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#rhymetime #raptime #downloadtime

Bom, aproveitando a onda de Rap nacional do último post, queria aproveitar pra disponibilizar uns downloads pra vocês.

Um deles é o 7F-EP, grupo de Rap Alternativo, o EP foi lançado no ínicio de 2009, com uma proposta e uma fórmula muito diferente da convencional. O grupo é composto por Yce, F2L e Cidão. Letras impactantes e batidas fortes. É um som que vale a pena você parar pra escutar.



1-Sétima Frequência
2-Vendetta
3-Epidemia
4-Projeto Destruição
5-Matrix
6-Invente Um Deus
7-Yin-Yang

CLIQUE AQUI PARA BAIXAR

http://www.myspace.com/setimafrequencia
http://www.twitter.com/7Foficial
Comunidade 7F - Sétima Frequência no Orkut

O outro é o EP do F2L que acabou de ser disponibilizado na internet. O EP conta com 5 faixas gravads e mixadas pelo mesmo e precede outros dois discos lançados "Independente[mente]" e "Teorias Urbanas". É um som que vale a pena você parar pra escutar. [2]



1-Sociedade dos Poetas vivos
2-A Loucura é a Cura
3-Aspire, Inspire
4-Horizonte Artificial
5-Dias Estranhos
6-Em Busca de um Sentido

CLIQUE AQUI PARA BAIXAR

http://efidoisele.blogspot.com
http://www.twitter.com/efidoisele
http://www.myspace.com/projetof2l
Comunidade Projeto F2L no Orkut

Ouvindo: The Mars Volta - Eriatarka

Cayo.

say hello to my little friend! (tomar na cufa II)


cortem as cabeças!

Mais um ano, mais um hútuz, e a mafia permanece firme e forte! Pra quem não sabe, nessa mesma epóca do ano passado escrevi um post mostrando a minha indignação com a CUFA (você pode ler esse post clicando AQUI, ele se encontra no meu antigo blog, não liguem pro layout desarrumado!). Esse ano também compareci novamente no evento que foi sediado mais uma vez no canecão, em botafogo. Para entrar era necessário convite, encontrando alguns conhecidos de eventos de rap, o DJ Bola mais uma vez conseguiu arrumar um convite que garantiu a entrada na minha segunda premiação do Hutúz, pelo menos a entrada é gratuita né?

Depois de marcar um tempo do lado de fora e trocar umas idéias com a galera do rap que não via a um tempo, entrei no canecão, e lá dentro estavam todas as "celebridades" do rap nacional e da música brasileira, Mano Brown, GOG, Rappin' Hood indo até Caetano Veloso, Sandra de Sá, Regina Casé... e claro, Eu (nemri)! Sentei numa mesa com uns amigos e a premiação começou, com uma batalha de rap com umas rimas bem convencionais que eu tanto ouvia nos eventos. Depois disso, tive que assistir a mil conversinhas ensaiadas entre o Netinho (aquele da Record) e a Nega Gizza, foi engraçado. Agora, chegando ao ponto que eu quero chegar, os premiados foram os de sempre! Novamente, Racionais ganhando um monte de prêmio (mesmo não lançando discos novos ou trabalhos novos que os façam merecer [na minha opinião, claro]), Mv Bill, Nega Gizza e Camila (que fazem parte da organização da CUFA) levaram um monte de prêmio também, detalhe, que a cada prêmio que a Camila ganhava (por ela e pelo MV, que não pôde comparecer, então ela recebia por ele), aturavamos rimas e mais rimas dela que ja martelaram nas nossas cabeças em diversas formas, mas todas querendo dizer a mesma coisa, foi engraçado o discurso do Mano Brown, que subiu no palco com o copo de whisky e a mente vagando por outra galáxia. Valeu a premiação só pra ver o GOG rimando "Brasil com P" acapela no microfone e pra ouvir "Rap du Bom Parte II" do Rappin Hood com o Caetano Veloso, uma música que eu sempre curti bastante, ta bom que o Caetano nem tava pilhado de cantar, ele demonstrou quando no palco viu se recusando a cantar alegando não ter ensaiado e não ter trazido equipamentos, sorte que esse é o mundo do rap e do improviso, então o DJ soltou a música e os dois cantaram por cima.


o prêmio #FAIL vai para o Rap Nacional! Porque nós que obrigamos os Mc's a seguirem padrões, e escreverem o que todo mundo ja cansou de ouvir e rejeitamos coisas novas.

Essa foi a última edição do Hutúz Rap Festival, não acho bom ser a última né, até porque esse evento virou um encontro de várias pessoas de várias localidades do Brasil pertencentes a cena do Rap Nacional. O que me deixa indignado foi não ver nenhum representante da cena do Rap Alternativo ali no palco, quer dizer, o rap já é escondido e ausente em todas as premiações de música brasileira, e na premiação que era pra abordar todos da cena do Rap Nacional (seja alternativa ou padronizada), só vemos as mesmas caras de sempre! Ou seja, evento presenciado pela platéia de sempre que sempre recebe os prêmios, e pra ser sincero, nada muito diferente da cena underground carioca. Me deixa indignado o fato de muita gente dessa galera (não vou generalizar, afinal, não são todos) serem preconceituosos com pessoas que não tem tanta semelhança a eles, rotulando quem não se encaixa nos padrões de "mano". Queria que a galera do rap fosse mais cabeça aberta, quem sabe assim teriamos menos fronteiras na música brasileira, o que consequentemente nos proporcionaria mais espaço, e mais apresentações nos diversos eventos que envolvem música em geral.

Esse ano não compareci a muitos eventos de rap, diferente dos anos anteriores, que sempre freqüentava batalhas e os shows da cena underground, o que contribuiu a isso, foi ver que muitos ali apertam a mesma tecla e não saem do lugar, além de ter cansado de ouvir as rimas de sempre. Gosto muito de rap, de fazer, de ouvir, de assistir a apresentações e tudo mais, muita gente diz que eu mudei, que fiquei diferente, alguns até me chamam de emo (WTF!?). Não preciso dar satisfação a ninguém, afinal, eu não tento ser nada... deixo a vida correr, e conseqüentemente sou um resultado desconhecido pra mim mesmo, até porque, se eu for ficar me preocupando com o que eu vou ser, não vou estar sendo, pois vou filtrar meus pensamentos que são o que eu sou de verdade para formar um ser artificial (ok, eu não consigo fazer isso com 100% de sucesso, mas eu tento, acredito que nenhum ser humano consiga, anyway). Nunca vou abandonar as rimas e nem os raps de improviso, tem dias que eu acordo rimando involuntáriamente, essa porra ta no meu sangue, queiram ou não acreditar. Ontem, voltando da casa de uma festa pseudo-alternativa (porque também ja viraram padronizadas) a trilha sonora do meu fone foi "Everything In Its Right Place" do Radiohead, ela me levou a refletir que tudo esta no seu devido lugar, nada se move, nada de novo acontece, sou obrigado a ver reprises da vida a cada dia que passa. A mudança é a lei da vida, e não temam o novo, uma hora ele chega, querendo ou não.

Cayo.

estou na lua



Kid Cudi, na minha opinião, uma das maiores revelações musicais dos últimos tempos. No quarto álbum de Kanye West, 808's & Heartbreak, Cudi fez uma participação na segunda faixa "Welcome to Heartbreak" e ajudou a compor a letra de Heartless (que fez um enorme sucesso e ganhou diversos covers). Ano passado ouvi compulsivamente a sua mixtape "A Kid Named Cudi", e reparei que ela ia além do Rap, tinha algo a mais. Talvez fossem as melodias que acompanham as rimas do Cudi, talvez fossem as batidas que não passavam de músicas do Ratatat e Nosaj Thing, ou então as letras que contradizem completamente aquele velho discurso de ' tal rapper tem o ego muito alto '. Kid Cudi inova, e a maior prova disso foi seu novo álbum "The Man On The Moon: The End of The Day" o primeiro de uma triologia. O disco conta com participações de Ratatat, MGMT, Kanye West e Common, será lançado no dia 15 de Setembro, porém, vazou na internet no dia 5 de Setembro, após ouvir compulsivamente o disco desde o dia do vazamento, percebi que tenho nas mãos, ou melhor, nos ouvidos, um dos discos mais brilhantes que já ouvi em algum tempo.

A faixa de introdução "In My Dreams" tem um BPM bem lento, misturado com alguns elementos bem "Trippy", foi produzido pelo Emile. Alguns sons de violinos dão uma ênfase maior para o verso que nomeia a música. Cudi canta que pode ter tudo e qualquer coisa que ele sempre precisou nos seus sonhos, essa frase da inicío ao disco, que conta uma história, cada faixa é um sonho, e os sonhos são dívididos em cenas, o primeiro se chama "The End Of The Day" e nele estão as faixas que introduzem o disco. O disco começa muito bem, e bem diferente de qualquer álbum de Rap que você já tenha ouvido. Após uma excelente narração do Common (que caiu muito bem ao longo do disco), entra uma das músicas que mais gostei do álbum, a "Soundtrack 2 My Life", que também foi produzida pelo Emile. A letra faz jus ao titúlo, e narra um pouco da vida pessoal de Cudi, nessa música, estão algumas das linhas mais ácidas do álbum, como "Eu estou feliz, e essa é a mentira mais triste", "Ignorância é o amor e eu preciso desta merda" e uma que também me chamou muito a atenção, é a linha que faz referência a clássica música do Jigga-Man (99 Problems). " I Got 99 problems, and they all bitches", a base é composta de sintetizadores, e possuí um final bem psicodélico, onde alguns sintetizadores com overdrive encerram a faixa. Logo depois, você escuta o "ABC" que o Jackson Five custumava cantar, junto de um "123", que ínicia a faixa "Simple As" mas não se deixe enganar! A faixa sampleada por Plain Pat não foi a dos J5, foi um som do OMD chamado ABC Auto Industry (você pode conferir clicando no nome da música). É uma faixa onde finaliza o primeiro ato do disco, "Simples como isso, é simples mano, pergunte sobre isso é uma matemática simples", mais uma narrativa do Common da início ao segundo ato do disco, "The Rise Of The Night Terror".

Alguns xilofones bem melancólicos servem de introdução para a faixa mais "Creepy" do disco, "Mr. Solo Dolo". Sua letra extremamente introspectiva leva você a uma viagem mental passando pelo questionamentos emocionais que você tanto faz a você mesmo! Algumas linhas bem pesadas como "Como posso me sentir tão errado tentando fazer o certo" e "Eu não tenho ninguém, então vou ouvir todos os sons da sanidade", este som tem uma produção incrível, o que me parece ser um sample, foi muito bem extraído da música de origem (que eu infelizmente não consegui achar, se é que ela é um sample), também há um sintetizador muito, digamos assim, "elétrico" que entra na música na hora do verso rapeado. Depois do momento de reflexão introspectiva, uma batida que chega até mesmo a lembrar uma música House começa, é uma das músicas mais pista do disco, "Heart Of a Lion". A sua batida extremamente rápida, produzida por Free School, contagia qualquer um, e as linhas da música inteira te levam para mais uma viagem mental, " Não vou me deixar você me matar nos meus sonhos como o Freddy Krueger, eu não sou um perdedor, te vejo no inferno!" Cudi encerra o primeiro verso da música, e o refrão que inspira a qualquer um que esteja ouvindo a música também é carregado de linhas pesadas " No fim do dia, ninguém vai me parar" "No fim do dia, eu estarei caminando com um coração de leão". Um interlúdio bem psicodélico, que com certeza cai muito bem nas pistas aparece no meio da faixa. Depois da viagem em uma batida rápida como o movimento de coelhos nas relações sexuais, uma batida lenta e bem estruturada da ínico a mais um som introspectivo e reflexivo aparece na tracklist do disco! Produzida por Plain Pat (WHAT UP!) e Jeff Bhasker, "My World", é mais uma música melancólica, onde Cudi tenta expressar o mundo dele, tanto o que vai ser um dia, quanto o que já foi, algumas linhas bem pesadas são encontradas nessa faixa também, "Tentei todos os esportes para conquistar as garotas, invés das garotas que mal falaram de mim, era demasiadamente fascinado por artes e fiquei conhecido como um palhaço", "Os manos dizem que eu sou louco, minha mãe sabe que continuo doidão, estou arrumando grana, mãe!". Essa faixa conta com a participação de Billy Cravens, e uma outra observação interessante, é que você pode ouvir o barulho de pato que também existe em um dos singles do "The Blueprint 3", "Run This Town".



A próxima faixa, além de abrir mais um ato do disco, o "Taking a Trip", é uma conhecida das pistas de todo o mundo, e de todos os olhos que ficam atento para a MTV, "Day N Nite", o single que fez o Kid Cudi estourar desta forma tão espantosa! A faixa foi produzida por Dot Da Genius, na verdade, ela foi idealizada por Kid Cudi, que disse recentemente numa entrevista para o Bet:Rising Stars que a melodia da música apareceu na sua mente enquanto ele andava pelas ruas um dia qualquer, desatento. A letra dessa música é ótima, e o clipe dela pode ser visto clicando aqui. Houve uma outra versão que estourou nas pistas, o remix feito pela dupla de DJs do Crookers, dois clipes também foram feitos para essa versão do remix, nunca foram lançados, mas você pode conferir a primeira versão clicando aqui, e a segunda versão clicando aqui. A letra é bem introspectiva (ok, acho que até aqui, vocês ja entenderam que o conceito do álbum é bem questionador, melancólico e introspectivo) "O chapadão solitário vai libertar sua mente essa noite", "ele fuma um e ele esta no caminho de libertar sua mente em busca do dia e da noite". A segunda faixa deste ato, é uma das melhores músicas do álbum, tanto a letra, quanto a produção (que foi feita pelo Kanye West, e co-produzida pelo própio Cudi) impressionam na faixa "Sky Might Fall". Alguns 808's são rápidamente indentificados nos bumbos da música, a linha do baixo, com um drive e uma distorção bem características das músicas modernas da atualidade, mas não há nada de clichê nessa faixa! A letra impressiona bastante, assim como o refrão: "O Céu pode cair, o céu pode cair, que eu não vou me importar", "O céu pode cair, mas lembre-se que você pode voar mais alto!". O flow do Cudi no refrão é acompanhado por uma melodia feita em um tom alto, o que faz uma das melhores músicas do disco, uma faixa épica. A última faixa deste ato é a também é muito psicodélica, a "Enter Galactic", conta com a produção de Mat Friedman do Illfonics. É um som que também se encaixa muito bem na pista, mas não deixa a desejar, Cudi aparece com um flow impecável uma parte cantada e outra parte meio que recitada, ele fala uma frase que me levou até a refletir bastante, "Se você pudesse fazer o que você imagina, o que seria imaginação pra você?". Te garanto que essa faixa vai, no mínimo, elevar sua imaginação com sua base psicodélica lotada de sintetizadores contagiantes.

O Próximo ato começa após de mais uma das excelentes narrações do Common, se chama "Stuck", de acordo com o que ele diz na narração, este ato representa uma prisão no estado psicodélico que o "Man On The Moon" se encontrou preso no último ato. E ele começa com estilo, com a faixa "Alive". A produção é do Ratatat, começa a se notar pelas características guitarras, tocada por um dos irmãos do grupo, as guitarras, são bem semelhantes com a da faixa "Falcon Job" do álbum "LP3" do Ratatat, pra quem não sabe, Kid Cudi ja chegou a rimar em um sample do Ratatat na faixa "Heaven At Night", que é uma das mais psicodélicas da sua mixtape de estréia, quem estiver curioso em relação ao sample, da uma procurada em "Tacobell Canon" do Ratatat, é do álbum Classics. Bom, voltando para a música, ela possuí um refrão contagiante, "Toda vez que a lua brilha eu me sinto vivo" "Me sinto estranho esta noite" "Sou um lobo solitário". Mais uma música que vangloria a "estranheza" que cada ser humano tem dentro de si, também ressalta os conflitos internos que fazem nos sentir cada vez mais vivos, uma faixa bem otimista. A segunda faixa desse ato, é a "Cudi Zone". A produção novamente fica por conta do Emile, é uma faixa que possuí uma batida bem características dos tipos de rap mais pop, mas Cudi não deixa a desejar, é uma faixa psicodélica (mais uma), que fala sobre estar na sua zona e se sentir bem. "Estou na minha zona e não vou esconder minha alma", os violinos dão um toque mais especial ainda a esta música, gostei bastante, é de longe, uma das faixas mais simples do disco. "Make Her Say" é um dos singles do disco, conta com a participação dos já conhecidos Common e Kanye West, que além de participar, ainda produziu a base. É uma música bem simples, contém um sample da música "Poker Face" da Lady Gaga, não destaco nada de muito impressionante na letra, gosto do flow do Cudi, mas a parte do West e do Common não me agradaram muito também, o que me chamou realmente a atenção neste single, foi o seu clipe, que ficou muito bem produzido, você pode conferir clicando aqui. É uma música que com certeza vai agradar a pista, mas nenhuma letra que faça você refletir tanto, na minha opinião, ficou até meio que fora do contexto do disco. Em "Pursuit Of Happiness", a produção ficou por conta do Ratatat novamente, vemos alguns sintetizadores no estilo de Heaven At Night e as guitarras que já são bem características do grupo novamente, aliás, esta música possuí um solo de guitarra muito legal, acompanhado de um teclado, e no vocal, a dupla MGMT faz uma participação no refrão. A letra é muito boa, também numa pegada psicodélica. "Estou em busca da felicidade, e nem tudo que brilha é ouro" "Me diga o que você sabe sobre sonhos, você na verdade não sabe de nada". Este som vai ser o terceiro single do disco. Todos nós estamos em busca da felicidade, é uma letra que tem um contexto fácil de se encaixar em qualquer situação.



O último ato do disco começa aqui! Se chama "A New Beggining". Começa com uma faixa produzida pelo Crada, da Motion Music, chamada "Hyyerr" o som conta com a participação de Chip Tha Ripper, que também participou da mixtape A Kid Named Cudi. Essa música fala de um tema muito abordado pelo Cudi, maconha, eu particularmente acho meio chato e repetitivo demais esse assunto, também já é um tanto quanto clichê, rappers falando sobre maconha são praticamente narradores de futebol falando sobre um jogo (ok, generalizei legal). A faixa tem uma base bem Hip-Hop, e o flow deles, não sei porque, me lembra um pouco Bone Thugs-N-Harmony, até pelo refrão mesmo, e o assunto é também bem familiar do conteúdo deles. Também não destaco muitos versos dessa música, não me chamaram muito a atenção, mas é divertida, gosto principalmente por causa do flow, e ouvir ela esses dias, me fez até revitalizar alguns dos álbuns do Bone Thugs-N-Harmony (que por sinal, são ótimos). Bom, o disco chega ao final com "Up Up & Away", uma das melhores faixas do disco. Produzida por Free School, a faixa conta com umas guitarras bem doidas (não sei informar se é sample ou gravado), e também com um violão, que parece ter sido tocado. O refrão é contagiante! E a letra é bem otimista, é uma letra que fala sobre a manhã, o ato de você acordar, despertar para um novo dia. "Vou pra cima, pra cima e além, pra cima, pra cima e além, eles vão me julgar de qualquer forma, então tanto faz". Foi uma das faixas que mais ouvi, e encerra o disco com classe, a sintonia da letra com o instrumental forma uma atmosfera bastante otimista. O final do disco ainda possuí mais uma narração do Common, que diz que o fim nunca é o fim! Novos desafios estão por vir, e ele deixa ainda o titúlo do próximo álbum da triologia "Man On The Moon" que se chamará "The Ghost In The Machine". Aguardo ancioso por esse álbum, enquanto isso, o primeiro capitúlo da saga vai tocar constantemente no meu iPod.

E aqui chega ao fim a resenha de um dos discos que mais me identifiquei ultimamente, acho que a música ta precisando de artistas como o Cudi, inovadores, no fundo, todos nós somos, porque todos nós somos diferentes, basta você achar a sua própia identidade, se dedicar de coração e mente, corpo e alma pelo seus projetos! Assim você obterá ótimos resultados, a arte ajuda a gente a se conhecer melhor, e todos nós somos artistas que praticamos a arte da vida.

ouvindo: Kid Cudi - Heart Of a Lion

Cayo.

n.a.s.a. music!



N.A.S.A. significa North America South America, o grupo é uma união do brasileiro Dj Zegon (Zé Gonzales, ex-Planet Hemp) com o produtor nova-iorquino Squeak E. Clean. O principal foco do projeto musical N.A.S.A. é juntar pessoas de mundos diferentes. E daí que surge as combinações inusitadas, muita loucura eletrônica com influência de ritmos brasileiros, a lista de participantes do disco The Spirit Of Apollo impressiona!

Participam do disco: David Byrne, Chali 2na, Gift Of Gab, Z-Trip, Chuck D, Ras Congo, Seu Jorge, Method Man, E-40, Dj Swamp, RZA, Barbie Hatch, John Frusciante, KRS-One, Fatlip, Slim Kid Tre, Karen O, Ol' Dirty Bastard, Tom Waits, Kool Keith, Kanye West, Santogold, Lykke Li, Sizzla, Amanda Blank, Lovefoxxx, George Clinton, Spank Rock, M.I.A., Nick Zinner, Kool Kojak, DJ Babão, Del Tha Funkee Homosapien, DJ Qbert, The Cool Kids, Ghostface Killah, Scarface e DJ AM... UFA!

Zegon e Squeak fizeram uma turnê recheada de apresentações bem sucedidas, que passou pela Inglaterra, Alemanha, França, Bélgica, Canadá e nos Estados Unidos. "A coisa esta tomando uma proporção gigante, maior do que a gente esperava" afirma Zegon, eles também fizeram uma apresentação no festival Coachella, na Califórnia, na mesma noite que Paul Mccartney se apresentaria, o show no deserto californiano contou com uma nave-mãe inspirada na que acompanhava os shows de George Clinton, que até ofereceu a nave original para ser usada por eles, mas saiu mais em conta construir uma nova do que transportar a antiga, além da nave, houveram até mesmo dançarinas fantasiadas de marcianas, o espetáculo é áudiovisual, tudo que eles tocam são sincronizados com imagens nos telões, e isso faz cada show do N.A.S.A. um show único.



Os vídeos são grande parte do espetáculo que o N.A.S.A. oferece, eles possuem o objetivo de fazer vídeo para todas as músicas, nos shows, eles conseguem controlar os vídeos através de um mixer! Os vídeos são lotados de psicodelia, imagens espaciais, trechos de filmes e séries (em especial Supermáquina) e pop art. Você pode conferir os vídeo-clipes do N.A.S.A. lançados até agora clicando aqui

Abaixo segue uma entrevista do DJ Zegon para a Enxame.tv, que foi dada em Novembro do ano passado, mês no qual o N.A.S.A. se apresentou em São Paulo no Nokia Trends (clique para o vídeo ter exibição de tela inteira, ou então desative os comentários de usuários no player)



ouvindo: N.A.S.A. - There's A Party (feat. George Clinton & Chali 2na)

Cayo.

se levantando da recaída.



Eminem conseguiu musicar com sucesso a sua recaída... Relapse é o seu novo álbum de estúdio que chegou as lojas depois de muito tempo ausente do mercado da música, é como se Eminem começasse de novo, as músicas tem todas um clima muito 'dark side of the force', as faixas foram produzidas pelo Dr. Dre, com a exeção do single Beautifull, que foi produzida pelo própio Eminem. O disco também marca a volta de seu alter-ego Slim Shady.

3 A.M. é a música que é o single principal, é a letra mais obscura do disco também, o clipe se passa numa clínica de reabilitação... Eminem conta do seu vício em anti-depressivos, a letra é bem obscura, ele interpreta um serial-killer psicótico. A faixa My Mom, é mais uma das milhões de 'homenagens' que Eminem sempre presta a sua mãe, ele fala que seu vício e recaída no mundo das drogas também foi muito por influência de sua mãe, que se drogava compulsivamente na sua frente, passando por Insane, Eminem interpreta uma pessoa que foi molestada durante a infância, a faixa Bagpipes From Baghdad, que por sinal é uma das minhas favoritas, ele rima num loop muito louco que fácilmente penetra a sua mente, com direito até a uso de auto-tune no final, ele zoa Mariah Carey e seu marido Nick Cannon, Hello é uma faixa que Eminem se re-apresenta, depois de muito tempo ausente, como se ele tivesse começado de novo no mundo da música. A faixa Same Song & Dance possuí 808's muito loucos na batida, na letra ele novamente zoa as Pop Star's Britney Spears e Lindsay Lohan. A música We Made You foi o single que teve o primeiro clipe do disco, é uma música bem pra cima, bem estilo Eminem Serial-Killer de Pop Stars, ele zoa tanta gente na letra e no clipe, passando por nomes como Jessica Simpson, Amy Winehouse, Star Trek, Jessica Alba, John Mayer, ele diz que a música não foi feita pra ofender nenhum dos citados na letra, apenas tirou nomes aleatórios quando estava escrevendo a letra, a base é repetitiva e consegue grudar na sua mente. Old Time's Sake é uma faixa feita como antigamente, Dr. Dre e Eminem rimando numa faixa com uma base bem simples, em It Must Be The Ganja, ele fala que estar num estúdio fazendo música, é como se fosse uma droga e um vício pra ele. Deja Vú é uma letra que ele fala sobre uma Overdose que teve em 2007, junto com mais rimas sobre seu vício de drogas, chama muito a atenção, um som de orgão que vem sendo tocado no refrão. A faixa que vem em seguida, Beautifull, é de longe a melhor do álbum pra mim, é o único beat do cd produzido pelo própio Eminem, com sample de Reaching out, uma música do Queen com Paul Rodgers, na letra ele canta de modo bem sentimental, o conceito da letra é o já conhecido 'Seja Você Mesmo' que muitos falam e poucos conseguem realmente botar na prática, se é que alguém consegue colocar na prática por completo! Ele diz que qualquer um que está em um lugar escuro onde é difícil enxergar saídas, pode conseguir se libertar, o sample dessa música é fantástico, aguardo anciosamente por um clipe! Crack a Bottle é uma das faixas finais, e também é single! Foi a primeira faixa a ser anunciada como parte do álbum Relapse, um som bem swingado e simples feito para as pistas. O disco termina com Underground, que fala de uma antiga loja de roupas de Hip-Hop de Detroit que Eminem freqüentava e das batalhas de freestyle, onde Eminem conseguiu grande destaque.



Falando em Eminem, essa semana no MTV Movie Awards aconteceu uma 'piada de mal gosto', o ator Sacha Cohen, interpretando o personagem gay, Bruno, pra promover seu próximo filme, pousou com a bunda na cara de Eminem, que se mostrou muito irritado, ele pareceu deixar o Movie Awards muito irritado, dizem que xingou diversos palavrões, ele ainda havia se apresentado no evento, cantando os singles We Made You e Crack A Bottle, dizem alguns que o acontecido foi combinado, sei lá, não tentem entender o mundo da fama, sei que os componentes do D12 deram umas porradas no Sacha.

Relapse é completamente diferente dos outros discos do Eminem, é realmente como se ele estivesse começando novamente na música. Até sua voz está diferente, depois de passar por muitas complicações, como seu extremo vício por drogas e a perda de seu melhor amigo, companheiro de grupo e backin' vocal, Proof. Nos shows, Kuniva vem fazendo as dobras pra ele, Eminem também tem mostrado uma postura diferente no palco. Durante sua depressão ele chegou a engordar frenéticamente, ele sempre sofreu de problemas emocionais, acompanhados de problemas de relacionamento com sua ex-esposa Kim, e ainda problemas com a fama. Eminem conseguiu contornar tudo isso e lançou um bom disco. Muitos com certeza vão olhar as letras do Eminem e pensar 'Nossa! Esse cara é maluco! Letras psicóticas e depressivas, quem vai querer ouvir isso?'. Só me diz se você nunca passou por problemas emocionais? E na minha opinião, quem mais se questiona e luta por seus objetivos de modo incansável, acaba tendo um contato mais forte com o medo e a angústia, acaba tendo uma visão mais dramática da vida, os sentimentos são uma arma muito boas quando usadas para o nosso favor, mas imagine eles se voltarem contra você? Não digo que é certo o Eminem ter se viciado em drogas, mas todos nós nos perdemos em diversos labirintos durante a nossa vida, com certeza isso tudo ensinou muito para ele, e Relapse é mais uma obra que acompanha os antigos álbuns do Eminem, fazendo uma sintonia incrível entre a música e a sua vida. E você? Vai dizer que nunca teve recaídas?

ouvindo: Eminem - Beautifull

Cayo.