresentações. A set-list foi composta por Vendetta, Epidemia, Matrix, Headphones e Projeto Destruição pra fechar com chave de ouro! O volume dos mics foi a única coisa que não me deixou satisfeito, mas lá pelo meio do show, solicitei que o volume fosse aumentado, e na boa, não é o volume dos microfones que vai fazer o Sétima Frequência fazer uma apresentação ruim! Abraço pro F2L e pro Cidão!



Nessa última sexta-feira, dia 14 de Agosto, fui a Fundição Progresso, para ver o show do Little Joy, e de brinde, ainda assistiria a apresentação do Adam Green (cantor de Folk que fazia parte do Moldy Peaches, grupo que canta Anyone Else, da trilha sonora do filme Juno) e no embalo, a banda The Dead Trees, que acompanha o Little Joy em diversas apresentações. A epidemia de gripe suína no Rio de Janeiro acabou afetando a ida das pessoas que iriam em acompanhar (Luciana e Vitor), acabei curtindo o show com uns amigos do Vitor, diretamente de Campos City. Após um pouco de Vodka (figura que sempre acaba acompanhando comigo todos os shows!). Entramos na Fundição e o show já havia começado, me deparo com uma figura com os olhos cheio de sombra, com um casaquinho rosa bizarro e dançando loucamente (fruto de drogas, naturalmente), era o Adam! Infelizmente o show dele teve um pequeno problema no som, que ficou muito baixo durante a apresentação, a música que mais pulei cantando foi Jessica. Depois de uma demora, o The Dead Trees entra no palco, é uma banda interessante, uma sonoridade bem Indie Rock, destaco o baterista da banda, que tocou muito. O show principal começou logo depois! Little Joy fez uma grande apresentação, dou destaque as músicas No One's Better Sake, Don't Watch Me Dancing, Keep Me in Mind, Next Time Around e Brand New Start (essa última tocada com todos que haviam se apresentado no dia presentes no palco). O Little Joy possuí poucas músicas para apresentar em shows, então, houve a execução de músicas novas e mais um cover de Clear Skies (The Strokes), outro momento muito maneiro no show do Little Joy foi o coro de pessoas cantando Último Romance. Ainda rolou uma tentativa frustrada de tentar entrar no camarim do Adam Green, não conseguimos, mas o show foi muito bom. Agora aguardo outras apresentações que vão me gerar mais experiências e um contato com energias diferentes, até breve, música.


ouvindo: Marcelo Camelo - Liberdade

Cayo.

paradoxo



South Park é uma das séries americanas mais populares, no mundo inteiro, o conceito de personagens simples, dublagem tosca e satiras com base na cultura pop, são o principal foco da série. Bom, vocês devem conhecer a série, que também é muito famosa aqui no Brasil. A um tempo atrás tinha baixado aqui no PC um episódio do South Park que eles zuavam o Kanye West! E depois que assisti o episódio, fiquei refletindo, acabei encontrando mais do que um simples episódio cmoposto por um monte de desenhos e figuras cartunizadas de celebridades?

Todos sabem que o West é conhecido por seu super-extra-big-mega-(insiraalgograndeaqui)-ego, já deu diversos ataques na mídia por ter perdido um Grammy para a Amy Winehouse, e já discutiu até mesmo com o Thom Yorke! Mesmo assim, é inegável que o Kanye é indispensável para a música atual, o cara é um marco na história do Hip-Hop e na música. Mas acho que nós estamos muito além do ego né?

Voltando ao tópico South Park, no episódio, Jimmy cria uma piada e o Cartman entra na onda dizendo que foi ele que inventou, quando vê que a piada começa a tomar uma proporção mundial. E é aí que entra Kanye West, que diversas vezes ja foi tachado como gay na cena (vide sua richa com o cinquenta centavos), ele não aceita a piada, e começa a caçar quem começou com isso tudo.



O ponto que eu quero chegar com esse blá blá blá todo, é na imagem, que passou a ser muito mais importante do que música nos últimos tempos. Um exemplo é a Amy Winehouse, mesmo ela sendo uma grande cantora com um talento inegável, ainda assim, as suas crises e problemas com drogas são muito mais marcantes na mídia do que o própio trabaho que a cantora produz. Esses Egos-Super-Alimentados-Pela-Mídia acabam tomando o espaço para a música que existe na televisão brasileira, ou seja, mesmo morando no nosso país, é comum ver as pessoas falando que Latino é ridículo, enquanto ouve basicamente a mesma baboseira que grande parte dessas divas do Pop cantam. Mas é aí que ta! A mídia dita as tendências, ainda assim, essa tendência tem melhorado cada vez mais, visto que o cenário musical sofre hoje em dia com o risco de perder as estrelas únicas no mundo na música pelo desenvolvimento que o mesmo tem tomado nos últimos anos, compare a Lilly Allen, que julgando superficialmente, faz um som Pop, com a Britney Spears, acho o som da Lilly bem melhor, sendo que ela consegue misturar a sua vida pessoal com a música, sem falar nos vídeo-clipes com grandes conceitos. Vai ser difícil, se não impossível, ver um cantor subir no mesmo patamar que os Beatles subiram, ou até mesmo o própio Michael (que deus o tenha, LOL), acontece que antigamente eram poucas as imagens que eram tão infladas pela mídia, hoje em dia, é muita diversidade de pratos, para muitas bocas, o que pra mim, pelo menos, é BEM MELHOR!

Acho que a imagem é sim, importante para um músico, desde que seja Egocentrico como o West, até como gênio incompreendido como o Thom Yorke! Temos uma variedade de personalidades cada vez maior, na qual, pelo menos a meu ver, deixa a música mais valorizada, deixe a imagem acontecer, não se molde como algo, porque o princpial é você ser o que você é, sobrevivendo nesse mundo de influências vindas de fora. E não quero ser Spoileiro (LOL), mas no final do episódio, o Cartman da uma lição de moral no Kanye West, falando sobre ego no maior estilo Clube da Luta, e o West acaba indo nadar com o Gay Fish, com direito a uma versão (com auto-tune e tudo mais) de Heartless, fica a dica pra vocês, seja você, não o que eles querem que tu seja.

ouvindo: Lilly Allen - Not Fair

Cayo.

n.a.s.a. music!



N.A.S.A. significa North America South America, o grupo é uma união do brasileiro Dj Zegon (Zé Gonzales, ex-Planet Hemp) com o produtor nova-iorquino Squeak E. Clean. O principal foco do projeto musical N.A.S.A. é juntar pessoas de mundos diferentes. E daí que surge as combinações inusitadas, muita loucura eletrônica com influência de ritmos brasileiros, a lista de participantes do disco The Spirit Of Apollo impressiona!

Participam do disco: David Byrne, Chali 2na, Gift Of Gab, Z-Trip, Chuck D, Ras Congo, Seu Jorge, Method Man, E-40, Dj Swamp, RZA, Barbie Hatch, John Frusciante, KRS-One, Fatlip, Slim Kid Tre, Karen O, Ol' Dirty Bastard, Tom Waits, Kool Keith, Kanye West, Santogold, Lykke Li, Sizzla, Amanda Blank, Lovefoxxx, George Clinton, Spank Rock, M.I.A., Nick Zinner, Kool Kojak, DJ Babão, Del Tha Funkee Homosapien, DJ Qbert, The Cool Kids, Ghostface Killah, Scarface e DJ AM... UFA!

Zegon e Squeak fizeram uma turnê recheada de apresentações bem sucedidas, que passou pela Inglaterra, Alemanha, França, Bélgica, Canadá e nos Estados Unidos. "A coisa esta tomando uma proporção gigante, maior do que a gente esperava" afirma Zegon, eles também fizeram uma apresentação no festival Coachella, na Califórnia, na mesma noite que Paul Mccartney se apresentaria, o show no deserto californiano contou com uma nave-mãe inspirada na que acompanhava os shows de George Clinton, que até ofereceu a nave original para ser usada por eles, mas saiu mais em conta construir uma nova do que transportar a antiga, além da nave, houveram até mesmo dançarinas fantasiadas de marcianas, o espetáculo é áudiovisual, tudo que eles tocam são sincronizados com imagens nos telões, e isso faz cada show do N.A.S.A. um show único.



Os vídeos são grande parte do espetáculo que o N.A.S.A. oferece, eles possuem o objetivo de fazer vídeo para todas as músicas, nos shows, eles conseguem controlar os vídeos através de um mixer! Os vídeos são lotados de psicodelia, imagens espaciais, trechos de filmes e séries (em especial Supermáquina) e pop art. Você pode conferir os vídeo-clipes do N.A.S.A. lançados até agora clicando aqui

Abaixo segue uma entrevista do DJ Zegon para a Enxame.tv, que foi dada em Novembro do ano passado, mês no qual o N.A.S.A. se apresentou em São Paulo no Nokia Trends (clique para o vídeo ter exibição de tela inteira, ou então desative os comentários de usuários no player)



ouvindo: N.A.S.A. - There's A Party (feat. George Clinton & Chali 2na)

Cayo.

sh_wz_o no circ_ v_ad_r ont_m!




Bom, essa sábado compareci ao show do Móveis Coloniais de Acajú, banda de Brasília, DF que está lançando seu segundo álbum agora. O nome da banda chama muito a atenção, ele vem de um fato histórico, um conflito entre índios e portugueses contra os ingleses na Ilha do Bananal, a banda foi formada em 1998 e seu primeiro disco foi lançado em 2005, vendendo duas mil cópias nos dez primeiros dias.

Agora eles estão lançando seu segundo álbum, chamado C_mpl_te. A banda apresenta uma grande evolução, pelo menos na minha opinião, semelhante a passagem do Los Hermanos do primeiro disco ao Bloco do Eu Sozinho. A adição de sintetizadores deu uma sonoridade mais moderna além de estar bem trabalhada, eu particularmente gostei muito da mixagem do disco novo, a voz ficou num tom que faz as letras (que são muito boas também por sinal) ganharem um grande destaque. O single 'Sem Palavras' de 2007 está presente no C_mpl_te, o segundo single é a música 'O Tempo' que é uma das minhas favoritas do disco novo. Adeus abre o disco com classe! Mas o que mais chama a atenção no móveis, além de suas ótimas músicas, é sua presença no palco que é eletrizante. Geralmente, nos shows eles abrem uma roda com os membros da banda tocando no meio do público. A única coisa que me deixou bolado no show, foi eu sair sem ouvir 'Seria o Rolex?', do primeiro disco, o bis foi lindo também, encerrando com Adeus e Sem Palavras, sem comentários para o show, Móveis é uma banda que quem ouve apenas a gravação perde a excelente performace que eles fazem ao vivo.

O Móveis também é anfitrião de um evento em Brasília chamado Móveis convida, que ocorre de seis em seis meses, nele o Móveis convida diversas bandas priorizando músicos locais, e assim faz crescer a cena musical na sua área, bela iniciativa, porque o que falta pra muito músico é espaço, o mundo da música é composto de panelinhas, se você não tiver a sua, você vai ser comido vivo, muito estranho para um povo que vive falando de liberdade não?

O som do móveis é algo muito único, algo que os músicos no brasil esquecem de prezar. Muita originalidade ao misturar um som que consegue ser meio ska, meio rock alternativo, e com muitas influências de música brasileira, eles mesmo denominam a banda como 'feijoada búlgara'. Vale a pena dar uma conferida.

Você pode baixar o segundo disco, C_mpl_te c_mpl_tamente na faixa! 0800 clicando no link abaixo.

Clique aqui para poder baixar o álbum C_MPL_TE

Clique aqui para acessar http://www.myspace.com/moveis




ouvindo: Móveis Coloniais De Acaju - Indiferença

Cayo.

yoñlu



Bom, numa dessas madrugadas que estava no MSN trocando idéia com a Esther, uma amiga minha, ela me contou a história desse garoto, Vinicius, conhecido como Yoñlu. Ele com apenas dezesseis anos, lançou um disco com músicas compostar inteiramente por ele. O disco póstumo foi lançado em NY pelo selo Luaka Bop. A Esther, resumiu melhor a história, pedi pra ela fazer uma matéria sobre ele e ela pode ser lida logo abaixo!

Muitas histórias acontecem diariamente, e como vozes embaralhadas falando em uma estação de metro, passam despercebidas. A história de Vinicius Gageiro, conhecido no mundo virtual como Yõnlu, foi plausível o bastante pra chegar nas colunas da Rolling Stone Brasil. Em um dia comum, em que comprei a edição pelos artistas citados na capa da revista, eu mal sabia o que estava a me esperar dentre aquelas páginas carregadas de sentimentalismo.
Porto Alegre, ano de 2006. A mãe de Vinicius passa os dedos trêmulos pelas paginas de um álbum cheio de fotos de infância do rapaz. Desde pequeno, era difícil encontrar Vinicius em qualquer lugar que não tivesse um instrumento musical por perto. Talentoso e super dotado, sempre teve um grande conhecimento do meio artístico, lia Kafka e compunha suas próprias musicas. Sua mente era um tanto quanto complexa, e isso afetava o modo com o qual Vinicius lidava com as pessoas ao seu redor. Com seus pais, sempre muito educado, dizia a mãe saudosa. Na escola, era sempre conhecido por tirar notas muito boas e ter um papo bom entre os amigos. Vinicius era apreciado por todos, ja que era difícil achar algo ruim na personalidade do rapaz. Humor inteligente, habilidades artisticas, sorriso sincero…era dificil nao gostar do menino. Mas porque se fala de Vinicius, o que aconteceu com ele? Um doce ato de egoísmo, uma brutalidade voluntária; suicídio. Vinicius foi encontrado por seu Avô, morto no chão do banheiro do apartamento de seus pais. A história cercando o suicídio de Vinicius se encaixava como um quebra-cabeças bobo e sem sentido algum.
Vinicius, ou Yoñlu, passava seu tempo livre no quarto, fazendo musica e criando amizades no mundo virtual. Foi nesse mundo paralelo a vida real, que Yoñlu descobriu um site que auxilia jovens a cometer suicídio. O rapaz andava tão perdido em seus próprios sentimentos, que não achava mais motivo em viver. Se achava tão desenvolvido que sentia ja ter aprendido tudo na vida, e nada nem ninguém o encantava mais. No dia marcado para o suicídio, Vinicius parecia feliz e animado com o seu futuro invisível, em que não pretendia estar. Acordou cedo, forrou a mesa da sala de estar e pediu pra que sua mae comprasse carne e refrigerante, ja que ia chamar uns amigos pra um churrasco em sua casa. Sorrindo, disse ter conhecido uma “gúria” legal, e os amigos iam ajudar com a menina. A mãe, psicanalista, feliz pela aparente recuperação do menino que sempre teve histórico de depressão, acreditou na historia e chamou ate o avô do menino, que encontrou uma cara do lado de fora do banheiro trancado, que dizia “não entre: perigo de intoxicação”. No site, havia aprendido a como provocar sua propria intoxicação com o gás do banheiro. Na carta, frases eloquentes de um gênio que não merecia morrer. Buscava sua antecipação, reclamava de um amor que não era correspondido e uma eterna dor, que já estava na hora de acabar. Com suas músicas lançadas em um disco, Yõnlu tem sua musica admirada por ouvintes do mundo inteiro (teve uma de suas musicas remixadas e atingiu hit de uma boate em Londres). Uma espécie de Thom Yorke da musica brasileira, Yõnlu expressava em seus desenhos e musica a sua dor de ser um ser extraterrestre, que não compreendia os sentimentos sem sentido da natureza humana. Achava ter um amor incorrespondido, mas sua melhor amiga Luana, confessou sentir o mesmo por Vinicius.
A vida de Vinicius Gageiro Marques foi um paradoxo: começou assim que teve um fim forcado. Sua musica publicada, seu nome conhecido e seu amor correspondido. Nessa história o protagonista estava morto, e não chegou a sentir o prazer em sua dor.



http://www.myspace.com/yonlu

Clique aqui para baixar o cd de Yoñlu

Esther Laudier.

Novo

Muitos temem o que é novo, talvez pelo comodismo que ja virou natural do ser humano. A correria é intensa! E meu blog lhaveograne acabou ficando pra trás, eu sinto bastante falta de blogar minhas idéias, escrever uns textos e desabafar, tudo o que eu escrevia, era baseado na minha vida, e como eu escrevia freqüentemente, eu acabava por achar minha vida mais interessante, e reparar mais em pequenos detalhes que passavam de modo mais escondido e as vezes quase que imperceptível. Mas voltando a falar sobre o novo, enquanto muitos temem novas descobertas que podem acabar deslinkando você com certas paixões e correntes ja construídas, outros se sentem frustrados pelo fato de poucas coisas novas e diferentes estarem rodeando a sua vida, como é o meu caso, as vezes me sinto meio que incomodado por causa da rotina e dos problemas já costumeiros, problemas que se eu ficar procurando soluções, eu não vou achar sentido, como se no final, tudo fosse vazio. Mas e esse vazio? Porque tem de ser vazio? Acho que ninguém vai ser feliz observando o mundo cético, por isso precisamos viver as emoções, neuroses, problemas, diversões, trabalhos, projetos, e tudo o que fazemos que faz nós estarmos nos movimentando. 2009 pra mim, vem sendo um ano que eu reparo que cada vez mais as pessoas estão se isolando, porém, cada vez mais eu vejo pessoas acordando e buscando algo novo, não se deixe enganar, quando digo novo, não quero dizer algo que surgiu agora, mas digo algo que é novo pra você! O mundo está repleto de coisas novas, basta você ter vontade de procurar, vontade de conhecer, a curiosidade matou o gato, mas não o ser humano.



Esse som se chama O Novo, da banda Medulla. É um som muito interessante e muitos desses questionamento sobre novos interesses, novas descobertas e novas ambições foram proporcionados por essa letra, então achei interessante ela fazer parte da minha postagem!

Meu nome é Cayo, também conhecido como Yce, tenho 18 anos, vivo no Rio de Janeiro, Barra da Tijuca. E é um re-prazer voltar a blogar, mesmo que para ninguém, sei que alguém vai abrir essa página, por mais que sem querer.

Algumas postagens antigas em:
http://lhaveograne.blogspot.com

E também ando usando muito o twitter, pela facilidade e pela falta de tempo.
http://www.twitter.com/gelo7

ouvindo: Medulla - O Novo

Cayo.