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esses adolescentes florescentes esquecem que o texto não é só feito das partes destacadas pela sua caneta amarela brilhante



Bom, finalmente acordei cedo, ando fazendo bastante coisa, to a mais de um mês sem escrever no blog, mas não o abandonei! É que como é mês de janeiro, acabo saindo pra me divertir mais do que o normal, acabo bebendo mais do que o normal, acabo indo a mais festas, e acabo me focando mais nos meus projetos musicais, ja que todo mundo tem mais tempo agora do que no meio do ano, quando estão sufocados pelas rotinas malucas da correria pra se manter vivo no planeta terra! Mas voltando a história, primeira vez que finalmente acordo cedo em muito tempo! Gosto bastante de aproveitar amanhã, eu sinto que vivo mais, talvez essa seja a impressão causada pelo tempo ser padronizado como "começar da manhã" e "terminar dormindo de madrugada", talvez se não tivessem conseguido enfiar isso na minha cabeça de alguma forma, eu conseguiria aproveitar meu dia dormindo de onze da manhã até as cinco da tarde! Mas enfim, nesta manhã fiquei re-vendo uns clipes que eu gosto no youtube (que é praticamente a minha televisão a cabo com milhões de canais) e assisti o clipe de "Fluorescent Adolescent" do Arctic Monkeys, encaixando o contexto da letra no clipe, consegui perceber o quanto eu vejo isso acontecendo nos dias de hoje!



No clipe, pela minha interpretação, o palhaço e o outro cara com a roupa super legal eram amigos no passado, mas pelo o cara quis se juntar a um outro padrão, e então, parou de andar com o palhaço, porque os dois não podiam estar juntos de acordo com as regras das tribos urbanas que só existem na imaginação de quem acredita nessa merda de idéia que é fixada na nossa cabeça todo santo dia, seja nos programas de TV, ou filmes. E como os palhaços e os caras legais não podem andar juntos, durante uma disputa de quem é mais (uma guerra de egos) o palhaço e o cara legal acabam relembrando alguns momentos bons da infância durante a briga, e vê no que tudo se transformou, graças ao maldito ego dos dois que não permite que eles se misturem mais, ambos se isolam, achando que são superiores, se esquecendo que os dois são feitos da mesma materia que apodresce depois da morte.

Todos nós somos um texto, todos compostos de letras formando palavras, que compõe os nossos pensamentos, não somos nada mais que isso. Quando crescemos e entramos na fase "adolescência/começo-da-fase-adulta" encontramos a liberdade de poder sair para as baladinhas e enxer a cara! Woohoo! Eu vejo que tem muitas pessoas que começam a basear a vida nesses curtos momentos de felicidade, começam a alimentar o ego se satisfazendo em construir uma imagem para "ser legal" para "ser parte de um conjunto", o que o ser humano continua buscando, mesmo que não haja nenhum sentido nisso. Acho que o ser humano tem que parar de tentar ser alguma coisa, pra simplesmente deixar ser alguma coisa, sabe... Deixa acontecer naturalmente (pagodão, simbora?) Hoje em dia vejo que isso virou uma atitude tão nobre, que as pessoas que desprezam os outros ao seu redor conseguem respeito tão fácil, e isso faz cada vez mais, seres humanos deixarem seus egos disparados lá em cima! Acho que eles esquesceram que a vida não é só compostas pelos momentos destacados com marca texto fluorescente, existe mais conteúdo no texto, e por isso vejo muitos desses "Adolescentes Fluorescentes", por mais que construam uma imagem tentando ser alguma coisa, tentando estar no topo da pirâmide da popularidade, tentando ser super-desejado (sexualmente e socialmente) porque usa as roupas mais legais e escuta as bandas que todo mundo gosta, sendo só assim na visão das pessoas mesmo, porque muitos deles não conseguem se resolver com eles mesmos no fundo da alma, e são pessoas que se encontram entrando por um buraco negro sem solução, talvez... a solução seria você jogar seu marca texto fora, e não tentar destacar partes do seu texto para construir outro, e sim ser o texto como um inteiro! Você não vai entender completamente a história de um livro se só ler as partes que sua amiga destacou pra você fazer a prova do livro no colégio, certo? Há muito escondido nas entre-linhas, e nem tudo ta na cara, há muita coisa que precisa de interpretação, então... Jogue seu marca-texto amarelo fluorescente fora, AGORA!

Ouvindo: Arctic Monkeys - Fluorescent Adolescent

Cayo.

Resto do Post

paranóia, robôs gigantes e festas de casamento



Solidão, quem nunca se sentiu sozinho? Um problema que com certeza já afetou 99.9% da população mundial, porque você se sente sozinho? Porque você precisa tanto de outro ser humano por perto para se sentir completo? Qual o sentido disso tudo? Porque você esta elndo esse texto? Com certeza existem muitos "Porques" e quase nenhuma resposta que confirme alguma coisa. A gente sofre sem sentido, o instinto e a emoção nos fazem agir de uma maneira estranha. Esses dias terminei de ver o anime "Evangelion", que tem um final que me fez refletir bastante. Já vou avisando, caso você não tenha visto o desenho e pretende ver, não leia o segundo parágrafo do post, porque vou Spoilear. Aconselho vocês a verem, só tem 26 episódios.



A história é protagonizada por Shinji Ikari, um adolescente de 14 anos que começa a pilotar robôs chamados de "Eva", para combater anjos, que vem ao mundo para causar a extinção da raça humana, como aconteceu num episódio prévio aos episódios do desenho, um desastre chamado "segundo impacto", uma espécie de Semi-Big Bang causado por um anjo, que mais tarde foi capturado por uma empresa secreta, nomearam o anjo de "Adão", e os robôs que as crianças escolhidas pilotam (junto com o Shinji, os outros dois pilotos são duas garotas chamadas Rei e Asuka) foram construidos com base no anjo que veio causar o segundo impacto, afim de botar em prática um projeto de unificação da humanidade, para assim, todos vivermos como um só. Complexo, não? O mais legal é que para pilotar os Evas, é necessário uma sincronia entre a alma do robô-anjo e do ego do piloto. O anime começa simples, dando enfâse as batalhas, os três personagens possuem estranhos problemas emocionais. Shinji perdeu a mãe e se afastou do pai, que é o dono da NERV (empresa que criou os Evas), Rei é uma garota extremamente introspectiva, que não tem um propósito para viver, Asuka meio que se obrigou a aceitar que a melhor maneira de se viver era sem ser apegado a ninguém, porém, no desenho ela se mostra incapaz de conseguir ser o que ela quer, o que faz ela ser uma pessoa arrogante e mandona. Acho que consegui resumir bem a história pra chegar no ponto que eu quero chegar, nos últimos episódios do verdadeiro final (existe um final alternativo, mas eu ainda não assisti), o foco do desenho se volta diretamente para a paranóia dos pilotos, aliás, é uma brainstorm de questionamentos com imagens muito loucas que te fazem viajar muito. Shinji esta se questionando mentalmente o motivo pelo qual pilota um eva, que ele não conseguiu responder pra si mesmo ao longo do anime, ele percebe que pilota para receber elogios e as pessoas, principalmente seu pai, gostarem dele, admirarem ele por algum motivo, tudo porque ele não quer se sentir sozinho. E o porque dos personagens se sentirem sós, é que precisamos dos outros para formamos a nossa própia identidade! É com base nos seres que convivemos que chegamos a uma falsa conclusão mental do que somos. Achei foda uma cena do último episódio, onde o Shinji se encontra num mundo completamente branco, sem nada, aquele ali é o mundo dele, onde só ele existe, ou seja, ele não consegue ser, porque não existem outros para ele se espelhar! Acredito que seja esse o motivo que nós, seres humanos nos sentimos sós, precisamos um dos outros para sermos alguma coisa, e é com base nisso, que se criaram as religiões e as crenças, precisamos de um deus, precisamos de um Jesus para nos servir de exemplo, sem a massa ter o exemplo de Jesus, é mais difícil formar uma identidade "certinha", né? Foi isso que concluí hoje filmando um casamento. Ainda ressalto que o legal do anime, é que a empresa e o própio desenho utilizamtermos "religiosos" como "Dogma", "Adão", "Eva", "Anjos", entre outros, vale a muito a pena assistir.


Esse é a parte final do último episódio (de um dos finais) de Evangelion, coloquei ele aqui pra quem se interessar de ver a parte do Shinji no seu mundo, que é completamente vazio. É logo no começo do vídeo.

Agora na boa, não gosto de igrejas, e trabalhando na filmagem de casamentos e festas no final desse ano de 2009, cheguei a conclusão de que cerimônias religiosas de casamento, e conseqüentemente as própias igrejas, são um consolo para a solidão que nós sentimos. O discurso do pastor que eu ouvi hoje pregava um apego emocional GIGANTESCO, e toda a paranóia do Shinji que eu assisti nos episódios finais de Evangelion vieram na minha cabeça. As pessoas, na minha visão, começam a freqüentar cultos religiosos porque eles preenxem o vazio, a falta de sentido, a solidão, e a busca de uma identidade que o mundo causa na mente das pessoas. A imagem de Jesus como um "Salvador" e ainda mais de ressaltarem que Jesus era semelhante a Deus, fazem todos se espelharem nele como um exemplo, e assim, criando-se a padronização generalizada do certo e errado. Como a bíblia e a igreja condena o uso de drogas, diz que a mulher tem de ser submissa ao homem, e não aprova o casamento gay, isso tudo começa a fazer parte da nossa vivência do dia a dia, além de criar um preconceito baseado nas palavras do padre/pastor na mente de muitos. É uma excelente forma de controlar o caos e a paranóia de solidão da humanidade, a igreja com certeza consegue fazer isso com sucesso! Sorte que ainda assim existem pensadores livres, que por mais que não consigam o ato de extrema perfeição de não sofrer, não se sentir sozinhos e ter uma identidade 100% própia (acredite, nenhum de vocês consegue ser você mesmo por completo) tentam atingir essa "perfeição", se é que existe perfeição. E foda-se tudo que eu escrevi aqui, porque no fim, nada disso importa.

Ouvindo: Stonephace - Yellow Brick Road

Cayo.

aproveite e leia este post enquanto 2012 ainda não virou o tempo presente



Bom, todos sabem da teoria maia do fim do mundo em 2012, planetas se alinhando, polos se invertendo, desastres naturais, geleiras derretendo, camada de ozônio destruida, sol nas temperaturas mais altas da história, placas tectônicas se movendo igual a bunda de uma funkeira, e etc. Todos já perderam algum tempo na internet lendo sobre isso e se questionando: "será que é verdade?". Até que um diretor resolve pegar tudo isso e transformar num filme, idéia brilhante pra enxer o bolso de grana!

O filme até vale a pena, pelas cenas de destruição que são muito bem feitas, e que todo mundo ja imaginou algum dia (pelo menos eu imaginei, não me vejam como um ser caótico! Ou me vejam, não me importo). É foda ver as tsunamis gigantes acabando com tudo e todos, outra parada que me chamou a atenção foi um personagem doidão que vive numa kombi, ele transmite notícias apocalipticas e tem mapas e um blog contando tudo, e o que mais curti dele, foi a maneira como ele morre. O resultado do filme rendeu um irmão feito a semi-imagem e semi-semelhança (semi-semelhança é uma palavra engraçada) de outros filmes como Independence Day e O Dia Depois de Amanhã, que tem em comum as cenas e os efeitos especiais fodas e o roteiro fraco. Queria que existissem mais filmes sobre o apocalipse com uma história mais envolvente, como é o caso de Presságio, mas, um dia eu vou virar roteristas, e assim ficar rico e dominar Hollywood, ok, chega. Em relação ao roteiro, acho muito óbvio que os personagens estejam a bordo de um avião, quando eu era pequeno e pensava no fim do mundo, sempre quis ter um avião por perto quando tudo tivesse acontecendo, mas estavam mentindo sobre 1999, então, acabei não saindo correndo por aí feito louco atrás de um avião. Os personagens também poderiam ser mais carismáticos, além do doidão da Van, o outro que eu achei que teve uma personalidade bem feita foi um Russo que é boxeador, que tem um estilo de pensar bem "sou dono do mundo", tirando eles dois, o resto parece não ter motivação de fazer nada e lutam por motivos bobos, o pior dos personagens pra mim, foi o presidente dos EUA, ele é negro (isso te lembra alguma coisa?) e o mais chato de tudo, é que ele tem uma marra de super-herói muito tosca, sempre dando uma de bonzinho, a única coisa que ele fez de bom na vida foi ter feito aquela filha dele, que gata. Acabei de meter o pau no filme, mas não se iluda com tudo que eu critiquei aqui, o filme é até maneiro de ver, com certeza preferi estar no cinema do que em casa sem fazer nada (ok, aí eu teria no bolso o dinheiro que gastei na entrada e poderia ter bebido umas cervejas), só não corresponde as expectativas que estavam sendo criadas pela hype dos trailers, eles tiveram uma estratégia de marketing muito boa, colocaram as melhores cenas de destruição nos trailers, além de que no Brasil, utilizaram a cena do Cristo Redentor caindo aos pedaços, que é uma passagem mínima e super-curta no filme, ao menos serviu pra arrastar um monte de gente pro cinema, numa epóca em que a maioria não sai do conforto de casa pois tem tudo disponível na internet.



O que eu fiquei pensando depois do filme foi, o que eu estaria fazendo se o mundo estivesse acabando? Imagine aquele tumulto nas ruas, pessoas com cartazes, fanáticos religiosos berrando, pessoas chorando e se abraçando, porradaria generalizada, e todo o caos possível. Até imaginei pegar uns amps e fazer um show durante o fim do mundo, imagina que foda? Ou então, assistir o apocalipse na primeira fila, bebendo e ouvindo música. A parada é que eu não ia ficar tão assustado assim em morrer, um dia isso vai acontecer comigo mesmo, a diferença é que eu ia morrer num evento que seria até divertido por fugir de tudo convencional que eu conheço, no dia 21 de Dezembro de 2012, preparem isopores com umas latas de cerveja e coca cola, peguem umas cadeiras de praia, um radinho a pilha (que toque cds ou tenha entrada auxiliar para conectar seus mp3) e vamos curtir o reveillón mais louco de todos, o fim do mundo. Não sei se é verdade que o mundo vai acabar, provavelmente não, mas seria interessante se houvesse alguma mudança radical na terra, como eu disse em um dos últimos posts, a mesmice vem me cansado.

Ouvindo: Dead By Sunrise - In The Darkness

Cayo.

say hello to my little friend! (tomar na cufa II)


cortem as cabeças!

Mais um ano, mais um hútuz, e a mafia permanece firme e forte! Pra quem não sabe, nessa mesma epóca do ano passado escrevi um post mostrando a minha indignação com a CUFA (você pode ler esse post clicando AQUI, ele se encontra no meu antigo blog, não liguem pro layout desarrumado!). Esse ano também compareci novamente no evento que foi sediado mais uma vez no canecão, em botafogo. Para entrar era necessário convite, encontrando alguns conhecidos de eventos de rap, o DJ Bola mais uma vez conseguiu arrumar um convite que garantiu a entrada na minha segunda premiação do Hutúz, pelo menos a entrada é gratuita né?

Depois de marcar um tempo do lado de fora e trocar umas idéias com a galera do rap que não via a um tempo, entrei no canecão, e lá dentro estavam todas as "celebridades" do rap nacional e da música brasileira, Mano Brown, GOG, Rappin' Hood indo até Caetano Veloso, Sandra de Sá, Regina Casé... e claro, Eu (nemri)! Sentei numa mesa com uns amigos e a premiação começou, com uma batalha de rap com umas rimas bem convencionais que eu tanto ouvia nos eventos. Depois disso, tive que assistir a mil conversinhas ensaiadas entre o Netinho (aquele da Record) e a Nega Gizza, foi engraçado. Agora, chegando ao ponto que eu quero chegar, os premiados foram os de sempre! Novamente, Racionais ganhando um monte de prêmio (mesmo não lançando discos novos ou trabalhos novos que os façam merecer [na minha opinião, claro]), Mv Bill, Nega Gizza e Camila (que fazem parte da organização da CUFA) levaram um monte de prêmio também, detalhe, que a cada prêmio que a Camila ganhava (por ela e pelo MV, que não pôde comparecer, então ela recebia por ele), aturavamos rimas e mais rimas dela que ja martelaram nas nossas cabeças em diversas formas, mas todas querendo dizer a mesma coisa, foi engraçado o discurso do Mano Brown, que subiu no palco com o copo de whisky e a mente vagando por outra galáxia. Valeu a premiação só pra ver o GOG rimando "Brasil com P" acapela no microfone e pra ouvir "Rap du Bom Parte II" do Rappin Hood com o Caetano Veloso, uma música que eu sempre curti bastante, ta bom que o Caetano nem tava pilhado de cantar, ele demonstrou quando no palco viu se recusando a cantar alegando não ter ensaiado e não ter trazido equipamentos, sorte que esse é o mundo do rap e do improviso, então o DJ soltou a música e os dois cantaram por cima.


o prêmio #FAIL vai para o Rap Nacional! Porque nós que obrigamos os Mc's a seguirem padrões, e escreverem o que todo mundo ja cansou de ouvir e rejeitamos coisas novas.

Essa foi a última edição do Hutúz Rap Festival, não acho bom ser a última né, até porque esse evento virou um encontro de várias pessoas de várias localidades do Brasil pertencentes a cena do Rap Nacional. O que me deixa indignado foi não ver nenhum representante da cena do Rap Alternativo ali no palco, quer dizer, o rap já é escondido e ausente em todas as premiações de música brasileira, e na premiação que era pra abordar todos da cena do Rap Nacional (seja alternativa ou padronizada), só vemos as mesmas caras de sempre! Ou seja, evento presenciado pela platéia de sempre que sempre recebe os prêmios, e pra ser sincero, nada muito diferente da cena underground carioca. Me deixa indignado o fato de muita gente dessa galera (não vou generalizar, afinal, não são todos) serem preconceituosos com pessoas que não tem tanta semelhança a eles, rotulando quem não se encaixa nos padrões de "mano". Queria que a galera do rap fosse mais cabeça aberta, quem sabe assim teriamos menos fronteiras na música brasileira, o que consequentemente nos proporcionaria mais espaço, e mais apresentações nos diversos eventos que envolvem música em geral.

Esse ano não compareci a muitos eventos de rap, diferente dos anos anteriores, que sempre freqüentava batalhas e os shows da cena underground, o que contribuiu a isso, foi ver que muitos ali apertam a mesma tecla e não saem do lugar, além de ter cansado de ouvir as rimas de sempre. Gosto muito de rap, de fazer, de ouvir, de assistir a apresentações e tudo mais, muita gente diz que eu mudei, que fiquei diferente, alguns até me chamam de emo (WTF!?). Não preciso dar satisfação a ninguém, afinal, eu não tento ser nada... deixo a vida correr, e conseqüentemente sou um resultado desconhecido pra mim mesmo, até porque, se eu for ficar me preocupando com o que eu vou ser, não vou estar sendo, pois vou filtrar meus pensamentos que são o que eu sou de verdade para formar um ser artificial (ok, eu não consigo fazer isso com 100% de sucesso, mas eu tento, acredito que nenhum ser humano consiga, anyway). Nunca vou abandonar as rimas e nem os raps de improviso, tem dias que eu acordo rimando involuntáriamente, essa porra ta no meu sangue, queiram ou não acreditar. Ontem, voltando da casa de uma festa pseudo-alternativa (porque também ja viraram padronizadas) a trilha sonora do meu fone foi "Everything In Its Right Place" do Radiohead, ela me levou a refletir que tudo esta no seu devido lugar, nada se move, nada de novo acontece, sou obrigado a ver reprises da vida a cada dia que passa. A mudança é a lei da vida, e não temam o novo, uma hora ele chega, querendo ou não.

Cayo.

faltam alguns minutos para a meia noite, e para o ínicio de um novo dia



Muita gente considera o trabalho Minutes To Midnight do Linkin Park como inferior aos outros discos lançados pela banda. Acredito que esse álbum, depois do Reanimation, foi o álbum mais ousado e criativo do Linkin Park. O álbum consegue ser diversificado, algumas músicas conseguem com êxito se destacarem por suas diferenças, por exemplo, "Given Up" mostra que a banda não deixou de lado seus sons mais pesados, ainda mais pelo Big Scream que o Chester lança nesse som. Até mesmo a introdução "Wake" ficou muito bem composta, é uma música instrumental que é agradável a qualquer ouvido, por sua simplicidade. As rimas do Mike ficaram menos presentes nesse álbum, mas mesmo assim, o Shinoda cuidou da produção do álbum ao lado do Rick Rubin, além de ter tocado teclado/sintetizador em algumas faixas, de qualquer forma, o álbum ainda contém as influências de rap do Mike. A letra de "Hands Held High" é muito boa, e é diferente das rimas que Mike vinha fazendo nos dois últimos álbuns de músicas inéditas da banda, gosto muito do seu instrumental também, o refrão simples "Amém" também é bonito.

Aliás, agora o álbum também contém alguns vocais principais cantados pelo Shinoda, em "Hands Held High" e em "In Between" (que eu considero a melhor letra do álbum), ele não decepciona, seus vocais ficaram muito bons, mas já sabemos que Mike tem potencial para fazer melodia, no própio Live In Texas ele faz Back Vocals para o Chester. eu me peguei em fases diferentes da minha vida refletindo "In Between" de maneiras diferentes com a letra desse som, acredito que seja muito gratificante para um músico, conseguir alcançar uma versatilidade de reflexão de seus ouvintes, na verdade, a frase que tem martelado na minha cabeça desde ontem tem sido "The only thing worse than one is none". O final do álbum ficou com as melhores faixas, na minha opinião, "In Between", "In Pieces" e "Little Things Give You Away", gosto muito da melodia vocal e do solo de guitarra de "In Pieces". A bateria eletrônica também é bem viajante, e lembra um pouco um drum'n bass. A última faixa também impressiona bastante, ela é muito bem estruturada, e o refrão é fantástico, gosto muito do final da faixa, a qual até mesmo o Phoenix (baixista da banda) canta!



Não se precipite falando que o trabalho do Linkin Park em Minutes To Midnight é inferior aos outros dois, na verdade, a banda inteira evoluiu bastante, as composições instrumentais deste álbum foram muito mais bem feitas do que nos outros dois. Este disco foi lançado em 14 de Maio de 2007, foi o disco mais vendido do ano no mundo, o álbum estreiou em primeira posição, e o primeiro single "What I've Done" foi trilha sonora do primeiro filme do Transformers. A música é boa, mas acho que a banda poderia ter escolhido outra música para ser o Single, na verdade, se eu pudesse fazer uma seleção personalizada eu mudaria toda a estrutura de singles do disco, mas acredito que as músicas foram bem selecionadas levando em conta a massa consumidora. Gosto muito de "Shadow Of The Day", além da letra ser muito boa, eu acho muito bem feita músicalmente-eletronicamente falando, ainda mais levando em conta que os barulhos em reverse na música são notas simples de um teclado midi, Linkin Park se mostra eficiente em reverter partes de música desde a brilhante guitarra invertida em "Somewhere I Belong".

Acredito que eles conseguiram fazer um trabalho completamente diferente de suas duas outras obras. O "Hybrid Theory" e o "Meteora" são bem parecidos, o "Live in Texas" é um disco divertido de ouvir, ainda que soe underground. O Reanimation que com certeza merecia um destaque, ele foi considerado um disco de "Remixes", mas a versão de "Pushing Me Away", neste disco chamada de "P5hng Me A*wy", por muitos é considerada superior a música original, até o Linkin Park fez uma versão ao vivo dela no seu primeiro disco ao vivo ao invés de tocar a música original. Eles costumam utilizar algumas músicas do "Reanimation" como introdução, ou então, soltar alguma parte eletrônica viajante da música numa apresentação ao vivo. Um grande números de rappers foram convidados para fazer participação no disco, dentre eles, Chali 2na, Evidence e DJ Babu (Dialated People), Pharahone Monch, Black Thought (The Roots), além dos rappers citados (e muitos outros não citados), o álbum ainda conta com a participação de Jay Gordon (Orgy, a mesma banda que acabou doando participantes para o "Dead By Sunrise"), Jonnatan Davis (Korn), entre outros. Eu particularmente gosto muito da música "1stp Klosr", lembro de uma epóca em que ouvia ela olhando o céu estrelado quando faltava luz e ficava tudo escuro, no "Sitio Bom", um lugar que viajei inicio do ano, eu conseguia ver o futuro, e é sério.



Tinha que comentar aqui também sobre o disco ao vivo do Linkin Park lançado no final do ano passado, o "Road To Revolution", que também foi DVD. A banda se mostra muito mais madura no que no seu primeiro DVD ao vivo, estão tocando bem melhor, e a execução das músicas ficaram todas muito boas. Achei meio bizarra a participação do Jay-Z, que com certeza ja fez apresentações com o Linkin Park melhores do que a que foi feita neste DVD. Mas de qualquer forma, ficou aceitável. Além do público e da set-list muito bem estruturada, o show ainda contou com um céu de dar inveja a outras bandas que se apresentaram em Milton Keys, o contraste das cores com o show é simplesmente incrível. O show não saiu do meu headphone no ínicio do ano, o qual eu também vi a apresentação diversas vezes. Gosto da introdução, a "One Step Closer" com as quebradas no final ficou muito boa, reparem que como eles encerraram o "Live In Texas" com esta música, eles abriram o "Road To Revolution". "Given Up" e "No More Sorrow" funcionaram muito bem ao vivo, a introdução de "No More Sorrow" é de se espantar, e os berros do Chester em "Given Up" mostram que ele não perdeu a energia. É legal ver Mike se empolgando e botando o público pra cantar "In The End" e ver como foi bem executada a "Little Things Give You Away". O show é encerrado com um dos singles do "Minutes To Midnight", "Bleed It Out" o qual ainda conta com Rob quebrando na bateria. O Linkin Park cresceu, e comprovou isso nesse álbum ao vivo, que superou minhas espectativas, em 2009 eles lançaram um único single, "New Divide" que teve um vídeo-clipe e foi single do segundo filme do Transformers. Mike Shinoda disse que o Linkin Park está em estúdio, gravando seu álbum que deverá sair em meados 2010, de acordo com ele, o álbum será insano! Obrigado pelas letras e pelas músicas Linkin Park, seus sons me acompanham desde a minha infância, tente não se precipitar ao falar mal do Minutes To Midnight ou do Reanimation, só busquem abrir um pouco a mente, muitas vezes, o que é novo é bom, e você rejeita só porque é novo.

ouvindo: Linkin Park - In Between

Cayo.

Resto do Post

guia dos escoteiros das redes de relacionamentos



Você sente que esta sendo útil quando escreve seu login e sua senha de sempre todo dia no orkut? Eu pelo menos sinto uma sensação de "você esta sendo inútil" gigante. O orkut tinha tudo pra dar certo, com um sistema que poderia vir a ser bem útil como rede de relacionamento, e especialmente para a troca de idéias em geral, sobre qualquer assunto. Mas com as comunidades começaram a se tornar coisas idiotas, como por exemplo: "Eu entro no msn todo dia" ou "Eu pegaria alguém do meu orkut" ou "Eu beijo Bem", com aquelas fotos escrotas. Nesse mesmo embalo, um dia as comunidades resolveram evoluir, e surgiram aquelas comunidades que as meninas comandantes de fakes criavam, com mensagens que iam desde desilusões amorosas, até frases de motivação. Andando mais um pouco na linha do tempo do orkut, começaram a surgir as comunidades zuadas, essas pelo menos eram divertidas, apesar de que mais uma vez, serviam apenas como símbolo de alguma coisa, ou não.

Algumas poucas comunidades (se comparadas ao número de comunidades fúteis, são poucas) fizeram o uso consciente e útil, que o orkut queria motivar desde o ínicio. Participei de comunidades muito boas, passando de um RPG de Harry Potter virtual que joguei no ano de 2004 mais ou menos (que proporcionou que eu conhecesse alguns amigos virtuais, entre eles o guitarrista da minha banda de hoje em dia), a comunidade oficial do Kanye West, a qual eu também fiz ótimos amigos virtuais e troquei músicas boas, conheci ótimos discos e o melhor, baixei os álbuns antes de todo mundo ter, era muito divertido esperar o disco "novo" do West vazar através do fórum Kanye Live. Não posso esquecer da comunidade de discografias, que já me foi muito útil, antes de ter sido destruída, depois fui obrigado a migrar para o Google, mas até que gostei da migração, porque hoje em dia acho o sistema de busca do Google melhor para achar música do que o orkut. Também não vou esquecer das batalhas de rap que fiz pelas comunidades do orkut também, era bem divertido, e além disso, conheci vários Mc's ao redor do Brasil, que começaram nerdando ali em frente a tela do computador e depois, invadiram os palcos das batalhas de rap no nosso país (eu fui um deles, lol)

É uma pena que vendo a forma como o orkut é utilizado, sinto que desperdiçam um sistema que poderia ser interessante, utilizam como uma ferramenta narcisista e um "causador de impressões". Acho bizarro essas pessoas que se fazem de pseudo-cults pelo Orkut, quer dizer, não vejo necessidade nisso, as poucas comunidades no perfil fazem ela parecer tão pseudo-legal como ela quer ser. Tava comentando com um amigo meu ontem, se você parar pra ler as discuções nas comunidades do orkut, falta inteligência, a maioria das pessoas expressam opiniões sem muito fundamento ou acabam xingando umas as outras por sentirem seu ego afetado, eis que aí temos a destruição por completo do que era pra ser um excelente sistema de relacionamentos e fóruns. Não estou tentando ditar como se deve usar o orkut, cada um usa como bem entender, mas que ele funcionaria melhor assim, funcionaria. Eu já divulguei muito meus trabalhos pelo orkut alheio, coloquei o endereço para download do EP do meu grupo de rap, algumas comunidades eu via algumas opiniões expressadas sem o menor pudor, já li que nós mereciamos ganhar tapas na cara por sermos músicos medíocres (LOL). Esse é o problema da internet, todo mundo se sente a vontade pra falar qualquer tipo de coisa porque está escondido atrás de uma tela. A conclusão sobre o orkut é o seguinte: Quem determina o que vai ser uma rede de relacionamento ou qualquer ferramenta na internet são os usuários que vão aderir a mesma e não os produtores.



Eis que surge o twitter! Uma idéia brilhante de micro-blog! (e o rótulo de rede de relacionamentos é extinto da moda de redes legais virtuais) O contexto do twitter é fantástico, cada um postar apenas 140 caracteres do que esta fazendo, ou do que esta pensando, ou qualquer coisa que caiba dentro desse limite, as combinações de letras são imensas, o que proporciona uma experiência bem interessante se você seguir pessoas que vão escrever e enviar links interessantes pela rede. Enquanto tem gente que usa o twitter pra escrever coisas bobas como "Dormi" "Vou pra aula" e algumas passagens que não acrescentam nada na vida dos leitores. Mas ninguém é obrigado a escrever nada de útil ou que seja julgado pela massa como legal, sejam felizes! Só que só vou seguir o que eu julgar que é de meu interesse, assim como os outros vão fazer e você também vai fazer. Ter seguidores não te faz mais importante que ninguém, algumas pessoas tem essa visão, que só vão seguir pessoas que são tão super legais quanto elas e que acham muito maneiro ser seguido por milhões de pessoas. Enfim, eu não sou ninguém pra julgar o comportamento dos outros, sejam felizes, sigam, sejam seguidos, orkutem, twittem, bloguem, myspacem, dancem, escutem, vivam! \o/

Ouvindo: Deftones - RX Queen

Cayo.

pra quem vive no mundo de quem enxerga o mundo como quem não se afundou com o mundo



Se imagine no ano de 2277, depois que uma bomba nuclear explodiu em 2077, você cresceu dentro de um Vault, que são abrigos subterrâneos para humanos não terem contato com a radiação e os seres mutantes que abrigam o enorme deserto que o que era pra ser sua cidade natal se transformou, bem vindo ao mundo de Fallout 3, um dos jogos mais impressionantes e mais bem feitos que eu já joguei. Acredito que seja uma missão bem difícil, conseguir fazer um jogo que consegue ter um conceito tão bem feito junto a sensação de proporcionar uma jogatina fácil e agradável, Fallout 3 não é um jogo simples, é bastante complexo, mas depois que se pega o jeito, fica muito divertido de jogar, eu ultimamente estou passando horas matando seres modificados pela radiação e explorando lugares abandonados.

O jogo tem um início brilhante, você começa nascendo, saindo do útero da sua mãe, você pode escolher se vai ser do sexo masculino ou feminino, cria seu personagem em um "previsor de como você vai ser no futuro", e vê sua criação crescer dentro do "Vault 101", como expliquei acima, o Vault é um abrigo subterrâneo. Vivendo sob o comando de um "ditador", um dia ele acorda e vê que seu pai fugiu do abrigo. Sem escolhas, visto que iriam persegui-lo para buscar informações, ele resolve escapar da Vault também, e é aí que o jogo se ínicia! No começo fiquei meio perdido, demorei um pouco pra me situar na quest principal do jogo, andei um pouco sem rumo, mas até isso foi bem divertido. É legal andar pelo deserto pós apocaliptico que virou Washington D.C. ouvindo música dos anos 50 na rádio, de Billie Holiday a The Ink Spots. A trilha sonora se repete bastante, mas não é enjoativa, da um clima de solidão e melancolia, que bate com perfeição com o ambiente que você joga, você vai se pegar sozinho muitas vezes, pronto para ser atacado por mutantes, animais modificados radioativamente, e humanos que resolveram viver no deserto, acabaram tendo sua sanidade mental influenciada pela radiação. E acredito que isso seja uma metáfora com o mundo real, todos nós vivemos cegos pelo sistema e todas as facilidades que ele nos proporciona, quer dizer, até mesmo a escolaridade é criticada no jogo, depois de você fazer um teste dentro do "Vault", um dos personagens que administra a prova diz "este teste é uma piada". E realmente, quem quiser acordar pra se libertar dessa criação que o nosso "Vault" (leia Sistema) nos oferece, vai estar num deserto pronto para ser atacado por monstros mutantes, é um preço que se paga.



Você vai receber um Pip-boy 3000 logo no ínicio do jogo. Este é o aparelho que controla tudo no seu personagem, desde os itens que você carrega (acredite, há uma infinidade de itens diversificados) até as armas e medicamentos, passando pela sua roupa e equipamento e sua munição, e além disso, ele também serve para medir seus status e controlar as quests do jogo. Ele foi muito bem estruturado, e você é representado em diversas ocasiões, pelo personagem "Pip-Boy", o que eu achei um dos maiores acertos da equipe de design do jogo. O personagem aparece em diversas situações, recendo uma arma de presente de sua avó, que esta pedindo pra você matar algum conhecido, ou então, com uma mão mutante saindo de seu umbigo, entre uma diversidade de situações. Ele aparece nos vários cartazes encontrados no decorrer do jogo, é muito maneiro o contraste que esses cartazes e propagandas tem no mundo do jogo, proporciona um realismo muito divertido de se conviver junto, hoje mesmo, estava em um planetário que existe dentro do jogo, viajando nos cenários universais que estavam aparecendo acima de mim, quando derrepente, dois super mutantes vem me atacar de surpresa! Esses sustos são bem divertido, e dão um clima tenso ao jogo, você sempre tem que ficar atento ao que esta acontecendo ao seu redor.

O realismo de Fallout 3 nos faz pensar, é por isso que o jogo foi tão hypado em 2008. Foi considerado por muitas revistas o melhor jogo do ano, isso revoltou muitos fans que estavam ocupados com o GTA IV, mas isso nem vem ao caso, é besteira ficar comparando os dois jogos. Andar pelo deserto te faz refletir bastante, vivemos em um mundo que as pessoas são cada vez mais sozinhas, cada vez menos confiamos nos seres que vivem e respiram ao nosso redor, porque o mundo nos educa para sermos egoístas. Existe um relacionamento que você mantem com os personagens do jogo, sempre sinto que todos eles são muito desconfiados um dos outros, e o que você faz com um personagem, as vezes afeta o seu Karma de uma maneira que acaba desgastando a sua "moral", exatamente como reparo na minha vivência do dia a dia. É assim que o mundo nos educa, você acaba se vendo as vezes correndo tanto atrás de seus pertences, do seu dinheiro e da sua moral que chega ao ponto de se esquecer de viver, enquanto isso, dentro de você sempre haverá um "porque" sem resposta martalendo sua cabeça. E se a humanidade continuar evoluindo assim, o que provavelmente vai acontecer, algum dia os acontecimentos de Fallout virão a tona na realidade. Hoje as nações tem poderes bélicos que tem proporções inimagináveis, o investimento dos líderes das grandes nações são em grande parte para a evolução de bombas nucleares. Não sei como aprender com o mundo ao meu redor, ao menos, os jogos de vídeo game, os discos em mp3 da internet e os filmes em avi me ensinam alguma coisa.

ouvindo: Deftones - Knife Prty

Cayo.

as pequenas coisas que você ignora

Você é um ser humano, eu sou um ser humano, somos os seres humanos! Prontos para ignorarmos qualquer ponto de vista que contrarie as nossas opiniões, prontos para se sentirem fragilizados e contrariados e mais prontos ainda para fragilizar e contrariar! Idéias fazem você ser o que você é, mas não deixe as suas própias idéias te deixarem cego, já basta sermos cegados pelo raio ofuscante do sol, que é visto como o astro rei, mesmo causando câncer a sua pele! São pequenas coisas que você ignora, sem perceber, mas agora não haverá erro! As barreiras estão quebrando.



Ouvindo: Linkin Park - Little Things Give You Away

Cayo.

é o seguinte, retrospectiva de um ouvinte no meio de vinte... milhões?

Foi um longo intervalo sem publicar postagens aqui no blog, eu sei, mas ainda assim tenho minha vida fora desse mundo virtual de fofoca e opiniões. Cheguei a freqüentar bastante shows nesse espaço de tempo que foi passado em branco (ok, o fundo é preto com detalhes verdes), tive contato com diversas energias, geradas por diversas pessoas (leia-se artistas, se preferir, mas acredito que cada um de nós é um artista, afinal, opinamos, falamos e vivemos dia após dia). Resultado deste contato com energias focalizadas em mentes diferentes da minha, resolvi criar esse post, com o intuito de fazer um feedback dos shows que frequentei.



O primeiro deles foi a comemoração do dia do Rock, dia 12 de Julho, chefiada por um show gratuito do Cachorro Grande em frente a Fundição Progresso, Lapa, Rio de Janeiro. Logo depois, haveria o show de Macaco Bong, Fantasmagore e Moptop no Teatro Odisséia. Conhecia pouco do trabalho deles, e confesso que minha mente estava um pouco alta para os padrões de normalidade dela na hora da apresentação, mas foi um show muito bom. Destaco a presença de palco do vocalista (que parecia estar tão louco quanto eu, se não mais), as letras do Cachorro Grande não chegam a me atrair muito, mas eles fazem um Rock bem pista, que transparece uma grande influência de Beatles. Tão notável essa influência é, que no final do show eles tocaram um cover de I Saw Her Standing There. Depois de ter terminado com a garrafa de Orloff, fui em direção ao Teatro Odisséia, onde assisti dois shows, do Fantasmagore e do Macaco Bong, são duas bandas bem interessantes de Rock Instrumental, gênero que vem crescendo cada vez mais no Brasil. Acabou que no final, eu tava tão destruído, que nem tava na pilha de curtir o show do Moptop, então, minha noite acabou na apresentação do Macaco Bong.



No dia 25 de Julho, a rua Dias Ferreira foi palco do Itaipava Premium Leblon Jazz Festival. Não cheguei a conferir o festival inteiro, fui para curtir o show da Mallu Magalhães e do Marcelo Camelo (M&Ms). O trabalho da Mallu Magalhães é alvo de grande ódio vindo de adolescentes alternativos, que a meu ver, foi criado pela imagem que ela tenta cultivar na mídia, de garota vinda de outro planeta, culta, e apreciadora da música Folk (isso particularmente não me interessa muito). Na minha opinião, prefiro que as adolescentes escutem Mallu Magalhães do que Hannah Montana ou High School Musical, as músicas do disco dela na maior parte são em inglês, gosto de uma das faixa só, a J1, ela tem uma boa voz. Mas voltando ao ponto do show, estava meio longe do palco, consegui só ouvir um cover de Bob Dylan, da música Tombstone Blues. Então, aguardando o show do Camelo começar, me locomovi junto com a Luciana (te amo :D) para um lugar mais adequado para curtirmos a apresentação. O show do Camelo foi muito bom, destaco as músicas Mais Tarde, Liberdade, Copacabana e Além do que se Vê (foi a que eu mais cantei), a música Janta não contou com a presença de Mallu Magalhães, mas acho que eles ainda estão juntos. No final de tudo, mesmo o show dele sendo muito bom, acho que é o tipo de show pra você curtir sentado e bebendo uma itaipava (pra entrar no clima da patrocinadora do show)!



Em seguida, dia 29 de Julho, fui conferir na Casa da Matriz o show do Medulla, que rolou na festa 7 Day Weekend. Entramos na festa após umas doses de fogo paulista e batida de mel, mistura que apelidamos de remédio da vovó. A qualidade do som não estava muito boa, mas também acho que a Matriz não é um dos melhores lugares para comportar um show, querendo ou não, o show foi muito bom mesmo assim. Eles cantaram as quatro músicas do seu compacto novo Talking Machine (que por sinal, está muito bom) e mais duas músicas do O Fim da Trégua, lembro-me só de O Circo. Deixo a dica, pra quem gosta do som, vai ter show dos caras no Cinematheque, dia 27 de Agosto, eu com certeza, comparecerei, gosto bastante da sonoridade singular e das letras do Medulla. Depois do show, parada no McDonald (o melhor sabor capitalista, destruindo seu organismo since sei lá quando) com direito a Cheddar Mcmelt.



Em pleno dia dos pais, dia 9 de Agosto, havia uma apresentação do 7F (pra quem não sabe, minha banda http://www.myspace.com/setimafrequencia). Me encontrei com o Cidão e com o F2L em Bonsucesso, de lá pegamos um ônibus para São Gonçalo, chegando lá, pegamos uma carona com a Mãe do F2L em direção ao Sesc São Gonçalo, mais precisamente no evento Turbilhão Hip Hop. O show foi bom, pela primeira vez usamos um Lap Top na apresentação, que proporcionou diversos efeitos na voz do Cidão, a experiência foi válida, e com certeza será utilizada nas próximas apresentações. A set-list foi composta por Vendetta, Epidemia, Matrix, Headphones e Projeto Destruição pra fechar com chave de ouro! O volume dos mics foi a única coisa que não me deixou satisfeito, mas lá pelo meio do show, solicitei que o volume fosse aumentado, e na boa, não é o volume dos microfones que vai fazer o Sétima Frequência fazer uma apresentação ruim! Abraço pro F2L e pro Cidão!



Nessa última sexta-feira, dia 14 de Agosto, fui a Fundição Progresso, para ver o show do Little Joy, e de brinde, ainda assistiria a apresentação do Adam Green (cantor de Folk que fazia parte do Moldy Peaches, grupo que canta Anyone Else, da trilha sonora do filme Juno) e no embalo, a banda The Dead Trees, que acompanha o Little Joy em diversas apresentações. A epidemia de gripe suína no Rio de Janeiro acabou afetando a ida das pessoas que iriam em acompanhar (Luciana e Vitor), acabei curtindo o show com uns amigos do Vitor, diretamente de Campos City. Após um pouco de Vodka (figura que sempre acaba acompanhando comigo todos os shows!). Entramos na Fundição e o show já havia começado, me deparo com uma figura com os olhos cheio de sombra, com um casaquinho rosa bizarro e dançando loucamente (fruto de drogas, naturalmente), era o Adam! Infelizmente o show dele teve um pequeno problema no som, que ficou muito baixo durante a apresentação, a música que mais pulei cantando foi Jessica. Depois de uma demora, o The Dead Trees entra no palco, é uma banda interessante, uma sonoridade bem Indie Rock, destaco o baterista da banda, que tocou muito. O show principal começou logo depois! Little Joy fez uma grande apresentação, dou destaque as músicas No One's Better Sake, Don't Watch Me Dancing, Keep Me in Mind, Next Time Around e Brand New Start (essa última tocada com todos que haviam se apresentado no dia presentes no palco). O Little Joy possuí poucas músicas para apresentar em shows, então, houve a execução de músicas novas e mais um cover de Clear Skies (The Strokes), outro momento muito maneiro no show do Little Joy foi o coro de pessoas cantando Último Romance. Ainda rolou uma tentativa frustrada de tentar entrar no camarim do Adam Green, não conseguimos, mas o show foi muito bom. Agora aguardo outras apresentações que vão me gerar mais experiências e um contato com energias diferentes, até breve, música.


ouvindo: Marcelo Camelo - Liberdade

Cayo.

cyborgs



Hoje aconteceu algo comum, que com certeza acontece diariamente com um grande número de cidadãos ao redor do mundo, mas nem todos tem um nível tão drástico de perda como no meu caso, estou falando de quando um computador resolve não ligar, e você não fez o back-up dos seus arquivos.

Com um número alto de gigas de música (perdoe-me, não lembro, mas algo em torno de uns 100 GB), além de textos, letras, batidas que eu fazia no computador, plugins, fotos. Ou seja, minhas memórias acabaram por virar memórias de uma máquina, o que me levou a refletir um pouco sobre a internet e os computadores, que mudaram o hábito de muita gente ao redor da esfera global. Você nunca se perguntou? Até onde vai essa tecnologia? Acabamos por, cada vez mais, ficarmos dependentes desses seres eletrônicos com uma semi-vida, na qual através dele podemos até mesmo nos relacionar com outros seres, se apaixonar, assistir filmes, e até mesmo ter a sua disposição os discos de vinil mais raros e cobiçados, é necessário apenas disposição para procura-los e um pouco de espaço no HD, além de claro, você poder ter os discos dos hits do momento, que muitas vezes chegam a vazam virtualmente antes mesmo do que nas lojas.

Engraçado né? Já parou pra pensar nisso? O quanto de oportunidades e variedades os computadores e a internet tem disponibilizado para você nos últimos anos? Vamos voltar uns onze anos no passado, eu tinha nove anos, o máximo que eu fazia pela internet era baixar emuladores e roms do pokémon versão silver em inglês, e aquilo pra mim era incrívelmente inacreditável! Ter de graça uma fita de game boy que custava em torno de cem reais, era nada mais, nada menos que um sonho se realizando. Acontece que o tempo foi passando, e eu fui crescendo junto com a máquina, e agora, os jogos de pokémon se transformaram em filmes, milhões de discos, programas de edição de som e foto, DVDs de show, roms de vídeo games que eu nunca imaginei baixar pela internet, como o Nintendo 64, e muito mais. Além de nem precisar ligar a televisão para ver vídeos interessantes e estar atualizado com todo o tipo de notícias do mundo, com direito a fonte das grandes empresas de jornalismo, e ainda de brinde, o jornalismo independente de blogs. Eu ainda citei poucas das possibilidades de um computador com acesso a internet, desculpe, mas é que vai ficar complicado de enúmerar todas as possibilidades, esse post viraria uma bíblia. E tudo isso basicamente de graça e adquirido no conforto da minha casa, wow.



Agora, já parou pra pensar? antigamente, você tinha um caderno, que tudo era escrito a mão, e ficava em algum lugar, materialmente falando, da sua casa, mais exatamente dentro do seu quarto, e agora, esse caderno virou um mero arquivo do bloco de notas jogado em seu desktop do seu computador. Já se tocou que você não sai de casa sem celular? É um aparelho eletrônico, que te acompanha vinte e quatro horas por dia! A tecnologia esta mudando o rumo da evolução do homem. As facilidades da máquina, ao mesmo tempo que ajudam, acabam afetando a nossa capacidade de percepção. Estamos virando cyborgs, existem robôs japoneses que estão sendo criados para localizar objetos que você esqueceu onde guardou. Imagine em um futuro, você não vai nem mais precisar lembrar aonde colocou seus pertences, haverá um robô te seguindo e te mostrando aonde você colocou, ou seja, menos uma função para o nosso cérebro, e mais uma função para as máquinas. No mínimo bizarro né?

Agora, vou voltar ao meu cd dos Beatles dentro de um aparelho de som, ao invés de um Mp3 no itunes, enquanto leio uma revista ao invés de um blog! Aliás, deve apenas ser um problema na fonte do computador, em breve voltarei minha vida de robô.

ouvindo: The Beatles - She's Leaving Home

Cayo.

meu tio matou um cara, beat it?



Com 50 anos morre Michael Jackson, ninguém esperava, ninguém esperou, mas aconteceu. E agora, depois de muitos anos aturando processos, estresses emocionais, boatos e especulações, ele finalmente consegue descançar em paz. Como disse um amigo meu, desde o atentado das torres gêmeas que não há uma notícia tão bombástica assim na mídia, os canais de televisão, os jornais e revistas não falam de mais nada a não ser o maior ícone pop da história da música.

Mas afinal, quem era Michael Jackson? Um vilão? Um pendurador de criancinhas na varanda? Um ícone? Um marciano? Um humano? ou só uma pessoa solitária e incompreendida, com confusões imensas em sua mente devido a rótulos e pensamentos que não eram pra fazer parte de sua vida? Já pararam para imaginar como Michael se sentia? Sempre alguém buscando algo dele pra ser exposto, quando ele nem podia ser exposto ao sol, devido aos problemas na pele que ele adiquiriu por causa do Virtiligo, e também não podia ser exposto em multidão, por causar alvoroços, escondia a face dos filhos com máscara para poupa-los de ter uma vida que não pertenceria mais a só eles, como a do própio Michael.

Michael, era uma criança que só ganhou o direito de brincar depois de adulto, e de qualquer forma, sozinho. Quando pequeno, observava as crianças brincando em um parquinho e não podia participar, porque seu pai obrigava-o a trabalhar duro, chegando até a violenta-lo, para ele construir sua carreira como músico, com dez anos de idade ja era a maior estrela e nomeado líder do Jackson 5, passou por problemas emocionais também em sua adolescência, na qual encontrou problemas diante da aceitação de sua aparência. Talvez, esse seja um dos motivos pelo qual Michael Tratava os filhos com um amor doentio. Acusado de pedofilia e abuso sexual (o que nunca foi confirmado), começou a ganhar uma péssima fama ao redor do mundo inteiro, o que fez sua carreira entrar numa queda impressionante, mesmo o seu último álbum Invencible, de 2001, sendo considerado tão grandioso como seus antigos trabalhos, a recusa do público era tão grande por causa dos escândalos que fizeram Michael ganhar uma fama de vilão problemático. Ele dizia ser como o Peter Pan, uma eterna criança, sua casa era repleta das artes mais estranhas que você pode imaginar, um verdadeiro centro de entreterimento, afinal ele também construiu um parque de diversões que homenageava o mesmo personagem o qual ele dizia ser, a Neverland. Michael dizia que costumava andar sozinho pelo parque, andar nos brinquedos, mesmo sozinho, adorava a música clássica do Carrossel, dava diversas voltas em sua roda gigante. Brincando tudo o que ele não brincou durante a sua infância.



Thriller revolucionou a música. Fruto de uma parceria com o produtor Quincy Jones (que produziu os três maiores álbuns de sua carreira solo), o álbum reinventou o conceito de super-produção e mistura de estilos, misturando a voz fina de Michael com influências que passam pelo Rock, Funk, Soul e Jazz. Além de reinventar o conceito do que é um vídeo-clipe, que passaram a ter um tratamento especial após o clipe da música que dava o titúlo ao álbum. Chegou a compor duas músicas com Paul Mccartney, uma delas fazia parte deste álbum, ' The Girl Is Mine ', eles dois pararam de se falar depois que Paul perdeu pra Michael os direitos das letras que eram registradas no nome de Lennon-Mccartney. É o álbum mais vendido da história, e acredite se quiser, vai ser pela eternidade! Aliás, Michael teve duas passagens marcantes pelo Brasil, em 1993 na apresentação da turnê de Dangerous, no Morumbi e em 1996, quando ele filmou o clipe da música 'They Don't Really Care About Us', que se passava em Salvador e no morro do Dona Marta, ele teve que negociar com o chefe do tráfico Marcinho VP para gravar o clipe. Há uma assinatura até hoje preservada na parede de uma casa que Michael alugou para ficar algumas horas no dia da gravação do video-clipe.

Um simples travesseiro atirado de uma varanda de hotel com sua assinatura ja valia mais que muita arte rica em sentimento de um artista de rua. Foi a mídia que o fez crescer e ganhar o dinheiro que tem, mas foi ela mesma que teve o trabalho de destruir a mente do maior ícone pop da história, Michael chegou até a se mudar para o Golfo Pérsico, se isolou do mundo, chegou a ficar com dívidas gigantescas, o que o forçou a lançar um disco de aniversário de vinte e cinco anos do Thriller que não passou de uma arma para conseguir dinheiro. Em 2009, anuncia a última turnê de sua carreira 'This Is It'. Ele se encontrava bastante inseguro em relação as apresentações, e estava tomando diversos remédios para suportar tamanha pressão.



E então, quinta feira, dia vinte e cinco de Junho, estava no metrô, e recebo uma ligação que anunciou a morte de Michael. A causa da morte ainda não me parece clara, a mídia anunciou parada cardíaca, mas parece muito que foi alguma dose exagerada de medicamentos. Gosto da música dele, nunca fui um daqueles admiradores fanáticos e não vou ser agora por causa da hype que se criou em volta, mas sei o que ele fez pela música, teve grande participação na ascenção dos negros na música Michael também é dono do recorde de maior número de discos vendidos, recorde imbátivel, porque entramos numa fase da música que não se compram mais discos. Então, com 50 anos, Michael Jackson agora descança finalmente em paz, e todo ódio que o público tinha adquirido durante anos foi convertido em admiração e boas lembranças, as 'charts' de músicas e artistas dizem tudo, Michael esta novamente no topo, pena que ele não esta vivo para ver isso. Acho que agora muita de suas letras vão receber uma atenção maior do que música Pop, afinal a sua personalidade conturbada esta sendo melhor compreendida pelos humanos que tanto atiraram pedras em sua imagem e que influenciaram na auto-destruição de MJ.

E de acordo com as pistas eu acho que o assasino do Michael Jackson, não é nada mais nada menos que Nós! A massa consumidora de informações da mídia, que na grande maioria das vezes induz você a crer que existe realmente um certo e errado! Rá! Droga, eu teria conseguido se não fosse essas crianças e esse cachorro, pronto, agora cade meu biscoito-scooby?

ouvindo: Michael Jackson - Thriller

Cayo.

ei, você ta lendo o jornal de cabeça pra baixo!



Agora, para exercer a profissão de jornalista, você não precisa mais de diploma, olha que beleza? No mundo de hoje, muitos escrevem em revistas, jornais e sites, as vezes a opinião sobre economia de um economista vale muito mais do que a opinião de um jornalista, a opinião de um músico sobre algo que está acontecendo na música é de mais peso do que a de um jornalista, e foi por causa disso que o diploma de jornalismo não é mais necessário para você exercer a profissão. Acredito eu também, que essa onda de Blogs também terá grande importância no futuro da comunicação, eu por exemplo, costumo ler mais blogs do que ver reportagens na própia TV, e acredite em mim, sou muito mais informado do que muita gente que passa o dia em frente a televisão, a grande questão é que a internet é terra de ninguém, você tem um contato mais próximo dos pensamentos e idéias, pois na televisão, tudo é mastigado de forma que a mídia divulgue polêmicas e matérias que sempre vão haver o lado do mocinho e bandido, como se fosse um filme, a nação precisa disso, porque infelizmente temos um senso de separar as coisas em 'Bom' e 'Ruim'. Bem, voltando ao assunto, esta lei não foi exclusividade do Brasil, ela já foi aplicada em diversos países, na verdade, já era lei praticamente em diversos países, o Brasil aderiu ao time só agora. Bom, foram diversos os fatores que influenciaram para que o diploma não seja mais obrigatório, mas seria isso um aspecto positivo ou negativo para os que desejam cursar Comunicação na faculdade?

Acredito que as empresas continuaram valorizando os diplomas, você nem sabe mas isso de jornalistas sem diploma ja rola a muito tempo, na verdade, essa lei de agora (na minha opinião, lógico), não vai ter influência negativa em quem já possuí um diploma de jornalismo. É completamente diferente você empregar alguém que já tem instruções de como elaborar um texto ou de como se deixar influênciar do que alguém que não tem essas noções consideradas essênciais de acordo com o curso de graduação. Não acho necessário que quem esteja cursando ou quem já possua um diploma se revolte, bom, isso é apenas uma opinião no meio de muitas.



Porém, acredito eu que o curso podia ser um pouco reformulado, após ler alguns relatos de pessoas que já cursaram a faculdade de jornalismo, me deu a entender que o professor manda você ler jornal todos os dias, mas não sabe o poder que tem o 'jornalismo independente' do mundo virtual, como blogs, twitter, youtube entre diversos outros meios de comunicação que viraram a chave para grupos musicais se destacarem independentemente ou então qualquer outro tipo de arte ser divulgada completamente gratuita e com uma proporção que você pode conseguir determinar de acordo com a qualidade do seu trabalho e da dedicação para a divulgação. O bom é que agora as vagas para o curso provávelmente não devem ser tão cheias como antes, acho que quem ganhou acabou sendo quem tem vontade de cursar jornalismo.

ouvindo: Ill Niño - Cleansing

Cayo.