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e a enigmatica adaptação?



Bom, li todos os livros do Harry Potter, ja cheguei até ao ponto de ser o primeiro da fila numa estréia, porém, os tempos passaram, e eu fui sem muita esperança na estréia do novo filme, mas é impressionante, o resultado me surpreendeu, bastante.

Apesar de várias críticas terem escrachado o filme, dizendo que o filme teve uma história bastante desandada e não se manteve tão fiél assim ao livro, o que em partes tenho que concordar, pelos motivos de que não foi dada uma ênfase tão grande para o livro do príncipe mestiço, a falta do personagem Fenrir Greyback e o fato da cena do funeral do Dumbledore ter sido cortada. Apesar dos pesares, ainda considero um dos melhores, junto com o filme da Ordem da Fênix.



O que mais me impressionou, foi a versátilidade do filme, de conseguir ter um roteiro sombrio, ao mesmo tempo que com toques de comédia romântica, e a ação fantasiosa Potteriana. Esse foi, disparado, o filme que teve mais elementos de comédia de todos os seis, mostrando o dom para o humor de Rupert Grint (Rony Weasley), finalmente, esse foi o filme que ele recebeu o destaque que merecia, e que tanto tinha sido escondido atrás da atuação de Daniel Radcliffe (Harry Potter), que teve uma atuação mediana. Quem também merece um grande destaque, é Helena Bonham Carter, no papél de Belatriz Lestrange, a personagem mais carismática dos filmes do Harry Potter, seu tom sarcástico e debochado retorna no Enigma do Princípe, com muito mais carisma do que no filme da Ordem da Fênix, a sua interpretação deu uma importância maior ainda a personagem, que nos livros nem recebe tamanha importância. Emma Watson (Hermione) se demonstrou muito madura, e linda também! Ela que é admirada por nove a cada dez fãs de Harry Potter, mostrou o quanto evoluiu como atriz, espero vê-la em outros filmes sem ser os da série do HP. Bonnie Wright teve uma atuação mediana, ela, que deveria se mostrar bem mais a vontade e solta nesse episódio, na qual ela se torna mega popular entre os estudantes, se mostrou meio que sem emoção, o que deixou um personagem meio vazio, em compensação, Evanna Lynch, se saiu muito bem no papél de Luna Lovegood, uma personagem que eu, particularmente gosto bastante, seu chapéu de leão que é usado durante os jogos da Grifinória ficou ótimo! Sua excentricidade ficou muito bem reproduzida nas telas. As cenas de ação de Michael Gambon (Dumbledore), tiveram uma pegada no melhor estilo Gandalf, e a sua atuação foi a melhor, comparada aos dois filmes anteriores, achei muito maneiro também a maquiagem da sua mão, que fica ferida nesse episódio. Tom Felton (Draco Malfoy) foi outro que se saiu muito bem na interpretação, o toque de um personagem repleto de conflitos mentais, com um toque de depressivo, mostrou a evolução do ator em relação aos outros episódios da série.



Uma adtapção, não tem que ser necessariamente idêntica ao livro, pelo fato de você ter as suas uma obra muito mais completa e rica em detalhes quando você lê, ao você ver um livro transformado em filme, o que vai te chamar a atenção, são detalhes diferentes, dentre ângulos de câmeras e figurinos. E tudo que você criou dentro de sua cabeça, vai receber uma imagem, tirando por completo a magia de ler. Mas é óbvio que é interessante ter adaptações, hoje em dia, as pessoas possuem rotina muito corrida, e muita arte para consumir, além da vida social de hoje em dia estar numa prioridade que nunca esteve tão em foco quanto nos últimos anos, por isso, as adaptações são aceitáveis! Por mais que não seja totalmente fiél ao livro, mas me diz, como algo exato vai ser fiél a algo abstrato?

ouvindo: John Lennon - Love

Cayo.

apanhado no campo de centeio



Bom, terminei ainda a pouco de ver um filme que se chamava 'O Assasinato de John Lennon', achei muito interessante porque não conhecia nada sobre quem tinha matado o John Lennon, sabia apenas que tinha sido um fã dele, o filme é na verdade um documentário sobre a vida de Mark David Chapman, o assasino de John Lennon. Mark Chapman, morava no Havaí, com sua esposa... tinha sérios problemas psicológicos, era meio anti-social. Com frequência ele visitava lugares públicos, um de seus lugares favoritos, era a biblioteca pública, onde ele achou o livro 'O Apanhador no Campo de Centeio' J. D. Salinger, o qual releu várias vezes, alegando se identificar com o personagem. Numa de suas muitas passagens pela biblioteca, ele abre um livro sobre John Lennon, e vê fotos dele rodeado de Iates, Propiedades e Fartura, Mark via Lennon como uma pessoa completamente diferente, ele o via como alguém que 'imaginava um mundo sem posses' e depois de ver os detalhes de sua vida pessoal, ele começou a taxar Lennon como um hipócrita. Assim como o personagem do livro que leu, ele então resolve que seu destino seria matar John Lennon, passava madrugadas ouvindo os discos dos Beatles compulsivamente, sua mulher estava preocupada, depois de tudo isso, Mark decidiu viajar a Nova Iorque. Chegando lá, se hospedou em um hotel, ele chegou a desistir de sua meta de matar o John Lennon e a voltar para o Havaí... Mas um tempo depois voltou, e foi em frente ao edifício Dakota, após ter conseguido um autográfo do disco solo de Lennon 'Double Fantasy', esperou ele retornar do seu destino com Yoko, quando ele voltou, após sair da limosine, Mark o abordou e o matou com cinco tiros. No julgamento de Mark, ele leu uma passagem do livro 'O Apanhador no Campo de Centeio', o qual o influênciou a cometer o assasinato. Hoje Mark vive em uma condicional, já tentou um pedido de liberdade diversas vezes, mas nunca obteve sucesso devido aos sérios problemas psicológicos que tem. Em razão ao assasinato, Mark disse diversas vezes a frase: 'Na altura achava que graças ao crime ficaria famoso, deixava de ser um zé-ninguém'



O filme no qual me basiei pra escrever o texto acima, se chama: O Assasinato de John Lennon e foi dirigido por Andre Piddington.

Abaixo seguem algumas críticas sobre o filme (critícas traduzidas tiradas do site G1).

Stephen Holden, crítico do "New York Times", afirma que apesar de o filme não pedir que o espectador sinta simpatia por Chapman, obriga a todos a passar quase duas horas em sua desagradável companhia. "Isso é pedir demais", desabafa. "Com sua grandiosidade, seu narcisismo, suas alucinações e suas bruscas mudanças de humor, Chapman se parece com um estúpido que qualquer pessoa ignoraria poucos minutos depois de iniciar uma conversa em um bar", assinala o crítico.

Além disso, o crítico Ian Milhar, da "Bloomberg", lamentou que Chapman apareça no filme como "um certo tipo de anti-herói existencialista", quando foi apenas "um homem muito perturbado, e possivelmente doente, que assassinou Lennon a sangue frio".

Em sua defesa, Piddington argumenta que "o filme não condena ou absolve Mark Chapman e, embora se trate de um filme humano, não é de nenhuma maneira compassivo com ele".

Bom, agora a minha opinião em relação ao filme e ao caso, primeiramente começando pelo filme, acho que todos que possuem alguma saúde mental sabe que não é nenhum ato heróico matar alguém, o filme coloca John Lennon como um hipócrita MAS, apenas na visão de Mark Chapman. Achei um filme interessante, ainda mais pra quem é fã do Lennon e dos Beatles.

Em relação ao caso, acho que Mark estava errado (óbviamente). Tá certo que ele tinha seus problemas psicológicos, mas é aí que fica difícil você ser entendido pelos seus problemas, quando você afeta alguém próximo. Acho que a visão de Lennon ser um hipócrita é besteira, afinal ele é um terráqueo, como eu, você, seu amigo e sua mãe... Tendo o dinheiro que ele tem, acho normal qualquer ser humano gastar para satisfazer suas vontades e desejos, afinal, não precisamos de dinheiro e nem de bens materiais, mas imagine, mesmo você sendo racional, se você tivesse uma fortuna... você faria o que? Não venha me dizer que você doaria tudo...

ouvindo: The Beatles - Hey Jude

Cayo.