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acho que finalmente vou poder virar um super sayajin e ter pokémons ou pilotar mechas!



Talvez eu tenha descoberto que seres humanos podem ter os poderes que são mostrados nesses desenhos japoneses que as televisões dizem que influenciam as crianças a serem mais violentas e tudo mais, e acho que não sou só eu que tenho esse poder, todos que expelem alguma expressão pra fora da alma de alguma forma, também tem. Não pensava assim antes de assistir BECK, é um pensamento que me leva diretamente a minha infância, a qual eu tanto gostaria de ter os poderes que os personagens que eu acompanhava na televisão tinham, no meu caso (e não só no meu), esse poder é a música, e quem esta lendo isso e também faz música por acaso, só dou boas vindas para o personagem de anime mega poderoso que você sempre quis ser estar finalmente vindo para sua realidade.

BECK é um anime curto, tem apenas 26 episódios, mas o que me atraiu pra vê-lo, foi o fato de uns amigos meus que tocam já terem comentado frenéticamente sobre o seu final (que realmente, é muito bom). O personagem principal é o Koyuki, ele é um estudante tímido, tem extrema dificuldade de se encaixar com as outras pessoas, depois que ele conhece Ryusukke, guitarrista da banda "Serial Mama", ele fica decidido a aprender guitarra e a cantar, o anime vai se desenrolando, e a banda BECK se forma! O legal é que da pra perceber que há personagens inspirados em músicos de bandas famosas! Eu pelo menos percebi um inspirado no Zack De La Rocha (Rage Against The Machine) e outro inspirado no Flea (Red Hot Chilly Peppers). É empolgante demais a forma como você acaba ficando junto da banda quando ela está no palco, torcendo por eles, durante o período que eu assisti BECK, eu sempre pensava em todos os meus projetos músicais durante os episódios, muito inspirador. As músicas das bandas virtuais são muito maneiras! Depois que terminei o anime, me peguei viciado em várias músicas das bandas pertencentes ao anime, são bem divertidas, e o legal, é que eles encaixaram até algumas bandas virtuais na história da música da realidade, na verdade, durante o anime todo podemos ver referências de bandas em todos os lugares, citações de músicos, camisetas de banda, e até mesmo cover de uma grande banda, eu até falaria, mas acho que prefiro deixar você ver por si só, caso tenha vontade.



O que mais me chamou a atenção no anime, foi o que citei no começo do post, o fato de que na época que eu acompanhava os episódios, eu acabava por pensar na minha vida musical de ensaios, gravações e shows em algo próximo de super-poderes! E acredite ou não, é mais ou menos por aí, me lembrou um pouco de um texto que li sobre o "Um Só Caminho", cada um tem seu caminho, o médico pela cura, o pintor pela pintura, o ator pela atuação, o escritor pela poesia, enfim... Agora imagine que você é um... ãhm... (o que você pode ser?) um dente, vivendo numa população de dentes! E você é um idealizador de modelos de escova de dentes! Agora digamos que você e todos os outros dentes IMED (vamos botar esse nome gigante em sigla) participam de um torneio como aquele do começo da saga Majin-Boo do Dragon Ball Z, lutando pela liderança das vendas... Aí do nada, uma bola preta e do mal chamada Kárie-Boo (entendeu o trocadilho?), começa a ameaçar os dentes de todo o mundo, e você, como idealizador de modelos de escova de dente deve lutar contra ele para salvar a população do mundo da destruição, e pra isso, você precisa juntar as 12 esferas feitas de pasta de dente! Voltando a realidade, acho que vocês entenderam o que eu quis dizer, se não entendeu, tente fazer sua mente voar um pouco, porque é essa imaginação que nos motiva a viver, se não fosse por ela, você teria um espaço em branco na sua mente no lugar de desejar coisas! Então, mãos a obra, é hora de você pegar a guitarra, ou o microfone, ou o papél, ou o photoshop ou a máquina de construir escovas de dentes e partir pra batalha!

King Crimson - Cat Food

Cayo.

pelo menos matamos o tédio um do outro...



É estranho... Alguém acha um caderno, mentaliza a face do ser, em combinação com o nome da vítima escrito no caderno, a pessoa estará morta, o fato da face ter de ser mentalizada faz com que nenhuma pessoa com o mesmo nome morra por engano. Se a causa da morte for escrita até 40 segundos depois que o nome for escrito, a causa ocorrerá, desde que não seja impossível... Caso contrário, a pessoa morre de ataque cardíaco. O humano que tocar no caderno assim que ele chegar no nosso mundo, se torna automáticamente, o novo propietário do mesmo, e o dono também poderá ouvir e ver o shinigami (deus da morte) que foi o propietário original do caderno no mundo dos Shinigamis. Quem utiliza o Death Note não pode ir nem para o céu, e nem para o inferno. O material de escrita pode ser qualquer um, desde que o nome da vítima esteja legível. Mesmo não tendo posse, qualquer ser humano pode escrever o nome de alguém no caderno e causar o mesmo efeito a pessoa. Uma página ou pedaço do Death Note, tem o mesmo efeito que o caderno em si. O humano que usar o Death Note, após sua morte, irá ao mesmo destino das pessoas mortas por ele, nesse caso, o vazio.

Essas são algumas das regras do Death Note, como você ja sabe (ou ja sabia antes de ler o páragrafo acima). O anime tem enfâse na investigação, diferente da sua grande maioria, aqui não são vistas lutas, mesmo que ainda role cenas de ação. O legal dele, é que ele te faz pensar com uma visão mais analítica nas situações do dia a dia. Tudo começa quando um garoto chamado Light Yagami acha o caderno no mundo dos humanos, e começa a escrever nomes de criminosos para tornar o mundo um lugar melhor. Acompanhado pelo shinigami Ryukki (que é viciado em maçãs). A polícia começa a reparar nessas inúmeras mortes por parada cardíaca, e logo, o Kira (nome do assasino que mata utilizando o caderno), começa a ser perseguido pelo detetive L. Acho que essa é a base da história, no próximo páragrafo eu quero comentar avisando que eu posso acabar spoileando algumas coisas, mas vou tentar ser sutil. Caso se pretenda ver o anime algum dia da sua vida e acha que vale a pena se arriscar ao ler o próximo parágrafo, siga em frente, caso contrário... esteja avisado.



Light queria criar um mundo aonde só os "justos" vivessem, tendo como classificação de justo, aquele que não comete crimes, ou não falta com o respeito de forma extrema com outro ser humano, Light só estava lutando pelo que ELE achava certo. Por mais que o mundo ache que você esta errado, se você acreditar em alguma coisa, deve ir até o final... Isso até me lembra uma letra do Medulla "I Was A Monster", que fala de um terrorista que tenta provar pra sua amada que ele luta pelo que acha certo, não importa o que ele faça, claro, acredito que o mundo irá acabar dando a ele as consequências, é a tal da lei da ação e reação, também conhecida como o karma. Temos nosso livre arbítrio, e até mesmo Light estava usufruindo do seu livre arbítrio quando tomou a escolha de escrever os nomes dos criminosos para criar um "mundo livre do mal", claro que no fim de tudo, ele acabou tendo que aturar as consequências do que ele fez. É interessante o fato do Ryukki repetir durante o anime inteiro "Como os humanos são fascinantes", realmente, somos fascinantes, o fato de cada um achar que estar certo e é melhor que o outro faz a gente lutar de uma forma bizarra. No caso visto no anime, a luta era silenciosa, feita por investigação, mas acho que Ryukki se referia também aos conflitos armados que temos no nosso mundo, ataques terroristas, e tudo pelo qual acabamos ferindo e nos destruindo só para provar que estamos mais certos e que somos melhores que o próximo. Acho que o anime mostrou a trajetória do Light como a trajetória de qualquer ser humano... Nós vivemos, lutamos a qualquer custo pelo que nós acreditamos, e no final, morremos... E tudo vira um vazio. O mundo é como um playground, e você tem ele disponível para se divertir e aproveitar (ou não) a vida como quiser... Entrando na fila pra brincar no balanço, ou então, furando-a. Achei foda a frase que o Ryukki diz no final: "Foi bom o quanto durou, aliviamos o tédio um do outro por um tempo... É Light... Foi interessante." É como a vida, tudo é vazio, e só estamos aqui matando nosso tédio de alguma forma. Agora, de uma outra visão, analizando o fato do Light determinar o que é certo e errado, muitas vezes a sociedade precisa disso, precisa ser controlada, precisa ter alguma opinião predominante em suas vidas pra ser generalizada como a verdade absoluta, claro que essa tal verdade absoluta não existe, mas é uma espécie de rédia na sociedade, se todos nós tivessemos pensamento livre, realmente, o mundo poderia beirar o caos, eu aprecio muito a idéia de livre escolha da anarquia, mas acho que não daria certo no mundo em que vivemos, não sabemos respeitar a opinião alheia, e se algum dia respeitarmos, provavelmente será tarde demais. O meu personagem favorito definitivamente foi o L, muito foda a forma como ele analisava tudo, apesar de que algumas analíses dele eram meio absurdar dele saber, mas não questiono nada, isso é ficção! Hahaha. Legal que o L veio de um orfanato de super dotados que o Watari fundou... E depois que o L morreu, tinham crianças prontas para substituí-lo como detetive, brilhante! Quem iria suspeitar de crianças? Se bem que se eu morasse no Japão, de ver o que eu vejo em animes, eu teria mais medo de crianças do que de qualquer coisa.



Foi bem legal acompanhar o anime, acho que ele não mantém o nível intenso que é mostrado no começo, mas no geral, é bem legal, me levou a refletir bastante e agir de maneira análitica, graças as investigações loucas que acontecem no desenho. Agora se coloquem na situação de Light, e se você tivesse um Death Note? Quem você mataria? Volta e meia eu me peguei pensando que se eu tivesse um Death Note mataria tais pessoas que apareceram na minha cabeça, mas acho que não preciso disso, deixem esses pedaços de carne andando por aí, se alguma merda acontecer na minha vida por causa deles, será apenas o acaso de duas energias que tem conceitos de certo e errado estarem colidindo, como eu disse... O mundo é um playground, mesmo que ás vezes o seu brinquedo preferido esteja lotado de pessoas ou então, algum valentão do parquinho tenha destruído o trepa-trepa (ok, isso foi bem sugestivo, melhor parar por aqui).

ouvindo: Dead Fish - Bem Vindo Ao Clube

Cayo.

Resto do Post

acho que a reposta é dentro de cada um de nós...



Internet é a fonte, digo, através dela... Eu posso nunca mais sair de casa e me divertir pro resto da vida, baixando filmes, músicas, baixando até uma namorada compactada num arquivo RAR (ok, não vou exagerar). Mas foi numa dessas que baixei o filme "Onde Vivem Os Monstros", que me atraiu pelo visual bonito que eu vi nos trailers. O filme foi dirigido por "Spike Jonze", o mesmo diretor do curta/clipe "We Were Once A Fairytale" do Kanye West, assim como de outros clipes de bandas e artistas como Beastie Boys, Björk, Daft Punk, Fatboy Slim, Sonic Youth, Weezer, Notorious B.I.G., REM e outros. Além de ter sido o co-criador e produtor da série e do filme "Jackass" (lol).

Acho que qualquer um que assiste se identifica rapidamente com a criança do filme, que claramente tem problemas em se relacionar com as pessoas (em especial, sua família). Apesar disso, ele se mostra dono de uma mente muito criativa, é legal ver o mundo que ele cria com o que ele tem disponível ao seu redor, como o seu iglu e a cabaninha que vira uma nave mãe que vai decolar para salvar todos da casa. Depois dele brigar com sua mãe porque não gosta de milho congelado, Max (o protagonista), vai para uma ilha... A qual monstros estranhos moram. Os monstros habitantes da ilha funcionam como representações de suas frustrações, é claro que Carol (o monstro que o protagonista mais se apega) representa o gênio violento e instável do Max, basta linkar a cena que ele destrói o quarto da irmã com a cena que Carol esta destruindo as casas dos monstros pelo motivo que KW estava com seus novos amigos. Algo que lembra também a relação de Max com sua irmã. Max se auto-intitula o rei da ilha, algo que parece que ele sempre quis ser na vida real, e acho que todos nós, algum dia na nossa infância, na verdade, algo que grande parte de nós foi na infância, viviamos num mundo completamente nosso, onde o que a gente acreditava podia ser verdade absoluta sem nenhuma influência do maldito mundo exterior, ou as vezes, o mundo exterior ja ajudava a destruir nossos sonhos na infância também, acho que não podemos escapar da realidade de viver em conjunto né?



O ponto que mais me cativou no filme foi o fato dele reativar grandes lembranças que tinha de quando eu era menor, daquelas fases onde você imaginava de tudo possível sem nenhuma barreira te limitar, aonde em momentos do dia a dia, você se colocava em situações que nunca existiriam, mas você fazia acontecer dentro de sua cabeça, e isso refletia em suas brincadeiras, desenhos, histórias, conversas com amigos e todo o resto de expressão da sua mente. Acho que Max conseguiu colocar todos os monstros que pareciam assombrosos do seu lado, e se divertir com eles, até fez eles concretizarem algumas das suas vontades. Acho que é como a vida, temos nossos monstros e medos, mas só conseguimos concretizar o que temos vontade quando andamos lado a lado com o que nós tememos. Acho que se Max gritasse e saísse correndo quando tivesse visto os monstros ele iria acabar sendo caçado e comido, certo? Quando você se ver preso numa ilha com monstros, tente conhecer todos os monstros que lhe rodeiam, faça amizade com eles, construa um forte com eles! Aposto que quando você tiver que abandonar aquela ilha, vai olhar pra trás e sentir um brilho e uma energia boa em todos aqueles monstros que te acompanharam no passado, e vai se sentir bem pelo fato de ter convivido com eles de ter feito amizade com eles, e até sentir falta deles!

Ouvindo: Big D And The Table Kids - Noise Complaint

Cayo.

Resto do Post

impossível irreal



Se imagine numa plataforma sem cercas no céu, estranho né? Agora imagine superfícies se elevando e complicando o chão que você esta pisando fazendo relevos bizarros crescerem, mais estranho ainda né? Agora imagine um sol escaldante em cima de você e dessa superfície, fazendo sua garganta secar e você desejar água mais do que tudo na vida, estranho e tenso talvez? Agora imagina uma vista aonde carros parecem migalhas do trakinas que você deixou cair na sua bancada do PC... Agora vamos supor que você pra chegar nessa plataforma, teve que fazer uma escalada que te deixou destruído e você não quer mais se movimentar, mas sabe que você vai ter que fazer essa escalada de forma reversa pra poder voltar a sua "vida normal". Achou que eu estou drogado digitando esse texto na frente do PC? Não mano, só estou relatando a experiência que é subir a pedra da gávea.

Já tinha subido uma vez, no ano passado. Quando cheguei lá em cima, senti uma sensação de: "legal, to vendo o Rio de Janeiro inteiro, mas e daí?". Vamos ver a situação da seguinte maneira: há um diário numa gaveta trancada com chave, e o ser humano não vai se sentir confortável sabendo que tem algo que ele não pode ver ou alcançar, provavelmente vai fazer de tudo pra poder arrombar a fechadura e conseguir checar o que esta escrito dentro do diário... É bizarro, mas ao mesmo tempo que faz sentido, é o instinto curioso, um instinto movendo a mente para não deixar nada lhe dar limites, também a mesma coisa que fez as terras serem descobertas através de navegações. Não acho que isso é um crime, acho fascinante! Basicamente podemos ver como se o ser em questão arriscasse a sua vida para chegar a um lugar visto como inalcansável... Isso que motiva a N.A.S.A. a tanto tentar pisar em marte. Claro que tudo isso tem que ser feito com alguma estratégia que dê firmeza e certeza de que não há riscos de falha, a mesma tática que usei nas partes que eram necessárias dotes de escalador na pedra da gávea, buscava estar sempre com os pés firmes para poder dar o impulso com as mãos. Isso me lembra a filosofia do Parkour, de você traçar uma meta antes de sair fazendo os movimentos sem pensar, aliada a capacidade de percepção do que é possível, o ser humano pode conseguir atingir o que é visto como impossível. Com base nisso, acho que é possível definir que o impossível não existe! Pode ser viagem demais, mas não é tão viagem quanto você conseguir superar seus limites e chegar ao topo de uma pedra com uma altura relativamente grande.



As pessoas que chegam ao topo podem muito bem dar vasão ao medo, mas se esse espaço for dado para o medo, acredito que os escaladores vão acabar não chegando ao topo de suas pedras, ao invés disso, basta aliar-se ao medo que te limita e pensar numa possíbilidade de utiliza-lo como percepção do que te limita! E assim, escalar a vida em direção ao impossível.

ouvindo: Pink Floyd - Time

Cayo.

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benditas malditas estrelas



Hoje fui olhar o céu, e novamente... estavam lá, milhões de estrelas, a anos luz da minha pessoa... Como se fosse o passado em forma de fotografia, estão muito distantes de mim... como se estivessem em outro tempo, no caso, o passado. Ás vezes o maldito passado me bota tão pra baixo de tanta falta que sinto de muita coisa que passou, mas ao mesmo tempo que é uma tristeza boa de se sentir, uma nostalgia bizarra... Como se tudo que eu já fiz estivesse ali, bem na minha frente, marcado, tatuado no mundo... E cada vez que olho essa tatuagem, eu vejo o quanto de significado tem pra minha pessoa... Me sinto fortificado. É claro, muitas vezes tenho que saber filtrar o quanto isso tudo vai me atingir, não adianta você querer viver numa dessas estrelas. O brilho é cintilante e chama a atenção... Mas vai te deixar cego.

Ouvindo: Dance Gavin' Dance - Strawberry Andre

Cayo.

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radioactivityisintheairforyouandme



É oficial (e ja é oficial a muito tempo) a radiação cada vez mais se espalha pelo nosso planeta tomando conta de cada organismo humano presente na terra, os transformando em seres mutantes! Mas por incrível que pareça, toda essa doença mutante tem causado anomalias iguais em cada um dos seres humanos, parece que eles estão prestes a desenvolver uma aparência única, como se fossem feitos em uma fábrica de manequins, todos com a mesma imagem e mesmos conteúdos na cabeça! Ok, manequins não tem conteúdos na cabeça, mas é mais ou menos por aí... Porque acredito que alguém que se deixa levar por costumes que ilusóriamente fazem sentidos porque a grande massa pensa tanto quanto um manequim, com todo respeito... óbvio.

É engraçado, é como se as pessoas super-valorizassem algo porque alguma opinião terceira conseguiu dominar a mente dela, como por exemplo aconteceu recentemente com o caso do filme "Avatar". Sim, o filme visualmente é sensacional, mas teve até gente morrendo depois de ver o filme de tanto entusiasmo (WTF), super-valorizando um filme que tem um roteiro previsível pra cacete? Muitas pessoas sismam de falar que o filme é genial pelo simples fato da grande massa falar que é genial e porque viram cartazes e informações do filme na internet e em tudo que é lugar! YAY! E acho que não é só com o Avatar, vejo a mesma coisa com esses filmes vistos como "cults", muitas vezes a pessoa nem conseguiu extrair o conteúdo mais profundo por de trás do filme, mas ela vai achar o filme super maneiro pelo simples fato da grande maioria dizer pra ela que é bom. Eu dei exemplos de falta de opinião por filmes, mas se você parar pra pensar, isso acontece com as roupas, com as músicas, com quase tudo. Essa é a maldita moda, só mais um padrão de vida, acredito que você conseguirá se satisfazer por um tempo, não se sentirá sozinho por estar rodiado de semelhantes ao seu redor, mas no fundo, provavelmente não vai ser a criatura mais feliz por estar vivendo sendo controlado por essa maldita radioatividade invés de ser controlado pelas suas vontades.



É realmente difícil viver fora dos padrões, alías, acho que ninguém consegue, a radiação é forte, contamina tudo e todos... Mas basta saber filtrar opiniões dentro do seu cérebro, você não é obrigado a usar roupas que você não se sente confortável só para ser aceito, ou assistir filmes e ouvir bandas só pra ser visto como alguém legal. Acredite, quando você se der conta que você não é nada, tudo vai fazer muito mais sentido, e aí, sendo afetado pela radioatividade do mundo ou não, você não vai se importar... porque vai perceber que aquilo ali é só mais um brinquedo no playground da vida, mas preste atenção... porque aquele ta com muitas crianças na fila. Agora, já que a fila ta grande no escorrega, acho que vocês deviam aproveitar o balanço, não tem ninguém, melhor correr, porque quando uma criança for brincar no balanço, provávelmente, as outras vão ver ela brincando e ficarão com vontade também, formando-se uma fila imensa... e então, começaremos tudo de novo.

"And we all say...
Don't want to be alone...
We wear the same clothes...
Because we feel the same...
And kiss with dry lips when we say good night
End of the century... is nothing special"
(Blur - End Of A Century)

Cayo.

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esses adolescentes florescentes esquecem que o texto não é só feito das partes destacadas pela sua caneta amarela brilhante



Bom, finalmente acordei cedo, ando fazendo bastante coisa, to a mais de um mês sem escrever no blog, mas não o abandonei! É que como é mês de janeiro, acabo saindo pra me divertir mais do que o normal, acabo bebendo mais do que o normal, acabo indo a mais festas, e acabo me focando mais nos meus projetos musicais, ja que todo mundo tem mais tempo agora do que no meio do ano, quando estão sufocados pelas rotinas malucas da correria pra se manter vivo no planeta terra! Mas voltando a história, primeira vez que finalmente acordo cedo em muito tempo! Gosto bastante de aproveitar amanhã, eu sinto que vivo mais, talvez essa seja a impressão causada pelo tempo ser padronizado como "começar da manhã" e "terminar dormindo de madrugada", talvez se não tivessem conseguido enfiar isso na minha cabeça de alguma forma, eu conseguiria aproveitar meu dia dormindo de onze da manhã até as cinco da tarde! Mas enfim, nesta manhã fiquei re-vendo uns clipes que eu gosto no youtube (que é praticamente a minha televisão a cabo com milhões de canais) e assisti o clipe de "Fluorescent Adolescent" do Arctic Monkeys, encaixando o contexto da letra no clipe, consegui perceber o quanto eu vejo isso acontecendo nos dias de hoje!



No clipe, pela minha interpretação, o palhaço e o outro cara com a roupa super legal eram amigos no passado, mas pelo o cara quis se juntar a um outro padrão, e então, parou de andar com o palhaço, porque os dois não podiam estar juntos de acordo com as regras das tribos urbanas que só existem na imaginação de quem acredita nessa merda de idéia que é fixada na nossa cabeça todo santo dia, seja nos programas de TV, ou filmes. E como os palhaços e os caras legais não podem andar juntos, durante uma disputa de quem é mais (uma guerra de egos) o palhaço e o cara legal acabam relembrando alguns momentos bons da infância durante a briga, e vê no que tudo se transformou, graças ao maldito ego dos dois que não permite que eles se misturem mais, ambos se isolam, achando que são superiores, se esquecendo que os dois são feitos da mesma materia que apodresce depois da morte.

Todos nós somos um texto, todos compostos de letras formando palavras, que compõe os nossos pensamentos, não somos nada mais que isso. Quando crescemos e entramos na fase "adolescência/começo-da-fase-adulta" encontramos a liberdade de poder sair para as baladinhas e enxer a cara! Woohoo! Eu vejo que tem muitas pessoas que começam a basear a vida nesses curtos momentos de felicidade, começam a alimentar o ego se satisfazendo em construir uma imagem para "ser legal" para "ser parte de um conjunto", o que o ser humano continua buscando, mesmo que não haja nenhum sentido nisso. Acho que o ser humano tem que parar de tentar ser alguma coisa, pra simplesmente deixar ser alguma coisa, sabe... Deixa acontecer naturalmente (pagodão, simbora?) Hoje em dia vejo que isso virou uma atitude tão nobre, que as pessoas que desprezam os outros ao seu redor conseguem respeito tão fácil, e isso faz cada vez mais, seres humanos deixarem seus egos disparados lá em cima! Acho que eles esquesceram que a vida não é só compostas pelos momentos destacados com marca texto fluorescente, existe mais conteúdo no texto, e por isso vejo muitos desses "Adolescentes Fluorescentes", por mais que construam uma imagem tentando ser alguma coisa, tentando estar no topo da pirâmide da popularidade, tentando ser super-desejado (sexualmente e socialmente) porque usa as roupas mais legais e escuta as bandas que todo mundo gosta, sendo só assim na visão das pessoas mesmo, porque muitos deles não conseguem se resolver com eles mesmos no fundo da alma, e são pessoas que se encontram entrando por um buraco negro sem solução, talvez... a solução seria você jogar seu marca texto fora, e não tentar destacar partes do seu texto para construir outro, e sim ser o texto como um inteiro! Você não vai entender completamente a história de um livro se só ler as partes que sua amiga destacou pra você fazer a prova do livro no colégio, certo? Há muito escondido nas entre-linhas, e nem tudo ta na cara, há muita coisa que precisa de interpretação, então... Jogue seu marca-texto amarelo fluorescente fora, AGORA!

Ouvindo: Arctic Monkeys - Fluorescent Adolescent

Cayo.

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paranóia, robôs gigantes e festas de casamento



Solidão, quem nunca se sentiu sozinho? Um problema que com certeza já afetou 99.9% da população mundial, porque você se sente sozinho? Porque você precisa tanto de outro ser humano por perto para se sentir completo? Qual o sentido disso tudo? Porque você esta elndo esse texto? Com certeza existem muitos "Porques" e quase nenhuma resposta que confirme alguma coisa. A gente sofre sem sentido, o instinto e a emoção nos fazem agir de uma maneira estranha. Esses dias terminei de ver o anime "Evangelion", que tem um final que me fez refletir bastante. Já vou avisando, caso você não tenha visto o desenho e pretende ver, não leia o segundo parágrafo do post, porque vou Spoilear. Aconselho vocês a verem, só tem 26 episódios.



A história é protagonizada por Shinji Ikari, um adolescente de 14 anos que começa a pilotar robôs chamados de "Eva", para combater anjos, que vem ao mundo para causar a extinção da raça humana, como aconteceu num episódio prévio aos episódios do desenho, um desastre chamado "segundo impacto", uma espécie de Semi-Big Bang causado por um anjo, que mais tarde foi capturado por uma empresa secreta, nomearam o anjo de "Adão", e os robôs que as crianças escolhidas pilotam (junto com o Shinji, os outros dois pilotos são duas garotas chamadas Rei e Asuka) foram construidos com base no anjo que veio causar o segundo impacto, afim de botar em prática um projeto de unificação da humanidade, para assim, todos vivermos como um só. Complexo, não? O mais legal é que para pilotar os Evas, é necessário uma sincronia entre a alma do robô-anjo e do ego do piloto. O anime começa simples, dando enfâse as batalhas, os três personagens possuem estranhos problemas emocionais. Shinji perdeu a mãe e se afastou do pai, que é o dono da NERV (empresa que criou os Evas), Rei é uma garota extremamente introspectiva, que não tem um propósito para viver, Asuka meio que se obrigou a aceitar que a melhor maneira de se viver era sem ser apegado a ninguém, porém, no desenho ela se mostra incapaz de conseguir ser o que ela quer, o que faz ela ser uma pessoa arrogante e mandona. Acho que consegui resumir bem a história pra chegar no ponto que eu quero chegar, nos últimos episódios do verdadeiro final (existe um final alternativo, mas eu ainda não assisti), o foco do desenho se volta diretamente para a paranóia dos pilotos, aliás, é uma brainstorm de questionamentos com imagens muito loucas que te fazem viajar muito. Shinji esta se questionando mentalmente o motivo pelo qual pilota um eva, que ele não conseguiu responder pra si mesmo ao longo do anime, ele percebe que pilota para receber elogios e as pessoas, principalmente seu pai, gostarem dele, admirarem ele por algum motivo, tudo porque ele não quer se sentir sozinho. E o porque dos personagens se sentirem sós, é que precisamos dos outros para formamos a nossa própia identidade! É com base nos seres que convivemos que chegamos a uma falsa conclusão mental do que somos. Achei foda uma cena do último episódio, onde o Shinji se encontra num mundo completamente branco, sem nada, aquele ali é o mundo dele, onde só ele existe, ou seja, ele não consegue ser, porque não existem outros para ele se espelhar! Acredito que seja esse o motivo que nós, seres humanos nos sentimos sós, precisamos um dos outros para sermos alguma coisa, e é com base nisso, que se criaram as religiões e as crenças, precisamos de um deus, precisamos de um Jesus para nos servir de exemplo, sem a massa ter o exemplo de Jesus, é mais difícil formar uma identidade "certinha", né? Foi isso que concluí hoje filmando um casamento. Ainda ressalto que o legal do anime, é que a empresa e o própio desenho utilizamtermos "religiosos" como "Dogma", "Adão", "Eva", "Anjos", entre outros, vale a muito a pena assistir.


Esse é a parte final do último episódio (de um dos finais) de Evangelion, coloquei ele aqui pra quem se interessar de ver a parte do Shinji no seu mundo, que é completamente vazio. É logo no começo do vídeo.

Agora na boa, não gosto de igrejas, e trabalhando na filmagem de casamentos e festas no final desse ano de 2009, cheguei a conclusão de que cerimônias religiosas de casamento, e conseqüentemente as própias igrejas, são um consolo para a solidão que nós sentimos. O discurso do pastor que eu ouvi hoje pregava um apego emocional GIGANTESCO, e toda a paranóia do Shinji que eu assisti nos episódios finais de Evangelion vieram na minha cabeça. As pessoas, na minha visão, começam a freqüentar cultos religiosos porque eles preenxem o vazio, a falta de sentido, a solidão, e a busca de uma identidade que o mundo causa na mente das pessoas. A imagem de Jesus como um "Salvador" e ainda mais de ressaltarem que Jesus era semelhante a Deus, fazem todos se espelharem nele como um exemplo, e assim, criando-se a padronização generalizada do certo e errado. Como a bíblia e a igreja condena o uso de drogas, diz que a mulher tem de ser submissa ao homem, e não aprova o casamento gay, isso tudo começa a fazer parte da nossa vivência do dia a dia, além de criar um preconceito baseado nas palavras do padre/pastor na mente de muitos. É uma excelente forma de controlar o caos e a paranóia de solidão da humanidade, a igreja com certeza consegue fazer isso com sucesso! Sorte que ainda assim existem pensadores livres, que por mais que não consigam o ato de extrema perfeição de não sofrer, não se sentir sozinhos e ter uma identidade 100% própia (acredite, nenhum de vocês consegue ser você mesmo por completo) tentam atingir essa "perfeição", se é que existe perfeição. E foda-se tudo que eu escrevi aqui, porque no fim, nada disso importa.

Ouvindo: Stonephace - Yellow Brick Road

Cayo.

o trem fantasma do passado



O passado, o futuro, o intermédio entre eles, tudo isso faz parte de um calendário da vida com fotos distorcidas e bizarras, diferente daqueles que tem imagens de alguns animais exóticos, aqueles calendários que você recebe na igreja, ou até mesmo aqueles que você ja cansou de ver em filmes e desenhos, que o mecânico tinha em sua oficina, com a foto de algumas mulheres nuas e em poses ousadas. Quando olho pra trás, consigo ver a origem de diversos problemas que se manifestam nos dias de hoje, não é tão complicado quanto a origem da vida, ou a origem do universo, basta um pouco de memória boa e clima nostálgico.

Querendo ou não, há cenas que simplesmente marcam, pode até mesmo, não haver sentido algum elas estarem lá, marcadas na sua cabeça. Eu tenho essa hábito desde que eu era menor, que eu costumava guardar a imagem dos dias da semana na cabeça de acordo com o desenho que ia passar as 19 horas no cartoon! Lembro-me até hoje que quarta feira era o dia do Déxter, Segunda o dia do Jhonny Bravo e Quinta o dia da Vaca e o Frango. Andando pela casa, depois de ter faltado a aula mais uma vez, eu recordo de um dia que fui cortar meu cabelo com minha mãe, e voltei no carro ouvindo o disco G-Sides do Gorillaz, que eu tinha comprado depois do meu primo ter me mostrado que tinha no boliche, e notei que todas essas lembranças permaneceram vivas na minha mente com uma nítidez absurda.

Vendo o passado passar como um filme na minha mente, lembro-me do maternal, uma apresentação de natal no colégio, o qual eu estava vestido de anjinho (lol, não sei porque to escrevendo isso aqui), e a garota que eu gostava na epóca, lembro até o nome dela, Amanda (sim, incrível, no maternal e estímulos sexuais ja estavam se manifestando na minha pessoa) foi entregar alguma coisa para alguém da quarta série numa caixinha no decorrer da apresentação. Porém, essas imagens, carregadas de informações de código binário, também trazem na bagagem, junto com as lembranças boas, os problemas que enfrentei durante a minha vida inteira. Sei que Freud, ou algum outro Psicólogo famoso, de acordo com minha mãe, que é uma GRANDE psicóloga, diz que nossa mente tem a formação na infância, acho que isso é fácil de notar, qualquer um, fazendo um leve esforço mental pode conseguir recordar o motivo de vários problemas existentes nos dias de hoje por causa de fatos passados.



No meu caso, pelo que já até relatei aqui no Blog no post de nome Clube do Bullying, sofri problemas de aceitação na escola durante um tempo, isso deixou cicatrizes em minha pessoas, e uma enorme aversão a ambientes escolares, isso pode parecer idiota pra uma grande porcentagem de seres humanos, mas e você? Já parou pra pensar que o motivo de muitas pessoas se transformarem em pedófilos é porque eles já sofreram alguma violência sexual durante a infância? Ou que você e seu ódio mortal por brócolis é fruto da sua mãe obrigando a você comer um prato lotado deles quando era criança? (ok, eu viajei nessa). Pra você consertar seus erros, você precisa primeiramente evitar mentir pra si mesmo e assumir cada fato passado, ou então, você vai estar preso a um mundo fictício inventado por você mesmo. Lembre-se, você não precisa criar um personagem para se relacionar com o mundo, deixe o personagem ser inventado pelos fatos que ocorrem na vida. Quer a solução para todos os seus problemas? Vá para a estação da mente, e espere o próximo trem fantasma do passado, que deve sair mais ou menos lá pela hora que você quiser, ele anda ao contrário, mas em compensação, você poderá parar em quase todos os lugares que sua mente ainda tem algum tipo de acesso, boa viagem.

ouvindo: Gorillaz - Faust

Cayo.