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é tudo um conto de fada, no final a página vai virar e tudo virará um conto de nada



Kanye West, lembro-me antes do incidente com a Taylor Swift, todas as pessoas as quais eu comentava dele falavam "Nossa, eu não gosto de rap, mas o Kanye West é muito bom", eu ouvia isso DEMAIS! Depois de uma simples falha na sua vida pessoal, o cara começou a ter uma legião de haters enorme. É o preço que se pega por deixar o seu ego te iludir que você tem mais direito que os outros por ser famoso. Não concordei com a atitude dele de ter pego o microfone da mão da Taylor Swift pra defender sua opinião, e até acho que se fosse pra eu comentar disso aqui no blog, eu teria chegado no mínimo, atrasado demais... Porque o ponto que eu quero chegar, é que por mais que ele tenha dado uma falha como pessoa, isso não significa que o West é um artista ruim, o cara produziu vários emcees do underground como Talib Kweli, Mos Def, Kid Cudi, Jay-Z e Common (se vocês não conhecem, todos são grandes artistas)... No trabalho desse último, em um de seus álbuns, West finalizou as batidas do falecido Jay-Dilla, que é considerado por muitos no rap como o maior produtor de batidas que ja existiu, sem falar que suas letras, desde o primeiro disco, são muito boas! Inovaram muita coisa no rap, que sempre foi feito de muita mesmice... Até seu último álbum "808's & Heartbreak" foi um grande disco, muitos diziam que o trabalho era pop e que ele estava forçando, acho que o trabalho foi inovador, mas cada qual com sua opinião né.


Curta do Kanye West que eu descrevo e comento abaixo "We Were Once a Fairytale" pra quem quiser ver.

No ano passado, Spike Jonze (o mesmo que eu citei a uns posts atrás, que dirigou o filme "Onde Vivem os Monstros") dirigiu um curta-metragem do rapper, chamado "We Were Once a Fairytale", o curta é bem simples, e não tem nada que chame uma grande atenção por efeitos especiais ou um roteiro fascinante que vai te fazer pensar dias e dias, mas fiquei tentando interpretar o que ele quis passar no vídeo. O curta começa com o West bêbado numa boate, sentado, e duas mulheres vem trazer um champagne pra ele, ele insiste em pagar dizendo que tem muito dinheiro no bolso (sinal de pseudo-grandeza 1 detectado). Logo depois, começa a tocar um som dele "See You In My Nightmares" (o curta é um pseudo-clipe da música), e ele começa a falar pras pessoas "Esta é minha música! Fui eu quem a escreveu!" (sinal de pseudo-grandeza 2 detectado). Ele chega a abraçar uma mulher e chorar no ombro dela, uma perfeita mostra de que por mais que ele tenha a fama e o sucesso, isso nunca vai fazer dele um cara completo. Mas realmente, ele ter escrito tudo que ele escreveu não o faz melhor que ninguém. Alguns deixam a fama e o reconhecimento subirem a cabeça, como se já cansamos de ver no mundo da música pop, mas voltando ao curta... West depois aparece curtindo e cantando sua música na pista da boate, até a hora que ele vai para um quarto, e começa a sonhar que estava transando com uma mulher, depois de também chorar no ombro dela, quando ele acorda, ele se encontra de cuecas e vendo que estava transando com as almofadas do sofá do quarto que ele entrou (sinal de derrota 1). Quando o West fez o 808's & Heartbreak, muito dele foi para a sua ex-mulher "Alexis Phifer", que o abandonou, assim como também foi para a morte de sua mãe. Acho que o West nessa cena quis mostrar como ao satisfazer sua vontade sexual estava ocupando o lugar da sua ex mulher, mas no fundo, tudo não passava de uma ilusão... Acredito que funcione como as drogas, você se droga pra se enganar e alterar a percepção da realidade... Tudo bem se você tiver consciência de você esta fugindo do "Mad World" que o rodeia, você estará seguro se tiver noção disso. Agora se você utiliza isso como uma fuga, sem saber que independente de você estar bem naquele momento, a vida vai continuar sofrida, aí você esta tão perdido quanto o West... Agora voltando novamente ao curta. Depois dessa cena que ele acorda com as almofadas, ele vai correndo para o banheiro, aonde começa a vomitar pétalas, algo que eu interpretei como o amor de sua mãe e de sua ex mulher preso no peito, e que naquela hora... Ele vomitou, pois estava sofrendo as consequências de ter que estar buscando o estado raro de felicidade em tudo que alimentava seu ego e o fazia se sentir superior quando na verdade, tudo era uma mentira... Estava passando mal com toda aquela verdade de que não fazia sentido algum. Caído no chão, Kanye acha uma faca debaixo da pia, ele a pega e corta sua barriga olhando pro espelho, ele bota a mão no buraco que ele abriu, e tira um pequeno monstro... Que eu interpretei como se fosse o monstro que se criou com base na busca da felicidade que ele tinha no passado, como se fosse um apego aos seus pontos de sentido na vida que não existiam mais, afinal, ele estava com uma espécie de veia, que parece que o linkava as pétalas (aliás, é legal reparar que o monstro que sai do Kanye West parece MUITO com as criaturas de "Onde Vivem Os Monstros"). Kanye dá uma pequena faquinha que se escondia no punho da faca que ele cortou seu estomago, e o monstrinho faz o mesmo! Caindo no chão... e morrendo, assim como o monstro que buscava a falsa felicidade através do ego, com medo de enfrentar a realidade nova devido a ter se acostumado com o passado.



Ok, acho que tive que viajar um pouco pra chegar a uma interpretação fixa... Mas todos nós enfrentamos uma batalha com nosso ego dia após dia. Acredito que o fato do Kanye ter tido problemas com o ego foi gerado porque ele se sentia só e triste, pela perda tanto da sua mãe, quanto de sua ex mulher, ele se sentia fraco... E buscava se sentir forte pela fama e reconhecimento. Acho que no fundo não devemos nos preocupar né? Por mais que a gente perca nossa mãe, ou nossa mulher nos largue (coisa que provavelmente ja aconteceu com você), a vida continua! E você é obrigado a conviver com as suas perdas, sem temer o novo.


Clipe novo do Kanye West, da música "Coldest Winter" do disco "808's & Heartbreaks"

Elogios, vitórias, e babação de ovo não te acrescentam muita coisa, nada mais que uma leve felicidade no momento e uma lembrança na sua mente. Isso me leva direto a filosofia que aprendi nas batalhas de rap, quando eu vencia uma batalha, muita gente me elogiava, falava que eu rimei pra caralho e tudo mais... Agora quando eu perdia, minha noite acabava, no máximo elogios de consolação, ou então "você mereceu ganhar, mas a platéia não votou", mas garanto que me acostumar e conviver com a derrota que fez de mim um vitorioso, você não vai ficar o tempo todo da sua vida por cima, você vai cair muitas e muitas vezes... E não adianta o porto seguro que você tiver (no caso do West, era a fama), você continua sendo um derrotado independente dele. E garanto, que os maiores perdedores, aqueles que enfrentam tudo sem medo da derrota, as pessoas que viraram parceiras do fracasso, consequentemente são os maiores vencedores que caminham na atmosfera terrestre. E por fim, não é porque o Kanye West fez coisas que não me agradou que vou começar a não gostar da música dele, o cara é um grande artista, independente do maldito ego dele, até porque, admirar os caras que idealizaram ao invés dos idéais não é uma filosofia que faz muito sentido pra mim.

ouvindo: Kanye West - See You In My Nightmares (feat Lil' Wayne)

Cayo.

acho que a reposta é dentro de cada um de nós...



Internet é a fonte, digo, através dela... Eu posso nunca mais sair de casa e me divertir pro resto da vida, baixando filmes, músicas, baixando até uma namorada compactada num arquivo RAR (ok, não vou exagerar). Mas foi numa dessas que baixei o filme "Onde Vivem Os Monstros", que me atraiu pelo visual bonito que eu vi nos trailers. O filme foi dirigido por "Spike Jonze", o mesmo diretor do curta/clipe "We Were Once A Fairytale" do Kanye West, assim como de outros clipes de bandas e artistas como Beastie Boys, Björk, Daft Punk, Fatboy Slim, Sonic Youth, Weezer, Notorious B.I.G., REM e outros. Além de ter sido o co-criador e produtor da série e do filme "Jackass" (lol).

Acho que qualquer um que assiste se identifica rapidamente com a criança do filme, que claramente tem problemas em se relacionar com as pessoas (em especial, sua família). Apesar disso, ele se mostra dono de uma mente muito criativa, é legal ver o mundo que ele cria com o que ele tem disponível ao seu redor, como o seu iglu e a cabaninha que vira uma nave mãe que vai decolar para salvar todos da casa. Depois dele brigar com sua mãe porque não gosta de milho congelado, Max (o protagonista), vai para uma ilha... A qual monstros estranhos moram. Os monstros habitantes da ilha funcionam como representações de suas frustrações, é claro que Carol (o monstro que o protagonista mais se apega) representa o gênio violento e instável do Max, basta linkar a cena que ele destrói o quarto da irmã com a cena que Carol esta destruindo as casas dos monstros pelo motivo que KW estava com seus novos amigos. Algo que lembra também a relação de Max com sua irmã. Max se auto-intitula o rei da ilha, algo que parece que ele sempre quis ser na vida real, e acho que todos nós, algum dia na nossa infância, na verdade, algo que grande parte de nós foi na infância, viviamos num mundo completamente nosso, onde o que a gente acreditava podia ser verdade absoluta sem nenhuma influência do maldito mundo exterior, ou as vezes, o mundo exterior ja ajudava a destruir nossos sonhos na infância também, acho que não podemos escapar da realidade de viver em conjunto né?



O ponto que mais me cativou no filme foi o fato dele reativar grandes lembranças que tinha de quando eu era menor, daquelas fases onde você imaginava de tudo possível sem nenhuma barreira te limitar, aonde em momentos do dia a dia, você se colocava em situações que nunca existiriam, mas você fazia acontecer dentro de sua cabeça, e isso refletia em suas brincadeiras, desenhos, histórias, conversas com amigos e todo o resto de expressão da sua mente. Acho que Max conseguiu colocar todos os monstros que pareciam assombrosos do seu lado, e se divertir com eles, até fez eles concretizarem algumas das suas vontades. Acho que é como a vida, temos nossos monstros e medos, mas só conseguimos concretizar o que temos vontade quando andamos lado a lado com o que nós tememos. Acho que se Max gritasse e saísse correndo quando tivesse visto os monstros ele iria acabar sendo caçado e comido, certo? Quando você se ver preso numa ilha com monstros, tente conhecer todos os monstros que lhe rodeiam, faça amizade com eles, construa um forte com eles! Aposto que quando você tiver que abandonar aquela ilha, vai olhar pra trás e sentir um brilho e uma energia boa em todos aqueles monstros que te acompanharam no passado, e vai se sentir bem pelo fato de ter convivido com eles de ter feito amizade com eles, e até sentir falta deles!

Ouvindo: Big D And The Table Kids - Noise Complaint

Cayo.

Resto do Post

aproveite e leia este post enquanto 2012 ainda não virou o tempo presente



Bom, todos sabem da teoria maia do fim do mundo em 2012, planetas se alinhando, polos se invertendo, desastres naturais, geleiras derretendo, camada de ozônio destruida, sol nas temperaturas mais altas da história, placas tectônicas se movendo igual a bunda de uma funkeira, e etc. Todos já perderam algum tempo na internet lendo sobre isso e se questionando: "será que é verdade?". Até que um diretor resolve pegar tudo isso e transformar num filme, idéia brilhante pra enxer o bolso de grana!

O filme até vale a pena, pelas cenas de destruição que são muito bem feitas, e que todo mundo ja imaginou algum dia (pelo menos eu imaginei, não me vejam como um ser caótico! Ou me vejam, não me importo). É foda ver as tsunamis gigantes acabando com tudo e todos, outra parada que me chamou a atenção foi um personagem doidão que vive numa kombi, ele transmite notícias apocalipticas e tem mapas e um blog contando tudo, e o que mais curti dele, foi a maneira como ele morre. O resultado do filme rendeu um irmão feito a semi-imagem e semi-semelhança (semi-semelhança é uma palavra engraçada) de outros filmes como Independence Day e O Dia Depois de Amanhã, que tem em comum as cenas e os efeitos especiais fodas e o roteiro fraco. Queria que existissem mais filmes sobre o apocalipse com uma história mais envolvente, como é o caso de Presságio, mas, um dia eu vou virar roteristas, e assim ficar rico e dominar Hollywood, ok, chega. Em relação ao roteiro, acho muito óbvio que os personagens estejam a bordo de um avião, quando eu era pequeno e pensava no fim do mundo, sempre quis ter um avião por perto quando tudo tivesse acontecendo, mas estavam mentindo sobre 1999, então, acabei não saindo correndo por aí feito louco atrás de um avião. Os personagens também poderiam ser mais carismáticos, além do doidão da Van, o outro que eu achei que teve uma personalidade bem feita foi um Russo que é boxeador, que tem um estilo de pensar bem "sou dono do mundo", tirando eles dois, o resto parece não ter motivação de fazer nada e lutam por motivos bobos, o pior dos personagens pra mim, foi o presidente dos EUA, ele é negro (isso te lembra alguma coisa?) e o mais chato de tudo, é que ele tem uma marra de super-herói muito tosca, sempre dando uma de bonzinho, a única coisa que ele fez de bom na vida foi ter feito aquela filha dele, que gata. Acabei de meter o pau no filme, mas não se iluda com tudo que eu critiquei aqui, o filme é até maneiro de ver, com certeza preferi estar no cinema do que em casa sem fazer nada (ok, aí eu teria no bolso o dinheiro que gastei na entrada e poderia ter bebido umas cervejas), só não corresponde as expectativas que estavam sendo criadas pela hype dos trailers, eles tiveram uma estratégia de marketing muito boa, colocaram as melhores cenas de destruição nos trailers, além de que no Brasil, utilizaram a cena do Cristo Redentor caindo aos pedaços, que é uma passagem mínima e super-curta no filme, ao menos serviu pra arrastar um monte de gente pro cinema, numa epóca em que a maioria não sai do conforto de casa pois tem tudo disponível na internet.



O que eu fiquei pensando depois do filme foi, o que eu estaria fazendo se o mundo estivesse acabando? Imagine aquele tumulto nas ruas, pessoas com cartazes, fanáticos religiosos berrando, pessoas chorando e se abraçando, porradaria generalizada, e todo o caos possível. Até imaginei pegar uns amps e fazer um show durante o fim do mundo, imagina que foda? Ou então, assistir o apocalipse na primeira fila, bebendo e ouvindo música. A parada é que eu não ia ficar tão assustado assim em morrer, um dia isso vai acontecer comigo mesmo, a diferença é que eu ia morrer num evento que seria até divertido por fugir de tudo convencional que eu conheço, no dia 21 de Dezembro de 2012, preparem isopores com umas latas de cerveja e coca cola, peguem umas cadeiras de praia, um radinho a pilha (que toque cds ou tenha entrada auxiliar para conectar seus mp3) e vamos curtir o reveillón mais louco de todos, o fim do mundo. Não sei se é verdade que o mundo vai acabar, provavelmente não, mas seria interessante se houvesse alguma mudança radical na terra, como eu disse em um dos últimos posts, a mesmice vem me cansado.

Ouvindo: Dead By Sunrise - In The Darkness

Cayo.

up, up & away



Segunda feira um tanto chuvosa, mas nada que me desanimasse sair de casa, ainda mais com a entrada do cinema estando 5 reais! Me encontrei com a Lu no Rio Sul e fomos ver UP! Adoro as animações da Pixar, e sinceramente, são essas animações computadorizadas que estão salvando a Disney, já que ela não lança um filme tão bom quanto os seus clássicos desde Lilo & Stitch. Já a Pixar, depois do sucesso de Wall-E, continuou com uma fórmula semelhante, histórias melancólicas e bem humoradas que podem facilmente atrair pessoas de todas as idades.

Antes do filme começar, você vê um curta-metragem da pixar muito bom, muito criativo e muito bonito visualmente! Depois do curta, você é apresentado a história da vida de Carl (personagem principal) e de Ellie (sua esposa), desde eles se conhecendo, até os seus sonhos, o trabalho de Carl (vendedor de balões), o casamento, é tudo muito divertido até que sua esposa morre, e então, a bem humorada história da lugar a uma cena bem triste, (admito que meu olho se enxeu de lágrimas nessa hora) com uma cena dele sentado sozinho em um banco, e um som de piano bem triste ao fundo. Logo depois disso, Carl resolve se trancar na casa que ele vivia com sua esposa, ele passou a ser visto como um velho rabugento e maldoso. Querendo escapar de uma ida ao asilo, ele faz sua casa voar com vários balões de gás!



O que chama a atenção no filme, é como eles conseguem mesclar as cenas melancólicas com as cenas bem humoradas, a Pixar é muito ousada. Você vai se pegar rindo de cachorros que falam, piadas aleatórias como "ESQUILO" (depois que vocês verem o filme, leia isso, você vai rir, caso você ja tenha visto, você está rindo.), a enxeção de saco do coadjuvante Rubbert, o nome do passáro. Tem muitas cenas bonitas também, quando por exemplo, a casa levanta voô com os balões, e você vê eles refletirem numa janela. Enfim, não estou aqui para revelar todos os detalhes do filme. Muito bom, e vale muito a pena ser assistido! Diversão garantida. Pixar, aguardo mais animações suas.

ouvindo: MGMT - Future Reflections

Cayo.

9



Tim Burton pelo visto esta na ativa, ele se encontra no momento produzindo o híbrido entre filme e animação da continuação da Alice no País das maravilhas, com Johnny Deep e Helena Bonham. Mas seu próximo lançamento irá estar disponível a olhos humanos no dia 09/09/09, dia que coincide com o lançamento do The Beatles: Rock Band e todos os discos dos mesmos remasterizados.

Este filme do Tim Burton, de nome 9, trás a direção de Timur Bekmambetov, junto com personagens semelhantes a bonecos de vodoo e se passa em um mundo pós apocalipse estilo Wall-E, pelo trailer, da pra perceber que o enfoque no filme se encontra na batalha entre humanos e máquinas. O nome dos personagens são números, do 1 até o 9, uma observação depois de assistir uma cena, o número 7 parece ser aquele típico personagem de anime que não se deixa levar pelo ego, mas um pouco mais simpático, o filme é uma animação com clima sombrio e personagens estranhos, o que me chama muita a atenção! O nove provavelmente é o herói do final do filme! Deve haver alguma relação com númerologia e a personalidade dos personagens, se isso realmente acontece, foi uma idéia brilhante, mas melhor eu esperar o filme ser lançado pra chegar a alguma conclusão. Abaixo, confiram o segundo trailer do filme.




Cayo.

e a enigmatica adaptação?



Bom, li todos os livros do Harry Potter, ja cheguei até ao ponto de ser o primeiro da fila numa estréia, porém, os tempos passaram, e eu fui sem muita esperança na estréia do novo filme, mas é impressionante, o resultado me surpreendeu, bastante.

Apesar de várias críticas terem escrachado o filme, dizendo que o filme teve uma história bastante desandada e não se manteve tão fiél assim ao livro, o que em partes tenho que concordar, pelos motivos de que não foi dada uma ênfase tão grande para o livro do príncipe mestiço, a falta do personagem Fenrir Greyback e o fato da cena do funeral do Dumbledore ter sido cortada. Apesar dos pesares, ainda considero um dos melhores, junto com o filme da Ordem da Fênix.



O que mais me impressionou, foi a versátilidade do filme, de conseguir ter um roteiro sombrio, ao mesmo tempo que com toques de comédia romântica, e a ação fantasiosa Potteriana. Esse foi, disparado, o filme que teve mais elementos de comédia de todos os seis, mostrando o dom para o humor de Rupert Grint (Rony Weasley), finalmente, esse foi o filme que ele recebeu o destaque que merecia, e que tanto tinha sido escondido atrás da atuação de Daniel Radcliffe (Harry Potter), que teve uma atuação mediana. Quem também merece um grande destaque, é Helena Bonham Carter, no papél de Belatriz Lestrange, a personagem mais carismática dos filmes do Harry Potter, seu tom sarcástico e debochado retorna no Enigma do Princípe, com muito mais carisma do que no filme da Ordem da Fênix, a sua interpretação deu uma importância maior ainda a personagem, que nos livros nem recebe tamanha importância. Emma Watson (Hermione) se demonstrou muito madura, e linda também! Ela que é admirada por nove a cada dez fãs de Harry Potter, mostrou o quanto evoluiu como atriz, espero vê-la em outros filmes sem ser os da série do HP. Bonnie Wright teve uma atuação mediana, ela, que deveria se mostrar bem mais a vontade e solta nesse episódio, na qual ela se torna mega popular entre os estudantes, se mostrou meio que sem emoção, o que deixou um personagem meio vazio, em compensação, Evanna Lynch, se saiu muito bem no papél de Luna Lovegood, uma personagem que eu, particularmente gosto bastante, seu chapéu de leão que é usado durante os jogos da Grifinória ficou ótimo! Sua excentricidade ficou muito bem reproduzida nas telas. As cenas de ação de Michael Gambon (Dumbledore), tiveram uma pegada no melhor estilo Gandalf, e a sua atuação foi a melhor, comparada aos dois filmes anteriores, achei muito maneiro também a maquiagem da sua mão, que fica ferida nesse episódio. Tom Felton (Draco Malfoy) foi outro que se saiu muito bem na interpretação, o toque de um personagem repleto de conflitos mentais, com um toque de depressivo, mostrou a evolução do ator em relação aos outros episódios da série.



Uma adtapção, não tem que ser necessariamente idêntica ao livro, pelo fato de você ter as suas uma obra muito mais completa e rica em detalhes quando você lê, ao você ver um livro transformado em filme, o que vai te chamar a atenção, são detalhes diferentes, dentre ângulos de câmeras e figurinos. E tudo que você criou dentro de sua cabeça, vai receber uma imagem, tirando por completo a magia de ler. Mas é óbvio que é interessante ter adaptações, hoje em dia, as pessoas possuem rotina muito corrida, e muita arte para consumir, além da vida social de hoje em dia estar numa prioridade que nunca esteve tão em foco quanto nos últimos anos, por isso, as adaptações são aceitáveis! Por mais que não seja totalmente fiél ao livro, mas me diz, como algo exato vai ser fiél a algo abstrato?

ouvindo: John Lennon - Love

Cayo.

apanhado no campo de centeio



Bom, terminei ainda a pouco de ver um filme que se chamava 'O Assasinato de John Lennon', achei muito interessante porque não conhecia nada sobre quem tinha matado o John Lennon, sabia apenas que tinha sido um fã dele, o filme é na verdade um documentário sobre a vida de Mark David Chapman, o assasino de John Lennon. Mark Chapman, morava no Havaí, com sua esposa... tinha sérios problemas psicológicos, era meio anti-social. Com frequência ele visitava lugares públicos, um de seus lugares favoritos, era a biblioteca pública, onde ele achou o livro 'O Apanhador no Campo de Centeio' J. D. Salinger, o qual releu várias vezes, alegando se identificar com o personagem. Numa de suas muitas passagens pela biblioteca, ele abre um livro sobre John Lennon, e vê fotos dele rodeado de Iates, Propiedades e Fartura, Mark via Lennon como uma pessoa completamente diferente, ele o via como alguém que 'imaginava um mundo sem posses' e depois de ver os detalhes de sua vida pessoal, ele começou a taxar Lennon como um hipócrita. Assim como o personagem do livro que leu, ele então resolve que seu destino seria matar John Lennon, passava madrugadas ouvindo os discos dos Beatles compulsivamente, sua mulher estava preocupada, depois de tudo isso, Mark decidiu viajar a Nova Iorque. Chegando lá, se hospedou em um hotel, ele chegou a desistir de sua meta de matar o John Lennon e a voltar para o Havaí... Mas um tempo depois voltou, e foi em frente ao edifício Dakota, após ter conseguido um autográfo do disco solo de Lennon 'Double Fantasy', esperou ele retornar do seu destino com Yoko, quando ele voltou, após sair da limosine, Mark o abordou e o matou com cinco tiros. No julgamento de Mark, ele leu uma passagem do livro 'O Apanhador no Campo de Centeio', o qual o influênciou a cometer o assasinato. Hoje Mark vive em uma condicional, já tentou um pedido de liberdade diversas vezes, mas nunca obteve sucesso devido aos sérios problemas psicológicos que tem. Em razão ao assasinato, Mark disse diversas vezes a frase: 'Na altura achava que graças ao crime ficaria famoso, deixava de ser um zé-ninguém'



O filme no qual me basiei pra escrever o texto acima, se chama: O Assasinato de John Lennon e foi dirigido por Andre Piddington.

Abaixo seguem algumas críticas sobre o filme (critícas traduzidas tiradas do site G1).

Stephen Holden, crítico do "New York Times", afirma que apesar de o filme não pedir que o espectador sinta simpatia por Chapman, obriga a todos a passar quase duas horas em sua desagradável companhia. "Isso é pedir demais", desabafa. "Com sua grandiosidade, seu narcisismo, suas alucinações e suas bruscas mudanças de humor, Chapman se parece com um estúpido que qualquer pessoa ignoraria poucos minutos depois de iniciar uma conversa em um bar", assinala o crítico.

Além disso, o crítico Ian Milhar, da "Bloomberg", lamentou que Chapman apareça no filme como "um certo tipo de anti-herói existencialista", quando foi apenas "um homem muito perturbado, e possivelmente doente, que assassinou Lennon a sangue frio".

Em sua defesa, Piddington argumenta que "o filme não condena ou absolve Mark Chapman e, embora se trate de um filme humano, não é de nenhuma maneira compassivo com ele".

Bom, agora a minha opinião em relação ao filme e ao caso, primeiramente começando pelo filme, acho que todos que possuem alguma saúde mental sabe que não é nenhum ato heróico matar alguém, o filme coloca John Lennon como um hipócrita MAS, apenas na visão de Mark Chapman. Achei um filme interessante, ainda mais pra quem é fã do Lennon e dos Beatles.

Em relação ao caso, acho que Mark estava errado (óbviamente). Tá certo que ele tinha seus problemas psicológicos, mas é aí que fica difícil você ser entendido pelos seus problemas, quando você afeta alguém próximo. Acho que a visão de Lennon ser um hipócrita é besteira, afinal ele é um terráqueo, como eu, você, seu amigo e sua mãe... Tendo o dinheiro que ele tem, acho normal qualquer ser humano gastar para satisfazer suas vontades e desejos, afinal, não precisamos de dinheiro e nem de bens materiais, mas imagine, mesmo você sendo racional, se você tivesse uma fortuna... você faria o que? Não venha me dizer que você doaria tudo...

ouvindo: The Beatles - Hey Jude

Cayo.