Mostrando postagens com marcador Psicodelia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Psicodelia. Mostrar todas as postagens

impossível irreal



Se imagine numa plataforma sem cercas no céu, estranho né? Agora imagine superfícies se elevando e complicando o chão que você esta pisando fazendo relevos bizarros crescerem, mais estranho ainda né? Agora imagine um sol escaldante em cima de você e dessa superfície, fazendo sua garganta secar e você desejar água mais do que tudo na vida, estranho e tenso talvez? Agora imagina uma vista aonde carros parecem migalhas do trakinas que você deixou cair na sua bancada do PC... Agora vamos supor que você pra chegar nessa plataforma, teve que fazer uma escalada que te deixou destruído e você não quer mais se movimentar, mas sabe que você vai ter que fazer essa escalada de forma reversa pra poder voltar a sua "vida normal". Achou que eu estou drogado digitando esse texto na frente do PC? Não mano, só estou relatando a experiência que é subir a pedra da gávea.

Já tinha subido uma vez, no ano passado. Quando cheguei lá em cima, senti uma sensação de: "legal, to vendo o Rio de Janeiro inteiro, mas e daí?". Vamos ver a situação da seguinte maneira: há um diário numa gaveta trancada com chave, e o ser humano não vai se sentir confortável sabendo que tem algo que ele não pode ver ou alcançar, provavelmente vai fazer de tudo pra poder arrombar a fechadura e conseguir checar o que esta escrito dentro do diário... É bizarro, mas ao mesmo tempo que faz sentido, é o instinto curioso, um instinto movendo a mente para não deixar nada lhe dar limites, também a mesma coisa que fez as terras serem descobertas através de navegações. Não acho que isso é um crime, acho fascinante! Basicamente podemos ver como se o ser em questão arriscasse a sua vida para chegar a um lugar visto como inalcansável... Isso que motiva a N.A.S.A. a tanto tentar pisar em marte. Claro que tudo isso tem que ser feito com alguma estratégia que dê firmeza e certeza de que não há riscos de falha, a mesma tática que usei nas partes que eram necessárias dotes de escalador na pedra da gávea, buscava estar sempre com os pés firmes para poder dar o impulso com as mãos. Isso me lembra a filosofia do Parkour, de você traçar uma meta antes de sair fazendo os movimentos sem pensar, aliada a capacidade de percepção do que é possível, o ser humano pode conseguir atingir o que é visto como impossível. Com base nisso, acho que é possível definir que o impossível não existe! Pode ser viagem demais, mas não é tão viagem quanto você conseguir superar seus limites e chegar ao topo de uma pedra com uma altura relativamente grande.



As pessoas que chegam ao topo podem muito bem dar vasão ao medo, mas se esse espaço for dado para o medo, acredito que os escaladores vão acabar não chegando ao topo de suas pedras, ao invés disso, basta aliar-se ao medo que te limita e pensar numa possíbilidade de utiliza-lo como percepção do que te limita! E assim, escalar a vida em direção ao impossível.

ouvindo: Pink Floyd - Time

Cayo.

Resto do Post

benditas malditas estrelas



Hoje fui olhar o céu, e novamente... estavam lá, milhões de estrelas, a anos luz da minha pessoa... Como se fosse o passado em forma de fotografia, estão muito distantes de mim... como se estivessem em outro tempo, no caso, o passado. Ás vezes o maldito passado me bota tão pra baixo de tanta falta que sinto de muita coisa que passou, mas ao mesmo tempo que é uma tristeza boa de se sentir, uma nostalgia bizarra... Como se tudo que eu já fiz estivesse ali, bem na minha frente, marcado, tatuado no mundo... E cada vez que olho essa tatuagem, eu vejo o quanto de significado tem pra minha pessoa... Me sinto fortificado. É claro, muitas vezes tenho que saber filtrar o quanto isso tudo vai me atingir, não adianta você querer viver numa dessas estrelas. O brilho é cintilante e chama a atenção... Mas vai te deixar cego.

Ouvindo: Dance Gavin' Dance - Strawberry Andre

Cayo.

Resto do Post

estou na lua



Kid Cudi, na minha opinião, uma das maiores revelações musicais dos últimos tempos. No quarto álbum de Kanye West, 808's & Heartbreak, Cudi fez uma participação na segunda faixa "Welcome to Heartbreak" e ajudou a compor a letra de Heartless (que fez um enorme sucesso e ganhou diversos covers). Ano passado ouvi compulsivamente a sua mixtape "A Kid Named Cudi", e reparei que ela ia além do Rap, tinha algo a mais. Talvez fossem as melodias que acompanham as rimas do Cudi, talvez fossem as batidas que não passavam de músicas do Ratatat e Nosaj Thing, ou então as letras que contradizem completamente aquele velho discurso de ' tal rapper tem o ego muito alto '. Kid Cudi inova, e a maior prova disso foi seu novo álbum "The Man On The Moon: The End of The Day" o primeiro de uma triologia. O disco conta com participações de Ratatat, MGMT, Kanye West e Common, será lançado no dia 15 de Setembro, porém, vazou na internet no dia 5 de Setembro, após ouvir compulsivamente o disco desde o dia do vazamento, percebi que tenho nas mãos, ou melhor, nos ouvidos, um dos discos mais brilhantes que já ouvi em algum tempo.

A faixa de introdução "In My Dreams" tem um BPM bem lento, misturado com alguns elementos bem "Trippy", foi produzido pelo Emile. Alguns sons de violinos dão uma ênfase maior para o verso que nomeia a música. Cudi canta que pode ter tudo e qualquer coisa que ele sempre precisou nos seus sonhos, essa frase da inicío ao disco, que conta uma história, cada faixa é um sonho, e os sonhos são dívididos em cenas, o primeiro se chama "The End Of The Day" e nele estão as faixas que introduzem o disco. O disco começa muito bem, e bem diferente de qualquer álbum de Rap que você já tenha ouvido. Após uma excelente narração do Common (que caiu muito bem ao longo do disco), entra uma das músicas que mais gostei do álbum, a "Soundtrack 2 My Life", que também foi produzida pelo Emile. A letra faz jus ao titúlo, e narra um pouco da vida pessoal de Cudi, nessa música, estão algumas das linhas mais ácidas do álbum, como "Eu estou feliz, e essa é a mentira mais triste", "Ignorância é o amor e eu preciso desta merda" e uma que também me chamou muito a atenção, é a linha que faz referência a clássica música do Jigga-Man (99 Problems). " I Got 99 problems, and they all bitches", a base é composta de sintetizadores, e possuí um final bem psicodélico, onde alguns sintetizadores com overdrive encerram a faixa. Logo depois, você escuta o "ABC" que o Jackson Five custumava cantar, junto de um "123", que ínicia a faixa "Simple As" mas não se deixe enganar! A faixa sampleada por Plain Pat não foi a dos J5, foi um som do OMD chamado ABC Auto Industry (você pode conferir clicando no nome da música). É uma faixa onde finaliza o primeiro ato do disco, "Simples como isso, é simples mano, pergunte sobre isso é uma matemática simples", mais uma narrativa do Common da início ao segundo ato do disco, "The Rise Of The Night Terror".

Alguns xilofones bem melancólicos servem de introdução para a faixa mais "Creepy" do disco, "Mr. Solo Dolo". Sua letra extremamente introspectiva leva você a uma viagem mental passando pelo questionamentos emocionais que você tanto faz a você mesmo! Algumas linhas bem pesadas como "Como posso me sentir tão errado tentando fazer o certo" e "Eu não tenho ninguém, então vou ouvir todos os sons da sanidade", este som tem uma produção incrível, o que me parece ser um sample, foi muito bem extraído da música de origem (que eu infelizmente não consegui achar, se é que ela é um sample), também há um sintetizador muito, digamos assim, "elétrico" que entra na música na hora do verso rapeado. Depois do momento de reflexão introspectiva, uma batida que chega até mesmo a lembrar uma música House começa, é uma das músicas mais pista do disco, "Heart Of a Lion". A sua batida extremamente rápida, produzida por Free School, contagia qualquer um, e as linhas da música inteira te levam para mais uma viagem mental, " Não vou me deixar você me matar nos meus sonhos como o Freddy Krueger, eu não sou um perdedor, te vejo no inferno!" Cudi encerra o primeiro verso da música, e o refrão que inspira a qualquer um que esteja ouvindo a música também é carregado de linhas pesadas " No fim do dia, ninguém vai me parar" "No fim do dia, eu estarei caminando com um coração de leão". Um interlúdio bem psicodélico, que com certeza cai muito bem nas pistas aparece no meio da faixa. Depois da viagem em uma batida rápida como o movimento de coelhos nas relações sexuais, uma batida lenta e bem estruturada da ínico a mais um som introspectivo e reflexivo aparece na tracklist do disco! Produzida por Plain Pat (WHAT UP!) e Jeff Bhasker, "My World", é mais uma música melancólica, onde Cudi tenta expressar o mundo dele, tanto o que vai ser um dia, quanto o que já foi, algumas linhas bem pesadas são encontradas nessa faixa também, "Tentei todos os esportes para conquistar as garotas, invés das garotas que mal falaram de mim, era demasiadamente fascinado por artes e fiquei conhecido como um palhaço", "Os manos dizem que eu sou louco, minha mãe sabe que continuo doidão, estou arrumando grana, mãe!". Essa faixa conta com a participação de Billy Cravens, e uma outra observação interessante, é que você pode ouvir o barulho de pato que também existe em um dos singles do "The Blueprint 3", "Run This Town".



A próxima faixa, além de abrir mais um ato do disco, o "Taking a Trip", é uma conhecida das pistas de todo o mundo, e de todos os olhos que ficam atento para a MTV, "Day N Nite", o single que fez o Kid Cudi estourar desta forma tão espantosa! A faixa foi produzida por Dot Da Genius, na verdade, ela foi idealizada por Kid Cudi, que disse recentemente numa entrevista para o Bet:Rising Stars que a melodia da música apareceu na sua mente enquanto ele andava pelas ruas um dia qualquer, desatento. A letra dessa música é ótima, e o clipe dela pode ser visto clicando aqui. Houve uma outra versão que estourou nas pistas, o remix feito pela dupla de DJs do Crookers, dois clipes também foram feitos para essa versão do remix, nunca foram lançados, mas você pode conferir a primeira versão clicando aqui, e a segunda versão clicando aqui. A letra é bem introspectiva (ok, acho que até aqui, vocês ja entenderam que o conceito do álbum é bem questionador, melancólico e introspectivo) "O chapadão solitário vai libertar sua mente essa noite", "ele fuma um e ele esta no caminho de libertar sua mente em busca do dia e da noite". A segunda faixa deste ato, é uma das melhores músicas do álbum, tanto a letra, quanto a produção (que foi feita pelo Kanye West, e co-produzida pelo própio Cudi) impressionam na faixa "Sky Might Fall". Alguns 808's são rápidamente indentificados nos bumbos da música, a linha do baixo, com um drive e uma distorção bem características das músicas modernas da atualidade, mas não há nada de clichê nessa faixa! A letra impressiona bastante, assim como o refrão: "O Céu pode cair, o céu pode cair, que eu não vou me importar", "O céu pode cair, mas lembre-se que você pode voar mais alto!". O flow do Cudi no refrão é acompanhado por uma melodia feita em um tom alto, o que faz uma das melhores músicas do disco, uma faixa épica. A última faixa deste ato é a também é muito psicodélica, a "Enter Galactic", conta com a produção de Mat Friedman do Illfonics. É um som que também se encaixa muito bem na pista, mas não deixa a desejar, Cudi aparece com um flow impecável uma parte cantada e outra parte meio que recitada, ele fala uma frase que me levou até a refletir bastante, "Se você pudesse fazer o que você imagina, o que seria imaginação pra você?". Te garanto que essa faixa vai, no mínimo, elevar sua imaginação com sua base psicodélica lotada de sintetizadores contagiantes.

O Próximo ato começa após de mais uma das excelentes narrações do Common, se chama "Stuck", de acordo com o que ele diz na narração, este ato representa uma prisão no estado psicodélico que o "Man On The Moon" se encontrou preso no último ato. E ele começa com estilo, com a faixa "Alive". A produção é do Ratatat, começa a se notar pelas características guitarras, tocada por um dos irmãos do grupo, as guitarras, são bem semelhantes com a da faixa "Falcon Job" do álbum "LP3" do Ratatat, pra quem não sabe, Kid Cudi ja chegou a rimar em um sample do Ratatat na faixa "Heaven At Night", que é uma das mais psicodélicas da sua mixtape de estréia, quem estiver curioso em relação ao sample, da uma procurada em "Tacobell Canon" do Ratatat, é do álbum Classics. Bom, voltando para a música, ela possuí um refrão contagiante, "Toda vez que a lua brilha eu me sinto vivo" "Me sinto estranho esta noite" "Sou um lobo solitário". Mais uma música que vangloria a "estranheza" que cada ser humano tem dentro de si, também ressalta os conflitos internos que fazem nos sentir cada vez mais vivos, uma faixa bem otimista. A segunda faixa desse ato, é a "Cudi Zone". A produção novamente fica por conta do Emile, é uma faixa que possuí uma batida bem características dos tipos de rap mais pop, mas Cudi não deixa a desejar, é uma faixa psicodélica (mais uma), que fala sobre estar na sua zona e se sentir bem. "Estou na minha zona e não vou esconder minha alma", os violinos dão um toque mais especial ainda a esta música, gostei bastante, é de longe, uma das faixas mais simples do disco. "Make Her Say" é um dos singles do disco, conta com a participação dos já conhecidos Common e Kanye West, que além de participar, ainda produziu a base. É uma música bem simples, contém um sample da música "Poker Face" da Lady Gaga, não destaco nada de muito impressionante na letra, gosto do flow do Cudi, mas a parte do West e do Common não me agradaram muito também, o que me chamou realmente a atenção neste single, foi o seu clipe, que ficou muito bem produzido, você pode conferir clicando aqui. É uma música que com certeza vai agradar a pista, mas nenhuma letra que faça você refletir tanto, na minha opinião, ficou até meio que fora do contexto do disco. Em "Pursuit Of Happiness", a produção ficou por conta do Ratatat novamente, vemos alguns sintetizadores no estilo de Heaven At Night e as guitarras que já são bem características do grupo novamente, aliás, esta música possuí um solo de guitarra muito legal, acompanhado de um teclado, e no vocal, a dupla MGMT faz uma participação no refrão. A letra é muito boa, também numa pegada psicodélica. "Estou em busca da felicidade, e nem tudo que brilha é ouro" "Me diga o que você sabe sobre sonhos, você na verdade não sabe de nada". Este som vai ser o terceiro single do disco. Todos nós estamos em busca da felicidade, é uma letra que tem um contexto fácil de se encaixar em qualquer situação.



O último ato do disco começa aqui! Se chama "A New Beggining". Começa com uma faixa produzida pelo Crada, da Motion Music, chamada "Hyyerr" o som conta com a participação de Chip Tha Ripper, que também participou da mixtape A Kid Named Cudi. Essa música fala de um tema muito abordado pelo Cudi, maconha, eu particularmente acho meio chato e repetitivo demais esse assunto, também já é um tanto quanto clichê, rappers falando sobre maconha são praticamente narradores de futebol falando sobre um jogo (ok, generalizei legal). A faixa tem uma base bem Hip-Hop, e o flow deles, não sei porque, me lembra um pouco Bone Thugs-N-Harmony, até pelo refrão mesmo, e o assunto é também bem familiar do conteúdo deles. Também não destaco muitos versos dessa música, não me chamaram muito a atenção, mas é divertida, gosto principalmente por causa do flow, e ouvir ela esses dias, me fez até revitalizar alguns dos álbuns do Bone Thugs-N-Harmony (que por sinal, são ótimos). Bom, o disco chega ao final com "Up Up & Away", uma das melhores faixas do disco. Produzida por Free School, a faixa conta com umas guitarras bem doidas (não sei informar se é sample ou gravado), e também com um violão, que parece ter sido tocado. O refrão é contagiante! E a letra é bem otimista, é uma letra que fala sobre a manhã, o ato de você acordar, despertar para um novo dia. "Vou pra cima, pra cima e além, pra cima, pra cima e além, eles vão me julgar de qualquer forma, então tanto faz". Foi uma das faixas que mais ouvi, e encerra o disco com classe, a sintonia da letra com o instrumental forma uma atmosfera bastante otimista. O final do disco ainda possuí mais uma narração do Common, que diz que o fim nunca é o fim! Novos desafios estão por vir, e ele deixa ainda o titúlo do próximo álbum da triologia "Man On The Moon" que se chamará "The Ghost In The Machine". Aguardo ancioso por esse álbum, enquanto isso, o primeiro capitúlo da saga vai tocar constantemente no meu iPod.

E aqui chega ao fim a resenha de um dos discos que mais me identifiquei ultimamente, acho que a música ta precisando de artistas como o Cudi, inovadores, no fundo, todos nós somos, porque todos nós somos diferentes, basta você achar a sua própia identidade, se dedicar de coração e mente, corpo e alma pelo seus projetos! Assim você obterá ótimos resultados, a arte ajuda a gente a se conhecer melhor, e todos nós somos artistas que praticamos a arte da vida.

ouvindo: Kid Cudi - Heart Of a Lion

Cayo.

n.a.s.a. music!



N.A.S.A. significa North America South America, o grupo é uma união do brasileiro Dj Zegon (Zé Gonzales, ex-Planet Hemp) com o produtor nova-iorquino Squeak E. Clean. O principal foco do projeto musical N.A.S.A. é juntar pessoas de mundos diferentes. E daí que surge as combinações inusitadas, muita loucura eletrônica com influência de ritmos brasileiros, a lista de participantes do disco The Spirit Of Apollo impressiona!

Participam do disco: David Byrne, Chali 2na, Gift Of Gab, Z-Trip, Chuck D, Ras Congo, Seu Jorge, Method Man, E-40, Dj Swamp, RZA, Barbie Hatch, John Frusciante, KRS-One, Fatlip, Slim Kid Tre, Karen O, Ol' Dirty Bastard, Tom Waits, Kool Keith, Kanye West, Santogold, Lykke Li, Sizzla, Amanda Blank, Lovefoxxx, George Clinton, Spank Rock, M.I.A., Nick Zinner, Kool Kojak, DJ Babão, Del Tha Funkee Homosapien, DJ Qbert, The Cool Kids, Ghostface Killah, Scarface e DJ AM... UFA!

Zegon e Squeak fizeram uma turnê recheada de apresentações bem sucedidas, que passou pela Inglaterra, Alemanha, França, Bélgica, Canadá e nos Estados Unidos. "A coisa esta tomando uma proporção gigante, maior do que a gente esperava" afirma Zegon, eles também fizeram uma apresentação no festival Coachella, na Califórnia, na mesma noite que Paul Mccartney se apresentaria, o show no deserto californiano contou com uma nave-mãe inspirada na que acompanhava os shows de George Clinton, que até ofereceu a nave original para ser usada por eles, mas saiu mais em conta construir uma nova do que transportar a antiga, além da nave, houveram até mesmo dançarinas fantasiadas de marcianas, o espetáculo é áudiovisual, tudo que eles tocam são sincronizados com imagens nos telões, e isso faz cada show do N.A.S.A. um show único.



Os vídeos são grande parte do espetáculo que o N.A.S.A. oferece, eles possuem o objetivo de fazer vídeo para todas as músicas, nos shows, eles conseguem controlar os vídeos através de um mixer! Os vídeos são lotados de psicodelia, imagens espaciais, trechos de filmes e séries (em especial Supermáquina) e pop art. Você pode conferir os vídeo-clipes do N.A.S.A. lançados até agora clicando aqui

Abaixo segue uma entrevista do DJ Zegon para a Enxame.tv, que foi dada em Novembro do ano passado, mês no qual o N.A.S.A. se apresentou em São Paulo no Nokia Trends (clique para o vídeo ter exibição de tela inteira, ou então desative os comentários de usuários no player)



ouvindo: N.A.S.A. - There's A Party (feat. George Clinton & Chali 2na)

Cayo.

8-bit



Bom, estava em Vitória, num hotel muito bom, deitado na cama assistindo TV, mais precisamente, a MTV! Não encontro muitas coisas boas lá, mas em um programa sobre o mundo moderninho (não sei o nome porque eu não vejo), apareceu uma banda que me chamou muito a atenção, Anamanaguchi.

Eles misturam o som de guitarras, bateria e baixo a sons gerados por chips de som 8-Bits, exatamente aqueles chips que geravam as músicas não muito bem estruturadas do seu Nintendinho e do seu Game Boy. Ando ouvindo muito eles durante esses dias, as músicas são muito bem elaboradas, não possuem linhas vocais, apenas uma combinação psicodélica de guitarra, baixo e bateria dando destaque aos sons psicodélicos de Game Boy que possuem muito mais do que as linhas simples que você costumava ouvir quando tava zerando sua versão vermelha do Pokémon. Aliás, o seu álbum de 2009 Dawn Metropole, vale a pena ser escutado, pois se destaca bastante por sua sonoridade bastante singular.

Depois de alguma pesquisa pela internet, descobri que tinha até um rótulo musical para esse tipo de música que envolve esses sons de video-game, 8-chip music. Aliás, ao vivo, o preferencial é o Game Boy, por ele ser portátil e ser fácil de operar em performaces ao vivo, além de ter um som bastante limitado e característico. O programa que usam para criar músicas através do Hardware do Game Boy é o LSDJ, dizem que é bem fácil de usar, vejam como ele funciona:



A cena de Chiptune Music é muito grande, principalmente em Nova York, onde há grandes festas e reuniões de pessoas que vão curtir uma balada com sons de video game, com direito a show de imagens psicodélicas em telões, algo bem Pop Art Retrô, que remete aos vídeo games, é claro! Na verdade, há até um documentário que se chama Reformat The Planet, que mostra a potência dessa cena. Você pode ver o trailer abaixo, acredito que se ache facilmente o download deste documentário pela internet.

BLIP FESTIVAL: REFORMAT THE PLANET trailer from 2 Player Productions on Vimeo.

Se quiser conhecer mais sobre a Chiptune Music, aconselho buscar alguns artistas pelo Last.Fm, que é uma rede virtual de música, ele possuí um sistema de tags, na qual as músicas são classificadas, e isso facilita muito a você descobrir novos artistas e bandas, confiram a tag Chiptune e chequem variadas opções de bandas do gênero. http://www.lastfm.com.br/tag/chiptune

Não é difícil, você pode fazer até mesmo no seu computador, existe um plugin gratuito chamado Magical 8-Bit Plug, com ele você pode fazer suas músicas pelo seu computador, você pode baixar o programa de graça clicando aqui. É bem fácil de ser usado, as combinações são inúmeras, use a sua criatividade e seja original, o ministério da música boa agradece!

Pra encerrar, um cover de Kraftwerk - The Model a moda Chiptune!



ouvindo: Kraftwerk - Radioactivity

Cayo.

eu sou a morsa!

Últimamente ando ouvindo muito o álbum 'The Magical Mystery Tour' dos Beatles, e desde a primeira vez que ouvi, uma música me chamou a atenção, por ter uma músicalidade muito complexa... I Am The Walrus.



John Lennon canta e toca piano elétrico, George Harrison toca guitarra, Paul Mccartney toca baixo e Ringo Star toca a bateria, a música também possuí arranjos de George Martin, uma orquestra participa com oito violinos, seis violoncelos, uma clarinete e três trompetes, e isso tudo acompanhado de barulhos eletrônicos. Para fazer as vozes do coro, foram chamados o conjunto vocal Mike Sammes Singers, que é muito famoso na inglaterra, ele contribuiu com oito vozes masculinas e oito vozes femininas, mas nem é isso que mais chama a atenção na música, e sim a misteriosa letra non-sense que foi escrita por John Lennon.

Após receber a carta de um estudante que estava estudando as composições dos Beatles numa escola, John Lennon pensou em fazer uma música em que ninguém conseguisse interpretar o verdadeiro significado, ele juntou três letras que estava compondo para fazer uma das músicas mais non-sense e trabalhada da história dos Beatles, ele tinha uns versos escritos baseado numa inspiração que teve em uma sirene, se você reparar, a música possuí um ritmo influênciado por um barulho de sirene. Outro verso era uma viagem que teve com LSD depois de ter a idéia de fazer a letra non-sense, no qual ele falava que estava sentado em cima de um Corn Flake (Cereal). E uma letra que ele havia começado falando que ele estava sentado em um jardim observando o sol. Além disso, a letra possuí influência de um sub-conto do livro de Lewis Carroll Through the Looking-Glass (Por de Trás do Espelho). John estava numa fase na qual ouvia muito Bob Dylan, e buscou a idéia que Bob pregava em suas músicas, não deixar transparecer o que ele realmente queria dizer, mais mostrar que há algum sentido por de trás da letra da musica. Dizem também que a frase ' I'm Crying... ', está relacionada com a morte do empresário e amigo Brian Epstain.


A Morsa e o Carpinteiro.

Na gravação da música, John havia sintonizado o rádio em uma estação que transmitia a peça Rei Lear, de Shakespeare. No final da música pode se ouvir um trecho que dá a entender que a letra da música está baseada em morte:

—Take my purse:
if ever thou will thrive, bury my body,
and give the letters which thou find’st about me
to Edmund Earl of Gloster; seek him out
upon the British party. —Oh untimely death.
—I know thee well: a serviceable villain:
as duteous to the vices of my mistress,
as badness would desire.
—What, is he dead?
—Sit you down, father; rest you.

A música foi B-Side do compacto 'Hello Goodbye'. Saiu no álbum Magical Mystery Tour (por sinal, essa música foi que fez os Beatles iniciarem o trabalho nesse álbum). Ganhou também um vídeo (que pela benção da tecnologia posso disponiblizar ele logo abaixo!)



O vídeo mostra os personagens, como os Eggman, os policiais citados na música, e a própia morsa, que era John Fantasiado. As roupas coloridas que os Beatles usam dão um tom psicodélico a música. Uma curiosidade, é observar que um dos homem ovo possuí um bigode igual o de Hitler, John, na verdade queria botar Hitler na capa do Sgt. Pepper's Lonely Heart Club Band, mas o empresário Brian Epstain, o mesmo que morreu nove dias antes da música ser gravada, não permitiu.

Mas afinal de conta, quem é essa maldita morsa?
Outra pergunta que eu não poderei responder, a menos que encarne John Lennon no corpo, mais tarde eu mato uma galinha e tento isso, brincadeira, falando sério agora... 'Walrus' significa Morsa em sueco, e na Suécia, a morsa é simbolo da morte, isso acompanha a teoria de que a morsa seria ou Brian Epstain, ou Paul Mccartney (e aquela velha lenda urbana). Na música Glass Onion, do White Album, John diz em um verso ' The Walrus Is Paul '. Em uma entrevista para a Playboy, ele disse que só adicionou essa linha na música para confundir mais ainda quem ficasse buscando quem era a morsa. Lennon, na música God de seu álbum Plastic Ono Band, diz... 'Now I'm the Walrus, but now i'm John'.
Na minha mente, acho que a hipotése mais convincente é de que a morsa é a morte, mas só de ler o tanto de informação que li pra fazer esse post minha mente já ficou confusa, o que não tem senso as vezes, pode realmente não ter senso! (ok, eu não acredito nisso).

E quem são os Homem ovo?
Eric Burdon, era o vocalista do The Animals, ele, durante suas relações sexuais, gostava de quebrar ovos crus sobre mulheres, e em sua biografia ele diz que Lennon uma vez que estava em sua compahia, brincou com ele, chamando-o de 'Eggman' (Homem Ovo).

Clique aqui pra ler a letra de I Am The Walrus

Clique aqui pra ler a tradução de I Am The Walrus



A música é uma das que eu mais gosto dos Beatles, e essa psicodelia da letra com certeza chamou muito a minha atenção, claro, não posso dizer qual é o verdadeiro significado da música, se vocês quiserem muito saber o significado... invoquem o espírito de John Lennon no jogo do copo e perguntem a ele! Mas acho que a mágica da música é essa... cada um tirar a sua interpretação... Um abraço da morsa!

ouvindo: The Beatles - I Am The Walrus

Walrus.