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acho que finalmente vou poder virar um super sayajin e ter pokémons ou pilotar mechas!



Talvez eu tenha descoberto que seres humanos podem ter os poderes que são mostrados nesses desenhos japoneses que as televisões dizem que influenciam as crianças a serem mais violentas e tudo mais, e acho que não sou só eu que tenho esse poder, todos que expelem alguma expressão pra fora da alma de alguma forma, também tem. Não pensava assim antes de assistir BECK, é um pensamento que me leva diretamente a minha infância, a qual eu tanto gostaria de ter os poderes que os personagens que eu acompanhava na televisão tinham, no meu caso (e não só no meu), esse poder é a música, e quem esta lendo isso e também faz música por acaso, só dou boas vindas para o personagem de anime mega poderoso que você sempre quis ser estar finalmente vindo para sua realidade.

BECK é um anime curto, tem apenas 26 episódios, mas o que me atraiu pra vê-lo, foi o fato de uns amigos meus que tocam já terem comentado frenéticamente sobre o seu final (que realmente, é muito bom). O personagem principal é o Koyuki, ele é um estudante tímido, tem extrema dificuldade de se encaixar com as outras pessoas, depois que ele conhece Ryusukke, guitarrista da banda "Serial Mama", ele fica decidido a aprender guitarra e a cantar, o anime vai se desenrolando, e a banda BECK se forma! O legal é que da pra perceber que há personagens inspirados em músicos de bandas famosas! Eu pelo menos percebi um inspirado no Zack De La Rocha (Rage Against The Machine) e outro inspirado no Flea (Red Hot Chilly Peppers). É empolgante demais a forma como você acaba ficando junto da banda quando ela está no palco, torcendo por eles, durante o período que eu assisti BECK, eu sempre pensava em todos os meus projetos músicais durante os episódios, muito inspirador. As músicas das bandas virtuais são muito maneiras! Depois que terminei o anime, me peguei viciado em várias músicas das bandas pertencentes ao anime, são bem divertidas, e o legal, é que eles encaixaram até algumas bandas virtuais na história da música da realidade, na verdade, durante o anime todo podemos ver referências de bandas em todos os lugares, citações de músicos, camisetas de banda, e até mesmo cover de uma grande banda, eu até falaria, mas acho que prefiro deixar você ver por si só, caso tenha vontade.



O que mais me chamou a atenção no anime, foi o que citei no começo do post, o fato de que na época que eu acompanhava os episódios, eu acabava por pensar na minha vida musical de ensaios, gravações e shows em algo próximo de super-poderes! E acredite ou não, é mais ou menos por aí, me lembrou um pouco de um texto que li sobre o "Um Só Caminho", cada um tem seu caminho, o médico pela cura, o pintor pela pintura, o ator pela atuação, o escritor pela poesia, enfim... Agora imagine que você é um... ãhm... (o que você pode ser?) um dente, vivendo numa população de dentes! E você é um idealizador de modelos de escova de dentes! Agora digamos que você e todos os outros dentes IMED (vamos botar esse nome gigante em sigla) participam de um torneio como aquele do começo da saga Majin-Boo do Dragon Ball Z, lutando pela liderança das vendas... Aí do nada, uma bola preta e do mal chamada Kárie-Boo (entendeu o trocadilho?), começa a ameaçar os dentes de todo o mundo, e você, como idealizador de modelos de escova de dente deve lutar contra ele para salvar a população do mundo da destruição, e pra isso, você precisa juntar as 12 esferas feitas de pasta de dente! Voltando a realidade, acho que vocês entenderam o que eu quis dizer, se não entendeu, tente fazer sua mente voar um pouco, porque é essa imaginação que nos motiva a viver, se não fosse por ela, você teria um espaço em branco na sua mente no lugar de desejar coisas! Então, mãos a obra, é hora de você pegar a guitarra, ou o microfone, ou o papél, ou o photoshop ou a máquina de construir escovas de dentes e partir pra batalha!

King Crimson - Cat Food

Cayo.

pelo menos matamos o tédio um do outro...



É estranho... Alguém acha um caderno, mentaliza a face do ser, em combinação com o nome da vítima escrito no caderno, a pessoa estará morta, o fato da face ter de ser mentalizada faz com que nenhuma pessoa com o mesmo nome morra por engano. Se a causa da morte for escrita até 40 segundos depois que o nome for escrito, a causa ocorrerá, desde que não seja impossível... Caso contrário, a pessoa morre de ataque cardíaco. O humano que tocar no caderno assim que ele chegar no nosso mundo, se torna automáticamente, o novo propietário do mesmo, e o dono também poderá ouvir e ver o shinigami (deus da morte) que foi o propietário original do caderno no mundo dos Shinigamis. Quem utiliza o Death Note não pode ir nem para o céu, e nem para o inferno. O material de escrita pode ser qualquer um, desde que o nome da vítima esteja legível. Mesmo não tendo posse, qualquer ser humano pode escrever o nome de alguém no caderno e causar o mesmo efeito a pessoa. Uma página ou pedaço do Death Note, tem o mesmo efeito que o caderno em si. O humano que usar o Death Note, após sua morte, irá ao mesmo destino das pessoas mortas por ele, nesse caso, o vazio.

Essas são algumas das regras do Death Note, como você ja sabe (ou ja sabia antes de ler o páragrafo acima). O anime tem enfâse na investigação, diferente da sua grande maioria, aqui não são vistas lutas, mesmo que ainda role cenas de ação. O legal dele, é que ele te faz pensar com uma visão mais analítica nas situações do dia a dia. Tudo começa quando um garoto chamado Light Yagami acha o caderno no mundo dos humanos, e começa a escrever nomes de criminosos para tornar o mundo um lugar melhor. Acompanhado pelo shinigami Ryukki (que é viciado em maçãs). A polícia começa a reparar nessas inúmeras mortes por parada cardíaca, e logo, o Kira (nome do assasino que mata utilizando o caderno), começa a ser perseguido pelo detetive L. Acho que essa é a base da história, no próximo páragrafo eu quero comentar avisando que eu posso acabar spoileando algumas coisas, mas vou tentar ser sutil. Caso se pretenda ver o anime algum dia da sua vida e acha que vale a pena se arriscar ao ler o próximo parágrafo, siga em frente, caso contrário... esteja avisado.



Light queria criar um mundo aonde só os "justos" vivessem, tendo como classificação de justo, aquele que não comete crimes, ou não falta com o respeito de forma extrema com outro ser humano, Light só estava lutando pelo que ELE achava certo. Por mais que o mundo ache que você esta errado, se você acreditar em alguma coisa, deve ir até o final... Isso até me lembra uma letra do Medulla "I Was A Monster", que fala de um terrorista que tenta provar pra sua amada que ele luta pelo que acha certo, não importa o que ele faça, claro, acredito que o mundo irá acabar dando a ele as consequências, é a tal da lei da ação e reação, também conhecida como o karma. Temos nosso livre arbítrio, e até mesmo Light estava usufruindo do seu livre arbítrio quando tomou a escolha de escrever os nomes dos criminosos para criar um "mundo livre do mal", claro que no fim de tudo, ele acabou tendo que aturar as consequências do que ele fez. É interessante o fato do Ryukki repetir durante o anime inteiro "Como os humanos são fascinantes", realmente, somos fascinantes, o fato de cada um achar que estar certo e é melhor que o outro faz a gente lutar de uma forma bizarra. No caso visto no anime, a luta era silenciosa, feita por investigação, mas acho que Ryukki se referia também aos conflitos armados que temos no nosso mundo, ataques terroristas, e tudo pelo qual acabamos ferindo e nos destruindo só para provar que estamos mais certos e que somos melhores que o próximo. Acho que o anime mostrou a trajetória do Light como a trajetória de qualquer ser humano... Nós vivemos, lutamos a qualquer custo pelo que nós acreditamos, e no final, morremos... E tudo vira um vazio. O mundo é como um playground, e você tem ele disponível para se divertir e aproveitar (ou não) a vida como quiser... Entrando na fila pra brincar no balanço, ou então, furando-a. Achei foda a frase que o Ryukki diz no final: "Foi bom o quanto durou, aliviamos o tédio um do outro por um tempo... É Light... Foi interessante." É como a vida, tudo é vazio, e só estamos aqui matando nosso tédio de alguma forma. Agora, de uma outra visão, analizando o fato do Light determinar o que é certo e errado, muitas vezes a sociedade precisa disso, precisa ser controlada, precisa ter alguma opinião predominante em suas vidas pra ser generalizada como a verdade absoluta, claro que essa tal verdade absoluta não existe, mas é uma espécie de rédia na sociedade, se todos nós tivessemos pensamento livre, realmente, o mundo poderia beirar o caos, eu aprecio muito a idéia de livre escolha da anarquia, mas acho que não daria certo no mundo em que vivemos, não sabemos respeitar a opinião alheia, e se algum dia respeitarmos, provavelmente será tarde demais. O meu personagem favorito definitivamente foi o L, muito foda a forma como ele analisava tudo, apesar de que algumas analíses dele eram meio absurdar dele saber, mas não questiono nada, isso é ficção! Hahaha. Legal que o L veio de um orfanato de super dotados que o Watari fundou... E depois que o L morreu, tinham crianças prontas para substituí-lo como detetive, brilhante! Quem iria suspeitar de crianças? Se bem que se eu morasse no Japão, de ver o que eu vejo em animes, eu teria mais medo de crianças do que de qualquer coisa.



Foi bem legal acompanhar o anime, acho que ele não mantém o nível intenso que é mostrado no começo, mas no geral, é bem legal, me levou a refletir bastante e agir de maneira análitica, graças as investigações loucas que acontecem no desenho. Agora se coloquem na situação de Light, e se você tivesse um Death Note? Quem você mataria? Volta e meia eu me peguei pensando que se eu tivesse um Death Note mataria tais pessoas que apareceram na minha cabeça, mas acho que não preciso disso, deixem esses pedaços de carne andando por aí, se alguma merda acontecer na minha vida por causa deles, será apenas o acaso de duas energias que tem conceitos de certo e errado estarem colidindo, como eu disse... O mundo é um playground, mesmo que ás vezes o seu brinquedo preferido esteja lotado de pessoas ou então, algum valentão do parquinho tenha destruído o trepa-trepa (ok, isso foi bem sugestivo, melhor parar por aqui).

ouvindo: Dead Fish - Bem Vindo Ao Clube

Cayo.

Resto do Post

organize seus fichários, não fale palavrão, não faça nada que tiver não na frente... agora imagine tudo isso na visão pessimista de um derrotado



Hoje voltei as aulas! É engraçado, ter 19 anos e estudar num supletivo do primeiro ano do ensino médio, não que eu seja melhor ou mais maduro que ninguém, mas é cômica a forma que as pessoas ainda jogam bolinhas de papél umas nas outras e classificam os amiguinhos que preferem ficar calados de nerds. Desde a época do maternal, sempre nos obrigam a organizar os cadernos pelas matérias certas, nos obrigam a não falar palavrão na sala, nos obrigam a ser amigo de todos, a se alguém bater na gente, ir direto falar com a professora, porque revidar é coisa de quem quer plantar maldade no mundo. É engraçado que os alunos que seguem isso no seco, viram pessoas mega introspectivas, sozinhas e desvalorizadas pelos outros ao seu redor, claro que acabam formados e cheio de dinheiro no banco! Mas e daí? Muito bonita sua grana no banco, senhor empresário! Mas acho que você poderia ter aproveitado mais sua vida na infância/adolescência.

O engraçado é que muitos por não seguirem o padrão de comportamento da escola (o que cá entre nós, é MUITO mais provável), acabam fazendo completamente o inverso do que eles te instruem a fazer, como um ato de rebeldia sem nenhuma causa aparente. Mas o sistema escolar não é nada mais, nada menos que o sistema da nossa sociedade aplicado de uma forma menor, pra desde que somos fetos aprendermos a crescer nas regras de uma sociedade pseudo-perfeita, aonde sempre vai existir melhor e pior (será que você é mesmo inferior devida a sua nota ser menor que a do amigo que ficou em cima de você na tabela?). Os fichários que eram pra ser organizados com as matérias em ordem dos tempos e das apostilas bimestrais acabam sendo organizados com desenhos e folhas de death note com o nome dos coleguinhas que são diferentes. E toda aquela amizade que as professoras mandavam você pregar acabam virando em vários casos, um caos! Talvez se a escola fosse um ambiente o qual você não fosse obrigado a sentar numa cadeira e escutar um cara falar o que é certo e errado durante horas e horas, você conseguisse desenvolver melhor sua opinião própia, ao invés disso, pelo visto, vamos continuar ainda durante muito tempo sendo obrigados a ouvir e não falar.



E basicamente, os que sentam e escutam, não opinam e não falam, são os que vencem nesse sistema, pessoas que tomam a posição de passivas a vida inteira, isso se vencer não significa aproveitar. Faço questão de ouvir todo dia o hino dos derrotados, ser o hino dos derrotados, que pode ser expressado de qualquer forma, porque não tem que se enquadrar nos padrões de vencedor. Sei que ser um mal aluno não é uma boa saída, afinal quero cursar uma faculdade, do fundo minha alma, mas não me sinto menos que ninguém pelo fato de estar cursando o primeiro ano e ter 19 anos, o que eu aprendi nesse tempo todo que tive dificuldades com a escola, me fizeram compreendar muita coisa além, agora eu sou um vírus infiltrado, e acho que nenhum anti-vírus vai me descobrir, porque idéias são imortais. E apesar de todas essas merdas que somos obrigados a enfrentar no sistema de estudo nacional, garanto que tanto pra mim, quanto pra vocês, tanto pros vitoriosos, quanto para os derrotados, freqüentar a escola é uma experiência divertida, porque se foder também faz parte.

Ouvindo: Queens Of The Stone Age - Sky Is Falling

Cayo.

acho que a reposta é dentro de cada um de nós...



Internet é a fonte, digo, através dela... Eu posso nunca mais sair de casa e me divertir pro resto da vida, baixando filmes, músicas, baixando até uma namorada compactada num arquivo RAR (ok, não vou exagerar). Mas foi numa dessas que baixei o filme "Onde Vivem Os Monstros", que me atraiu pelo visual bonito que eu vi nos trailers. O filme foi dirigido por "Spike Jonze", o mesmo diretor do curta/clipe "We Were Once A Fairytale" do Kanye West, assim como de outros clipes de bandas e artistas como Beastie Boys, Björk, Daft Punk, Fatboy Slim, Sonic Youth, Weezer, Notorious B.I.G., REM e outros. Além de ter sido o co-criador e produtor da série e do filme "Jackass" (lol).

Acho que qualquer um que assiste se identifica rapidamente com a criança do filme, que claramente tem problemas em se relacionar com as pessoas (em especial, sua família). Apesar disso, ele se mostra dono de uma mente muito criativa, é legal ver o mundo que ele cria com o que ele tem disponível ao seu redor, como o seu iglu e a cabaninha que vira uma nave mãe que vai decolar para salvar todos da casa. Depois dele brigar com sua mãe porque não gosta de milho congelado, Max (o protagonista), vai para uma ilha... A qual monstros estranhos moram. Os monstros habitantes da ilha funcionam como representações de suas frustrações, é claro que Carol (o monstro que o protagonista mais se apega) representa o gênio violento e instável do Max, basta linkar a cena que ele destrói o quarto da irmã com a cena que Carol esta destruindo as casas dos monstros pelo motivo que KW estava com seus novos amigos. Algo que lembra também a relação de Max com sua irmã. Max se auto-intitula o rei da ilha, algo que parece que ele sempre quis ser na vida real, e acho que todos nós, algum dia na nossa infância, na verdade, algo que grande parte de nós foi na infância, viviamos num mundo completamente nosso, onde o que a gente acreditava podia ser verdade absoluta sem nenhuma influência do maldito mundo exterior, ou as vezes, o mundo exterior ja ajudava a destruir nossos sonhos na infância também, acho que não podemos escapar da realidade de viver em conjunto né?



O ponto que mais me cativou no filme foi o fato dele reativar grandes lembranças que tinha de quando eu era menor, daquelas fases onde você imaginava de tudo possível sem nenhuma barreira te limitar, aonde em momentos do dia a dia, você se colocava em situações que nunca existiriam, mas você fazia acontecer dentro de sua cabeça, e isso refletia em suas brincadeiras, desenhos, histórias, conversas com amigos e todo o resto de expressão da sua mente. Acho que Max conseguiu colocar todos os monstros que pareciam assombrosos do seu lado, e se divertir com eles, até fez eles concretizarem algumas das suas vontades. Acho que é como a vida, temos nossos monstros e medos, mas só conseguimos concretizar o que temos vontade quando andamos lado a lado com o que nós tememos. Acho que se Max gritasse e saísse correndo quando tivesse visto os monstros ele iria acabar sendo caçado e comido, certo? Quando você se ver preso numa ilha com monstros, tente conhecer todos os monstros que lhe rodeiam, faça amizade com eles, construa um forte com eles! Aposto que quando você tiver que abandonar aquela ilha, vai olhar pra trás e sentir um brilho e uma energia boa em todos aqueles monstros que te acompanharam no passado, e vai se sentir bem pelo fato de ter convivido com eles de ter feito amizade com eles, e até sentir falta deles!

Ouvindo: Big D And The Table Kids - Noise Complaint

Cayo.

Resto do Post

impossível irreal



Se imagine numa plataforma sem cercas no céu, estranho né? Agora imagine superfícies se elevando e complicando o chão que você esta pisando fazendo relevos bizarros crescerem, mais estranho ainda né? Agora imagine um sol escaldante em cima de você e dessa superfície, fazendo sua garganta secar e você desejar água mais do que tudo na vida, estranho e tenso talvez? Agora imagina uma vista aonde carros parecem migalhas do trakinas que você deixou cair na sua bancada do PC... Agora vamos supor que você pra chegar nessa plataforma, teve que fazer uma escalada que te deixou destruído e você não quer mais se movimentar, mas sabe que você vai ter que fazer essa escalada de forma reversa pra poder voltar a sua "vida normal". Achou que eu estou drogado digitando esse texto na frente do PC? Não mano, só estou relatando a experiência que é subir a pedra da gávea.

Já tinha subido uma vez, no ano passado. Quando cheguei lá em cima, senti uma sensação de: "legal, to vendo o Rio de Janeiro inteiro, mas e daí?". Vamos ver a situação da seguinte maneira: há um diário numa gaveta trancada com chave, e o ser humano não vai se sentir confortável sabendo que tem algo que ele não pode ver ou alcançar, provavelmente vai fazer de tudo pra poder arrombar a fechadura e conseguir checar o que esta escrito dentro do diário... É bizarro, mas ao mesmo tempo que faz sentido, é o instinto curioso, um instinto movendo a mente para não deixar nada lhe dar limites, também a mesma coisa que fez as terras serem descobertas através de navegações. Não acho que isso é um crime, acho fascinante! Basicamente podemos ver como se o ser em questão arriscasse a sua vida para chegar a um lugar visto como inalcansável... Isso que motiva a N.A.S.A. a tanto tentar pisar em marte. Claro que tudo isso tem que ser feito com alguma estratégia que dê firmeza e certeza de que não há riscos de falha, a mesma tática que usei nas partes que eram necessárias dotes de escalador na pedra da gávea, buscava estar sempre com os pés firmes para poder dar o impulso com as mãos. Isso me lembra a filosofia do Parkour, de você traçar uma meta antes de sair fazendo os movimentos sem pensar, aliada a capacidade de percepção do que é possível, o ser humano pode conseguir atingir o que é visto como impossível. Com base nisso, acho que é possível definir que o impossível não existe! Pode ser viagem demais, mas não é tão viagem quanto você conseguir superar seus limites e chegar ao topo de uma pedra com uma altura relativamente grande.



As pessoas que chegam ao topo podem muito bem dar vasão ao medo, mas se esse espaço for dado para o medo, acredito que os escaladores vão acabar não chegando ao topo de suas pedras, ao invés disso, basta aliar-se ao medo que te limita e pensar numa possíbilidade de utiliza-lo como percepção do que te limita! E assim, escalar a vida em direção ao impossível.

ouvindo: Pink Floyd - Time

Cayo.

Resto do Post

paranóia, robôs gigantes e festas de casamento



Solidão, quem nunca se sentiu sozinho? Um problema que com certeza já afetou 99.9% da população mundial, porque você se sente sozinho? Porque você precisa tanto de outro ser humano por perto para se sentir completo? Qual o sentido disso tudo? Porque você esta elndo esse texto? Com certeza existem muitos "Porques" e quase nenhuma resposta que confirme alguma coisa. A gente sofre sem sentido, o instinto e a emoção nos fazem agir de uma maneira estranha. Esses dias terminei de ver o anime "Evangelion", que tem um final que me fez refletir bastante. Já vou avisando, caso você não tenha visto o desenho e pretende ver, não leia o segundo parágrafo do post, porque vou Spoilear. Aconselho vocês a verem, só tem 26 episódios.



A história é protagonizada por Shinji Ikari, um adolescente de 14 anos que começa a pilotar robôs chamados de "Eva", para combater anjos, que vem ao mundo para causar a extinção da raça humana, como aconteceu num episódio prévio aos episódios do desenho, um desastre chamado "segundo impacto", uma espécie de Semi-Big Bang causado por um anjo, que mais tarde foi capturado por uma empresa secreta, nomearam o anjo de "Adão", e os robôs que as crianças escolhidas pilotam (junto com o Shinji, os outros dois pilotos são duas garotas chamadas Rei e Asuka) foram construidos com base no anjo que veio causar o segundo impacto, afim de botar em prática um projeto de unificação da humanidade, para assim, todos vivermos como um só. Complexo, não? O mais legal é que para pilotar os Evas, é necessário uma sincronia entre a alma do robô-anjo e do ego do piloto. O anime começa simples, dando enfâse as batalhas, os três personagens possuem estranhos problemas emocionais. Shinji perdeu a mãe e se afastou do pai, que é o dono da NERV (empresa que criou os Evas), Rei é uma garota extremamente introspectiva, que não tem um propósito para viver, Asuka meio que se obrigou a aceitar que a melhor maneira de se viver era sem ser apegado a ninguém, porém, no desenho ela se mostra incapaz de conseguir ser o que ela quer, o que faz ela ser uma pessoa arrogante e mandona. Acho que consegui resumir bem a história pra chegar no ponto que eu quero chegar, nos últimos episódios do verdadeiro final (existe um final alternativo, mas eu ainda não assisti), o foco do desenho se volta diretamente para a paranóia dos pilotos, aliás, é uma brainstorm de questionamentos com imagens muito loucas que te fazem viajar muito. Shinji esta se questionando mentalmente o motivo pelo qual pilota um eva, que ele não conseguiu responder pra si mesmo ao longo do anime, ele percebe que pilota para receber elogios e as pessoas, principalmente seu pai, gostarem dele, admirarem ele por algum motivo, tudo porque ele não quer se sentir sozinho. E o porque dos personagens se sentirem sós, é que precisamos dos outros para formamos a nossa própia identidade! É com base nos seres que convivemos que chegamos a uma falsa conclusão mental do que somos. Achei foda uma cena do último episódio, onde o Shinji se encontra num mundo completamente branco, sem nada, aquele ali é o mundo dele, onde só ele existe, ou seja, ele não consegue ser, porque não existem outros para ele se espelhar! Acredito que seja esse o motivo que nós, seres humanos nos sentimos sós, precisamos um dos outros para sermos alguma coisa, e é com base nisso, que se criaram as religiões e as crenças, precisamos de um deus, precisamos de um Jesus para nos servir de exemplo, sem a massa ter o exemplo de Jesus, é mais difícil formar uma identidade "certinha", né? Foi isso que concluí hoje filmando um casamento. Ainda ressalto que o legal do anime, é que a empresa e o própio desenho utilizamtermos "religiosos" como "Dogma", "Adão", "Eva", "Anjos", entre outros, vale a muito a pena assistir.


Esse é a parte final do último episódio (de um dos finais) de Evangelion, coloquei ele aqui pra quem se interessar de ver a parte do Shinji no seu mundo, que é completamente vazio. É logo no começo do vídeo.

Agora na boa, não gosto de igrejas, e trabalhando na filmagem de casamentos e festas no final desse ano de 2009, cheguei a conclusão de que cerimônias religiosas de casamento, e conseqüentemente as própias igrejas, são um consolo para a solidão que nós sentimos. O discurso do pastor que eu ouvi hoje pregava um apego emocional GIGANTESCO, e toda a paranóia do Shinji que eu assisti nos episódios finais de Evangelion vieram na minha cabeça. As pessoas, na minha visão, começam a freqüentar cultos religiosos porque eles preenxem o vazio, a falta de sentido, a solidão, e a busca de uma identidade que o mundo causa na mente das pessoas. A imagem de Jesus como um "Salvador" e ainda mais de ressaltarem que Jesus era semelhante a Deus, fazem todos se espelharem nele como um exemplo, e assim, criando-se a padronização generalizada do certo e errado. Como a bíblia e a igreja condena o uso de drogas, diz que a mulher tem de ser submissa ao homem, e não aprova o casamento gay, isso tudo começa a fazer parte da nossa vivência do dia a dia, além de criar um preconceito baseado nas palavras do padre/pastor na mente de muitos. É uma excelente forma de controlar o caos e a paranóia de solidão da humanidade, a igreja com certeza consegue fazer isso com sucesso! Sorte que ainda assim existem pensadores livres, que por mais que não consigam o ato de extrema perfeição de não sofrer, não se sentir sozinhos e ter uma identidade 100% própia (acredite, nenhum de vocês consegue ser você mesmo por completo) tentam atingir essa "perfeição", se é que existe perfeição. E foda-se tudo que eu escrevi aqui, porque no fim, nada disso importa.

Ouvindo: Stonephace - Yellow Brick Road

Cayo.

say hello to my little friend! (tomar na cufa II)


cortem as cabeças!

Mais um ano, mais um hútuz, e a mafia permanece firme e forte! Pra quem não sabe, nessa mesma epóca do ano passado escrevi um post mostrando a minha indignação com a CUFA (você pode ler esse post clicando AQUI, ele se encontra no meu antigo blog, não liguem pro layout desarrumado!). Esse ano também compareci novamente no evento que foi sediado mais uma vez no canecão, em botafogo. Para entrar era necessário convite, encontrando alguns conhecidos de eventos de rap, o DJ Bola mais uma vez conseguiu arrumar um convite que garantiu a entrada na minha segunda premiação do Hutúz, pelo menos a entrada é gratuita né?

Depois de marcar um tempo do lado de fora e trocar umas idéias com a galera do rap que não via a um tempo, entrei no canecão, e lá dentro estavam todas as "celebridades" do rap nacional e da música brasileira, Mano Brown, GOG, Rappin' Hood indo até Caetano Veloso, Sandra de Sá, Regina Casé... e claro, Eu (nemri)! Sentei numa mesa com uns amigos e a premiação começou, com uma batalha de rap com umas rimas bem convencionais que eu tanto ouvia nos eventos. Depois disso, tive que assistir a mil conversinhas ensaiadas entre o Netinho (aquele da Record) e a Nega Gizza, foi engraçado. Agora, chegando ao ponto que eu quero chegar, os premiados foram os de sempre! Novamente, Racionais ganhando um monte de prêmio (mesmo não lançando discos novos ou trabalhos novos que os façam merecer [na minha opinião, claro]), Mv Bill, Nega Gizza e Camila (que fazem parte da organização da CUFA) levaram um monte de prêmio também, detalhe, que a cada prêmio que a Camila ganhava (por ela e pelo MV, que não pôde comparecer, então ela recebia por ele), aturavamos rimas e mais rimas dela que ja martelaram nas nossas cabeças em diversas formas, mas todas querendo dizer a mesma coisa, foi engraçado o discurso do Mano Brown, que subiu no palco com o copo de whisky e a mente vagando por outra galáxia. Valeu a premiação só pra ver o GOG rimando "Brasil com P" acapela no microfone e pra ouvir "Rap du Bom Parte II" do Rappin Hood com o Caetano Veloso, uma música que eu sempre curti bastante, ta bom que o Caetano nem tava pilhado de cantar, ele demonstrou quando no palco viu se recusando a cantar alegando não ter ensaiado e não ter trazido equipamentos, sorte que esse é o mundo do rap e do improviso, então o DJ soltou a música e os dois cantaram por cima.


o prêmio #FAIL vai para o Rap Nacional! Porque nós que obrigamos os Mc's a seguirem padrões, e escreverem o que todo mundo ja cansou de ouvir e rejeitamos coisas novas.

Essa foi a última edição do Hutúz Rap Festival, não acho bom ser a última né, até porque esse evento virou um encontro de várias pessoas de várias localidades do Brasil pertencentes a cena do Rap Nacional. O que me deixa indignado foi não ver nenhum representante da cena do Rap Alternativo ali no palco, quer dizer, o rap já é escondido e ausente em todas as premiações de música brasileira, e na premiação que era pra abordar todos da cena do Rap Nacional (seja alternativa ou padronizada), só vemos as mesmas caras de sempre! Ou seja, evento presenciado pela platéia de sempre que sempre recebe os prêmios, e pra ser sincero, nada muito diferente da cena underground carioca. Me deixa indignado o fato de muita gente dessa galera (não vou generalizar, afinal, não são todos) serem preconceituosos com pessoas que não tem tanta semelhança a eles, rotulando quem não se encaixa nos padrões de "mano". Queria que a galera do rap fosse mais cabeça aberta, quem sabe assim teriamos menos fronteiras na música brasileira, o que consequentemente nos proporcionaria mais espaço, e mais apresentações nos diversos eventos que envolvem música em geral.

Esse ano não compareci a muitos eventos de rap, diferente dos anos anteriores, que sempre freqüentava batalhas e os shows da cena underground, o que contribuiu a isso, foi ver que muitos ali apertam a mesma tecla e não saem do lugar, além de ter cansado de ouvir as rimas de sempre. Gosto muito de rap, de fazer, de ouvir, de assistir a apresentações e tudo mais, muita gente diz que eu mudei, que fiquei diferente, alguns até me chamam de emo (WTF!?). Não preciso dar satisfação a ninguém, afinal, eu não tento ser nada... deixo a vida correr, e conseqüentemente sou um resultado desconhecido pra mim mesmo, até porque, se eu for ficar me preocupando com o que eu vou ser, não vou estar sendo, pois vou filtrar meus pensamentos que são o que eu sou de verdade para formar um ser artificial (ok, eu não consigo fazer isso com 100% de sucesso, mas eu tento, acredito que nenhum ser humano consiga, anyway). Nunca vou abandonar as rimas e nem os raps de improviso, tem dias que eu acordo rimando involuntáriamente, essa porra ta no meu sangue, queiram ou não acreditar. Ontem, voltando da casa de uma festa pseudo-alternativa (porque também ja viraram padronizadas) a trilha sonora do meu fone foi "Everything In Its Right Place" do Radiohead, ela me levou a refletir que tudo esta no seu devido lugar, nada se move, nada de novo acontece, sou obrigado a ver reprises da vida a cada dia que passa. A mudança é a lei da vida, e não temam o novo, uma hora ele chega, querendo ou não.

Cayo.

pra quem vive no mundo de quem enxerga o mundo como quem não se afundou com o mundo



Se imagine no ano de 2277, depois que uma bomba nuclear explodiu em 2077, você cresceu dentro de um Vault, que são abrigos subterrâneos para humanos não terem contato com a radiação e os seres mutantes que abrigam o enorme deserto que o que era pra ser sua cidade natal se transformou, bem vindo ao mundo de Fallout 3, um dos jogos mais impressionantes e mais bem feitos que eu já joguei. Acredito que seja uma missão bem difícil, conseguir fazer um jogo que consegue ter um conceito tão bem feito junto a sensação de proporcionar uma jogatina fácil e agradável, Fallout 3 não é um jogo simples, é bastante complexo, mas depois que se pega o jeito, fica muito divertido de jogar, eu ultimamente estou passando horas matando seres modificados pela radiação e explorando lugares abandonados.

O jogo tem um início brilhante, você começa nascendo, saindo do útero da sua mãe, você pode escolher se vai ser do sexo masculino ou feminino, cria seu personagem em um "previsor de como você vai ser no futuro", e vê sua criação crescer dentro do "Vault 101", como expliquei acima, o Vault é um abrigo subterrâneo. Vivendo sob o comando de um "ditador", um dia ele acorda e vê que seu pai fugiu do abrigo. Sem escolhas, visto que iriam persegui-lo para buscar informações, ele resolve escapar da Vault também, e é aí que o jogo se ínicia! No começo fiquei meio perdido, demorei um pouco pra me situar na quest principal do jogo, andei um pouco sem rumo, mas até isso foi bem divertido. É legal andar pelo deserto pós apocaliptico que virou Washington D.C. ouvindo música dos anos 50 na rádio, de Billie Holiday a The Ink Spots. A trilha sonora se repete bastante, mas não é enjoativa, da um clima de solidão e melancolia, que bate com perfeição com o ambiente que você joga, você vai se pegar sozinho muitas vezes, pronto para ser atacado por mutantes, animais modificados radioativamente, e humanos que resolveram viver no deserto, acabaram tendo sua sanidade mental influenciada pela radiação. E acredito que isso seja uma metáfora com o mundo real, todos nós vivemos cegos pelo sistema e todas as facilidades que ele nos proporciona, quer dizer, até mesmo a escolaridade é criticada no jogo, depois de você fazer um teste dentro do "Vault", um dos personagens que administra a prova diz "este teste é uma piada". E realmente, quem quiser acordar pra se libertar dessa criação que o nosso "Vault" (leia Sistema) nos oferece, vai estar num deserto pronto para ser atacado por monstros mutantes, é um preço que se paga.



Você vai receber um Pip-boy 3000 logo no ínicio do jogo. Este é o aparelho que controla tudo no seu personagem, desde os itens que você carrega (acredite, há uma infinidade de itens diversificados) até as armas e medicamentos, passando pela sua roupa e equipamento e sua munição, e além disso, ele também serve para medir seus status e controlar as quests do jogo. Ele foi muito bem estruturado, e você é representado em diversas ocasiões, pelo personagem "Pip-Boy", o que eu achei um dos maiores acertos da equipe de design do jogo. O personagem aparece em diversas situações, recendo uma arma de presente de sua avó, que esta pedindo pra você matar algum conhecido, ou então, com uma mão mutante saindo de seu umbigo, entre uma diversidade de situações. Ele aparece nos vários cartazes encontrados no decorrer do jogo, é muito maneiro o contraste que esses cartazes e propagandas tem no mundo do jogo, proporciona um realismo muito divertido de se conviver junto, hoje mesmo, estava em um planetário que existe dentro do jogo, viajando nos cenários universais que estavam aparecendo acima de mim, quando derrepente, dois super mutantes vem me atacar de surpresa! Esses sustos são bem divertido, e dão um clima tenso ao jogo, você sempre tem que ficar atento ao que esta acontecendo ao seu redor.

O realismo de Fallout 3 nos faz pensar, é por isso que o jogo foi tão hypado em 2008. Foi considerado por muitas revistas o melhor jogo do ano, isso revoltou muitos fans que estavam ocupados com o GTA IV, mas isso nem vem ao caso, é besteira ficar comparando os dois jogos. Andar pelo deserto te faz refletir bastante, vivemos em um mundo que as pessoas são cada vez mais sozinhas, cada vez menos confiamos nos seres que vivem e respiram ao nosso redor, porque o mundo nos educa para sermos egoístas. Existe um relacionamento que você mantem com os personagens do jogo, sempre sinto que todos eles são muito desconfiados um dos outros, e o que você faz com um personagem, as vezes afeta o seu Karma de uma maneira que acaba desgastando a sua "moral", exatamente como reparo na minha vivência do dia a dia. É assim que o mundo nos educa, você acaba se vendo as vezes correndo tanto atrás de seus pertences, do seu dinheiro e da sua moral que chega ao ponto de se esquecer de viver, enquanto isso, dentro de você sempre haverá um "porque" sem resposta martalendo sua cabeça. E se a humanidade continuar evoluindo assim, o que provavelmente vai acontecer, algum dia os acontecimentos de Fallout virão a tona na realidade. Hoje as nações tem poderes bélicos que tem proporções inimagináveis, o investimento dos líderes das grandes nações são em grande parte para a evolução de bombas nucleares. Não sei como aprender com o mundo ao meu redor, ao menos, os jogos de vídeo game, os discos em mp3 da internet e os filmes em avi me ensinam alguma coisa.

ouvindo: Deftones - Knife Prty

Cayo.

up, up & away



Segunda feira um tanto chuvosa, mas nada que me desanimasse sair de casa, ainda mais com a entrada do cinema estando 5 reais! Me encontrei com a Lu no Rio Sul e fomos ver UP! Adoro as animações da Pixar, e sinceramente, são essas animações computadorizadas que estão salvando a Disney, já que ela não lança um filme tão bom quanto os seus clássicos desde Lilo & Stitch. Já a Pixar, depois do sucesso de Wall-E, continuou com uma fórmula semelhante, histórias melancólicas e bem humoradas que podem facilmente atrair pessoas de todas as idades.

Antes do filme começar, você vê um curta-metragem da pixar muito bom, muito criativo e muito bonito visualmente! Depois do curta, você é apresentado a história da vida de Carl (personagem principal) e de Ellie (sua esposa), desde eles se conhecendo, até os seus sonhos, o trabalho de Carl (vendedor de balões), o casamento, é tudo muito divertido até que sua esposa morre, e então, a bem humorada história da lugar a uma cena bem triste, (admito que meu olho se enxeu de lágrimas nessa hora) com uma cena dele sentado sozinho em um banco, e um som de piano bem triste ao fundo. Logo depois disso, Carl resolve se trancar na casa que ele vivia com sua esposa, ele passou a ser visto como um velho rabugento e maldoso. Querendo escapar de uma ida ao asilo, ele faz sua casa voar com vários balões de gás!



O que chama a atenção no filme, é como eles conseguem mesclar as cenas melancólicas com as cenas bem humoradas, a Pixar é muito ousada. Você vai se pegar rindo de cachorros que falam, piadas aleatórias como "ESQUILO" (depois que vocês verem o filme, leia isso, você vai rir, caso você ja tenha visto, você está rindo.), a enxeção de saco do coadjuvante Rubbert, o nome do passáro. Tem muitas cenas bonitas também, quando por exemplo, a casa levanta voô com os balões, e você vê eles refletirem numa janela. Enfim, não estou aqui para revelar todos os detalhes do filme. Muito bom, e vale muito a pena ser assistido! Diversão garantida. Pixar, aguardo mais animações suas.

ouvindo: MGMT - Future Reflections

Cayo.

é o seguinte, retrospectiva de um ouvinte no meio de vinte... milhões?

Foi um longo intervalo sem publicar postagens aqui no blog, eu sei, mas ainda assim tenho minha vida fora desse mundo virtual de fofoca e opiniões. Cheguei a freqüentar bastante shows nesse espaço de tempo que foi passado em branco (ok, o fundo é preto com detalhes verdes), tive contato com diversas energias, geradas por diversas pessoas (leia-se artistas, se preferir, mas acredito que cada um de nós é um artista, afinal, opinamos, falamos e vivemos dia após dia). Resultado deste contato com energias focalizadas em mentes diferentes da minha, resolvi criar esse post, com o intuito de fazer um feedback dos shows que frequentei.



O primeiro deles foi a comemoração do dia do Rock, dia 12 de Julho, chefiada por um show gratuito do Cachorro Grande em frente a Fundição Progresso, Lapa, Rio de Janeiro. Logo depois, haveria o show de Macaco Bong, Fantasmagore e Moptop no Teatro Odisséia. Conhecia pouco do trabalho deles, e confesso que minha mente estava um pouco alta para os padrões de normalidade dela na hora da apresentação, mas foi um show muito bom. Destaco a presença de palco do vocalista (que parecia estar tão louco quanto eu, se não mais), as letras do Cachorro Grande não chegam a me atrair muito, mas eles fazem um Rock bem pista, que transparece uma grande influência de Beatles. Tão notável essa influência é, que no final do show eles tocaram um cover de I Saw Her Standing There. Depois de ter terminado com a garrafa de Orloff, fui em direção ao Teatro Odisséia, onde assisti dois shows, do Fantasmagore e do Macaco Bong, são duas bandas bem interessantes de Rock Instrumental, gênero que vem crescendo cada vez mais no Brasil. Acabou que no final, eu tava tão destruído, que nem tava na pilha de curtir o show do Moptop, então, minha noite acabou na apresentação do Macaco Bong.



No dia 25 de Julho, a rua Dias Ferreira foi palco do Itaipava Premium Leblon Jazz Festival. Não cheguei a conferir o festival inteiro, fui para curtir o show da Mallu Magalhães e do Marcelo Camelo (M&Ms). O trabalho da Mallu Magalhães é alvo de grande ódio vindo de adolescentes alternativos, que a meu ver, foi criado pela imagem que ela tenta cultivar na mídia, de garota vinda de outro planeta, culta, e apreciadora da música Folk (isso particularmente não me interessa muito). Na minha opinião, prefiro que as adolescentes escutem Mallu Magalhães do que Hannah Montana ou High School Musical, as músicas do disco dela na maior parte são em inglês, gosto de uma das faixa só, a J1, ela tem uma boa voz. Mas voltando ao ponto do show, estava meio longe do palco, consegui só ouvir um cover de Bob Dylan, da música Tombstone Blues. Então, aguardando o show do Camelo começar, me locomovi junto com a Luciana (te amo :D) para um lugar mais adequado para curtirmos a apresentação. O show do Camelo foi muito bom, destaco as músicas Mais Tarde, Liberdade, Copacabana e Além do que se Vê (foi a que eu mais cantei), a música Janta não contou com a presença de Mallu Magalhães, mas acho que eles ainda estão juntos. No final de tudo, mesmo o show dele sendo muito bom, acho que é o tipo de show pra você curtir sentado e bebendo uma itaipava (pra entrar no clima da patrocinadora do show)!



Em seguida, dia 29 de Julho, fui conferir na Casa da Matriz o show do Medulla, que rolou na festa 7 Day Weekend. Entramos na festa após umas doses de fogo paulista e batida de mel, mistura que apelidamos de remédio da vovó. A qualidade do som não estava muito boa, mas também acho que a Matriz não é um dos melhores lugares para comportar um show, querendo ou não, o show foi muito bom mesmo assim. Eles cantaram as quatro músicas do seu compacto novo Talking Machine (que por sinal, está muito bom) e mais duas músicas do O Fim da Trégua, lembro-me só de O Circo. Deixo a dica, pra quem gosta do som, vai ter show dos caras no Cinematheque, dia 27 de Agosto, eu com certeza, comparecerei, gosto bastante da sonoridade singular e das letras do Medulla. Depois do show, parada no McDonald (o melhor sabor capitalista, destruindo seu organismo since sei lá quando) com direito a Cheddar Mcmelt.



Em pleno dia dos pais, dia 9 de Agosto, havia uma apresentação do 7F (pra quem não sabe, minha banda http://www.myspace.com/setimafrequencia). Me encontrei com o Cidão e com o F2L em Bonsucesso, de lá pegamos um ônibus para São Gonçalo, chegando lá, pegamos uma carona com a Mãe do F2L em direção ao Sesc São Gonçalo, mais precisamente no evento Turbilhão Hip Hop. O show foi bom, pela primeira vez usamos um Lap Top na apresentação, que proporcionou diversos efeitos na voz do Cidão, a experiência foi válida, e com certeza será utilizada nas próximas apresentações. A set-list foi composta por Vendetta, Epidemia, Matrix, Headphones e Projeto Destruição pra fechar com chave de ouro! O volume dos mics foi a única coisa que não me deixou satisfeito, mas lá pelo meio do show, solicitei que o volume fosse aumentado, e na boa, não é o volume dos microfones que vai fazer o Sétima Frequência fazer uma apresentação ruim! Abraço pro F2L e pro Cidão!



Nessa última sexta-feira, dia 14 de Agosto, fui a Fundição Progresso, para ver o show do Little Joy, e de brinde, ainda assistiria a apresentação do Adam Green (cantor de Folk que fazia parte do Moldy Peaches, grupo que canta Anyone Else, da trilha sonora do filme Juno) e no embalo, a banda The Dead Trees, que acompanha o Little Joy em diversas apresentações. A epidemia de gripe suína no Rio de Janeiro acabou afetando a ida das pessoas que iriam em acompanhar (Luciana e Vitor), acabei curtindo o show com uns amigos do Vitor, diretamente de Campos City. Após um pouco de Vodka (figura que sempre acaba acompanhando comigo todos os shows!). Entramos na Fundição e o show já havia começado, me deparo com uma figura com os olhos cheio de sombra, com um casaquinho rosa bizarro e dançando loucamente (fruto de drogas, naturalmente), era o Adam! Infelizmente o show dele teve um pequeno problema no som, que ficou muito baixo durante a apresentação, a música que mais pulei cantando foi Jessica. Depois de uma demora, o The Dead Trees entra no palco, é uma banda interessante, uma sonoridade bem Indie Rock, destaco o baterista da banda, que tocou muito. O show principal começou logo depois! Little Joy fez uma grande apresentação, dou destaque as músicas No One's Better Sake, Don't Watch Me Dancing, Keep Me in Mind, Next Time Around e Brand New Start (essa última tocada com todos que haviam se apresentado no dia presentes no palco). O Little Joy possuí poucas músicas para apresentar em shows, então, houve a execução de músicas novas e mais um cover de Clear Skies (The Strokes), outro momento muito maneiro no show do Little Joy foi o coro de pessoas cantando Último Romance. Ainda rolou uma tentativa frustrada de tentar entrar no camarim do Adam Green, não conseguimos, mas o show foi muito bom. Agora aguardo outras apresentações que vão me gerar mais experiências e um contato com energias diferentes, até breve, música.


ouvindo: Marcelo Camelo - Liberdade

Cayo.