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eu sou a morsa!

Últimamente ando ouvindo muito o álbum 'The Magical Mystery Tour' dos Beatles, e desde a primeira vez que ouvi, uma música me chamou a atenção, por ter uma músicalidade muito complexa... I Am The Walrus.



John Lennon canta e toca piano elétrico, George Harrison toca guitarra, Paul Mccartney toca baixo e Ringo Star toca a bateria, a música também possuí arranjos de George Martin, uma orquestra participa com oito violinos, seis violoncelos, uma clarinete e três trompetes, e isso tudo acompanhado de barulhos eletrônicos. Para fazer as vozes do coro, foram chamados o conjunto vocal Mike Sammes Singers, que é muito famoso na inglaterra, ele contribuiu com oito vozes masculinas e oito vozes femininas, mas nem é isso que mais chama a atenção na música, e sim a misteriosa letra non-sense que foi escrita por John Lennon.

Após receber a carta de um estudante que estava estudando as composições dos Beatles numa escola, John Lennon pensou em fazer uma música em que ninguém conseguisse interpretar o verdadeiro significado, ele juntou três letras que estava compondo para fazer uma das músicas mais non-sense e trabalhada da história dos Beatles, ele tinha uns versos escritos baseado numa inspiração que teve em uma sirene, se você reparar, a música possuí um ritmo influênciado por um barulho de sirene. Outro verso era uma viagem que teve com LSD depois de ter a idéia de fazer a letra non-sense, no qual ele falava que estava sentado em cima de um Corn Flake (Cereal). E uma letra que ele havia começado falando que ele estava sentado em um jardim observando o sol. Além disso, a letra possuí influência de um sub-conto do livro de Lewis Carroll Through the Looking-Glass (Por de Trás do Espelho). John estava numa fase na qual ouvia muito Bob Dylan, e buscou a idéia que Bob pregava em suas músicas, não deixar transparecer o que ele realmente queria dizer, mais mostrar que há algum sentido por de trás da letra da musica. Dizem também que a frase ' I'm Crying... ', está relacionada com a morte do empresário e amigo Brian Epstain.


A Morsa e o Carpinteiro.

Na gravação da música, John havia sintonizado o rádio em uma estação que transmitia a peça Rei Lear, de Shakespeare. No final da música pode se ouvir um trecho que dá a entender que a letra da música está baseada em morte:

—Take my purse:
if ever thou will thrive, bury my body,
and give the letters which thou find’st about me
to Edmund Earl of Gloster; seek him out
upon the British party. —Oh untimely death.
—I know thee well: a serviceable villain:
as duteous to the vices of my mistress,
as badness would desire.
—What, is he dead?
—Sit you down, father; rest you.

A música foi B-Side do compacto 'Hello Goodbye'. Saiu no álbum Magical Mystery Tour (por sinal, essa música foi que fez os Beatles iniciarem o trabalho nesse álbum). Ganhou também um vídeo (que pela benção da tecnologia posso disponiblizar ele logo abaixo!)



O vídeo mostra os personagens, como os Eggman, os policiais citados na música, e a própia morsa, que era John Fantasiado. As roupas coloridas que os Beatles usam dão um tom psicodélico a música. Uma curiosidade, é observar que um dos homem ovo possuí um bigode igual o de Hitler, John, na verdade queria botar Hitler na capa do Sgt. Pepper's Lonely Heart Club Band, mas o empresário Brian Epstain, o mesmo que morreu nove dias antes da música ser gravada, não permitiu.

Mas afinal de conta, quem é essa maldita morsa?
Outra pergunta que eu não poderei responder, a menos que encarne John Lennon no corpo, mais tarde eu mato uma galinha e tento isso, brincadeira, falando sério agora... 'Walrus' significa Morsa em sueco, e na Suécia, a morsa é simbolo da morte, isso acompanha a teoria de que a morsa seria ou Brian Epstain, ou Paul Mccartney (e aquela velha lenda urbana). Na música Glass Onion, do White Album, John diz em um verso ' The Walrus Is Paul '. Em uma entrevista para a Playboy, ele disse que só adicionou essa linha na música para confundir mais ainda quem ficasse buscando quem era a morsa. Lennon, na música God de seu álbum Plastic Ono Band, diz... 'Now I'm the Walrus, but now i'm John'.
Na minha mente, acho que a hipotése mais convincente é de que a morsa é a morte, mas só de ler o tanto de informação que li pra fazer esse post minha mente já ficou confusa, o que não tem senso as vezes, pode realmente não ter senso! (ok, eu não acredito nisso).

E quem são os Homem ovo?
Eric Burdon, era o vocalista do The Animals, ele, durante suas relações sexuais, gostava de quebrar ovos crus sobre mulheres, e em sua biografia ele diz que Lennon uma vez que estava em sua compahia, brincou com ele, chamando-o de 'Eggman' (Homem Ovo).

Clique aqui pra ler a letra de I Am The Walrus

Clique aqui pra ler a tradução de I Am The Walrus



A música é uma das que eu mais gosto dos Beatles, e essa psicodelia da letra com certeza chamou muito a minha atenção, claro, não posso dizer qual é o verdadeiro significado da música, se vocês quiserem muito saber o significado... invoquem o espírito de John Lennon no jogo do copo e perguntem a ele! Mas acho que a mágica da música é essa... cada um tirar a sua interpretação... Um abraço da morsa!

ouvindo: The Beatles - I Am The Walrus

Walrus.

apanhado no campo de centeio



Bom, terminei ainda a pouco de ver um filme que se chamava 'O Assasinato de John Lennon', achei muito interessante porque não conhecia nada sobre quem tinha matado o John Lennon, sabia apenas que tinha sido um fã dele, o filme é na verdade um documentário sobre a vida de Mark David Chapman, o assasino de John Lennon. Mark Chapman, morava no Havaí, com sua esposa... tinha sérios problemas psicológicos, era meio anti-social. Com frequência ele visitava lugares públicos, um de seus lugares favoritos, era a biblioteca pública, onde ele achou o livro 'O Apanhador no Campo de Centeio' J. D. Salinger, o qual releu várias vezes, alegando se identificar com o personagem. Numa de suas muitas passagens pela biblioteca, ele abre um livro sobre John Lennon, e vê fotos dele rodeado de Iates, Propiedades e Fartura, Mark via Lennon como uma pessoa completamente diferente, ele o via como alguém que 'imaginava um mundo sem posses' e depois de ver os detalhes de sua vida pessoal, ele começou a taxar Lennon como um hipócrita. Assim como o personagem do livro que leu, ele então resolve que seu destino seria matar John Lennon, passava madrugadas ouvindo os discos dos Beatles compulsivamente, sua mulher estava preocupada, depois de tudo isso, Mark decidiu viajar a Nova Iorque. Chegando lá, se hospedou em um hotel, ele chegou a desistir de sua meta de matar o John Lennon e a voltar para o Havaí... Mas um tempo depois voltou, e foi em frente ao edifício Dakota, após ter conseguido um autográfo do disco solo de Lennon 'Double Fantasy', esperou ele retornar do seu destino com Yoko, quando ele voltou, após sair da limosine, Mark o abordou e o matou com cinco tiros. No julgamento de Mark, ele leu uma passagem do livro 'O Apanhador no Campo de Centeio', o qual o influênciou a cometer o assasinato. Hoje Mark vive em uma condicional, já tentou um pedido de liberdade diversas vezes, mas nunca obteve sucesso devido aos sérios problemas psicológicos que tem. Em razão ao assasinato, Mark disse diversas vezes a frase: 'Na altura achava que graças ao crime ficaria famoso, deixava de ser um zé-ninguém'



O filme no qual me basiei pra escrever o texto acima, se chama: O Assasinato de John Lennon e foi dirigido por Andre Piddington.

Abaixo seguem algumas críticas sobre o filme (critícas traduzidas tiradas do site G1).

Stephen Holden, crítico do "New York Times", afirma que apesar de o filme não pedir que o espectador sinta simpatia por Chapman, obriga a todos a passar quase duas horas em sua desagradável companhia. "Isso é pedir demais", desabafa. "Com sua grandiosidade, seu narcisismo, suas alucinações e suas bruscas mudanças de humor, Chapman se parece com um estúpido que qualquer pessoa ignoraria poucos minutos depois de iniciar uma conversa em um bar", assinala o crítico.

Além disso, o crítico Ian Milhar, da "Bloomberg", lamentou que Chapman apareça no filme como "um certo tipo de anti-herói existencialista", quando foi apenas "um homem muito perturbado, e possivelmente doente, que assassinou Lennon a sangue frio".

Em sua defesa, Piddington argumenta que "o filme não condena ou absolve Mark Chapman e, embora se trate de um filme humano, não é de nenhuma maneira compassivo com ele".

Bom, agora a minha opinião em relação ao filme e ao caso, primeiramente começando pelo filme, acho que todos que possuem alguma saúde mental sabe que não é nenhum ato heróico matar alguém, o filme coloca John Lennon como um hipócrita MAS, apenas na visão de Mark Chapman. Achei um filme interessante, ainda mais pra quem é fã do Lennon e dos Beatles.

Em relação ao caso, acho que Mark estava errado (óbviamente). Tá certo que ele tinha seus problemas psicológicos, mas é aí que fica difícil você ser entendido pelos seus problemas, quando você afeta alguém próximo. Acho que a visão de Lennon ser um hipócrita é besteira, afinal ele é um terráqueo, como eu, você, seu amigo e sua mãe... Tendo o dinheiro que ele tem, acho normal qualquer ser humano gastar para satisfazer suas vontades e desejos, afinal, não precisamos de dinheiro e nem de bens materiais, mas imagine, mesmo você sendo racional, se você tivesse uma fortuna... você faria o que? Não venha me dizer que você doaria tudo...

ouvindo: The Beatles - Hey Jude

Cayo.

Bitous time...



Os Beatles tem sido uma banda cada vez mais constante presente nos meus headphones, o motivo? Eles revolucionaram a música, rock psicodélico, ao mesmo tempo que clássico e moderno (sim, moderno). Meu disco favorito é o clássico Sgt. Pepper's Lonely Heart Club Band (só tenho lembranças boas com esse disco), mas também gosto muito do Magical Mystery Tour e do Rubber Soul, mas quando eu vou ver, vejo que também gosto muito do Abbey Road, mas tem uns sons do Revolver que eu me amarro! E o conceito que eles tiveram na produção do White Album? A evolução presente no Let It Be, a simplicidade atraente do With The Beatles e A Hard Day's Night, que também ta presente no Please Please Me, mas tem o Yellow Submarine e o Help!, passando pelo One e o The Beatles Anthology... AH! Não dá, só tem som bom, além dos sons que ficaram de fora dos álbuns. Além de álbuns eles lançaram diversos filmes, e o primeiro video-clipe da história! The Beatles revolucionou o cenário musical, mas o principal motivo de eu estar falando deles aqui, é por causa do lançamento de um jogo de Xbox360 chamado The Beatles: Rock Band.

O Jogo já havia sido anunciado a um tempo atrás, junto com o re-lançamento dos álbuns dos Beatles remasterizados. A fórmula do game é a mesma fórmula do Guitar Hero, contando com bateria, baixo e vocal. E hoje na E3, maior feira de games do mundo, foi divulgado o primeiro trailer e as primeiras imagens do jogo. E como ja é famoso quando se parte dos Beatles, o disco estará cheio de psicodelia. algumas músicas ja foram divulgadas, assim como alguns estágios do jogo. Abaixo segue as músicas que foram divulgadas acompanhada de um trailer, vale a pena ver, pois dá um gostinho do que o jogo vai ser! Com certeza será uma compra certa pra mim, que sou propietário de um Xbox360 que quase nunca é utilizado!

I Saw Her Standing There
I Want to Hold Your Hand
I Feel Fine
Day Tripper
Taxman
I Am The Walrus
Back In The U.S.S.R.
Octopus’s Garden
Here Comes The Sun
Get Back





ouvindo: Joe Anderson & Jim Sturgess - Strawberry Fields Forever

Cayo.